Questõesde MACKENZIE sobre História Geral

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Foram encontradas 32 questões
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MACKENZIE 2019 - História - Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura, História Geral

“Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. A Igreja, portanto, para quem a história humana só atingira a culminância na Era Cristã, não poderia ver com bons olhos essa atitude.”

(SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Unicamp, 1988. p.14)


Quanto aos humanistas, podemos dizer que

A
eram em sua maioria cristãos e desejavam reinterpretar o Evangelho à luz da experiência e dos valores da Antiguidade. Exaltavam o indivíduo, a vontade e a capacidade de ação dos homens.
B
valorizavam os antigos gregos e romanos em detrimento da cultura medieval. Assim, os humanistas retornam ao paganismo e fazem dessa religião sua crença principal provocando a ira da Igreja Católica.
C
acreditavam que somente Deus é a fonte de energias criativas ilimitadas, detentor único de virtude e glória. Porém, seu teocentrismo não os impediu de produzir obras que valorizassem a ação humana.
D
acreditavam, inspirados nos valores clássicos, na capacidade transformadora dos homens induzidos por força criadora de Deus. Diante disso, a Igreja Católica adotou uma política de total apoio ao movimento.
E
eram orientados pela ideia de submissão total do homem a Deus e à Igreja. Obedeciam à ordem social imposta pelo clero e justificam esse posicionamento a partir dos textos da antiguidade clássica.
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MACKENZIE 2019 - História - História Geral, Segunda Grande Guerra – 1939-1945

“(...) A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.

Os telegramas de Moscou repetem Homero.

Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo

que nós, na escuridão, ignorávamos.

Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,

na paz de tuas ruas mortas, mas não conformadas,

no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,

na tua fria vontade de resistir.”

(Carlos Drummond de Andrade. Carta a Stalingrado do livro Rosa do Povo”. Em Poesia e Prosa. Rio de janeiro, Editora Nova Aguilar, 1983)


O trecho acima relata, poeticamente, uma das maiores batalhas da Segunda Guerra Mundial, a batalha de Stalingrado, em 1943, na União Soviética. Stalingrado tornou-se sinônimo mundial do heroísmo e da luta pela pátria. A respeito desse episódio histórico e suas consequências é correto assinalar que

A
Hitler, ao ordenar a invasão da União Soviética, em julho de 1941, aproveitou-se do espírito anticomunista presente nos Estados Unidos que, mesmo descontente com os rumos da guerra, não saiu do seu isolamento político tradicional.
B
os alemães, ao adotarem a tática de “terra arrasada”, acabaram por infligir enormes perdas humanas e materiais à União Soviética, a qual, apesar do heroísmo demostrado nessa batalha, é obrigada a recapitular junto ao Terceiro Reich.
C
a Operação Barbarossa, nome dado ao plano de guerra alemão contra os russos, a fim de conquistar os poços de petróleo do Cáucaso e a cidade de Stalingrado, foi um fracasso. Essa batalha foi o marco do início da derrota alemã.
D
os soviéticos tiveram expressiva ajuda norte-americana nesse episódio de guerra, pois sem a contribuição dos Estados Unidos, seria impossível vencer o exército alemão, mais bem equipado e com maior número de combatentes.
E
foram utilizadas, na batalha de Stalingrado, novas armas de guerra na ofensiva alemã sobre os soviéticos, o que garantiu o rápido avanço das tropas nazistas e o quase aniquilamento da cidade, que foi salva graças à ação dos aviões bombardeiros americanos.
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MACKENZIE 2019 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

A expansão da civilização romana e a conquista do Mediterrâneo, se por um lado trouxeram riquezas e poderio à Roma; por outro lado, provocou um conflito entre as antigas instituições políticas, frente à nova realidade social e econômica dos romanos. Isso se deve

A
às Guerras Púnicas que resultaram no predomínio marítimo- mercantil romano sobre o Mediterrâneo, onde Cartago teve que se render à Roma, porém os cartaginenses não aceitaram submeter-se às leis romanas.
B
à inadequação entre a estrutura política republicana e a expansão do sistema escravista de produção, cuja principal consequência foi a crise da República Romana e o estabelecimento do Império.
C
à expansão externa de Roma que provocou a vinda de imensos contingentes de prisioneiros de guerra na condição de escravos, favorecendo os pequenos e médios proprietários de terra.
D
à conquista do Mediterrâneo e à abertura de novos mercados à economia romana que prejudicaram fortemente o desenvolvimento da manufatura e dos produtos romanos frente à concorrência das mercadorias estrangeiras.
E
às vitórias advindas após as Guerras Púnicas, que foram responsáveis pelo início de um período de prosperidade econômica e, consequentemente, paz social e estabilidade política.
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MACKENZIE 2019 - História - História Geral, Revoluções Liberais na Europa : Ondas de 1820, 1830 e 1848

“A história de todas as sociedades até agora tem sido a história das lutas de classe. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, membros das corporações e aprendiz, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em contraposição uns aos outros e envolvidos em uma luta ininterrupta, ora disfarçada, ora aberta, que terminou sempre com a transformação revolucionária da sociedade inteira ou com o declínio conjunto das classes em conflito.”

Trecho do Manifesto do Partido Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels – 1848

Sobre o contexto histórico e as propostas de Marx e Engels considere as seguintes afirmações:

I. O Manifesto do Partido Comunista foi escrito às vésperas das Revoluções de 1848, as quais abalaram os setores mais conservadores da Europa, preocupada em barrar o avanço das transformações iniciadas com a Revolução Francesa de 1789.
II. Assim como em 1871 na Comuna de Paris; em 1848, a classe operária europeia tornara-se protagonista nos movimentos revolucionários críticos do modelo capitalista e da sua exploração do trabalho.
III. Conhecida como a Primavera dos Povos, as Revoluções de 1848 uniram anarquistas, comunistas e socialistas em torno de um projeto essencialmente marxista, culminando em ações revolucionárias nas principais capitais europeias.
IV. Na construção de sua teoria, Marx e Engels reapropriam-se criticamente da filosofia alemã, em especial Hegel, das reflexões dos socialistas utópicos, da teoria econômica inglesa e da prática política dos movimentos sociais e operários europeus.

A
apenas II e III são corretas.
B
apenas I é correta.
C
I, II e III são corretas.
D
I, II e IV são corretas.
E
todas são corretas.
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MACKENZIE 2019 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

“Na Antiguidade e na Idade Média, apesar do nível técnico inferior, o tempo de produção diária, semanal ou anual era bem menor que no capitalismo. Como a religião tinha primazia sobre a economia, o tempo das festas e dos rituais religiosos era mais importante do que o tempo da produção, que foram em boa parte abolidos na esteira da modernização.”

(KURZ, R., in Folha de São Paulo, 3 jan. 1999, p. 5)

Com base no texto acima, considere as assertivas abaixo.

I. O trabalho na sociedade feudal era estruturado na servidão, que mantinha os indivíduos presos à terra, tendo que pagar uma série de obrigações em taxas e serviços. Apesar disso, o servo era preso à terra e não podia ser negociado como mercadoria, diferentemente do trabalhador no sistema capitalista, facilmente descartado e substituído.
II. As sociedades existentes antes da Revolução Industrial eram quase todas de caráter aristocrático e hierarquizadas. A economia era primordialmente agrícola, em que o comércio ocupava um papel complementar. O objetivo máximo era suprir as necessidades da sociedade como um todo. Com o advento da economia de mercado capitalista, o objetivo era a obtenção do lucro, mesmo que fosse necessário transformar a força de trabalho em mercadoria.
III. A sociedade capitalista é uma organização social regida pelas necessidades das leis de mercado, não apenas para satisfazer às necessidades humanas. Nelas os trabalhadores modernos são livres, pois não estão sujeitos à autoridade de um senhor, como antigamente, porém, na economia de mercado atual, os empregados só têm participação como vendedores de sua força de trabalho.

Assinale

A
se somente a I estiver correta.
B
se somente a I e a II estiverem corretas.
C
se somente a I e a III estiverem corretas.
D
se somente a II e a III estiverem corretas.
E
se todas estiverem corretas.
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MACKENZIE 2012 - História - Construção de Estados e o Absolutismo, História Geral

“O Estado sou eu”, frase atribuída ao rei francês Luís XIV, traduzia o grau de centralização de poderes típica dos Estados absolutistas europeus. Tal forma de organização política destacava a figura do monarca como bem caracteriza a imagem acima. Assinale a alternativa correta que expressa o papel da monarquia absolutista.

A
O regente, ao aparecer publicamente com trajes suntuosos, exprimia a união entre o poder temporal e o espiritual, apoiado publicamente pelo Papa em cada aparição pública.
B
O monarca, ao se utilizar da pompa e da suntuosidade, sintetizava os anseios da própria nação e dos diversos grupos religiosos existentes no território francês.
C
A exposição pública da figura do monarca enfraquecia a nobreza e as tradições aristocráticas, ao mesmo tempo em que fortalecia os interesses burgueses.
D
O rei, ao simbolizar o próprio Estado francês, consegue articular o anseio do grupo mercantil em ascensão, articulando-os com os interesses da nobreza nacional.
E
Eliminar as revoltas camponesas francesas, recorrendo ao luxo e majestade configurados na imagem do monarca, garantia estabilidade a nação.
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MACKENZIE 2012 - História - História Geral, Ocupação de novos territórios: Colonialismo

Com a união das coroas de Portugal e Espanha, ocorreu o início do período chamado de União Ibérica (1580-1640). A Holanda, que enfrentou diversas lutas contra a Espanha, exerceu influência direta na colônia portuguesa na América, pois

A
passou a pilhar e saquear as feitorias na costa africana dominada pelos espanhóis, interessada no comércio de escravos e de marfim, invadindo, também, as cidades de Santos e Salvador, no Brasil.
B
o embargo espanhol representou prejuízos para os interesses holandeses no Brasil, uma vez que participavam do comércio de produtos tropicais nacionais, principalmente do pau-brasil.
C
sofria, na época, perseguições religiosas na Europa e retaliações dos católicos residentes em seu país, por isso, seu desejo foi montar uma colônia protestante no Brasil.
D
ocupou o nordeste brasileiro para evitar a criação de bases e feitorias espanholas, visando quebrar o monopólio da rota da prata advinda das demais colônias e também minar o prestígio internacional ibérico.
E
apoderou-se do nordeste brasileiro e retomou o controle da lucrativa operação de transporte, refino e distribuição comercial do açúcar brasileiro, perdido a partir da União Ibérica.
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MACKENZIE 2012 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

“(...) Consta que a concubina de Péricles, Aspásia, ajudou-o a escrever seus discursos. E a todos surpreendia ver o grande estadista a cada manhã, ao sair de casa, despedir-se de Aspásia com beijos.”

A elevação do espírito: 600 a.C.- 400 a.C. Rio de Janeiro, 1998

O texto acima, referindo-se ao grande líder da cidade-estado de Atenas, Péricles, retrata as contradições sociais existentes, não apenas em Atenas, mas em toda a Grécia. Sobre a sociedade grega da época, podemos afirmar que

A
As condições sociais eram idênticas tanto nas cidades-estados que evoluíram para regimes democráticos, como Atenas, por exemplo, quanto nas póleis oligárquicas, como Esparta.
B
Em toda a Grécia, a sociedade era predominantemente masculina, mas em disputas sucessórias familiares, em alguns casos, o poder era exercido pelas mulheres.
C
A democracia, instituída pelas reformas de Clístenes, era um sistema político que atendia aos interesses de apenas uma minoria da população, estando excluídos os estrangeiros, os escravos e as mulheres.
D
Em Atenas, as mulheres provenientes de ricas famílias possuíam maior autonomia, pois eram consultadas e participavam efetivamente das decisões políticas e assuntos relacionados ao destino da pólis.
E
A estabilidade social, advinda das reformas introduzidas por Clístenes, não foi acompanhada por estabilidade econômica, já que foi a partir da conquista da democracia que os gregos iniciaram seus conflitos com os persas.
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MACKENZIE 2017 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Leia os textos a seguir:

“De Tarkala à cidade de Gana, gastam-se três meses de marcha um deserto árido. No país de Gana, o ouro nasce como plantas na areia, do mesmo modo que as cenouras. É colhido ao nascer do sol”.
Ibn al-Fakih. Citado em: Alberto da Costa e Silva. Imagens da África: da Antiguidade ao século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.32

“[Gana] é a terra do ouro. (...) Toda a gente do Magreb sabe, e ninguém disto discrepa, que o rei de Gana possui em seu palácio um bloco de ouro pesando 30 arratéis (cerca de 14 kg). Esse bloco de ouro foi criado por Deus, sem ter sido fundido ao fogo ou trabalhado por instrumento. Foi, porém, furado de um lado ao outro, a fim de que nele pudesse ser amarrado o cavalo do rei. É algo curioso que não se encontra em nenhum outro lugar do mundo e que ninguém possui a não ser o rei, que disso se vangloria diante de todos os soberanos do Sudão”.
Al-Idrisi. Citado em: Alberto da Costa e Silva. Imagens da África: da Antiguidade ao século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.37

Os textos foram escritos por viajantes árabes ao observarem aspectos sobre o Reino de Gana, na África, durante a Idade Média europeia. Pela análise dos excertos, é correto afirmar que tal Reino

A
causava espanto e admiração, tanto pelo desenvolvimento econômico como pelo poder teocrático politeísta de governante.
B
causava estranhamento em seus visitantes, tanto pela quantidade exagerada de metais preciosos disponíveis como pelo poder autoritário do governante.
C
provocava perplexidade nos viajantes, pois não compreendiam seu desenvolvimento em meio a um continente marcado pela inexistência de civilizações.
D
desenvolveu-se sustentado pela riqueza do ouro e pela crença monoteísta, fator que o desqualificava perante os viajantes que ali passavam.
E
impressionava seus visitantes, tanto pela opulência trazida pelo ouro como pela sua complexa organização política e social.
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MACKENZIE 2017 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Revolução Russa de 1917

Rosa Luxemburgo, destacada intelectual marxista, escreveu, em 1918, a obra A Revolução Russa. Leia com atenção o trecho a seguir:

“A liberdade é sempre a liberdade de quem pensa de maneira diferente (...). A ditadura do proletariado deve ser obra da classe e não de uma pequena minoria dirigente em nome da classe (...). Sem eleições gerais, sem liberdade irrestrita de imprensa, de reunião e discussão (...), algumas dezenas de dirigentes do Partido (...) comandam e governam (...). Entre eles, a direção, na verdade, está nas mãos de uma dúzia de homens, e uma elite, escolhida na classe operária, é de tempos em tempos convocada a aplaudir os discursos dos chefes e votar por unanimidade as resoluções que lhe são apreendidas”.
Rosa Luxemburgo. A Revolução Russa. Citado em: Antoine Prost. Gérard Vincent (orgs). História da Vida Privada: Da Primeira Guerra aos nossos dias. v.5. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, pp.419-420

É correto afirmar que, para a autora, o processo revolucionário russo

A
contribuiu para a imposição das leis proletárias para o restante da União Soviética. Segunda essa visão, aos soviéticos, por serem a elite socialista, caberia a liderança sobre o restante dos países marxistas.
B
resultou na criação de uma ditadura por parte dos dirigentes do partido, e não do proletariado. Em sua visão, a ditadura do proletariado deveria partir da classe e não de um grupo de dirigentes que fala em seu nome.
C
criou uma elite burocrática semelhante aos demais países capitalistas. Por isso, o governo stalinista deveria ser substituído pela ditadura do proletariado, com ampla participação do operariado urbano na condução do país.
D
resultou de uma coalizão de forças entre o campesinato e o operariado urbano. Daí a necessidade, apontada no texto, de estabelecer um governo centralizador, que fosse capaz de congregar interesses diversos.
E
estabeleceu o comando proletário sobre os dirigentes do partido, razão pela qual o governo se encontrava sem credibilidade. A solução, segundo o texto, seria atentar para os múltiplos interesses envolvidos, e conciliá-los no governo.
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MACKENZIE 2017 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)



As duas grandes civilações da Antiguidade, Grécia e Roma, construíram anfiteatros grandiosos, com enorme capacidade para abrigar seus frequentadores. Na Grécia, o Anfiteatro de Epidauro, construído em IV a.C e o Coliseu, construído em Roma, entre 72 e 80 d.C., são dois belos exemplos. Entretanto, mais do que apenas diferenças arquitetônicas, tais construções exemplificam as diferenças entre essas duas civilizações. Considere as afirmativas abaixo.

I. O Coliseu era, sobretudo, um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda civilização romana que, por meio de espetáculos de gladiadores, execuções e jogos, voltados para o entretenimento da população, desviava a atenção do povo dos problemas sociais e políticos.
II. O Teatro grego desempenhava um papel importante na cultura e no orgulho cívico, onde por meio de dois gêneros principais, a tragédia e a comédia, discutiam-se temas políticos e sociais, por vezes de forma satírica, levando o cidadão a uma reflexão sobre o mundo em que vivia.
III. Para a cultura greco-romana, a importância dos anfiteatros não residia somente na possibilidade de realizar as festas rurais, festivais artísticos ou espetáculos dirigidos ao povo. Nesses amplos espaços as decisões políticas eram tomadas pelos governantes com o apoio da população votante.

Assinale a assertiva correta.

A
Somente a I está correta.
B
Somente a I e II estão corretas.
C
Somente a I e III estão corretas.
D
Somente a II e III estão corretas.
E
Todas estão corretas.
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MACKENZIE 2017 - História - História Geral, Mundo Árabe : de Maomé ao Império

“Em 632, a grande discussão provocada pela morte de Maomé era quem deveria sucedê-lo como principal líder político da comunidade islâmica. Embora Abu Bakr (sogro de Maomé) tenha sido escolhido como primeiro califa, muitos defendiam que a liderança deveria ser exercida por Ali, genro do profeta, casado com sua única filha viva na época. Do casamento nasceram dois filhos, herdeiros diretos de Maomé. Para os seguidores de Ali, apenas os descendentes em linhagem direta com o profeta (portanto, as gerações nascidas de seus dois netos) deveriam assumir o controle, uma vez que teriam sido escolhidos por Alá”.
Michel Reeber. Religiões: mais de 400 termos, conceitos e ideias. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002, p.259

O texto aponta para a(o)

A
início de um conflito civil no Império Islâmico, contribuindo para a perda de unidade política e religiosa entre os seguidores do profeta Maomé.
B
divisão do mundo islâmico após a morte do profeta Maomé, contribuindo para o surgimento de duas importantes divisões do Islã: os xiitas e os sunitas.
C
formação do califado, com a dinastia Omíada, governado pelos descendentes diretos do profeta Maomé, o que, por sua vez, deu início à expansão islâmica.
D
perda da unidade política, em virtude do início da guerra civil entre as comunidades islâmicas, mas com a manutenção da crença no Corão e na Suna.
E
imposição do poder centralizado em torno dos descendentes diretos do profeta Maomé, com a perseguição e eliminação de todos os grupos opositores.
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MACKENZIE 2016 - História - História Geral, Imperialismo e Colonialismo do século XIX

“O Egito (...) faz limite não apenas com um mar, mas com dois, o Mediterrâneo e o Vermelho. A distância entre eles é de cerca de 160 quilômetros. Por isso, desde tempos imemoráveis, o país tem sido um elo entre a Europa e o Oriente”.
H. L. Wesseling. Dividir para Dominar: A partilha da África (18801914). Rio de Janeiro: Editora UFRJ/ Editora Revan, 1998, p.46.

No contexto imperialista britânico, no século XIX, o domínio sobre o Egito representava, dentre outros,

A
a conquista de um vasto território, com terras na África e na Ásia, criando a possibilidade de interligar o Mediterrâneo ao mar Vermelho e, assim, às fontes de recursos do Oriente Médio.
B
o controle sobre as fontes de ouro e de diamante, tornando-se, em pouco tempo, a principal colônia britânica e a maior economia dentre as regiões sob controle europeu.
C
a utilização da mão de obra da população rural para o trabalho na agricultura, em função da existência do rio Nilo, o que tornaria o trigo cultivado ali em principal fonte de renda do império britânico.
D
o domínio sobre o deserto do Saara, importante elo de conexão entre o Norte e o Sul do continente, com as importantes rotas comerciais que ligavam o Nilo ou interior do continente africano.
E
a exploração tanto da agricultura quanto dos recursos industriais daquela região, desenvolvidas ao longo do século XIX e que faziam do Egito a maior economia da África subsaariana.
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MACKENZIE 2016 - História - Construção de Estados e o Absolutismo, História Geral

“O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os votos), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com a sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita.” (Thomas Hobbes)

Hobbes, teórico e filósofo do século XVII, elaborou as bases do seu pensamento político, admitindo a existência de um pacto social entre os homens e o governo, capaz de realizar uma construção racional da sociedade. Considere as assertivas abaixo.

I. A humanidade, no seu estado natural, era uma selva. Mas quando os homens eram submetidos por Estados soberanos, não tinham que recear um regresso à selva no relacionamento entre indivíduos, a partir do momento em que os benefícios consentidos do poder absoluto, em princípio ilimitado, permitiam ao homem deixar de ser uma ameaça para os outros homens.
II. Sua doutrina, a respeito do direito divino dos reis serviu como suporte ideológico ao despotismo esclarecido dos monarcas europeus durante a Era Moderna e de inspiração para a burguesia mercantil, em luta contra o poderio que a nobreza exercia sobre as cidades.
III. O Absolutismo, por ele defendido, seria uma nova forma de governo capaz de articular setores sociais distintos. Atenderia aos anseios dos setores populares urbanos, interessados em apoiar o poder real a fim de contar com isenção fiscal, assim como a aristocracia, que encontra, nessa forma de governo, possibilidade de manter seus privilégios econômicos e sociais.

Assinale

A
se apenas I estiver correta.
B
se apenas II estiver correta.
C
se apenas III estiver correta.
D
se apenas I e II estiverem corretas.
E
se apenas II e III estiverem corretas.
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MACKENZIE 2016 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Ao analisar a estrutura do trabalho, durante a Alta Idade Média, Leo Huberman afirmou:

“O camponês era, então, um escravo? Na verdade, chamava-se de ‘servos’ a maioria dos arrendatários, da palavra latina servus, que significa ‘escravo’. Mas eles não eram escravos, no sentido que atribuímos à palavra, quando a empregamos”.
Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986, p.06

Considerando os trabalhadores durante o período considerado, a distinção principal, notada pelo autor, decorre

A
da obtenção de proteção, oferecida pelo senhor aos seus servos que, em troca, prestavam o juramento de fidelidade ao dono da terra, dentro das relações de suserania e vassalagem.
B
das especificidades do trabalho naquele período, em que os servos deviam obrigações ao senhor da propriedade, não podendo ser vendidos ou trocados, já que estavam vinculados à terra.
C
das formas diferentes de se lidar com a mão de obra, já que, na Idade Média, o servo podia ser vendido ou trocado a qualquer momento, condição inexistente com os escravos.
D
da concepção diferenciada sobre o tratamento dado aos trabalhadores, mais amena em relação aos servos, e de extrema crueldade em relação aos escravos e suas respectivas famílias.
E
dos diferentes vínculos estabelecidos entre o trabalhador e o senhor da terra: o escravo estava preso ao seu proprietário, já os servos eram homens livres, que podiam escolher a proteção de um senhor menos cruel.
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MACKENZIE 2015 - História - Construção do Estado Liberal: Revolução Francesa, História Geral

De fato, a partir de 1789, a Europa, ainda aristocrática, começa a ouvir a palavra nação de uma nova maneira. Uma nova forma de organização política se desenvolve, trazendo junto com ela a promissora expressão de liberdade. (...). Finalmente, o Estado, que se constitui como a representação de todos os cidadãos da nação, apareceu como a forma de organização política que acompanha a República nascente. (...) Assim fica claro que nação, Estado e cidadania foram um conjunto indissociável de ideias e práticas sociais que surgem de um processo revolucionário da história universal.
Guillermo Raúl Ruben. O que é nacionalidade. São Paulo: Brasiliense, 1984, p.25

A Revolução Francesa contribuiu, dentre diversos aspectos, para a emergência de um novo sentido à nação e ao nacionalismo. A respeito do assunto, considere as afirmativas.

I. A partir daquele momento, os indivíduos passam a se considerar cidadãos abstratamente iguais, membros de uma organização política e representados pelo Estado.
II. A cidadania que emerge a partir do processo revolucionário francês difere do sentimento de pertencimento a um certo senhor, típico da sociedade aristocrática.
III. Surge, a partir daquele momento, a concepção de Estado-nação presente nos dias de hoje: aquele que envolve o conjunto de leis próprias, a autonomia e a soberania, a cultura de um povo que vive em um determinado território.

Assinale

A
se somente a afirmativa I está correta.
B
se somente as afirmativas II e III estão corretas.
C
se somente as afirmativas I e III estão corretas.
D
se somente a afirmativa III está correta.
E
se todas as afirmativas estão corretas.
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MACKENZIE 2015 - História - História Geral, Revolução Chinesa


As imagens acima são de cartazes chineses, que circularam por todo o país durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76). Considere as assertivas abaixo a respeito desse movimento revolucionário.

I. O movimento impulsionado por Mao Tse-tung, teve grande influência nas artes chinesas, principalmente no teatro e na ópera, que adquiriram um aspecto mais realista e influenciado pela cultura soviética.
II. A Revolução Cultural tinha uma proposta de radicalizar, ainda mais, tópicos como igualitarismo, antiburocratismo e autogestão do comunismo chinês.
III. No plano econômico, esse movimento atrasou o avanço tecnológico do país, devido às perseguições a inúmeros intelectuais, cientistas e educadores.

Assinale

A
se somente a assertativa I está correta.
B
se somente a assertativa II está correta.
C
se somente a assertativa III está correta.
D
se somente as assertativas I e II estão corretas.
E
se somente as assertativas II e III estão corretas.
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MACKENZIE 2015 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

As Cruzadas, durante a Idade Média, representaram uma forma de solução para os problemas decorrentes do início da desestruturação do regime feudal. A expressão “Cruzada” “derivou-se do fato de seus integrantes considerarem-se soldados de Cristo”. Tais expedições constituíram-se em

A
empreendimentos de caráter militar, voltadas contra os inimigos da Cristandade, sem o apoio formal da Igreja Católica, mas patrocinadas por nobres feudais, que garantiam privilégios materiais aos participantes.
B
oportunidades oferecidas em uma sociedade fortemente religiosa, mais clerical do que civil, em que o pecado e o crime equivaliam a mesma coisa, ou seja, do cruzado obter a indulgência, ou perdão aos seus pecados.
C
movimentos nos quais tanto a iniciativa de lutar contra os infiéis quanto a de reconquistar a Terra Santa, partia de muitos indivíduos não combatentes, como mercadores, artesãos, mulheres e crianças, motivados pela fé.
D
iniciativas militares, cujos recursos materiais para sustentar os cruzados provinham da Igreja Católica, única interessada na reconquista da região.
E
possibilidades para escapar das dívidas e dos pagamentos dos tributos à Igreja e aos senhores feudais, já que o cruzado, ao participar dessas expedições, conseguia uma moratória estendida para toda sua vida.
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MACKENZIE 2014 - História - Construção de Estados e o Absolutismo, História Geral

Ao analisar os acontecimentos e consequências de 1848, na França, Karl Marx denominou de “18 brumário de Luís Bonaparte” o golpe de Estado realizado por esse último. A denominação é historicamente possível, pois

A
estendeu a ação de seu Império da França até o norte da África, incluindo regiões na Itália e Alemanha, territórios anteriormente também conquistados por seu tio.
B
organizou um Império de caráter despótico absolutista, impôs a censura aos meios de comunicação e proclamou-se cônsul vitalício, atitudes já realizadas por Napoleão.
C
assim como Napoleão, Luís Bonaparte legitimou seu golpe por meio de um plebiscito, extinguindo a República até então vigente para proclamar-se imperador.
D
Luís Napoleão, assim como Napoleão, a princípio realizou reformas absolutistas para depois, já no Império, introduzir princípios iluministas de administração pública.
E
assim como seu tio, Luís Bonaparte se auto coroou imperador, reduziu a interferência do alto clero no governo e limitou o direito ao voto a critérios censitários.
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MACKENZIE 2014 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

Durante o século XV, a Europa experimentou o início de uma expansão marítima, que é um marco no início da europeização do mundo. Entre os motivos que levaram os portugueses a buscarem a Expansão Marítima, podemos apontar

A
a queda de Constantinopla para o império turco otomano, em 1453, levando os países católicos a buscarem um novo caminho que os conduzissem à Terra Santa.
B
o crescimento da circulação monetária e a consequente estabilização dos preços, na época, permitindo o acúmulo de que passou a ser investido nas empreitadas marítimas.
C
o fortalecimento do poder dos monarcas europeus, que passaram a governar em caráter absolutista e centralizaram todas as decisões do Estado em suas mãos.
D
a consolidação do sistema de manufaturas controladas pelas grandes corporações de ofício, que passaram a financiar a Expansão Marítima em busca de novos mercados consumidores.
E
a necessidade da expansão comercial, que aumentaria os poderes do rei, manteria os privilégios da nobreza e elevaria os lucros da burguesia, pois o controle comercial do Mediterrâneo pertencia aos italianos.