Questõesde UECE sobre A Política
Atente para o seguinte trecho de Locke sobre
o pacto social:
“Se todos os homens são, como se tem dito, livres,
iguais e independentes por natureza, ninguém pode
ser retirado deste estado e se sujeitar ao poder
político de outro sem o seu próprio consentimento. A
única maneira pela qual alguém se despoja de sua
liberdade natural e se coloca dentro das limitações
da sociedade civil é através de acordo com outros
homens para se associarem e se unirem em uma
comunidade para uma vida confortável, segura e
pacífica uns com os outros, desfrutando com
segurança de suas propriedades e melhor protegidos
contra aqueles que não são daquela comunidade”.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. Petrópolis:
Vozes, 1994, p. 139. Coleção clássicos do pensamento
político. – Citação adaptada.
No que diz respeito ao estabelecimento da sociedade
civil em John Locke, considere as seguintes
afirmações:
I. O estabelecimento da sociedade civil amplia
a liberdade dos homens.
II. O estabelecimento da sociedade civil funda-se no consentimento.
III. O estabelecimento da sociedade civil funda-se na liberdade e igualdade que existe entre
todos os homens.
É correto o que se afirma em
“Em situações de crise econômica, social,
institucional, moral, aquilo que era aceito porque
não havia outra possibilidade deixa de sê-lo. E
aquilo que era um modelo de representação
desmorona na subjetividade das pessoas. Só resta o
poder descarnado de que as coisas são assim, e
aqueles que não aceitarem que saiam às ruas, onde
a polícia os espera. Essa é a crise de legitimidade.”
CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal.
Trad. Joana Angélica d’Avila Melo. Rio de Janeiro: Zahar,
2018, p.14.
O texto acima adverte para a crise do modelo
político representativo pensado e legitimado por
pensadores como Thomas Hobbes, Locke e outros.
Trata-se da crise da república representativa, na
qual o poder é exercido por representantes eleitos.
Considerando o texto de Castells, é correto dizer
que o modelo representativo está em crise de
legitimidade, o que quer dizer que
“O massacre físico do povo palestino se
sustenta na sua eliminação simbólica. Armas,
imagens e palavras são dispositivos bélicos, cada
um com sua especificidade, mas todos articulados
em torno de um objetivo estratégico: o povo
palestino deve desaparecer. É da imaterialidade das
palavras e imagens que Israel estrutura a
legitimação da violência. Em que consiste esta
violência simbólica? Há dois eixos discursivos
conectados: o não reconhecimento da existência de
um povo que habitava as terras que serviriam para
o território-cemitério de Israel (‘cemitério’ porque
em cada pedaço de metro quadrado construído por
Israel há uma história assassinada, memórias
negadas, corpos palestinos enterrados). Por outro, a
ressignificação do ‘árabe’ como ser genérico, sem
rosto, sem singularidade.”
BENTO, Berenice. Os muros que separam os palestinos do
mundo. In: Outras palavras. Publicado em 28/05/2019.
Disponível em:
https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/cartilhapara-riscar-os-palestinos-do-mapa/
Na passagem acima, as expressões “imagens e
palavras são dispositivos bélicos” e “eixos
discursivos conectados” correspondem à concepção
de poder
Na sua Crítica ao programa de Gotha, Karl
Marx afirma que “numa fase superior do
comunismo, quando tiver sido eliminada a
subordinação escravizadora dos indivíduos à divisão
do trabalho”, a bandeira do comunismo, no que diz
respeito à produção e à distribuição das riquezas
sociais, será: “de cada um segundo suas
capacidades, a cada um segundo suas
necessidades”.
MARX, Karl. Crítica do programa de Gotha. Trad. Rubens
Enderle. São Paulo: Boitempo, 2012, p. 31s.
Assinale a opção que expressa corretamente o
enunciado acima.
“O homem é no sentido mais literal do termo
um zoon politikon, não só um animal social, mas
animal que só pode isolar-se em sociedade. A
produção do indivíduo isolado fora da sociedade [...]
é uma coisa tão absurda como o desenvolvimento
da linguagem sem indivíduos que vivam juntos e
falem entre si.”
MARX, Karl. Introdução à crítica da economia política.
Trad. Edgard Malagodi et al. São Paulo: Abril Cultural,
1982, p. 3-4. Texto modificado.
Com base nessa passagem, é correto afirmar que,
para Marx,
“É um dito corrente que todas as leis silenciam em tempos de guerra, e é verdade, não apenas se falarmos de leis civis, mas também naturais [...] E entendemos que tal guerra é de todos os homens contra todos os homens.
”HOBBES, Thomas. Do Cidadão.Trad. Raul Fiker. São Paulo: Edipro, 2016, p. 83s.
O Texto de Hobbes se refere a um estado de guerra de todos contra todos, que enseja, pelo medo da morte, um estado civil. O nome dado por Hobbes a esse estado anterior ao pacto social é
“É um dito corrente que todas as leis silenciam em tempos de guerra, e é verdade, não apenas se falarmos de leis civis, mas também naturais [...] E entendemos que tal guerra é de todos os homens contra todos os homens.
”HOBBES, Thomas. Do Cidadão.Trad. Raul Fiker. São Paulo: Edipro, 2016, p. 83s.
O Texto de Hobbes se refere a um estado de guerra de todos contra todos, que enseja, pelo medo da morte, um estado civil. O nome dado por Hobbes a esse estado anterior ao pacto social é
“Quando um cidadão, não por suas crueldades ou outra qualquer intolerável violência, e sim pelo favor dos concidadãos, se torna príncipe de sua pátria –o que se pode chamar principado civil (e para chegar a isto não é necessário grandes méritos nem muita sorte, mas antes uma astúcia feliz) –, digo que se chega a esse principado ou pelo favor do povo ou pelo favor dos poderosos. É que em todas as cidades se encontram estas duas tendências diversas e isto nasce do fato de que o povo não deseja ser governado nem oprimido pelos grandes, e estes desejam governar e oprimir o povo.”
MAQUIAVEL. O Príncipe. Coleção “Os Pensadores” -adaptado.
Considerando a questão da política em Maquiavel, analise as seguintes afirmações:
I.Maquiavel rompe com a tradição política ao não admitir qualquer fundamento anterior e exterior à política.
II.Maquiavel considera a cidade uma comunidade homogênea nascida da ordem natural ou da razão humana.
III.Maquiavel considera que a política nasce das lutas sociais e é obra da própria sociedade para dar a si mesma unidade e identidade.
É correto o que se afirma em
“Quando um cidadão, não por suas crueldades ou outra qualquer intolerável violência, e sim pelo favor dos concidadãos, se torna príncipe de sua pátria –o que se pode chamar principado civil (e para chegar a isto não é necessário grandes méritos nem muita sorte, mas antes uma astúcia feliz) –, digo que se chega a esse principado ou pelo favor do povo ou pelo favor dos poderosos. É que em todas as cidades se encontram estas duas tendências diversas e isto nasce do fato de que o povo não deseja ser governado nem oprimido pelos grandes, e estes desejam governar e oprimir o povo.”
MAQUIAVEL. O Príncipe. Coleção “Os Pensadores” -adaptado.
Considerando a questão da política em Maquiavel, analise as seguintes afirmações:
I.Maquiavel rompe com a tradição política ao não admitir qualquer fundamento anterior e exterior à política.
É correto o que se afirma em
II e III apenas.
Três pensadores modernos marcaram a reflexão sobre a questão política: Hobbes, Locke e Rousseau. Um ponto comum perpassa o pensamento desses três filósofos a respeito da política: a origem do Estado está no contrato social. Partem do princípio de que o Estado foi constituído a partir de um contrato firmado, entendendo o contrato como um acordo. Portanto, o Estado deve ser gerado a partir do consenso entre as pessoas em torno de alguns elementos essenciais para garantir a existência social. Todavia, há nuances entre eles. Considerando o enunciado acima, atente para o que se diz a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( )Em comum, esses pensadores buscavam justificar reformas do Estado para limitar o poder despótico dos monarcas absolutos.( )Para Hobbes, o contrato social é a renúncia dos direitos individuais ao soberano em nome da paz civil.( )Para Locke, o contrato social é a renúncia parcial dos direitos naturais em favor da liberdade e da propriedade.( )Para Rousseau, contrato social é a transferência dos direitos individuais para a vontade geral em favor da liberdade e da igualdade civis.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Três pensadores modernos marcaram a reflexão sobre a questão política: Hobbes, Locke e Rousseau. Um ponto comum perpassa o pensamento desses três filósofos a respeito da política: a origem do Estado está no contrato social. Partem do princípio de que o Estado foi constituído a partir de um contrato firmado, entendendo o contrato como um acordo. Portanto, o Estado deve ser gerado a partir do consenso entre as pessoas em torno de alguns elementos essenciais para garantir a existência social. Todavia, há nuances entre eles. Considerando o enunciado acima, atente para o que se diz a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( )Para Rousseau, contrato social é a transferência dos direitos individuais para a vontade geral em favor da liberdade e da igualdade civis.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
O florentino Nicolau Maquiavel é considerado
pela maioria dos historiadores da política como o
primeiro grande pensador moderno a romper com a
visão aristotélica sobre o sentido da vida política. Se
para o filósofo grego o exercício da vida na polis
representava a consumação da natureza racional do
homem e a manifestação maior da sua excelência e
do bem, Maquiavel, nas palavras de Pierre Manent:
“foi o primeiro dos mestres da suspeita... o primeiro a
trazer a suspeita para o ponto estratégico da vida dos
homens: seu convívio, sua vida política. Se
empenhou, Maquiavel, em nos convencer do caráter
central ou substancial do mal na coisa pública”.
MANENT, Pierre. História intelectual do liberalismo: dez
lições. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1990.
P. 28-29/ adaptado.
A partir da leitura do trecho acima e levando em
consideração o surgimento do pensamento político
moderno, em Maquiavel, analise as seguintes
proposições:
I. O pensamento político de Maquiavel foi
inovador em relação ao pensamento clássico,
por considerar que não há um “bem” absoluto
em contraposição a um “mal” a ser
combatido. Em certas situações, o “bem”
advém e é mantido pelo “mal”.
II. Maquiavel e praticamente todos os filósofos
da modernidade negavam a existência do
bem comum. Uma característica marcante na
concepção de política moderna era a de que a
conquista e o exercício do poder político era o
principal elemento a considerar.
III. Muito influenciado pelas disputas políticas de
seu tempo, Maquiavel baseou-se na
experiência concreta da coisa pública. Ao
contrário dos antigos que viam a política
como a realização do fim último da cidadania,
ele procurou descrever o processo político de
seu tempo.
É correto o que se afirma em
Analise as seguintes passagens que se
referem ao princípio fundamental do contratualismo
— a existência de um pacto social como fundamento
da sociedade:
“As cláusulas desse contrato são de tal modo
determinadas pela natureza do ato, que a menor
modificação as tornaria vãs e de nenhum efeito.
Violando-se o pacto social, cada um volta aos seus
primeiros direitos e retoma sua liberdade natural,
perdendo a liberdade convencional pela qual
renunciara àquela”.
ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. 2ª ed. São
Paulo: Abril Cultural, 1978. Coleção “Os Pensadores”.
“E os pactos sem espada não passam de
palavras, sem força para dar qualquer segurança a
ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que
cada um respeita quando tem vontade de as
respeitar e quando o pode fazer com segurança), se
não for instituído um poder suficientemente grande
para nossa segurança, cada um confiará, e poderá
legitimamente confiar, apenas em sua própria força
e capacidade”.
HOBBES, Thomas. LEVIATÃ ou matéria, forma e
poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João P.
Monteiro e Maria B. Nizza. 3ª ed.
São Paulo: Abril Cultural, 1983.
Considere as seguintes proposições sobre o conceito
de pacto social:
I. Para Rousseau, pelo pacto social, o homem
abre mão de sua liberdade, mas, ao fazê-lo,
abre espaço ao surgimento da soberania e
da lei, e obedecer a lei é obedecer a si
mesmo, o que o torna livre novamente.
II. Diferente de Hobbes, Locke não via o estado
de natureza dominado pelo egoísmo. O
contrato social era necessário para garantir
o direito de propriedade que, segundo
Locke, era anterior à própria sociabilidade.
III. Hobbes e Rousseau concordavam ser
necessário um pacto ou contrato social, que
decorria da necessidade humana de
controlar os instintos e impedir a guerra de
todos contra todos do estado de natureza.
É correto o que se afirma em
Relacione, corretamente, as definições sobre o
papel do poder político ou do Estado, com seus
respectivos pensadores, numerando os parênteses
abaixo, de acordo com a seguinte indicação:
1. Karl Marx
2. John Locke
3. Thomas Hobbes
4. Agostinho de Hipona ( ) Poder político do Estado, como resultante
de um pacto de consentimento, constituído
para consolidar os direitos naturais e
individuais de cada homem.
( ) Poder do Estado, como poder de origem
espiritual, voltado às necessidades
mundanas e à vigilância da retidão dos
indivíduos.( ) Poder político do Estado, originário da
necessidade de um grupo manter seu
domínio econômico, pelo domínio político,
sobre outros grupos.
( ) Poder político do Estado, com poder
absoluto, fruto da renúncia de direitos
naturais originários e garantidores da paz.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Leia atentamente o seguinte trecho do texto
Hobbesiano, que se refere a um pacto entre
“contratantes” em estado de natureza:
“Quando se faz um pacto em que ninguém
cumpre imediatamente sua parte, e uns confiam nos
outros, na condição de simples natureza (que é uma
condição de guerra de todos os homens contra todos
os homens), a menor suspeita razoável torna nulo
este pacto. Mas se houver um poder comum situado
acima dos contratantes, com direito e força
suficientes para impor seu cumprimento, ele não é
nulo”.
HOBBES, Thomas. LEVIATÃ ou matéria, forma e
poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João P.
Monteiro e Maria B. Nizza. 3ª Ed. São Paulo:
Abril Cultural, 1983.
No que diz respeito ao estado de natureza, como
mencionado, considere as seguintes afirmações:
I. Entre o estado de natureza e o estado
civil (ou estado de sociedade), há uma
relação de contraposição, pois o estado
de sociedade surge como antítese
corretiva ao estado de natureza.
II. A passagem do estado de natureza ao
estado de sociedade ocorre
espontaneamente, ou seja, como
decorrência do processo de propensão
natural dos indivíduos ao consenso.
III. O estado de natureza é um estado
cujos elementos constitutivos são os
indivíduos singulares, livres e iguais,
mas que vivem uma vida solitária, cruel
e animalesca, da qual precisam
escapar.
É correto o que se afirma em
O trecho que se apresenta a seguir trata da
passagem da democracia política – garantidora de
direitos políticos fundamentais – para a democracia
social, no mundo contemporâneo: “O processo de alargamento da democracia na
sociedade contemporânea não ocorre apenas
através da integração da democracia representativa
com a democracia direta, mas também e,
sobretudo, através da extensão da democratização
com a passagem da democracia na esfera política,
isto é, na esfera em que o indivíduo é considerado
como cidadão, para a democracia na esfera social,
onde o indivíduo é considerado na multiplicidade de
seu status, na extensão das formas de poder
ascendente”.
BOBBIO, N. Estado, governo e sociedade: para uma
teoria geral da política. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1987. Adaptado.
Sobre esse processo histórico, é correto afirmar que
No Brasil, na Argentina e em outros países da
América Latina, os governos estão promovendo
mudanças econômicas e de políticas públicas,
mudanças essas conhecidas como liberais ou
neoliberais. Nessas mais recentes políticas
governamentais, o poder público transfere à
economia de mercado a satisfação de determinadas
carências dos cidadãos, que devem provê-las a partir
do próprio esforço individual em uma economia mais
fortemente caracterizada pela concorrência entre os
indivíduos e por menos direitos sociais. Em seu
tempo, o filósofo contratualista Jean-Jacques
Rousseau, em seu Do Contrato Social, afirma que
quanto menos felicidade a República é capaz de
proporcionar aos cidadãos, mais eles terão que
buscar, individualmente, a felicidade. A consequência
é uma sociedade cada vez mais egoísta,
desinteressada pela política e, por fim, agrilhoada por
um déspota qualquer ou pela cobiça.
O texto acima apresenta duas opiniões conflitantes
sobre a condução das políticas públicas. Considerando
essas opiniões, assinale a afirmação verdadeira.
No Brasil, na Argentina e em outros países da América Latina, os governos estão promovendo mudanças econômicas e de políticas públicas, mudanças essas conhecidas como liberais ou neoliberais. Nessas mais recentes políticas governamentais, o poder público transfere à economia de mercado a satisfação de determinadas carências dos cidadãos, que devem provê-las a partir do próprio esforço individual em uma economia mais fortemente caracterizada pela concorrência entre os indivíduos e por menos direitos sociais. Em seu tempo, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, em seu Do Contrato Social, afirma que quanto menos felicidade a República é capaz de proporcionar aos cidadãos, mais eles terão que buscar, individualmente, a felicidade. A consequência é uma sociedade cada vez mais egoísta, desinteressada pela política e, por fim, agrilhoada por um déspota qualquer ou pela cobiça.
O texto acima apresenta duas opiniões conflitantes sobre a condução das políticas públicas. Considerando essas opiniões, assinale a afirmação verdadeira.
Um dos argumentos em favor do direito amplo
ao armamento individual é o que afirma que cabe ao
próprio indivíduo, e não ao Estado, a proteção de sua
vida e de sua propriedade. Esse argumento pode ser
entendido, nos termos da filosofia de Thomas Hobbes,
como um “direito de natureza”, que o pensador inglês
define no seguinte modo: “O direito de natureza é a
liberdade que cada homem possui de usar seu próprio
poder, da maneira que quiser, para a preservação de
sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e
consequentemente de fazer tudo aquilo que seu
próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios
adequados a esse fim”.
HOBBES, Thomas. Leviatã, Parte I, cap. XIV. Trad. br.
Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da
Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1983 – adaptado.
Com base na definição acima, considere as seguintes
afirmações:
I. O direito de natureza não garante a vida de
ninguém.
II. O direito de natureza não garante a
propriedade individual.
III. O direito de natureza é igual para todos.
É correto o que se afirma em
Um dos argumentos em favor do direito amplo ao armamento individual é o que afirma que cabe ao próprio indivíduo, e não ao Estado, a proteção de sua vida e de sua propriedade. Esse argumento pode ser entendido, nos termos da filosofia de Thomas Hobbes, como um “direito de natureza”, que o pensador inglês define no seguinte modo: “O direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e consequentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim”.
HOBBES, Thomas. Leviatã, Parte I, cap. XIV. Trad. br. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1983 – adaptado.
Com base na definição acima, considere as seguintes afirmações:
I. O direito de natureza não garante a vida de ninguém.
II. O direito de natureza não garante a propriedade individual.
III. O direito de natureza é igual para todos.
É correto o que se afirma em
“O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vem a
público manifestar repúdio à Nota Técnica
Nº 11/2019 intitulada ‘Nova Saúde Mental’, publicada
pela Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e
Outras Drogas, do Ministério da Saúde, na última
segunda-feira (4 [de fevereiro de 2019]). O teor do
documento aponta um grande retrocesso nas
conquistas estabelecidas com a Reforma Psiquiátrica
(Lei nº 10.216 de 2001), marco na luta
antimanicomial ao estabelecer a importância do
respeito à dignidade humana das pessoas com
transtornos mentais no Brasil. A nota apresenta,
entre outras questões que desconstroem a política de
saúde mental, a indicação de ampliação de leitos em
hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas,
dentro da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs),
incentivando assim o retorno à lógica manicomial. O
Ministério da Saúde também passa a financiar a
compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia.”
CFP manifesta repúdio à nota técnica “Nova Saúde
Mental” publicada pelo Ministério da Saúde. In: Site do
Conselho Federal de Psicologia, publicado em 08/02/2019.
Disponível em: https://site.cfp.org.br/cfp-manifesta-repudioa-nota-tecnica-nova-saude-mental-publicada-peloministerio-da-saude/
A crítica do Conselho Federal de Psicologia à nova
política de saúde mental do governo brasileiro poderia
encontrar apoio no pensamento liberal clássico
“O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vem a público manifestar repúdio à Nota Técnica Nº 11/2019 intitulada ‘Nova Saúde Mental’, publicada pela Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Ministério da Saúde, na última segunda-feira (4 [de fevereiro de 2019]). O teor do documento aponta um grande retrocesso nas conquistas estabelecidas com a Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216 de 2001), marco na luta antimanicomial ao estabelecer a importância do respeito à dignidade humana das pessoas com transtornos mentais no Brasil. A nota apresenta, entre outras questões que desconstroem a política de saúde mental, a indicação de ampliação de leitos em hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas, dentro da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), incentivando assim o retorno à lógica manicomial. O Ministério da Saúde também passa a financiar a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia.”
CFP manifesta repúdio à nota técnica “Nova Saúde Mental” publicada pelo Ministério da Saúde. In: Site do Conselho Federal de Psicologia, publicado em 08/02/2019. Disponível em: https://site.cfp.org.br/cfp-manifesta-repudioa-nota-tecnica-nova-saude-mental-publicada-peloministerio-da-saude/
A crítica do Conselho Federal de Psicologia à nova política de saúde mental do governo brasileiro poderia encontrar apoio no pensamento liberal clássico
Observe a seguinte notícia: “O total de pessoas
encarceradas no Brasil chegou a 726.712 em junho
de 2016. Em dezembro de 2014, era de 622.202.
Houve um crescimento de mais de 104 mil pessoas.
Cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda
não possuem condenação judicial. Mais da metade
dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64%
são negros. [...] Os crimes relacionados ao tráfico de
drogas são os que mais levam as pessoas às prisões,
com 28% da população carcerária total. Somados,
roubos e furtos chegam a 37%. [...] Quanto à
escolaridade, 75% da população prisional brasileira
não chegaram ao Ensino Médio. Menos de 1% dos
presos tem graduação”.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL, 08/12-2017. Em:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-
12/populacao-carceraria-do-brasil-sobe-de-622202-para726712-pessoas
As informações apresentadas na notícia acima podem
ser pensadas filosoficamente tomando-se por base
I. Foucault e sua teoria dos dispositivos
disciplinares do poder.
II. Marx e sua teoria do Estado como
instrumento da classe dominante.
III. Maquiavel e sua teoria do poder do príncipe.
IV. Aristóteles e seu conceito de justiça
distributiva.
Estão corretas somente as complementações contidas
em
Observe a seguinte notícia: “O total de pessoas encarceradas no Brasil chegou a 726.712 em junho de 2016. Em dezembro de 2014, era de 622.202. Houve um crescimento de mais de 104 mil pessoas. Cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda não possuem condenação judicial. Mais da metade dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros. [...] Os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam as pessoas às prisões, com 28% da população carcerária total. Somados, roubos e furtos chegam a 37%. [...] Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegaram ao Ensino Médio. Menos de 1% dos presos tem graduação”.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL, 08/12-2017. Em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017- 12/populacao-carceraria-do-brasil-sobe-de-622202-para726712-pessoas
As informações apresentadas na notícia acima podem ser pensadas filosoficamente tomando-se por base
I. Foucault e sua teoria dos dispositivos disciplinares do poder.
II. Marx e sua teoria do Estado como instrumento da classe dominante.
III. Maquiavel e sua teoria do poder do príncipe.
IV. Aristóteles e seu conceito de justiça distributiva.
Estão corretas somente as complementações contidas
em
Atente para o seguinte trecho de um artigo de
jornal: “Segundo o coordenador do Setor de Ciências
Naturais e Sociais da Unesco no Brasil, Fabio Eon, os
direitos humanos estão sendo alvo de uma onda
conservadora que trata a expressão como algo
politizado. — ‘Existe hoje uma tendência a enxergar
direitos humanos como algo ideológico, o que é um
equívoco. Os direitos humanos não são algo da
esquerda ou da direita. São de todos,
independentemente de onde você nasceu ou da sua
classe social. É importante enfatizar isso para frear
essa onda conservadora’ — ressalta Eon, que sugere
um remédio para o problema: — ‘Precisamos
promover uma cultura de direitos humanos’”.
Disponível em: O Globo.
https://oglobo.globo.com/sociedade/os-direitos-humanosnao-sao-da-esquerda-ou-da-direita-sao-de-todos-23088573.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi
aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1948. Já
a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi
aprovada durante a primeira fase da Revolução
Francesa, pela Assembleia Nacional Constituinte.
No que diz respeito à Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão, é correto afirmar que
Atente para o seguinte trecho de um artigo de jornal: “Segundo o coordenador do Setor de Ciências Naturais e Sociais da Unesco no Brasil, Fabio Eon, os direitos humanos estão sendo alvo de uma onda conservadora que trata a expressão como algo politizado. — ‘Existe hoje uma tendência a enxergar direitos humanos como algo ideológico, o que é um equívoco. Os direitos humanos não são algo da esquerda ou da direita. São de todos, independentemente de onde você nasceu ou da sua classe social. É importante enfatizar isso para frear essa onda conservadora’ — ressalta Eon, que sugere um remédio para o problema: — ‘Precisamos promover uma cultura de direitos humanos’”.
Disponível em: O Globo. https://oglobo.globo.com/sociedade/os-direitos-humanosnao-sao-da-esquerda-ou-da-direita-sao-de-todos-23088573.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1948. Já a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi aprovada durante a primeira fase da Revolução Francesa, pela Assembleia Nacional Constituinte.
No que diz respeito à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, é correto afirmar que
Leia atentamente o seguinte excerto:
“A liberdade do homem em sociedade consiste em
não estar submetido a nenhum outro poder legislativo
senão àquele estabelecido no corpo político mediante
consentimento, nem sob o domínio de qualquer
vontade ou sob a restrição de qualquer lei afora as
que promulgar o poder legislativo, segundo o encargo
a este confiado”.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. Martins Fontes,
1998, p. 401-402. Adaptado.
Considerando a definição de liberdade do homem em
sociedade, de John Locke, atente para as seguintes
afirmações:
I. A concepção de liberdade do homem em
sociedade de Locke elimina totalmente o
direito de cada um de agir conforme a sua
vontade.
II. A concepção de liberdade do homem em
sociedade de Locke consiste em viver sob a
restrição das leis promulgadas pelo poder
legislativo.
III. A concepção de liberdade do homem em
sociedade de Locke consiste em viver
segundo uma regra permanente e comum que
todos devem obedecer.
É correto o que se afirma em
Leia atentamente o seguinte excerto:
“A liberdade do homem em sociedade consiste em não estar submetido a nenhum outro poder legislativo senão àquele estabelecido no corpo político mediante consentimento, nem sob o domínio de qualquer vontade ou sob a restrição de qualquer lei afora as que promulgar o poder legislativo, segundo o encargo a este confiado”.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. Martins Fontes, 1998, p. 401-402. Adaptado.
Considerando a definição de liberdade do homem em sociedade, de John Locke, atente para as seguintes afirmações:
I. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke elimina totalmente o direito de cada um de agir conforme a sua vontade.
II. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke consiste em viver sob a restrição das leis promulgadas pelo poder legislativo.
III. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke consiste em viver segundo uma regra permanente e comum que todos devem obedecer.
É correto o que se afirma em