Questõessobre Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

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5c14f24a-b0
IFF 2016 - História - República Oligárquica - 1889 a 1930, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Leia o texto e observe as imagens a seguir:


“A tentativa de transformar Tiradentes em herói nacional, adequado a todos os gostos, não eliminou totalmente a ambiguidade do símbolo. O governo republicano tentou dele se apropriar, declarando o 21 de abril feriado nacional e, em 1926, construindo a estátua em frente ao prédio da Câmara. Os governos militares recentes foram mais longe. [Uma] lei de 1965 declarou Tiradentes patrono cívico da nação brasileira e mandou colocar retratos seus em todas as repartições públicas. Durante o Estado Novo foram representadas peças de teatro, com apoio oficial, exaltando a figura do herói”


CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 71. Acesso em: 10 out 2016.





Assinale a alternativa que justifica corretamente a utilização da figura de Tiradentes como herói nacional.

A
Tiradentes foi o líder do movimento anticolonial denominado Inconfidência Mineira, ocorrido em 1789, de caráter republicano, que contou com significativa participação popular, cujo objetivo foi a independência do Brasil em relação ao domínio português.
B
A figura de Tiradentes como herói nacional foi completamente esquecida após a proclamação da República devido ao radicalismo laico do republicanismo brasileiro, sendo retomada somente a partir do Estado Novo, na Era Vargas.
C
Diante da dificuldade em encontrar um nome entre os militares ou republicanos históricos para a construção de uma figura mítica que incorporasse os valores da República implantada em 1889, optou-se pela figura de Tiradentes, um mártir republicano, que cem anos antes defendera a independência de Minas Gerais, e por isso fora condenado à forca pela mesma família real que governou o Brasil até aquele momento.
D
A partir da Era Vargas, com a reaproximação entre a igreja católica e o Estado, as representações em torno da figura de Tiradentes passaram a trazer um caráter religioso, aludindo o martírio do alferes ao calvário de Jesus Cristo, relacionando a forca à cruz, e destacando características físicas comuns aos dois personagens, como os cabelos compridos e a barba.
E
Durante a ditadura civil-militar, a partir de 1964, a figura de Tiradentes voltou a ser retratada de forma cívica, como nos anos iniciais da República. Ao invés do caráter místico construído a partir da Era Vargas, próximo à imagem de Jesus Cristo, o herói passou a ser representado em trajes militares.
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UFU-MG 2011 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Leia os textos a seguir:

Ao longo do século XVII, as atividades econômicas dos colonos da região de São Paulo assentaram-se numa ampla e sólida base de escravos índios, aprisionados nas frequentes expedições dos paulistas ao sertão.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 209.


Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 15.


Considerando os textos acima, assinale a alternativa correta acerca da relação entre entradas, bandeiras e escravidão indígena.

A
Os indígenas foram a mão de obra mais importante na constituição da monocultura exportadora de café, estabelecida na região de São Paulo no século XVII, a partir das entradas feitas pelo colonizador português.
B
As entradas e bandeiras pelo sertão paulista durante o século XVII foram o momento em que o branco português impôs sua cultura ao indígena, capturando-o e escravizando-o nas lavouras de cana-de-açúcar.
C
Os indígenas, protegidos pela Igreja Católica e desejados como escravos, eram exímios conhecedores da geografia da colônia, o que os tornou fundamentais nas expedições exploratórias e de expansão territorial.
D
Os indígenas, apesar de serem escravizados para trabalhar nas fazendas, foram conquistando seu espaço na sociedade colonial brasileira, na medida em que conseguiam fugir e formar quilombos com grande população.
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PUC - Campinas 2010 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Dentre os objetivos da Inconfidência mineira, pode-se destacar

Para responder à questão, considere o poema abaixo.


Vila Rica, Vila Rica,

Cofre de muita riqueza:

Ouro de lei no cascalho,

Diamantes à flor do chão.

Num golpe só de bateia,

Nosso bem ou perdição.


(...)


Vila Rica, Vila Rica,

Forja de muito covarde:

Só o corpo mutilado

De um bravo e simples alferes

Te salva e te justifica

Vila Rica vil e rica.


(José Paulo Paes, Poesia completa. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 91-92) 

A
o fim da dominação portuguesa, a abolição da escravidão e a expulsão dos jesuítas a fim de que o novo governo constituísse um Estado moderno, laico e republicano.
B
a independência do Brasil, a formação de um governo ilustrado, a abertura comercial, a implantação de indústrias e a promoção de amplas campanhas de alfabetização para modernizar o país.
C
a organização de uma revolta popular contra a cobrança abusiva de impostos pelos portugueses e a implementação gradual de um regime democrático a fim de garantir a soberania nacional e a igualdade social.
D
a liberdade de produção e comércio, a emancipação de Minas Gerais, a doação de terras às famílias mais pobres e a condenação moral da escravidão.
E
a separação de parte da colônia em relação a Portugal, a implantação de reformas que garantissem a cidadania a todos os habitantes, bem como a participação popular na exploração e comercialização dos minérios.
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ENEM 2019 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros.

GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.


No processo de Independência do Brasil, o caso mencionado é emblemático porque evidencia a

A
rigidez hierárquica da estrutura social.
B
inserção feminina nos ofícios militares.
C
adesão pública dos imigrantes portugueses.
D
flexibilidade administrativa do governo imperial.
E
receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios.
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UFRGS 2019 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

A Revolução Praieira foi um movimento que arregimentou oligarcas e setores empobrecidos da população pernambucana contra o Império do Brasil. Ao divulgarem o “Manifesto ao Mundo”, os rebeldes exigiam, entre outras demandas, o voto livre e universal, a independência dos poderes constituídos, o fim do Poder Moderador e o monopólio de brasileiros no comércio varejista.


Em relação aos seus ideais, é correto afirmar que os rebeldes

A
foram inspirados pela Revolução Francesa, eram favoráveis à centralização política no poder executivo e partidários da presença portuguesa na economia.
B
foram influenciados pela “Primavera dos Povos” de 1848, eram liberais e possuíam um componente antilusitano.
C
eram adeptos das teorias socialistas, incentivando a luta de classes e a administração centrada no poder do imperador.
D
lutavam contra o predomínio das oligarquias regionais, preconizavam a “revolução dos pobres” e a independência da região Nordeste.
E
defendiam o fim do Império, o retorno à condição colonial e o incentivo ao comércio interno.
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UECE 2011 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Acerca do processo de independência no Brasil, isto é, da separação política entre a colônia e a metrópole portuguesas em 1822, é correto afirmar-se que

A
culminou juntamente com o processo da consolidação da unidade nacional.
B
foi marcado por um movimento propriamente nacionalista e revolucionário.
C
representou a imagem tradicional da colônia em guerra contra a metrópole.
D
resultou de uma reação conservadora provocada por interesses comuns de certos setores da elite brasileira, bem como do Imperador.
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UERJ 2017, UERJ 2017 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

O Monumento à Independência, localizado em São Paulo, foi criado em 1922 para as comemorações do centenário da emancipação política brasileira. O projeto vencedor, sem a aprovação unânime da comissão julgadora, foi alterado e teve de incluir episódios e personalidades vinculados ao processo da independência, tais como: na lateral esquerda do monumento, passaram a figurar os inconfidentes mineiros (1789); na lateral direita, os revolucionários pernambucanos (1817). Na face frontal, permaneceram as esculturas “Independência ou Morte” e “Marcha Triunfal da Nação Brasileira”.



Os contextos políticos nos quais são criados os monumentos interferem na valorização de determinadas interpretações sobre as experiências históricas por eles representadas.

As mudanças realizadas no projeto original do Monumento à Independência expressam o seguinte interesse das autoridades governamentais da época:

A
reconhecimento da liderança de D. Pedro nas lutas pela autonomia
B
culto à identidade nacional instituída pela centralização monárquica
C
alusão ao ideário republicano presente em episódios anteriores ao grito do Ipiranga
D
valorização da participação popular no processo de separação entre Brasil e Portugal
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PUC - RS 2016 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, associe os nomes dos países (coluna A) à política adotada para o reconhecimento da Independência do Brasil (coluna B).

Coluna A

1. Inglaterra

2. França

3. Estados Unidos

4. Espanha

Coluna B

( ) País pioneiro no reconhecimento da independência brasileira entre as nações livres, desejava intensificar suas trocas comerciais com o Brasil e impor sua influência na América Latina.

( ) Apesar de o pedido da diplomacia brasileira ter ocorrido ainda em 1826, esta nação só veio a reconhecer a Independência do Brasil em 1834, quando o Primeiro Reinado já havia terminado no País.

( ) Nação signatária do Tratado de Versalhes e integrante da Santa Aliança, somente reconheceu a Independência do Brasil depois que Portugal oficialmente aceitou esta situação.

( ) Intermediou o reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal através de um Tratado no qual a Coroa Lusitana exigia, dentre outras medidas, que a governo brasileiro não reivindicasse a anexação de Angola.

A numeração correta dos parênteses, de cima para baixo, é

A
2 – 3 – 1 – 4
B
2 – 4 – 3 – 1
C
3 – 1 – 2 – 4
D
3 – 4 – 2 – 1
E
4 – 2 – 4 – 3
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PUC - Campinas 2015 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

É correto afirmar que, no século a que o texto de Afrânio Coutinho se refere, a mineração, ao atuar como polo de atração econômica,

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Também no Brasil o século XVIII é momento da maior importância, fase de transição e preparação para a Independência. Demarcada, povoada, defendida, dilatada a terra, o século vai lhe dar prosperidade econômica, organização política e administrativa, ambiente para a vida cultural, terreno fecundo para a semente da liberdade. (...) A literatura produzida nos fins do século XVIII reflete, de modo geral, esse espírito, podendo-se apontar a obra de Tomás Antônio Gonzaga como a sua expressão máxima.

(COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p. 138) 

A
foi responsável pela entrada no país de uma grande quantidade de produtos sofisticados que incentivou a criação de uma estrutura para o desenvolvimento da indústria nacional.
B
reforçou os laços de dependência e monopólio do sistema colonial ao garantir aos comerciantes portugueses o comércio de importação e exportação e impedir a concorrência nacional.
C
promoveu a descentralização administrativa colonial para facilitar o controle da produção pela metrópole e fez surgir o movimento de interiorização conhecido como bandeirismo de contrato.
D
iniciou o processo de integração das várias regiões até então dispersas e desarticuladas e fez surgir um fenômeno antes desconhecido na colônia: a formação de um mercado interno.
E
alterou qualitativamente o sistema social pois, ao estimular a entrada de imigrantes, promoveu a transformação dos antigos senhores de terras e minas em capitães de indústria brasileira.
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PUC - Campinas 2015 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

República ou monarquia? Esse dilema esteve presente em todo o processo de Independência do Brasil. Mas a monarquia acabou sendo o sistema adotado em terras brasileiras, ao contrário do que ocorreu em outras nações americanas, pois, para essas novas nações surgidas na América espanhola, a república


A
promovia uma relativa descentralização do poder, uma vez que o regente deveria ser eleito pelo povo.
B
significava um rompimento maior com a metrópole e a fragmentação do antigo império colonial.
C
facilitava a manutenção de um vasto território nas mãos dos chefes de Estado e dos proprietários rurais.
D
garantia a implantação do princípio da soberania popular e da igualdade de direitos na América.
E
atendia o desejo de políticos liberais e conservadores de libertar as províncias do poder metropolitano.
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UNESP 2017 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

A Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798) tiveram semelhanças e diferenças significativas. É correto afirmar que

A
as duas revoltas tiveram como objetivo central a luta pelo fim da escravidão.
B
a revolta mineira teve caráter eminentemente popular e a baiana, aristocrático e burguês.
C
a revolta mineira propunha a independência brasileira e a baiana, a manutenção dos laços com Portugal.
D
as duas revoltas obtiveram vitórias militares no início, mas acabaram derrotadas.
E
as duas revoltas incorporaram e difundiram ideias e princípios iluministas.
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UNESP 2016 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

  Em meados do século o negócio dos metais não ocuparia senão o terço, ou bem menos, da população. O grosso dessa gente compõe-se de mercadores de tenda aberta, oficiais dos mais variados ofícios, boticários, prestamistas, estalajadeiros, taberneiros, advogados, médicos, cirurgiões-barbeiros, burocratas, clérigos, mestres-escolas, tropeiros, soldados da milícia paga. Sem falar nos escravos, cujo total, segundo os documentos da época, ascendia a mais de cem mil. A necessidade de abastecer-se toda essa gente provocava a formação de grandes currais; a própria lavoura ganhava alento novo.
(Sérgio Buarque de Holanda. “Metais e pedras preciosas”. História geral da civilização brasileira, vol 2, 1960. Adaptado.)
De acordo com o excerto, é correto concluir que a extração de metais preciosos em Minas Gerais no século XVIII

A
impediu o domínio do governo metropolitano nas áreas de extração e favoreceu a independência colonial.
B
bloqueou a possibilidade de ascensão social na colônia e forçou a alta dos preços dos instrumentos de mineração.
C
provocou um processo de urbanização e articulou a economia colonial em torno da mineração.
D
extinguiu a economia colonial agroexportadora e incorporou a população litorânea economicamente ativa.
E
restringiu a divisão da sociedade em senhores e escravos e limitou a diversidade cultural da colônia.
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PUC - RS 2016 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Sobre a Independência do Brasil, afirma-se:
I. Implicou uma ruptura de laços políticos e econô- micos com Portugal, já que no Brasil seria adotado um regime político constitucional, e Portugal manteria o sistema absolutista.
II. Pode ser considerada uma decorrência da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, na medida em que esse acontecimento implicou um processo crescente, e difícil de ser revertido, de autonomização político-econômico da colônia.
III. Está associada a uma profunda mudança estrutural interna, por colocar em cheque a base econômico-social que sustentou a exploração econômica do Brasil durante o regime colonial.
IV. Sofreu resistência dentro do próprio País, tendo em vista que determinadas Províncias, como o Grão-Pará e o Maranhão, tinham mais vínculos com Lisboa do que com o Rio de Janeiro.
Estão corretas apenas as afirmativas

A
I e III.
B
II e IV.
C
I, II e IV.
D
I, III e IV.
E
II, III e IV.
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PUC - RJ 2016, PUC - RJ 2016 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

“Pernambucanos [...] o povo está contente, já não há distinção entre brasileiros e europeus, todos se conhecem irmãos, descendentes da mesma origem, habitantes do mesmo país, professos na mesma religião. Um governo provisório iluminado, escolhido entre todas as ordens do Estado, preside a vossa felicidade; confiai no seu zelo e no seu patriotismo. Vós vereis consolidar-se a vossa fortuna, vós sereis livres do peso de enormes tributos que gravam sobre vós; o vosso, e nosso país subirá ao ponto de grandeza que há muito o espera, e vós colhereis o fruto dos trabalhos e do zelo dos vossos cidadãos. [...] A pátria é a nossa mãe comum; vós sois seus filhos, sois descendentes dos valorosos lusos, sois portugueses, sois americanos, sois brasileiros, sois pernambucanos”.

Proclamação do Governo Provisório Revolucionário de Pernambuco. 9 mar. 1817.

A partir da leitura do documento e dos seus conhecimentos sobre o assunto, marque a alternativa INCORRETA a respeito das propostas dos revolucionários pernambucanos de 1817.

A
Expressavam a insatisfação com o aumento e a criação de novos tributos (impostos) para o sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro.
B
Inspiravam-se nos ideais liberais e republicanos que se disseminavam a partir dos exemplos da Revolução de Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa.
C
Propunham a igualdade de direitos políticos e civis, a tolerância religiosa e a abolição da escravidão.
D
Buscavam fortalecer os vínculos com as capitanias vizinhas, como Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com a intenção de constituírem uma República independente do restante da América portuguesa.
E
Buscavam construir uma nova pátria fundada em uma identidade comum entre “portugueses” e “brasileiros”, “europeus” e “americanos” que aderissem ao movimento.
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FGV 2014 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Observe o mapa.


(Armelle Enders, A nova história do Brasil, p. 109)

Os dados do mapa mostram que a emancipação política do Brasil

A
efetivou-se com o chamado Grito do Ipiranga, porque todas as províncias do Brasil, imediatamente, passaram a obedecer às ordens vindas do Rio de Janeiro na pessoa do Imperador Dom Pedro I e romperam todos os laços com as Cortes de Lisboa, defensoras da recolonização brasileira.
B
ocorreu de forma homogênea, com a divisão da liderança do movimento emancipacionista entre os principais comandos regionais do Brasil e com a constituição de acordos políticos que garantiram a unidade territorial e a efetivação do federalismo.
C
dividiu as regiões brasileiras entre as defensoras de uma emancipação vinculada ao fim do tráfico de escravos, caso das províncias do Norte e do Nordeste, e as províncias do Centro-Sul, contrárias à separação definitiva de Portugal e favoráveis à constituição de uma monarquia dual.
D
foi um processo complexo, no qual não houve adesão imediata de algumas províncias ao Rio de Janeiro, representado pelo poder do imperador Dom Pedro I, pois essas províncias continuaram fiéis às Cortes de Lisboa, levando a guerras de independência.
E
diferencia-se radicalmente das experiências da América espanhola, porque a América portuguesa obteve a sua independência sem que houvesse qualquer movimento de resistência armada por parte dos colonos ou da metrópole, interessados em uma separação negociada.
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PUC - RS 2015 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

O período que antecedeu à Independência do Brasil foi marcado pela presença da Coroa Portuguesa em sua colônia americana. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar:

A
A primeira medida de D. João, o príncipe regente de Portugal, ao desembarcar no Brasil, foi assinar o decreto que estabelecia a abertura dos portos brasileiros às nações amigas (1808), atendendo, assim, aos interesses da Inglaterra, maior parceira econômica da Coroa Lusitana.
B
Em 1810, D. João assinou tratado com a Inglaterra, estabelecendo que os produtos ingleses importados pelo Brasil pagariam apenas 15% de tributos alfandegários nos portos brasileiros, enquanto que os portugueses pagariam 16%, e os dos demais países, 25%.
C
A Coroa Portuguesa tomou várias medidas para modernizar a sua colônia americana, promovendo maior abertura comercial, fazendo investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento cultural do Rio de Janeiro, o que deu grande dinamismo à cidade.
D
Em 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarve, deixando, assim, de ser oficialmente uma colônia, decisão tomada por D. João devido ao receio de que o Brasil seguisse o caminho das colônias espanholas e se separasse definitivamente da metrópole.
E
Em 1820, foi deflagrada a Revolução do Porto que, dentre outras medidas, exigiu o retorno do Brasil à condição de colônia portuguesa e a volta de D. João a Portugal, a fim de reestabelecer o absolutismo nesse país.
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IF-BA 2013 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

A separação do Brasil de Portugal, tal como a das colônias norte-americanas da Inglaterra, e da América espanhola da Espanha, pode ser explicada, até certo ponto, em termos de uma crise geral – econômica, política e ideológica – do velho sistema colonial em todo o mundo atlântico, no final do século XVIII e no início do século XIX.

BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: da Independência a 1870. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo/Imprensa Oficial do Estado; Brasília, DF: Fundação Alexandre de Gusmão, 2001. V. 3, p. 228-30.

De acordo com a ideia apresentada no texto, a independência do Brasil se relaciona com a

A
luta na América e na Europa contra as restrições impostas pelo pacto colonial e pela liberdade de comércio.
B
vontade pessoal do Príncipe Regente, D. Pedro, que abdicou ao trono brasileiro para assumir a monarquia portuguesa.
C
invasão militar napoleônica às Américas portuguesa e hispânica, impondo a formação de um império francês no Continente. .
D
radicalização da política colonial portuguesa e do monopólio comercial, durante a permanência da corte portuguesa na Colônia. .
E
vinda da corte portuguesa para a Colônia, responsável pela antecipação e pelo pioneirismo brasileiro na luta por independência na América.
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IF-BA 2013 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Aportou nesta cidade um navio francês que descarregou, com todo segredo e sagacidade, uns livrinhos cujo conteúdo era ensinar o modo mais fácil de fazer sublevações nos estados com infalível resultado (...). Instruídos por esses livrinhos, alguns mulatinhos e também alguns branquinhos da plebe, conceberam o arrojado pensamento de fazerem também seu levante (...).

Relação da Francesia Formada pelos Homens Pardos da Cidade da Bahia no Ano de 1798. Autor anônimo. In: Saga. São Paulo: Abril Cultural, 1981. p. 269.

No contexto da Conjuração Baiana (1798), o texto pode ser associado

A
à capacidade dos homens de cor da Bahia de promoverem levantes contra o poder senhorial e acabar com o regime de escravidão no Brasil.
B
ao projeto dos negros escravos, livres e libertos da Bahia de instalar uma monarquia constitucional, inspirada no ideal liberal da alta burguesia francesa
C
à influência do liberalismo jacobino francês nos setores mais populares que participaram do movimento baiano, impregnando-o de um ideal de república democrática.
D
à forma como o movimento iluminista chegou ao Brasil, compondo uma ideologia própria que sustentará a luta dos homens pobres pela tomada do poder imperial.
E
ao papel de lideranças revolucionárias francesas que viajavam pela América, incentivando levantes liberais e democráticos contra os governos absolutistas metropolitanos.
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PUC - RS 2014 - História - História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822).

I. O movimento intelectual chamado de Iluminismo teve grande influência na crise do Antigo Sistema Colonial, pois, além de criticar as bases do Antigo Regime, como o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza, condenava também o sistema colonial e o monopólio comercial.
II. Os conflitos na Europa decorrentes da expansão do império napoleônico estiveram na base desse processo, na medida em que Napoleão, tentando bloquear o acesso da Inglaterra ao mercado colonial ibérico, invadiu Espanha e Portugal, precipitando, assim, o processo de independência da América.
III. A vinda da corte portuguesa para o Brasil é considerada como um fator que retardou o processo de independência brasileiro, pois a presença do monarca lusitano na América estreitou ainda mais os laços entre Brasil e Portugal, tornando o primeiro ainda mais dependente do segundo.
IV. A Independência do Brasil foi marcada por um forte conflito entre o novo país e a sua antiga metrópole euro-peia, devido à rejeição das elites político-econômicas da antiga colônia portuguesa ao modelo agroexportador implantado pela coroa lusitana, baseado na grande propriedade da terra e na mão de obra escrava.

Estão corretas apenas as afirmativas

A
I e II.
B
I e III.
C
II e IV.
D
I, II e III.
E
II, III e IV.
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UNEAL 2013 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

A colonização implantada no Brasil era de exploração; portanto, explorar ao máximo as riquezas da Colônia e promover o enriquecimento da Metrópole. Com o tempo o funcionamento desse sistema acabou gerando contradições inevitáveis, no plano econômico, político e social, entre Colônia e Metrópole. A base dessas contradições tem a seguinte causa de ordem geral: “não é possível explorar a colônia sem desenvolvê-la; isto é, significa ampliar a área ocupada, aumentar o povoamento, fazer crescer a produção [...] o simples crescimento extensivo já complica o esquema: a ampliação das tarefas administrativas vai promovendo o aparecimento de novas camadas sociais, dando lugar aos núcleos urbanos etc. Assim, pouco a pouco, se vão revelando oposições de interesses entre Colônia e Metrópole, e quanto mais o sistema funciona mais o fosso se aprofunda” (Fernando A. Novais. As dimensões da independência. In: Carlos G. Mota, 1822dimensões. S. Paulo: Perspectiva, 1972, p. 23). O conflito de interesses entre Colônia e Metrópole acumulou-se e agravou-se, gerando tensões que se tornaram insuportáveis. O resultado foi a explosão de revoltas, que em determinados momentos, tomaram conta dos setores da população colonial. Nesse sentido, assinale a opção que somente contém revoltas consideradas tentativas setoriais do sistema colonial, e não projetos de separação política.

A
Revolta de João de Deus.
B
Revolta dos Mascates e Conjuração Mineira.
C
Revolta de Beckman e Conjuração Baiana.
D
Revolta de Vila Rica, Guerra dos Mascates e Revolta de Beckman.
E
Guerra dos Emboabas e Conjuração Baiana.