Questõessobre História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre as transformações urbanas e sociais ocorridas em Fortaleza na segunda metade do século XIX, é
correto afirmar que:
“Tempo, espaço, memória imbricam-se no Centro. Parte expressiva de nossas referências identitárias está
contida em suas ruas, casarões, edifícios, paisagens, pregões, cheiros e ruídos. [...] Sem ele a história
de Fortaleza apresenta um vácuo, uma enorme lacuna temporal. Não existe uma cidade nova. O que há,
na verdade, é uma cidade que migra, orientando, fortemente, novos investimentos para outras direções.
Neste processo, vai consumindo paisagens, construindo e destruindo patrimônios naturais e edificados,
engolindo novos espaços, criando outros. Em seu rastro, a sensação de abandono. A busca do novo, do
inusitado, não implica a ausência de requalificação e refuncionalidade do Centro Histórico”. (Nas
trilhas da cidade. 2. ed. Fortaleza: Museu do Ceará, 2005, p. 39-40).
Partindo desse texto do geógrafo José Borzacchiello da Silva, conclui-se que:
As tentativas iniciais dos portugueses de ocupar a capitania do Ceará, na primeira metade do século
XVII, foram motivadas por:
A oligarquia acciolyna dominou o Estado durante 20 anos (1892-1912) e chegou ao fim após:
A construção das igrejas barrocas, em Minas Gerais, está ligada ao período:
A Padaria Espiritual surgida em Fortaleza, no final do século XIX, foi composta por:
O tombamento e a restauração do Passeio Público, cuja construção data do final do século XIX,
justifica-se:
Justifica-se a preservação e a manutenção do Parque do Cocó, em Fortaleza, por:
Pesquisa diz que SP não é apenas metrópole de serviços
17 de fevereiro de 2008
Uma pesquisa da Fundação SEADE apontou que a anunciada fuga da indústria da Região Metropolitana de São Paulo
para o interior é um movimento limitado a um raio de cem quilômetros. O “interior”, no caso, é uma mancha
geográfica extremada pelas regiões de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Baixada Santista. Houve um
rearranjo interno, em que municípios como Campinas, Guarulhos, Osasco, Barueri e São José dos Campos ganharam
peso, enquanto São Paulo perdeu. Mas a metrópole paulista é, ainda, uma região que tem seu dinamismo econômico
conferido pela indústria: por conta da concorrência trazida pela abertura ao comércio exterior, que obrigou o
enxugamento de custos, as indústrias passaram a priorizar seu produto principal, terceirizando inúmeras atividades
de apoio. O desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação viabilizou o surgimento de prestadoras de
serviços organizadas de forma similar à indústria e que se tornaram elos de cadeias produtivas.
(Texto adaptado. Disponível em: <http://saopaulo.sp.gov.br>. Acesso em: 20 ago. 2018.)
Com relação ao fato apresentado no fragmento acima, é CORRETO afirmar que:
Pesquisa diz que SP não é apenas metrópole de serviços
17 de fevereiro de 2008
Uma pesquisa da Fundação SEADE apontou que a anunciada fuga da indústria da Região Metropolitana de São Paulo para o interior é um movimento limitado a um raio de cem quilômetros. O “interior”, no caso, é uma mancha geográfica extremada pelas regiões de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Baixada Santista. Houve um rearranjo interno, em que municípios como Campinas, Guarulhos, Osasco, Barueri e São José dos Campos ganharam peso, enquanto São Paulo perdeu. Mas a metrópole paulista é, ainda, uma região que tem seu dinamismo econômico conferido pela indústria: por conta da concorrência trazida pela abertura ao comércio exterior, que obrigou o enxugamento de custos, as indústrias passaram a priorizar seu produto principal, terceirizando inúmeras atividades de apoio. O desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação viabilizou o surgimento de prestadoras de serviços organizadas de forma similar à indústria e que se tornaram elos de cadeias produtivas.
(Texto adaptado. Disponível em: <http://saopaulo.sp.gov.br>. Acesso em: 20 ago. 2018.)
A área delimitada com a tonalidade escura no mapa
corresponde:

Fonte: https://pt.wikipedia.org < Acesso em 03-11-2019>

A cultura alagoana perdeu em outubro de 2019 uma
das suas figuras mais emblemáticas, o historiador
Dirceu Accioli Lindoso, que legou a Alagoas uma
extensa obra, de que se destaca 'Utopia armada:
rebeliões de pobres nas matas do Tombo Real', “1832-
1850" (Paz e Terra, 1983). O foco principal desse
estudo volta-se para um movimento social reconhecido
como:
O Rio de Janeiro era a maior cidade
brasileira entre 1890 e 1900. Nesse período sua
população cresceu em torno de 32%. Entre 1900 e
1920, o crescimento populacional continuou em
torno de 2,61% ao ano.
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como
missão.Tensões Sociais e Criação Cultural na
Primeira República. São Paulo: Companhia das
Letras, 2003.
O crescimento a que se refere o autor ocultava
algumas questões estruturais. Atente para o que se
diz a esse respeito.
I. O plano geral da cidade, com relevo
acidentado e áreas pantanosas, constituía
obstáculo permanente à construção de
prédios e residências.
II. Havia um alto nível de insalubridade na
cidade, com focos endêmicos de varíola,
malária e febre amarela.
III. O abastecimento de gêneros, no entanto, era
bastante satisfatório, senão a capital não teria
suportado o grande número de imigrantes que
nela aportavam naquele período.
É correto o que se diz apenas em
Leia o excerto de Brasil Pitoresco, escrito pelo francês
Charles Ribeyrolles, sobre as fazendas de café do Vale do
Paraíba.
A fazenda brasileira, viveiro de escravos, é uma instituição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a ciência, mãe
de todas as forças, fugirá dela enquanto campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste, pois, no seguinte:
transformar ou morrer.
(Charles Ribeyrolles, 1859. Apud Ana Luiza Martins.
O trabalho nas fazendas de café, 1994.)
Na região do Oeste paulista, esse “dilema”
Leia o excerto de Brasil Pitoresco, escrito pelo francês Charles Ribeyrolles, sobre as fazendas de café do Vale do Paraíba.
A fazenda brasileira, viveiro de escravos, é uma instituição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a ciência, mãe de todas as forças, fugirá dela enquanto campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste, pois, no seguinte: transformar ou morrer.
(Charles Ribeyrolles, 1859. Apud Ana Luiza Martins. O trabalho nas fazendas de café, 1994.)
Na região do Oeste paulista, esse “dilema”
“Desta forma, em 1924, com base no
Relatório do então Diretor de Higiene Pública do
Ceará, Dr. Clóvis Barbosa de Moura, percebia-se o
funcionamento de uma máquina de controle médico
na capital e no interior.”
PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Epoque:
Reforma Urbana e Controle Social (1860-1930). Fortaleza:
Edições Demócrito Rocha, 2001. p. 15-122.
Atente para o que se diz acerca da criação de uma
rede de controle médico no estado do Ceará, no
início da década de 1920, referida no excerto
acima.
I. Análises e discursos desse porte são
indicativos de que, no período em questão,
instaurava-se um movimento médicohigienista, no sentido de operar
transformações na saúde pública da capital e
do interior do Ceará.
II. É plausível considerar que no Ceará, no
período citado, foi difícil a aceitação da
chamada medicina científica entre a maioria da
população, habituada que estava a uma
medicina, digamos, popular e mais acessível.
Sobre as afirmações acima, é correto dizer-se que
“Baianinho era cativo do coronel Batista, a quem
ficara devendo um despropósito. Dívida fantástica,
dívida inventada pelo coronel. Baianinho comprava
uma rapadura, o coronel assentava duas em sua
conta; no mercado a rapadura custava quinhentos
réis, nos assentamentos do coronel cada rapadura
custava o dobro. Com cinco anos Baianinho devia
tanto que não pagaria ainda que trabalhasse o restante
da vida”.
(ÉLIS, Bernardo. O Tronco. Rio de Janeiro: José Olympio,
1979)
As construções literárias buscam retratar, em
essência, ações culturais e a realidade social de um
povo ou região. A literatura goiana não foi diferente.
Nessa passagem da obra O Tronco, Bernardo Élis
busca retratar a realidade social das relações de
trabalho entre coronéis e seus agregados no sertão
goiano.
A partir do que foi apresentado sobre o
coronelismo em Goiás, assinale a alternativa correta
“Baianinho era cativo do coronel Batista, a quem ficara devendo um despropósito. Dívida fantástica, dívida inventada pelo coronel. Baianinho comprava uma rapadura, o coronel assentava duas em sua conta; no mercado a rapadura custava quinhentos réis, nos assentamentos do coronel cada rapadura custava o dobro. Com cinco anos Baianinho devia tanto que não pagaria ainda que trabalhasse o restante da vida”.
(ÉLIS, Bernardo. O Tronco. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979)
Alguns municípios do estado de São Paulo se
desenvolveram em consequência da expansão da malha
ferroviária entre o final do século XIX e a primeira metade
do século XX, em decorrência da ampliação das áreas
produtoras de café no estado.
A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, fundada no início do
século XX, foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento
dos municípios de
Observe a imagem.
A imagem retrata a festa em homenagem à santa
padroeira da irmandade religiosa de Nossa Senhora
do Rosário dos Homens Pretos, em Minas Gerais,
no século XVIII. Segundo o historiador Caio Boch,
“as irmandades foram a mais viva expressão social
das Minas Gerais do século XVIII”. De modo geral,
as irmandades são definidas como associações
constituídas por religiosos leigos e fiéis de
diferentes classes sociais que se dedicavam ao culto
de um padroeiro.
Na região das Minas Gerais, no século XVIII,
essas associações se caracterizavam pela

Johann Moritz Rugendas. Festa de Nossa Senhora do Rosário, Patrona dos
Negros, c.1835.
<https://tinyurl.com/ybj66a52> Acesso em: 20/10/2018. Original colorido

Observe o mapa para responder à questão.
MAPA – MATO GROSSO DO SUL: MICRORREGIÕES GEOGRÁFICAS

Fonte: adaptado de Guimarães, Turetta, Coutinho (2010).
As microrregiões geográficas de Dourados e do Baixo
Pantanal são diversas do ponto de vista
socioambiental e do ponto de vista econômico.
Assinale a alternativa que corresponde às
características econômicas predominantes nas duas
microrregiões.

A camada intermediária abrangia, nas Minas, indivíduos
entregues a uma gama variada de atividades profissionais.
Creio ser possível arriscar a hipótese de que poucos viviam
com certo conforto e despreocupação, a grande maioria sendo constituída pelos que tinham de lutar diariamente pela
subsistência, numa capitania inteiramente voltada para a faina aurífera e para a mineração de diamantes.
(Laura Vergueiro. Opulência e miséria das Minas Gerais, 1983.)
Entre os membros do grupo social apresentado no texto,
viviam nas Minas Gerais do século XVIII:
Entre os membros do grupo social apresentado no texto, viviam nas Minas Gerais do século XVIII: