Questõesde UNESP sobre Conceitos Filosóficos

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UNESP 2021 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

    Mas eu me persuadi de que nada existia no mundo, que não havia nenhum céu, nenhuma terra, espíritos alguns, nem corpos alguns; me persuadi também, portanto, de que eu não existia? Certamente não, eu existia, sem dúvida, se é que eu me persuadi ou, apenas, pensei alguma coisa. Mas há algum, não sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua indústria em enganar-me sempre. Não há pois dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, penso, logo sou, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio […].

(René Descartes. Meditações, 1973.)


Segundo o texto, um dos pontos iniciais do método de Descartes que o levou ao cogito (“penso, logo sou”) foi 

A
a análise das partes.
B
a síntese das partes analisadas.
C
o prevalecimento da alma sobre o raciocínio.
D
o reconhecimento de um Deus enganador.
E
a arte da persuasão grega.
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UNESP 2017 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

De um lado, dizem os materialistas, a mente é um processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral. De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as posições estão enraizadas em uma longa tradição filosófica, que remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte do corpo.

(Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”. www.archivespsy.com, 2015.)


A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-se que

A
a hipótese da independência da mente em relação ao cérebro teve origem no método científico.
B
a dualidade entre mente e cérebro foi conceituada por Descartes como separação entre pensamento e extensão.
C
o pensamento de Santo Agostinho se baseou em hipóteses empiristas análogas às do materialismo.
D
os argumentos materialistas resgatam a metafísica platônica, favorecendo hipóteses de natureza espiritualista.
E
o progresso da neurociência estabeleceu provas objetivas para resolver um debate originalmente filosófico.
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UNESP 2017 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, Razão: Inata ou Adquirida?

Sou imperfeito, logo existo. Sustento que o ser ou é carência ou não é nada. Sustento que uma pessoa com deficiência intelectual é um ser com carências e imperfeições. Sustento que eu, você e ele somos seres com carências e imperfeições. Portanto, concluo que nós, os seres humanos, pelo fato de existir, somos – TODOS – incapazes e capazes intelectualmente. A diferença entre um autista severo e eu é o grau de carência, não a diferença entre o que somos. A “razão alterada” é um tipo de racionalidade diferenciada que considera as pessoas como seres únicos e não categorizados em padrões sociais que agrupam as pessoas por níveis, índices ou coeficientes.

(Chema Sánchez Alcón. “Crítica de la razón alterada”. http://losojosdehipatia.com.es, 30.10.2016. Adaptado.)


De acordo com o texto, “razão alterada” é

A
uma racionalidade tradicional voltada à pesquisa filosófica do ser como entidade metafísica.
B
um conceito científico empregado para legitimar padrões de normalidade com base na biologia.
C
um conceito filosófico destinado a criticar a valorização da diferença no campo intelectual.
D
uma metodologia científica que expressa a diferença entre seres humanos com base no coeficiente intelectual.
E
um tipo de racionalidade contestadora de padrões sociais e dotada de pretensões universalistas.
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UNESP 2015 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, A Razão e seus Sentidos

A fonte do conceito de autonomia da arte é o pensamento estético de Kant. Praticamente tudo o que fazemos na vida é o oposto da apreciação estética, pois praticamente tudo o que fazemos serve para alguma coisa, ainda que apenas para satisfazer um desejo. Enquanto objeto de apreciação estética, uma coisa não obedece a essa razão instrumental: enquanto tal, ela não serve para nada, ela vale por si. As hierarquias que entram em jogo nas coisas que obedecem à razão instrumental, isto é, nas coisas de que nos servimos, não entram em jogo nas obras de arte tomadas enquanto tais. Sendo assim, a luta contra a autonomia da arte tem por fim submeter também a arte à razão instrumental, isto é, tem por fim recusar também à arte a dimensão em virtude da qual, sem servir para nada, ela vale por si. Trata-se, em suma, da luta pelo empobrecimento do mundo.
(Antonio Cícero. “A autonomia da arte”. Folha de S.Paulo, 13.12.2008. Adaptado.)
De acordo com a análise do autor,

A
a racionalidade instrumental, sob o ponto de vista da filosofia de Kant, fornece os fundamentos para a apreciação estética.
B
um mundo empobrecido seria aquele em que ocorre o esvaziamento do campo estético de suas qualidades intrínsecas.
C
a transformação da arte em espetáculo da indústria cultural é um critério adequado para a avaliação de sua condição autônoma.
D
o critério mais adequado para a apreciação estética consiste em sua validação pelo gosto médio do público consumidor.
E
a autonomia dos diversos tipos de obra de arte está prioritariamente subordinada à sua valorização como produto no mercado.
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UNESP 2017 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, A Razão e seus Sentidos

   Todas as vezes que mantenho minha vontade dentro dos limites do meu conhecimento, de tal maneira que ela não formule juízo algum a não ser a respeito das coisas que lhe são claras e distintamente representadas pelo entendimento, não pode acontecer que eu me equivoque; pois toda concepção clara e distinta é, com certeza, alguma coisa de real e de positivo, e, assim, não pode se originar do nada, mas deve ter obrigatoriamente Deus como seu autor; Deus que, sendo perfeito, não pode ser causa de equívoco algum; e, por conseguinte, é necessário concluir que uma tal concepção ou um tal juízo é verdadeiro.

                                              (René Descartes. “Vida e Obra”. Os pensadores, 2000.)

Sobre o racionalismo cartesiano, é correto afirmar que

A
sua concepção sobre a existência de Deus exerceu grande influência na renovação religiosa da época.
B
sua valorização da clareza e distinção do conhecimento científico baseou-se no irracionalismo.
C
desenvolveu as bases racionais para a crítica do mecanicismo como método de conhecimento.
D

formulou conceitos filosóficos fortemente contrários ao heliocentrismo defendido por Galileu.

E
se tratou de um pensamento responsável pela fundamentação do método científico moderno.
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UNESP 2017 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, Filosofia da Cultura

      Concentração e controle, em nossa cultura, escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem camuflados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização individual. Por pseudo-individuação entendemos o envolvimento da cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim dizer, escutando por eles. A pseudo-individuação, por sua vez, os mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.

(Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.). Theodor Adorno, 1986. Adaptado.)

Em termos filosóficos, a pseudo-individuação é um conceito

A
identificado com a autonomia do sujeito na relação com a indústria cultural.
B
que identifica o caráter aristocrático da cultura musical na sociedade de massas.
C
que expressa o controle disfarçado dos consumidores no campo da cultura.
D
aplicável somente a indivíduos governados por regimes políticos totalitários.
E
relacionado à autonomia estética dos produtores musicais na relação com o mercado.
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UNESP 2011 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Assinale a alternativa que contempla adequadamente a opinião do médico, sob o ponto de vista filosófico.

Leia o trecho da entrevista com um médico epidemiologista.

Folha – Não é contraditório um epidemiologista questionar o conceito de risco?

Luis David Castiel – Tem também um lado opressivo que me incomoda. Uma dimensão moralista, que rotula as pessoas que se expõem ao risco como displicentes e que, portanto, merecem ser punidas [pela doença], se acontecer o evento ao qual estão se expondo. Estamos à mercê dessa prescrição constante que a gente tem que seguir. Na hora em que você traz para perto a ameaça, tem que fazer uma gestão cotidiana dela. Não há como, você teria que controlar todos os riscos possíveis e os impossíveis de se imaginar. É a riscofobia.

Folha – Há um meio do caminho entre a fobia e o autocuidado?

Luis David Castiel – A pessoa tem que puxar o freio de emergência quando achar necessário, decidir até que ponto vai conseguir acompanhar todos os ditames da saúde. (…) Na saúde, a vigilância constante, o excesso de exames criou uma nova categoria: a pessoa não está doente, mas não é saudável. Está sob risco.
(Folha de S.Paulo, 11.04.2011. Adaptado.)
A
Para o médico Luis Castiel, os imperativos da ciência, se adotados como norma absoluta na avaliação dos comportamentos individuais, podem causar sofrimento emocional.
B
Para o médico, os comportamentos individuais devem ser submetidos a padrões científicos de controle.
C
A riscofobia abordada na entrevista decorre da displicência dos indivíduos em atenderem aos ditames da saúde e da boa forma.
D
Na entrevista, o médico defende a autonomia individual como padrão absoluto para a avaliação de comportamentos de risco.
E
Para o médico, a gestão cotidiana dos riscos depende diretamente da vigilância constante no campo da saúde.
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UNESP 2011 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Num mundo onde cresce sem parar a compulsão para obrigar as pessoas a levar uma vida “correta" no maior número possível das atividades que formam o seu dia a dia, a mesa tornou-se uma das áreas que mais atraem a atenção dos gendarmes empenhados em arbitrar o que é realmente bom para você. É uma provação permanente. Médicos, nutricionistas, personal trainers, editores e editoras de revistas dedicadas à forma física, ambientalistas, militantes da produção orgânica, burocratas, chefs de cozinha, críticos de restaurantes e mais uma multidão de diletantes prontos a dar testemunho expedem decretos cada vez mais frequentes, e cada vez mais severos, sobre os deveres do cidadão na hora de comer. O fato é que toda essa gente, quase sempre com as melhores intenções, acabou construindo um crescente sistema de ansiedade em torno do pão nosso de cada dia – e o resultado é que o prazer de comer bem vai sendo substituído pela obrigação de comer certo. Modelos, atrizes e outras pessoas que precisam pesar pouco para fazer sucesso chegam aos 30 anos de idade, ou mais, praticamente sem ter feito uma única refeição decente na vida. Propõe-se, como virtude alimentar, um mundo sombrio de pastas, mingaus, poções, soros de proteína e sabe-se lá o que ainda vem pela frente. Não está claro o que se ganha em toda essa história. A perspectiva de morrer, um dia, no peso ideal?

                                                                                                 (J. R. Guzzo. Veja, 09.06.2010. Adaptado.)

Sob o ponto de vista filosófico, podemos afirmar que, para o autor,

A
é positiva a adoção de procedimentos científicos no campo nutricional.
B
o tema da qualidade de vida deve ser enfocado sob critérios morais.
C
os padrões hegemônicos vigentes na sociedade atual no campo da nutrição são elogiáveis.
D
a felicidade depende do número de calorias ingeridas pelo ser humano.
E
a autonomia individual deveria ser o critério para definir os parâmetros de uma vida adequada.
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UNESP 2011 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Em 40 anos, nunca vi alguém se curar com a força do pensamento. Para mim, se Maomé não for à montanha, a montanha vir a Maomé é tão improvável quanto o Everest aparecer na janela da minha casa. A fé nas propriedades curativas da assim chamada energia mental tem raízes seculares. Quantos católicos foram canonizados porque lhes foi atribuído o poder espiritual de curar cegueiras, paraplegias, hanseníase e até esterilidade feminina? Quantos pastores evangélicos convencem milhões de fiéis a pagar-lhes os dízimos ao realizar façanhas semelhantes diante das câmeras de TV? Por que a energia emanada do pensamento positivo serve apenas para curar doenças, jamais para fazer um carro andar dez metros ou um avião levantar voo sem combustível? No passado, a hanseníase foi considerada apanágio dos ímpios; a tuberculose, consequência da vida desregrada; a AIDS, maldição divina para castigar os promíscuos. Coube à ciência demonstrar que duas bactérias e um vírus indiferentes às virtudes dos hospedeiros eram os agentes etiológicos dessas enfermidades. Acreditar na força milagrosa do pensamento pode servir ao sonho humano de dominar a morte. Mas, atribuir a ela tal poder é um desrespeito aos doentes graves e à memória dos que já se foram.

                                                                    (Drauzio Varella. Folha de S.Paulo, 09.06.2007. Adaptado.)

O pensamento do autor, sob o ponto de vista filosófico, pode ser corretamente caracterizado como

A
compatível com os pressupostos mecanicistas e cartesianos da ciência.
B
uma visão para a qual a fé na força milagrosa do pensamento apresenta a propriedade de curar doenças.
C
uma visão holística, de acordo com a qual a mobilização das energias mentais pode influenciar positivamente organismos enfermos e possibilitar a restituição da saúde.
D
uma visão cética no que se refere ao progresso da ciência.
E
compatível com concepções teológicas emitidas por líderes religiosos católicos e evangélicos.
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UNESP 2010 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Sobre os dois textos, é correto afirmar:

Coisas que este livro fará por você: facilitar-lhe-á fazer amigos rápida e facilmente; aumentará sua popularidade; ajuda-lo-á a conquistar pessoas para seu modo de pensar; aumentará sua influência, seu prestígio, sua habilidade em obter a realização das coisas; facilitar-lhe-á conseguir novos clientes, novos fregueses; aumentará suas rendas; torna-lo-á um melhor vendedor, um melhor diretor; ajudá-lo-á a resolver reclamações, evitar discussões e manter seus contatos humanos agradáveis e suaves; tornalo-á um melhor orador, um conversador mais atraente; tornará os princípios de psicologia fáceis para que você os aplique nos seus contatos diários.
                                                                                     
                                                                                             (Dale Carnegie. Como fazer amigos e influenciar pessoas, 1936.)

Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos: de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que não se usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo.

                                                                                                                    (Fernando Pessoa. Livro do desassossego, 1931.)
A
A obra de Dale Carnegie transmite nítida visão instrumental acerca das relações humanas.
B
Os dois textos transmitem uma visão cética sobre a importância da psicologia para o desenvolvimento humano.
C
Embora escritos na década de 30 do século passado, ambos os textos podem ser considerados precursores do estilo atualmente conhecido como autoajuda.
D
O texto de Fernando Pessoa transmite uma visão edificante acerca das relações humanas.
E
Os dois textos valorizam a importância da inteligência emocional nas relações humanas.
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UNESP 2010 - Filosofia - Ética e Liberdade, Conceitos Filosóficos

Acerca dessa notícia, podemos afirmar que:

Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney. Questionada pela mãe, que não sabia de excursão nenhuma, a menina pegou uma pasta com preços do pacote turístico e uma foto com os dizeres: “Se eu não for para a Disney vou ser um pateta”. A agência de turismo e a escola afirmam que não pretendiam constranger ninguém e que a placa do Pateta era apenas uma brincadeira. Para um promotor da área do consumidor, o caso ilustra bem os abusos na publicidade infantil. “Já temos problemas sérios de bullying nas escolas. Essa empresa está criando uma situação propícia para isso”.
 
                                                                                                                                  (Folha de S.Paulo, 20.04.2010. Adaptado.)
A
Em nossa sociedade, os campos da publicidade e da pedagogia são esferas separadas, não suscitando questões de natureza ética.
B
Para o promotor citado na reportagem, o caso em questão provoca problemas de natureza exclusivamente jurídica.
C
Uma das questões éticas envolvidas diz respeito à exposição precoce das crianças à manipulação do desejo, exercida pela publicidade.
D
O público-alvo dessa campanha publicitária constitui-se de indivíduos dotados de consciência autônoma.
E
Para o promotor citado na reportagem, o caso em questão não apresenta repercussões de natureza psicológica.
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UNESP 2010 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Assinale a alternativa correta.

A inclinação para o ocultismo é um sintoma da regressão da consciência. A tendência velada da sociedade para o desastre faz de tolas suas vítimas com falsas revelações e fenômenos alucinatórios. O ocultismo é a metafísica dos parvos. Procurando no além o que perderam, as pessoas dão de encontro apenas com sua própria nulidade.

                                                                                                                (Theodor Adorno, filósofo alemão, 1947. Adaptado.)

Ilumine seus caminhos e encontre a paz espiritual com Dona Márcia, espírita conceituada com fortes poderes. Corta mau-olhado, inveja, demandas, feitiçaria. Desfaz amarrações, faz simpatia para o amor, saúde, negócios, empregos, impotência e filhos problemáticos. Seja qual for o seu problema, em uma consulta, ela lhe dará orientação espiritual para resolver o seu problema.

                                                                                            (Panfleto distribuído nas ruas do centro de uma cidade brasileira.)
A
Os dois textos evidenciam que, em nossa sociedade, prevalece o apelo racional na resolução de problemas pessoais.
B
O texto do filósofo Adorno aborda o ocultismo sob uma perspectiva crítica.
C
De acordo com o filósofo Adorno, a espiritualidade permite a elevação da consciência.
D
Nos dois textos predomina a irracionalidade na abordagem da relação entre mundo material e mundo espiritual.
E
Os dois textos enfatizam a importância da espiritualidade na vida das pessoas.
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UNESP 2012 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, Filosofia da Cultura

Cada cultura tem suas virtudes, seus vícios, seus conhecimentos, seus modos de vida, seus erros, suas ilusões. Na nossa atual era planetária, o mais importante é cada na- ção aspirar a integrar aquilo que as outras têm de melhor, e a buscar a simbiose do melhor de todas as culturas. A França deve ser considerada em sua história não somente segundo os ideais de Liberdade-Igualdade-Fraternidade promulgados por sua Revolução, mas também segundo o comportamento de uma potência que, como seus vizinhos europeus, praticou durante séculos a escravidão em massa, e em sua colonização oprimiu povos e negou suas aspirações à emancipação. Há uma barbárie europeia cuja cultura produziu o colonialismo e os totalitarismos fascistas, nazistas, comunistas. Devemos considerar uma cultura não somente segundo seus nobres ideais, mas também segundo sua maneira de camuflar sua barbárie sob esses ideais.

(Edgard Morin. Le Monde, 08.02.2012. Adaptado.)

No texto citado, o pensador contemporâneo Edgard Morin desenvolve

A
reflexões elogiosas acerca das consequências do etnocentrismo ocidental sobre outras culturas.
B
um ponto de vista idealista sobre a expansão dos ideais da Revolução Francesa na história.
C
argumentos que defendem o isolamento como forma de proteção dos valores culturais.
D
uma reflexão crítica acerca do contato entre a cultura ocidental e outras culturas na história.
E
uma defesa do caráter absoluto dos valores culturais da Revolução Francesa.
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UNESP 2012 - Filosofia - Ética e Liberdade, Conceitos Filosóficos

A convite da Confederação Nacional de Seguros, instituição privada, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho) participaram de seminário em hotel de luxo no Guarujá (SP), no início de outubro. O evento, que aconteceu num hotel cinco estrelas, começou numa quinta-feira e prolongou-se até domingo. No período, as diárias variavam de R$ 688,00 a R$ 8.668,00. Além dos ministros, desembargadores e juízes de tribunais estaduais participaram do seminário. Foram discutidos assuntos de interesse dos anfitriões, como o julgamento de processos sobre previdência complementar e a boa-fé nos contratos de seguros.

(Folha de S.Paulo, 14.11.2011. Adaptado.)

A relevância jornalística do fato retratado pode ser relacionada a questões

A
técnicas, associadas aos processos jurídicos em questão.
B
éticas, associadas ao comprometimento da neutralidade jurídica.
C
políticas, que envolvem a escolha da cidade do Guarujá.
D
econômicas, derivadas da diferença de preço entre as diárias.
E
burocráticas, na relação entre o estado e o capital privado.
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UNESP 2010 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

De acordo com os dois textos, pode-se concluir que:

Instrução: Os textos 1 e 2 referem-se à  questão.


                                               Texto 1


      Agora que as paixões acalmaram, volto à proibição do fumo em ambientes fechados, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Incrível como esse tema ainda gera discussões acaloradas. Como é possível considerar a proibição de fumar nos lugares em que outras pessoas respiram uma afronta à liberdade individual? As evidências científicas de que o fumante passivo também fuma são tantas e tão contundentes que os defensores do direito de encher de fumaça restaurantes e demais espaços públicos só podem fazê-lo por duas razões: ignorância ou interesse financeiro. Sinceramente, não consigo imaginar terceira alternativa.


                (Drauzio Varella. O fumo em lugares fechados. Folha de S.Paulo, 25.04.2009.)


                                                         Texto 2 


Típico do espírito fascista é seu amor puritano pela “humanidade correta” ao mesmo tempo em que detesta a diversidade promíscua dos seres humanos. Por isso sua vocação para ideia de “higiene científica e política da vida”: supressão de hábitos “irracionais”, criação de comportamentos “que agregam valor político, científico e social”. O imperativo “seja saudável” pode adoecer uma pessoa. Na democracia o fascismo pode ser invisível como um vírus. Quer um exemplo da contaminação? Votemos uma lei: mesmo em casa não se pode fumar. Afinal, como ficam os pulmões dos vizinhos? Que tal uma campanha nas escolas para as crianças denunciarem seus pais fumantes?

                               

                                 (Luis Felipe Pondé. O vírus fascista. Folha de S.Paulo, 22.09.2008.)

A
a filosofia é uma área do conhecimento que compartilha dos mesmos critérios que a ciência.
B
no texto 2, o “amor puritano pela humanidade correta” é compatível com a “diversidade promíscua dos seres humanos”.
C
segundo os dois autores, fumar ou não fumar é problema ético, não relacionado com políticas estatais de saúde pública.
D
para o autor do texto 2, inexistem critérios universais e absolutos que possam regular o comportamento ético dos indivíduos.
E
para os dois autores, a vida saudável é um imperativo a ser priorizado sob quaisquer circunstâncias.
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UNESP 2010 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Confrontando o conteúdo dos dois textos, assinale a alternativa correta.

Instrução: Os textos 1 e 2 referem-se à  questão.


                                               Texto 1


      Agora que as paixões acalmaram, volto à proibição do fumo em ambientes fechados, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Incrível como esse tema ainda gera discussões acaloradas. Como é possível considerar a proibição de fumar nos lugares em que outras pessoas respiram uma afronta à liberdade individual? As evidências científicas de que o fumante passivo também fuma são tantas e tão contundentes que os defensores do direito de encher de fumaça restaurantes e demais espaços públicos só podem fazê-lo por duas razões: ignorância ou interesse financeiro. Sinceramente, não consigo imaginar terceira alternativa.


                (Drauzio Varella. O fumo em lugares fechados. Folha de S.Paulo, 25.04.2009.)


                                                         Texto 2 


Típico do espírito fascista é seu amor puritano pela “humanidade correta” ao mesmo tempo em que detesta a diversidade promíscua dos seres humanos. Por isso sua vocação para ideia de “higiene científica e política da vida”: supressão de hábitos “irracionais”, criação de comportamentos “que agregam valor político, científico e social”. O imperativo “seja saudável” pode adoecer uma pessoa. Na democracia o fascismo pode ser invisível como um vírus. Quer um exemplo da contaminação? Votemos uma lei: mesmo em casa não se pode fumar. Afinal, como ficam os pulmões dos vizinhos? Que tal uma campanha nas escolas para as crianças denunciarem seus pais fumantes?

                               

                                 (Luis Felipe Pondé. O vírus fascista. Folha de S.Paulo, 22.09.2008.)

A
Para os dois autores, é correta a existência de uma lei que proíbe o fumo em lugares fechados, pois ambos baseiam-se em argumentos de natureza política e filosófica.
B
O primeiro texto ampara-se em argumentos científicos, e o segundo, em argumentos de natureza política e filosófica.
C
Para o autor do segundo texto, o fascismo é um fenômeno superado da história, e por isso incompatível com sociedades democráticas.
D
Para o autor do segundo texto, argumentos de base científica prevalecem sobre argumentos de base política e filosófica.
E
Os dois textos apresentam visões contrastantes sobre a proibição do fumo, sendo que ambos baseiam seus argumentos sob um ponto de vista científico.
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UNESP 2014 - Filosofia - Ética e Liberdade, Conceitos Filosóficos

A condenação à violência pode ser estendida à ação dos militantes em prol dos direitos animais que depredaram os laboratórios do Instituto Royal, em São Roque. A nota emocional é difícil de contornar: 178 cães da raça beagle, usados em testes de medicamentos, foram retirados do local. De um lado, por mais que seja minimizado e controlado, há o sofrimento dos bichos. Do outro lado, está nosso bem maior: nas atuais condições, não há como dispensar testes com animais para o desenvolvimento de drogas e medicamentos que salvarão vidas humanas.

(Direitos animais. Veja, 25.10.2013.)

Sob o ponto de vista filosófico, os valores éticos envolvidos no fato relatado envolvem problemas essencialmente relacionados

A
à legitimidade do domínio da natureza pelo homem.
B
a diferentes concepções de natureza religiosa.
C
a disputas políticas de natureza partidária.
D
à instituição liberal da propriedade privada.
E
aos interesses econômicos da indústria farmacêutica.
d95ab1b0-d6
UNESP 2014 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

                                                      Texto 1

O livro Cultura do narcisismo, escrito por Christopher Lasch em 1979, é um clássico. O texto de Lasch mostra como o que era diagnosticado como patologia narcísica ou limítrofe nos anos 50 torna-se uma espécie de “normalidade compulsória” depois de duas décadas. Para que alguém seja considerado “bem-sucedido”, é trivialmente esperado que manipule sua própria imagem como se fosse um personagem, com a consequente perda do sentimento de autenticidade.

                                                                              (Christian Dunker. “A cultura da indiferença”. www.mentecerebro.com.br. Adaptado.)

                                                      Texto 2

Zigmunt Bauman: Afastar-se da percepção de mundo consumista e do tipo de atitude individualista contra o mundo e as pessoas não é uma questão a ponderar, mas uma obrigação determinada pelos limites de sustentabilidade desse modelo da vida que pressupõe a infinidade de crescimento econômico. Segundo esse modelo, a felicidade está obrigatoriamente vinculada ao acesso a lojas e ao consumo exacerbado.

                                                (“Lojas são alívio a curto prazo, diz o sociólogo Zigmunt Bauman”. www.mentecerebro.com.br. Adaptado.)

Considerando os textos, é correto afirmar que:

A
para Bauman, as diretrizes liberais de crescimento econômico ilimitado prescindem de reflexão ética.
B
ambos tratam do irracionalismo subjacente aos critérios de normalidade e de felicidade.
C
a “cultura do narcisismo” apresenta um estilo de vida incompatível com a mentalidade consumista.
D
a patologia narcísica analisada por Lasch é um fenômeno restrito ao domínio psiquiátrico.
E
ambos abordam problemas historicamente superados pelas sociedades ocidentais modernas.
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UNESP 2014 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Não há livro didático, prova de vestibular ou resposta correta do Enem que não atribua a miséria e os confli- tos internos da África a um fator principal: a partilha do continente africano pelos europeus. Essas fronteiras te- riam acotovelado no mesmo território diversas nações e grupos étnicos, fazendo o caos imperar na África. Porém, guerras entre nações rivais e disputas pela sucessão de tronos existiam muito antes de os europeus atingirem o interior da África. Graves conflitos étnicos aconteceram também em países que tiveram suas fronteiras mantidas pelos governos europeus. É incrível que uma teoria tão frágil e generalista tenha durado tanto – provavelmente isso acontece porque ela serve para alimentar a condes- cendência de quem toma os africanos como “bons sel- vagens” e tenta isentá-los da responsabilidade por seus problemas.

                                                      (Leandro Narloch. Guia politicamente incorreto da história do mundo, 2013. Adaptado.)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que:

A
as desigualdades sociais e econômicas no mundo atual originam-se exclusivamente das contradições materiais do capitalismo.
B
o conhecimento histórico que privilegia a “óptica dos vencidos” apresenta um grau superior de objetividade científica.
C
na relação entre diferentes etnias, o etnocentrismo é um fenômeno antropológico exclusivo dos países ocidentais modernos.
D
para explicar a existência dos atuais conflitos étnicos na África, é necessário resgatar os pressupostos da ideologia colonialista.
E
a tese filosófica sobre um “estado de natureza” livre e pacífico é insuficiente para explicar os conflitos étnicos atuais na África.
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UNESP 2014 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

IHU On-Line – A medicalização de condutas classificadas como “anormais” se estendeu a praticamente todos os domínios de nossa existência. A quem interessa a medicalização da vida?

Sandra Caponi – A muitas pessoas. Em primeiro lugar ao saber médico, aos psiquiatras, mas também aos médicos gerais e especialistas. Interessa muito especialmente aos laboratórios farmacêuticos que, desse modo, podem vender seus medicamentos e ampliar o mercado de consumidores de psicofármacos de modo quase indefinido. Porém, esse interesse seria irrelevante se não existisse uma demanda social que aceita e até solicita que uma ampla variedade de comportamentos cotidianos ingresse no domínio do patológico. Um exemplo bastante óbvio é a escola. Crianças com problemas de comportamento mais ou menos sérios hoje recebem rapidamente um diagnóstico psiquiátrico. São medicadas, respondem à medicação e atingem o objetivo social procurado. Essas crianças que tomam ritalina ou antipsicóticos ficam mais calmas, mais sossegadas, concentradas e, ao mesmo tempo, mais tristes e isoladas.

                                                                                                            (www.ihuonline.unisinos.br. Adaptado.)

Podemos considerar como uma importante implicação filosófica da medicalização da vida

A
a incorporação do conhecimento científico como meio de valorização da autonomia emocional e intelectual.
B
a institucionalização de procedimentos de análise e de cura psiquiátrica absolutamente objetivos e eficientes.
C
a proliferação social de conhecimentos e procedimentos médicos que pressupõem a patologização da vida cotidiana.
D
a contribuição eticamente positiva da psiquiatrização do comportamento infantil e juvenil na esfera pedagógica.
E
o caráter neutro do progresso científico em relação a condicionamentos materiais e a demandas sociais.