Questõesde PUC - Campinas 2016 sobre História

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Foram encontradas 31 questões
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Totalitarismos

Considere a foto e o texto abaixo. 

Crianças mobilizadas pelo regime agitam alegremente certificados do governo que deveriam vender para financiar projetos de desenvolvimento durante os anos de 1930. Uma das características do stalinismo foi a doutrinação ideológica das crianças desde a mais tenra idade

.

(In: FIGUEIRA, Divalte G. História. São Paulo: Ática, 2003, p.301) 


Durante o período do stalinismo, a que o texto se refere, o governo se caracterizou

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




A
pela abolição do princípio da propriedade privada e estatização dos meios de produção e pela assinatura de um tratado de paz com a Alemanha e a saída do país da Primeira Guerra.
B
pela implantação da Nova Política Econômica, que significou uma mistura de práticas capitalistas e socialistas, e pelo extermínio de empresas industriais de pequeno porte.
C
pela organização do proletariado em uma comunidade única vinculada à nação e pela conquista do movimento operário sindical, defensor de projetos socialistas.
D
pelo afastamento de cargos públicos de pessoas que tivessem simpatias por países capitalistas e pela criminalização de atos contrários ao expansionismo soviético.
E
pelo esmagamento dos sovietes como órgãos de representação operária e pela violenta perseguição aos que esboçavam qualquer oposição ao seu poder
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Primeira Guerra Mundial

O texto de História da pintura, história do mundo, de Domenico Batista, faz menção à Primeira Guerra Mundial. Uma das principais consequências dessa guerra é

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




A
o confronto entre os dois blocos liderados pela URSS e os Estados Unidos, em busca da hegemonia, denominado Guerra Fria.
B
o surgimento de novos Estados-nações em que foram respeitadas as tradições e instituições dos povos antes reunidos nos impérios que desapareceram com a Grande Guerra Mundial.
C
os Tratados de Paz e os Tratados das Minorias restabeleceram, no mundo contemporâneo, uma convivência harmoniosa e a integração entre as minorias e as maiorias nacionais.
D
o fim da hegemonia inglesa sobre o mundo e a manutenção de um sentimento revanchista em função da severidade dos tratados impostos aos vencidos, especialmente à Alemanha.
E
a ocorrência de diversos conflitos em várias partes do mundo, como a Guerra do Vietnã, a Guerra da Coreia, conflitos em torno da descolonização, a guerra entre árabes e israelenses.
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PUC - Campinas 2016 - História - Construção do Estado Liberal: Revolução Francesa, História Geral

Considere o texto abaixo.

A Constituição de 1791 estabeleceu a monarquia constitucional e consagrou a divisão de poderes − Executivo, Legislativo, Judiciário. Porém, (...) estabeleceu que, para ser eleitor e elegível, o indivíduo deveria possuir uma renda bastante alta, o que excluía dessa condição pessoas de vida modesta. A Constituição estabeleceu o voto censitário, o voto ao qual só têm direito pessoas com certo rendimento.


A França encontrava-se, pois, dividida em duas categorias de pessoas: os cidadãos ativos (com direitos políticos) e os passivos (sem esses direitos). Estes, a maioria esmagadora da nação, eram os cidadãos de “segunda classe”. A Constituição de 1791, no lugar da antiga divisão dos indivíduos em nobres e plebeus, tipicamente feudal, consagrou um novo princípio de distinção entre os indivíduos: a riqueza. Daí em diante, passaram a ficar de um lado, os ricos; de outro, os pobres.

                                (Adaptado de: KOSHIBA, Luiz. História, origens, estruturas e processos. São Paulo: Atual, 2000, p. 324)


A partir do texto, pode-se afirmar que, no curso da Revolução Francesa, a Constituição de 1791, 

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




A
significou um retrocesso, ao limitar a cidadania aos indivíduos detentores de um nível de rendimento.
B
consagrou o direito de liberdade a todos os homens, conforme estabelecido na Declaração Universal.
C
enfraqueceu o ideário nacionalista do povo francês e fortaleceu a monarquia absolutista.
D
introduziu reformas inspiradas no ideal iluminista e fez da propriedade um direito coletivo.
E
promoveu o súdito a cidadão política e juridicamente, mantendo a igualdade de todos perante a lei.
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Renascimento Científico, Artístico e Cultural

O historiador André Corvisier, em seu livro História Moderna, afirma que a Renascença não é mais vista como uma ruptura brutal com a Época Medieval, mas o resultado de um processo lento que tem suas raízes naquele período. Sobre esse processo, é correto afirmar que 

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




A
as descobertas da ciência moderna se tornavam viáveis a partir da adoção de uma postura de rejeição dos paradigmas da filosofia do passado.
B
a valorização da educação universal e o estudo dos textos clássicos incentivavam a inspiração dos artistas renascentistas.
C
o crescimento das cidades criava um meio social que propiciava o desenvolvimento das atividades intelectuais e artísticas.
D
o desenvolvimento do comércio, ao abrir novas rotas, contribuiu diretamente para o questionamento de valores filosóficos e culturais medievais.
E
a nobreza feudal defendia ideias renascentistas para contestar os valores éticos e estéticos projetados na arte da burguesia mercantil.
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

Observe a figura abaixo e leia o texto.


O relevo remete a um trecho da Iliada, de Homero, e mostra, com acentuado vigor dramático, o transporte do corpo do herói Heitor, amparado pelo pai, Príamo, rei de Troia.
(In: DIVALTE G. Figueira. História. São Paulo: Ática, 2003, p. 36)

Com base na figura e no texto, pode-se afirmar que a obra

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.




A
demonstra o caráter guerreiro e sacerdotal da sociedade grega, formada por uma elite política que governava com tirania.
B
revela a grande influência que a cultura grega teve na península Itálica, antes mesmo da conquista da Grécia pelos romanos.
C
destaca a importância da cultura helenística, resultante da fusão da cultura greco-romana com as culturas do Oriente Médio.
D
apresenta traços específicos que decorreram do distanciamento da civilização grega ante as demais culturas do Oriente próximo.
E
retrata uma cena da guerra entre gregos e persas conhecida como Guerras Médicas que pretendia anexar a Grécia ao seu Império.
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PUC - Campinas 2016 - História - República Autoritária : 1964- 1984, História do Brasil, História da América Latina, América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências

Alguns anos após a Revolução Cubana, o argumento do "perigo vermelho" foi usado, por parte da imprensa brasileira, para apoiar o Golpe de 1964. Entre as razões alegadas para a derrubada do governo de João Goulart, pode-se encontrar

 Considere o texto abaixo.


    A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)


(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194) 

A
o resultado insatisfatório da aplicação das Reformas de Base, que haviam agravado as tensões no campo sem solucionar a precariedade econômica, e o radicalismo de líderes locais como Leonel Brizola, que poderiam ameaçar a estabilidade do país por meio de uma guerra civil.
B
a difusão de notícias sobre o nível alarmante de corrupção em toda a estrutura do governo, abalando a credibilidade do presidente, que sequer havia sido eleito uma vez que tomara posse como vice de Jânio Quadros, após a renúncia deste.
C
o endividamento externo, muito grande desde a construção de Brasília e intensificado após a adoção de uma política liberal para o desenvolvimento do interior do país, somada a medidas populistas como o aumento do salário mínimo em 100%.
D
a denúncia de desordem social, visível em manifestações como o Comício da Central do Brasil; a suposta proximidade desse governo com países socialistas e a possibilidade de uma insurreição popular descontrolada, considerando a crise econômica em curso.
E
a ingovernabilidade do país, uma vez que Goulart governava sob o regime parlamentarista, sem ter apoio da maioria do Congresso, e a ação de grupos de guerrilha urbana que, inspirados pela Revolução Cubana, pressionavam para a adoção do socialismo.
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PUC - Campinas 2016 - História - História da América Latina, América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências

A Revolução Cubana instaurou um governo que

 Considere o texto abaixo.


    A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)


(PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194) 

A
promoveu uma ampla reforma agrária; realizou uma campanha de alfabetização em massa com a participação de jovens e empreendeu uma gradual institucionalização política do Movimento 26 de Julho.
B
acarretou em significativa emigração de cubanos; desenvolveu novas políticas de saúde pública e reforçou o paradigma e a estratégia de revolução vigentes na América Latina.
C
despertou forte adesão popular; modernizou a capital cubana e conquistou a independência econômica desse país, até então considerado uma espécie de "colônia" norte-americana.
D
provocou a reformulação da política externa dos EUA no continente; criou o bloco dos Países Não Alinhados e buscou capacitação técnica para o aprimoramento e o ensino de esportes em Cuba.
E
estimulou, no meio artístico-intelectual internacional, a consolidação de uma grande rede de solidariedade; declarou embargo aos Estados Unidos e retirou-se da ONU e da OEA.
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Primeira Guerra Mundial

A lei do antropófago a que se refere Oswald de Andrade em seu Manifesto tem como centro a

Considere o texto abaixo.


    Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”


(COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304) 

A
rejeição feroz (“exprobração”) do imperialismo cultural imposto pelas nações mais desenvolvidas.
B
assimilação crítica (“deglutição”) dos valores de culturas estrangeiras que interessem à nacional.
C
aceitação integral (“reprodução”) dos valores tribais em que viviam os silvícolas nas terras virgens.
D
revisão radical (“expiação”) dos valores já radicados em nossas regiões economicamente frágeis.
E
acomodação simplória (“ingestão”) das artes primitivas cultuadas em outros países.
39fb2f45-c2
PUC - Campinas 2016 - História - História da América Latina, América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências

O peronismo, na Argentina, e o cardenismo, no México, foram fenômenos políticos que mobilizaram afirmações identitárias complexas. Apesar de algumas semelhanças entre os populismos de Perón e Cárdenas, há também diferenças marcantes entre esses governos, dentre as quais, pode-se destacar

Considere o texto abaixo.


    Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”


(COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304) 

A
a valorização dos sindicatos e o uso da barganha como estratégia de negociação.
B
a promulgação de uma nova constituição e a propaganda direcionada às massas.
C
o apelo ao nacionalismo e à união de todas as classes para o bem da nação.
D
o cuidado com os direitos trabalhistas e com o estilo de discurso voltado aos humildes.
E
a política social empreendida no meio rural e as relações políticas externas.
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PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, A estruturação do Estado norte-americano : território, cidadania e política

A partir dos anos 1920, há um crescimento do sentimento anti-imperialista na América Latina, agravado por algumas políticas recentemente empreendidas pelos Estados Unidos no continente, como

Considere o texto abaixo.


    Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”


(COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304) 

A
a Política da Boa Vizinhança, que instituía a chamada solidariedade hemisférica pela qual os setores industriais eram agraciados com investimentos e empréstimos norte-americanos, no entanto, a juros altíssimos.
B
a diplomacia do dólar, concebida como uma série de encontros diplomáticos em favor da criação de um suposto mercado comum, cujo intuito real era neutralizar possíveis concorrentes internos ao comércio dos Estados Unidos com a Europa.
C
o panamericanismo, conjunto de ações para valorizar as moedas nacionais de alguns países mais fortes, a fim de que esses provocassem a falência econômica de seus vizinhos, que teriam que recorrer à ajuda financeira e consequente dependência econômica dos EUA.
D
a Doutrina Wilson, discurso usado pelos EUA em nome da defesa da democracia, para contestar governos ou processos eleitorais em alguns países do continente, visando favorecer candidatos ou governantes mais afinados aos interesses estadunidenses.
E
a Doutrina Monroe, estratégia militar que consistia em intervenções armadas da Marinha estadunidense para assegurar a ordem e a paz, em países de fronteira com os EUA considerados parte de sua zona de segurança e expansão.
39ec362d-c2
PUC - Campinas 2016 - História - Guerra Fria e seus desdobramentos, História Geral

Em decorrência das experiências socialistas frustradas, como o colapso da URSS, tivemos, após a desintegração desse país

Considere o texto abaixo.


    Paralelos históricos nunca são exatos, e por isso sempre são suspeitos, mas no século XIX está o molde do que nos acontece agora, com as revoluções anárquicas da era da restauração pós-Bonaparte, nascidas da frustração com a promessa libertária esgotada da Revolução Francesa, no lugar do nosso atual inconformismo sem centro, nascido da frustração com experiências socialistas fracassadas. Nos dois casos, a revolta sem método, muitas vezes apolítica e suicida, substituiu a revolução racionalizada.


(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149)

A
a extinção dos partidos comunistas e a incorporação dos países do Leste Europeu à União Europeia.
B
o fim da Iugoslávia e a execução de reformas econômicas na China.
C
a queda do muro de Berlim e a desintegração da Coréia do Norte.
D
a Guerra nos Bálcãs e a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia.
E
a formação da Comunidade dos Estados Independentes e a democratização em Cuba.
39e0552e-c2
PUC - Campinas 2016 - História - Guerra Fria e as ditaduras militares, História da América Latina

O escritor Pablo Neruda apoiou o programa da Unidade Popular, coalizão pela qual se elegeu Salvador Allende. O golpe que derrubou esse presidente deu início a um regime militar marcado

Considere o texto abaixo.


     Deve ter sido importante para Drummond o poema do escritor chileno Pablo Neruda, lido na cidade do México em 1942 e logo depois afixado em cartazes nas ruas da cidade: “Canto a Stalingrado”. O poema de Neruda não fala de vitória, e sim de resistência, além de clamar de modo indignado pela abertura da Segunda Frente que viria aliviar a União Soviética da pressão nazista. Já na “Carta a Stalingrado”, de Drummond, o núcleo propriamente do poema se espraia tanto para o lado épico, que relaciona a vitória de Stalingrado aos destinos da humanidade, como para o lado lírico, em que a batalha é vista a partir das suas ressonâncias no “eu”.


(MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 128)

A
pela ascensão da Democracia Cristã ao poder; pelo apoio efusivo da grande imprensa; pela adoção da política econômica da CEPAL, órgão da ONU sediado no país.
B
pela baixa popularidade de seu líder, o general Augusto Pinochet; por sediar as operações do Plano Condor e pela adoção de um programa econômico liberal.
C
pelo desprezo à legalidade, ao ignorar eleições e plebiscitos; pelo exílio em massa de intelectuais e artistas; pela durabilidade do regime, o mais longevo do continente.
D
pelas constantes violações aos direitos humanos, pelo apoio político e financeiro recebido dos Estados Unidos e pelo chamado "milagre econômico chileno".
E
pela dissolução do Congresso e de partidos políticos; pela alta inflacionária e recessão; pela resistência de grupos de guerrilha urbana como os Montoneros.
39dcc50d-c2
PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Segunda Grande Guerra – 1939-1945

A batalha de Stalingrado foi um evento significativo da participação da União Soviética (URSS) na II Guerra. A respeito da posição e das alianças desse país nesse conflito mundial, é correto afirmar que

Considere o texto abaixo.


     Deve ter sido importante para Drummond o poema do escritor chileno Pablo Neruda, lido na cidade do México em 1942 e logo depois afixado em cartazes nas ruas da cidade: “Canto a Stalingrado”. O poema de Neruda não fala de vitória, e sim de resistência, além de clamar de modo indignado pela abertura da Segunda Frente que viria aliviar a União Soviética da pressão nazista. Já na “Carta a Stalingrado”, de Drummond, o núcleo propriamente do poema se espraia tanto para o lado épico, que relaciona a vitória de Stalingrado aos destinos da humanidade, como para o lado lírico, em que a batalha é vista a partir das suas ressonâncias no “eu”.


(MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 128)

A
a Alemanha e a URSS firmaram inicialmente um pacto de não agressão, não cumprido por Hitler, resultando em uma grande mobilização russa para conter o avanço nazista, que repercutiu, em outros países, na adesão de grupos de resistência formado por comunistas.
B
os Estados Unidos e a URSS agiram conjuntamente em diversos episódios ao longo da II Guerra, rompendo sua aliança somente ao fim do conflito, momento em que a URSS se recusa participar da Organização das Nações Unidas, iniciando a Guerra Fria.
C
a Inglaterra e a URSS empenharam grandes esforços bélicos para impedir as ocupações nazistas, dentre as quais Stalingrado é exemplo, mas foram sucessivamente derrotadas até a entrada dos Estados Unidos na II Guerra, cujas tropas conquistaram Berlim, provocando a reviravolta no conflito.
D
a URSS possuía relações estreitas com o Império Japonês e o apoiou até o episódio do ataque à base de Pearl Harbor, em 1941, momento em que adere aos Aliados, influenciando a China comunista a fazer o mesmo.
E
a Itália e a Espanha se uniram ao Eixo e se empenharam em atacar a URSS, uma vez que Mussolini e Franco já haviam derrotado politicamente e eliminado os focos de resistência comunista em seus territórios ao assumirem o poder, antes do início da guerra
39d1e946-c2
PUC - Campinas 2016 - História - História do Brasil, Era Vargas – 1930-1954

No Estado Novo, a que o texto se refere, é correto afirmar que

Considere o texto abaixo.


     As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.


(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.) 

A
foi de grande importância para a economia brasileira, pois provocou o crescimento do setor industrial e o ingresso maciço de capitais estrangeiros e evitou o deslocamento da força de trabalho do setor agrário para o setor industrial.
B
simbolizou o caminho escolhido pelas elites políticas, apoiadas no movimento socialista internacional, para enfrentarem a crise social, face à organização de parcelas da sociedade civil que reivindicavam os direitos de cidadania
C
interrompeu o processo de criação da moderna legislação social brasileira, inaugurado no início dos anos de 1930, devido à atuação controladora do Estado brasileiro sobre os movimentos sindicais e associação de trabalhadores nas cidades.
D
assegurou a hegemonia das classes dominantes, não apenas pelo incentivo econômico que o Estado prestava aos empresários, mas sobretudo pela cooptação das classes trabalhadoras através da legislação trabalhista.
E
estimulou o desenvolvimento econômico brasileiro por meio da abertura da economia ao capital estrangeiro, principalmente com a participação de investimentos de capital alemão na construção de siderurgias em Volta Redonda.
39ceb52b-c2
PUC - Campinas 2016 - História - Primeira Guerra Mundial

Em face das intensas movimentações no cenário internacional após a Primeira Guerra Mundial, com a elevação dos Estados Unidos a grande potência mundial e a subida ao poder de regimes fascistas na Europa, o governo a que o texto se refere

Considere o texto abaixo.


     As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.


(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.) 

A
imprimiu um caráter nacional ao desenvolvimento econômico com restrições ao capital norte-americano e à criação de empresas alemãs.
B
adotou uma política de neutralidade, mantendo contatos diplomáticos tanto com os norte-americanos quanto com a Alemanha nazista.
C
propôs uma aliança entre os norte-americanos e a Alemanha nazista na luta contra a expansão de movimentos sociais de caráter socialista.
D
estimulou o desenvolvimento da siderurgia brasileira independente de capitais, tanto os norte-americanos como os da Alemanha nazista.
E
optou por uma política desenvolvimentista e nacionalista, sem interferência diplomática norte-americana e do nazi-fascismo alemão.
39b7731d-c2
PUC - Campinas 2016 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil

O texto de Antonio Candido e José Aderaldo Castello faz referência à razão de ser do movimento abolicionista. Sobre este movimento é correto afirmar que

Considere o texto abaixo.


     Há no Romantismo nacional uma expressão evidente do culto da nacionalidade, o qual, tomado num sentido mais amplo, se manifesta também em lutas pela afirmação da liberdade política e determina a exaltação de valores e tradições. Esse sentimento é tomado também nos seus aspectos sociais, sob o apanágio dos direitos do homem livre, razão de ser do movimento abolicionista e matéria para o romance, para o teatro e para a poesia da época.


(Adaptado de: CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira I. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFE, 1974, p. 207-208)

A
se estruturou a partir dos centros urbanos e encontrou apoio no nordeste, onde o contingente de escravos estava declinando desde o século XVIII.
B
agravou, com o comércio interno de escravos, a situação econômica do norte/nordeste, mas resolveu o problema de mão de obra do sul.
C
alterou as formas de produção agrícola no norte e nordeste ao estimular o tráfico interno entre as províncias do sudeste durante o século XIX.
D
aproximou-se ideologicamente de movimentos de insurreição de escravos que aconteciam nas colônias europeias no norte da África e na Ásia.
E
provocou a diminuição de importação de escravos e reduziu o abastecimento de mão de obra escrava para o setor cafeeiro, durante o século XIX.
39b44e1a-c2
PUC - Campinas 2016 - História - Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831, História do Brasil

Considere a imagem abaixo.



Na imagem, Batalha naval do Riachuelo, óleo sobre tela,

de Vitor Meirelles, executado em fins do século XIX. 

                         











(In: AZEVEDO, Gislene e SERIACOPI, Reinaldo. História.

São Paulo: Ática, 2005,(série Brasil), p.348) 


Com base na observação da pintura e no conhecimento histórico, é correto afirmar que o autor da tela 

Considere o texto abaixo.


     Há no Romantismo nacional uma expressão evidente do culto da nacionalidade, o qual, tomado num sentido mais amplo, se manifesta também em lutas pela afirmação da liberdade política e determina a exaltação de valores e tradições. Esse sentimento é tomado também nos seus aspectos sociais, sob o apanágio dos direitos do homem livre, razão de ser do movimento abolicionista e matéria para o romance, para o teatro e para a poesia da época.


(Adaptado de: CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira I. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFE, 1974, p. 207-208)

A
optou pela construção de um ideal épico, liberal e humanitário da batalha e contrário à política externa de D. Pedro II de controlar a Região do Prata.
B
procurou enaltecer a capacidade produtiva da economia brasileira, exibindo um arsenal naval e bélico utilizado na batalha Naval de Riachuelo, em 1865.
C
optou pela construção de uma visão épica, heróica e romantizada da batalha e atendia ao projeto de afirmação da nacionalidade orquestrado por D. Pedro II.
D
retratou a cena de um episódio da Guerra do Paraguai e enfatizou o caráter devastador, desumano e cruel do conflito, travado em 22 de setembro de 1866.
E
retratou a saída dos soldados brasileiros do acampamento de Tuiuti, onde ocorreu uma das batalhas da Guerra do Paraguai e a execução dos feridos.
39b0dd26-c2
PUC - Campinas 2016 - História - História Geral, Revoluções Liberais na Europa : Ondas de 1820, 1830 e 1848

Em relação ao culto da nacionalidade, a que o texto se refere, é correto afirmar que o nacionalismo da segunda metade do século XIX foi, em parte, uma reação

Considere o texto abaixo.


     Há no Romantismo nacional uma expressão evidente do culto da nacionalidade, o qual, tomado num sentido mais amplo, se manifesta também em lutas pela afirmação da liberdade política e determina a exaltação de valores e tradições. Esse sentimento é tomado também nos seus aspectos sociais, sob o apanágio dos direitos do homem livre, razão de ser do movimento abolicionista e matéria para o romance, para o teatro e para a poesia da época.


(Adaptado de: CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira I. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFE, 1974, p. 207-208)

A
ao internacionalismo das doutrinas proletárias, uma resposta à tendência à internacionalização das maiores forças econômicas do século XIX: o capital e o trabalho .
B
ao excessivo liberalismo dos movimentos revolucionários, uma defesa da restauração e do retorno à velha ordem social e econômica vigente na Europa no século XIX.
C
aos princípios (especialmente à legitimidade) implantados a partir do Congresso de Viena, e às mudanças na ordem social vigente.
D
à independência política dos pequenos Estados do Leste europeu, uma resposta à intervenção econômica inglesa em países com estruturas pouco desenvolvidas.
E
à política de desenvolvimento econômico capitalista por meio do fortalecimento do Estado, à integração geográfica do capital e da força de trabalho europeia.
399f9504-c2
PUC - Campinas 2016 - História - República Oligárquica - 1889 a 1930, História do Brasil

A Revolta de Canudos, no sertão nordestino, apresentava, entre suas motivações,

Considere o texto abaixo.  

   Euclides fora um dos que deram à nossa história um “estilo”: uma forma de pensar e sentir o país (...) Não casualmente ele conferira lugar especial ao fenômeno da mestiçagem (...) Ele teria descoberto nossa “tendência” à fusão, nossa aptidão para a “domesticação da natureza” e para a religiosidade. A figura do sertanejo como “forte de espírito” por excelência era o símbolo de nossa originalidade completa.

(GOMES, Ângela de Castro. História e historiadores. A política cultural do Estado Novo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996. p. 195) 
A
a utopia de uma república alternativa, democrática, que substituísse o governo imperial, uma vez que este era responsabilizado pelo caos, pela miséria e pela desordem que grassavam no interior nordestino.
B
o messianismo, estimulado pelas precárias condições de vida causadas pela seca, pelo aval da Igreja Católica a manifestações dessa natureza e pela violência social premente no nordeste.
C
a profecia apocalíptica de que o fim do mundo estava bastante próximo e de que os moradores daquela comunidade, cujo líder pregava em defesa da monarquia, poderiam obter a salvação
D
o terror causado pelo banditismo social presente no Cangaço, movimento que visava eliminar as elites locais e vinha sendo alvo de extermínio por parte dos coronéis da região.
E
o imaginário cristão da terra prometida, uma vez que os sertanejos almejavam a reforma agrária, a formação de ligas camponesas e a garantia, pelo Estado, de assistência àquela população.
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PUC - Campinas 2016 - História - Construção do Estado Liberal: Independência das colônias latino-americanas, História Geral

A imposição, pelas metrópoles, de leis severas às populações de suas colônias, contribuiu para acirrar movimentos pela independência nas Américas. Isso pode ser constatado ao examinarmos o impacto

Considere o texto abaixo. 

    Os homens reunidos em sociedade (relevem-me este tom meio pedante) estão virtual e tacitamente obrigados a obedecer às leis formuladas por eles mesmos para a conveniência comum. Há, porém, leis que eles não impuseram, que acharam feitas, que precederam as sociedades, e que se hão de cumprir não por uma determinação de jurisprudência humana, mas por uma necessidade divina e eterna. Entre essas, e antes de todas, figura a da luta pela vida (...)

(ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 432) 
A
da aprovação da Reforma Bourbônica nas colônias hispânicas, instituindo leis que reforçavam o pacto colonial e o poder da igreja, por meio da Companhia de Jesus, causando, assim, revoltas populares cujo alvo era a figura do Rei da Espanha.
B
da imposição da Lei do Chá, nas Treze Colônias (atuais Estados Unidos), coroando uma sequência de leis consideradas intoleráveis pelos colonos por restringirem a liberdade de comércio e aumentarem a taxação de impostos
C
da instituição de uma monarquia independente na Nova Espanha (atual México) por sua própria metrópole, a fim de manter elos coloniais sob nova roupagem e sem a interferência da Igreja, causando violenta reação popular.
D
de medidas segregacionistas de cunho racista em Saint Domingue (atual Haiti) pela França, cujo governo censurou os ideais da Revolução Francesa nessa sua colônia caribenha.
E
da aplicação da Devassa no Brasil colonial, cobrança coletiva aplicada reiteradamente para completar a quota de ouro devida à Coroa portuguesa que despertou, na população colonial, fortes sentimentos antilusitanos.