Questõesde UNESP sobre História Geral

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Foram encontradas 129 questões
491f7e76-a4
UNESP 2015 - História - História Geral

A partir do texto, é correto afirmar que a dominação europeia da África, entre os séculos XV e XVIII,

     Os diários, as memórias e as crônicas de viagens escritas por marinheiros, comerciantes, militares, missionários e exploradores, ao lado das cartas náuticas, seriam as principais fontes de conhecimento e representação da África dos séculos XV ao XVIII.

      A barbárie dos costumes, o paganismo e a violência cotidiana foram atribuídos aos africanos ao mesmo tempo em que se justificava a sua escravização no Novo Mundo. A desumanização de suas práticas serviria como justificativa compensatória para a coisificação dos negros e para o uso de sua força de trabalho nas plantations da América.

                                                                               (Regina Claro. Olhar a África, 2012. Adaptado.)

A
derivou prioritariamente dos valores do islamismo, aprisionando os corpos dos africanos para, com o sacrifício, salvar suas almas.
B
foi um esforço humanitário, que visava libertar povos oprimidos por práticas culturais e hábitos pré-históricos e selvagens.
C
baseou-se em avanços científicos e em pressupostos liberais, voltados à eliminação de preconceitos raciais e sociais.
D
sustentou-se no comércio e na construção de um imaginário acerca do continente africano, que legitimava a ideia de superioridade europeia.
E
fundamentou-se nas orientações dos relatos de viajantes, que mostravam fascínio e respeito pelas culturas nativas africanas.
492d4cca-a4
UNESP 2015 - História - História Geral, Trinta anos de ouro: mundo capitalista (1945- 1975)

      A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel essencial no processo de produção: o de coordenador que, combinando os esforços separados dos seus operários, obtém um produto mercante.

                                    (Stephen Marglin. In: André Gorz (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980.)

Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca


A
o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias nos salários e nas condições de trabalho.
B
o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a autogestão da empresa pelos trabalhadores.
C
o desenvolvimento tecnológico como fator determinante para o aumento da capacidade produtiva.
D
a ampliação da capacidade produtiva como justificativa para a supressão de cargos diretivos na organização do trabalho.
E
a importância do parcelamento de tarefas e o estabelecimento de uma hierarquia no processo produtivo.
49267cac-a4
UNESP 2015 - História - História Geral

As “plantations da América”, citadas no texto, correspondem a

     Os diários, as memórias e as crônicas de viagens escritas por marinheiros, comerciantes, militares, missionários e exploradores, ao lado das cartas náuticas, seriam as principais fontes de conhecimento e representação da África dos séculos XV ao XVIII.

      A barbárie dos costumes, o paganismo e a violência cotidiana foram atribuídos aos africanos ao mesmo tempo em que se justificava a sua escravização no Novo Mundo. A desumanização de suas práticas serviria como justificativa compensatória para a coisificação dos negros e para o uso de sua força de trabalho nas plantations da América.

                                                                               (Regina Claro. Olhar a África, 2012. Adaptado.)

A
um esforço de coordenação da colonização ao redor do Atlântico, com a aplicação de modelos econômicos idênticos nas colônias ibéricas da América e da costa africana.
B
uma estratégia de valorização, na colonização da América e na África, das atividades agrícolas baseadas em mão de obra escrava, com a consequente eliminação de toda forma de artesanato e de comércio local.
C
um modelo de organização da produção agrícola caracterizado pelo predomínio de grandes propriedades monocultoras, que utilizavam trabalho escravo e destinavam a maior parte de sua produção ao mercado externo.
D
uma forma de organização da produção agrícola, implantada nas colônias africanas a partir do sucesso da experiência de povoamento das colônias inglesas na América do Norte.
E
uma política de utilização sistemática de mão de obra de origem africana na pecuária, substituindo o trabalho dos indígenas, que não se adaptavam ao sedentarismo e à escravidão.
4913d644-a4
UNESP 2015 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Eis dois homens a frente: um, que quer servir; o outro, que aceita, ou deseja, ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era ainda acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece “o homem” de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e de amizade. Eram estes – muito simples e, por isso mesmo, eminentemente adequados para impressionar espíritos tão sensíveis às coisas – os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)

Miniatura do Liber feudorum Ceritaniae, século XIII

O texto e a imagem referem-se à cerimônia que

A
consagra bispos e cardeais.
B
estabelece as relações de vassalagem.
C
estabelece as relações de servidão.
D
consagra o poder municipal.
E
estabelece as relações de realeza.
490e6e99-a4
UNESP 2015 - História - História Geral

     A cidade tira de seu império uma parte da honra, da qual todos vós vos gloriais, e que deveis legitimamente apoiar; não vos esquiveis às provas, se não renunciais também a buscar as honras; e não penseis que se trata apenas, nesta questão, de ser escravos em vez de livres: trata-se da perda de um império, e do risco ligado ao ódio que aí contraístes.

                                    (Péricles apud Pierre Cabanes. Introdução à história da Antiguidade, 2009.)

O discurso de Péricles, no século V a.C., convoca os atenienses para lutar na Guerra do Peloponeso e enfatiza

A
a rejeição à escravidão em Atenas e a defesa do trabalho livre como base de toda sociedade democrática.
B
a defesa da democracia, por Atenas, diante das ameaças aristocráticas de Roma.
C
a rejeição à tirania como forma de governo e a celebração da república ateniense.
D
a defesa do território ateniense, frente à investida militar das tropas cartaginesas.
E
a defesa do poder de Atenas e a sua disposição de manter-se à frente de uma confederação de cidades.
4919c15e-a4
UNESP 2015 - História - História Geral, Movimentos de Reforma Religiosa: protestantes e católicos

As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra

A
a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
B
a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.
C
o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.
D
as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.
E
o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.
e85bf30a-94
UNESP 2011 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Totalitarismos

O texto mostra algumas características centrais do nazismo:

   Nas primeiras sequências de O triunfo da vontade [filme alemão de 1935], Hitler chega de avião como um esperado Messias. O bimotor plaina sobre as nuvens que se abrem à medida que ele desce sobre a cidade. A propósito dessa cena, a cineasta escreveria: “O sol desapareceu atrás das nuvens. Mas quando o Führer chega, os raios de sol cortam o céu, o céu hitleriano”.
(Alcir Lenharo. Nazismo, o triunfo da vontade, 1986.)
A
o desprezo pelas manifestações de massa e a defesa de princípios religiosos do catolicismo.
B
a glorificação das principais lideranças políticas e a depreciação da natureza.
C
o uso intenso do cinema como propaganda política e o culto da figura do líder.
D
a valorização dos espaços urbanos e o estímulo à migração dos camponeses para as cidades.
E
o apreço pelas conquistas tecnológicas e a identificação do líder como um homem comum.
e851d9f3-94
UNESP 2011 - História - História Geral, Revolução Industrial

O texto de Oswald de Andrade

  Com pouco dinheiro, mas fora do eixo revolucionário do mundo, ignorando o Manifesto Comunista e não querendo ser burguês, passei naturalmente a ser boêmio. (...) Continuei na burguesia, de que mais que aliado, fui índice cretino, sentimental e poético. (...) A valorização do café foi uma operação imperialista. A poesia Pau Brasil também. Isso tinha que ruir com as cornetas da crise. Como ruiu quase toda a literatura brasileira “de vanguarda”, provinciana e suspeita, quando não extremamente esgotada e reacionária.
(Oswald de Andrade. Prefácio a Serafim Ponte Grande, 1933.)
A
expõe o anseio do autor de que a literatura e as demais formas artísticas fossem controladas pelo Estado e escapassem, assim, da tutela da classe social hegemônica.
B
revela algumas das principais características do movimento modernista de 1922, como a busca da identidade nacional e a adesão a projetos político-partidários de
direita.
C
indica o afastamento gradual dos participantes da Semana de Arte Moderna em relação aos componentes ideológicos de esquerda que caracterizaram o movimento.
D
explicita a preocupação dos setores políticos e sociais dominantes frente à crise econômica provocada pela alta do preço do café e sua tentativa de regulamentar o setor.
E
demonstra a defesa, pelo autor, da politização da produção literária e o abandono de parte dos princípios estéticos que guiaram sua obra na década anterior.
e8355335-94
UNESP 2011 - História - História Geral

A Revolução Puritana (1640) e a Revolução Gloriosa (1688) transformaram a Inglaterra do século XVII. Sobre o conjunto de suas realizações, pode-se dizer que

A
determinaram o declínio da hegemonia inglesa no comércio marítimo, pois os conflitos internos provocaram forte redução da produção e exportação de manufaturados
B
resultaram na vitória política dos projetos populares e radicais dos cavadores e dos niveladores, que defendiam o fim da monarquia e dos privilégios dos nobres.
C
envolveram conflitos religiosos que, juntamente com as disputas políticas e sociais, desembocaram na retomada do poder pelos católicos e em perseguições contra protestantes.
D
geraram um Estado monárquico em que o poder real devia se submeter aos limites estabelecidos pela legislação e respeitar as decisões tomadas pelo Parlamento.
E
precederam as revoluções sociais que, nos dois séculos seguintes, abalaram França, Portugal e as colônias na América, provocando a ascensão política do proletariado industrial
e8408344-94
UNESP 2011 - História - História Geral

Ao caracterizar a “integração econômica do Atlântico", o texto

  Os africanos não escravizavam africanos, nem se reco-nheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. (...) Quando um chefe (...) en-tregava a um navio europeu um grupo de cativos, não estava vendendo africanos nem negros, mas (...) uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escra-vizada. (...) O comércio transatlântico (...) fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra cativa.
(Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008. Adaptado.)
A
destaca os diferentes papéis representados por africanos, europeus e americanos na constituição de um novo espaço de produção e circulação de mercadorias.
B
reconhece que europeus, africanos e americanos se beneficiaram igualmente das relações comerciais estabelecidas através do Oceano Atlântico.
C
afirma que a globalização econômica se iniciou com a colonização da América e não contou, na sua origem, com o predomínio claro de qualquer das partes envolvidas.
D
sustenta que a escravidão africana nas colônias europeias da América não exerceu papel fundamental na integração do continente americano com a economia que se desenvolveu no Oceano Atlântico.
E
ressalta o fato de a América ter se tornado a principal fornecedora de matérias-primas para a Europa e de que alguns desses produtos eram usados na troca por escravos africanos.
e83b1b45-94
UNESP 2011 - História - História Geral

Ao caracterizar a escravidão na África e a venda de escravos por africanos para europeus nos séculos XVI a XIX, o texto

  Os africanos não escravizavam africanos, nem se reco-nheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. (...) Quando um chefe (...) en-tregava a um navio europeu um grupo de cativos, não estava vendendo africanos nem negros, mas (...) uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escra-vizada. (...) O comércio transatlântico (...) fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra cativa.
(Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008. Adaptado.)
A
reconhece que a escravidão era uma instituição presente em todo o planeta e que a diferenciação entre homens livres e homens escravos era definida pelas características raciais dos indivíduos.
B
critica a interferência europeia nas disputas internas do continente africano e demonstra a rejeição do comércio escravagista pelos líderes dos reinos e aldeias então existentes na África
C
diferencia a escravidão que havia na África da que existia na Europa ou nas colônias americanas, a partir da constatação da heterogeneidade do continente africano e dos povos que lá viviam.
D
afirma que a presença europeia na África e na América provocou profundas mudanças nas relações entre os povos nativos desses continentes e permitiu maior integração e colaboração interna
E
considera que os únicos responsáveis pela escravização de africanos foram os próprios africanos, que aproveitaram as disputas tribais para obter ganhos financeiros.
e824290e-94
UNESP 2011 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

O texto refere-se à cultura grega antiga e menciona, entre outros aspectos,

  Aedo e adivinho têm em comum um mesmo dom de “vidência”, privilégio que tiveram de pagar pelo preço dos seus olhos. Cegos para a luz, eles veem o invisível. O deus que os inspira mostra-lhes, em uma espécie de revelação, as realidades que escapam ao olhar humano. Sua visão particular age sobre as partes do tempo inacessíveis às criaturas mortais: o que aconteceu outrora, o que ainda não é

(Jean-Pierre Vernant. Mito e pensamento entre os gregos, 1990. Adaptado.)

A
o papel exercido pelos poetas, responsáveis pela transmissão oral das tradições, dos mitos e da memória.
B
a prática da feitiçaria, estimulada especialmente nos períodos de seca ou de infertilidade da terra.
C
o caráter monoteísta da sociedade, que impedia a difusão dos cultos aos deuses da tradição clássica.
D
a forma como a história era escrita e lida entre os povos da península balcânica.
E
o esforço de diferenciar as cidades-estados e reforçar o isolamento e a autonomia em que viviam.
e82f071b-94
UNESP 2011 - História - História Geral, Renascimento Científico, Artístico e Cultural

Os “centros artísticos" descritos no texto podem ser identificados

  Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um número ra-zoável de artistas e de grupos significativos de consumidores, que por motivações variadas — glorificação familiar ou in-dividual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação eterna — estão dispostos a investir em obras de arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto implica, evidentemente, que o centro seja um lugar ao qual afluem quantidades considerá-veis de recursos eventualmente destinados à produção artís-tica. Além disso, poderá ser dotado de instituições de tutela, formação e promoção de artistas, bem como de distribuição das obras. Por fim, terá um público muito mais vasto que o dos consumidores propriamente ditos: um público não homo-gêneo, certamente (...).
(Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.)
A
nos mosteiros medievais, onde se valorizava especialmente a arte sacra.
B
nas cidades modernas, onde floresceu o Renascimento cultural.
C
nos centros urbanos romanos, onde predominava a escultura gótica.
D
nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico era hegemônico.
E
nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arquitetura românica.
e8293e81-94
UNESP 2011 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

O texto mostra que os cavaleiros medievais, entre outros aspectos de sua formação e conduta,

 (...) o elemento religioso não limitou os seus efeitos ao fortalecimento, no mundo da cavalaria, do espírito de corpo; exerceu também uma ação poderosa sobre a lei moral do grupo. Antes de o futuro cavaleiro receber a sua espada, no altar, era-lhe exigido um juramento, que especificava as suas obrigações.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)

A
mantinham-se fieis aos comerciantes das cidades, a quem deviam proteger e defender na vida cotidiana e em caso de guerra.
B
privilegiavam, na sua formação, os aspectos religiosos, em detrimento da preparação e dos exercícios militares.
C
valorizavam os torneios, pois neles mostravam seus talentos e sua força, ganhando prestígio e poder no mundo medieval.
D
agiam apenas de forma individual, realizando constantes disputas e combates entre si.
E
definiam-se como uma ordem particular dentro da rígida estrutura feudal, mas mantinham vínculos profundos com a Igreja.
3ce98baf-8d
UNESP 2011 - História - História Geral

Analise o mapa.

                                  A grande migração transatlântica,

                                final do séc. XIX e início do séc. XX

                       

Analise as cinco afirmações feitas a respeito do tema estampado no mapa:

I. Durante esse período, a América Central se transformou numa importante região imigratória.

II. O Japão e a China também participaram deste período, com expressivo contingente populacional se deslocando para a América do Sul.

III. O maior contingente migratório se deslocou para os Estados Unidos, saindo principalmente da Grã-Bretanha e da Itália.

IV. O fim gradual da escravidão no continente americano e a demanda por mão de obra para substituir os escravos, associada à primeira revolução dos transportes, constituiram elementos que estimularam e intensificaram o fluxo migratório europeu.

V. No final do século XIX, muitos europeus emigraram em direção ao continente americano para fugir das crises agrícolas, da pobreza e das perseguições.

Estão corretas apenas as afirmações:


A
I, II e III.
B
II e V.
C
III, IV e V.
D
I, III, IV e V.
E
II, III, IV e V.
3ce2dd80-8d
UNESP 2011 - História - História Geral, Antiguidade Oriental (Egípcios, Mesopotâmicos, Persas, Indianos e Chineses)

Observe a figura.

Mapa da Mesopotâmia

É o mapa mais antigo que sobreviveu até hoje, foi encontrado na região da Mesopotâmia e representa o mapa de Ga-Sur. Desenhado por volta de 2300 a.C., em um tablete de argila cozida, medindo 7 centímetros, tão pequeno que cabe na palma da mão, ele representa o rio Eufrates cercado por montanhas.

(Ceurio de Oliveira. Cartografia Histórica, 2000. Adaptado.)

A indicação do mapa e o texto demonstram que essa região histórica e geográfica está, hoje, localizada

A
no Egito.
B
no Iraque.
C
na Arábia Saudita.
D
no Nepal.
E
no Irã.
3ca1685d-8d
UNESP 2011 - História - História Geral

É realmente difícil, em nossos dias, separar o progresso tecnológico (...) do militarismo. Não que essa separação não seja possível ou até desejável, mas sim que o sentido efetivo embutido na forma de evolução tecnológica que vem imperando desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial (...) conduz, e interliga-se, indissociavelmente, ao militarismo e ao aperfeiçoamento constante dos meios de destruição.

                                            (José William Vesentini. Nova ordem, imperialismo e geopolítica global, 1987.)

A afirmação contida no texto pode ser exemplificada


A
pelo desenvolvimento da tecnologia brasileira de enriquecimento de urânio para fins energéticos.
B
pela utilização de armas químicas pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.
C
pelo confronto entre Argentina e Inglaterra pelas ilhas Malvinas/Falkland.
D
pela exploração, por empresas estrangeiras, de plantas medicinais da Amazônia.
E
pelo vínculo entre a produção de heroína e a ação armada do Talebã no Afeganistão.
3c9bcda8-8d
UNESP 2011 - História - História Geral

A Alemanha viveu, entre o final da década de 1910 e a década de 1930, uma séria crise social, política e econômica. Essa crise se associava, entre outros fatores,

A
ao bom desempenho eleitoral dos partidos de extrema esquerda e à instalação do regime monárquico.
B
à ausência de mercado externo para seus produtos agrícolas e ao baixo grau de industrialização.
C
aos investimentos em armas e preparação militar realizados ao longo dos anos 1920.
D
às perdas provocadas pela derrota na Primeira Guerra Mundial e ao grave processo inflacionário.
E
ao sucesso da revolução socialista de 1918 e à instauração de uma república democrática popular.
3c8f69f9-8d
UNESP 2011 - História - História Geral

(...) 2.º Que seja respeitado do modo mais absoluto o direito de associação para os trabalhadores;

       3.º Que nenhum operário seja dispensado por haver participado ativa e ostensivamente no movimento grevista;

       4.º Que seja abolida de fato a exploração do trabalho dos menores de 14 anos nas fábricas;

       (...)

       6.º Que seja abolido o trabalho noturno das mulheres;

       7.º Aumento de 35% nos salários inferiores a 5$000 e de 25% para os mais elevados;

       (...)

       10.º Jornada de oito horas (...)

                                                                                (O que reclamam os operários. A Plebe, 21.07.1917.

                                                                                                 Apud Paulo Sérgio Pinheiro e Michael Hall.

                                                                   A classe operária no Brasil, 1889-1930 – Documentos, 1979.)

As reivindicações dos participantes da greve geral de 1917, em São Paulo, indicam que

A
os governos da Primeira República aceitavam os movimentos sociais, permitindo o convívio harmonioso e democrático entre as classes sociais.
B
o Brasil não dispunha de legislação trabalhista e as condições de vida e trabalho dos operários eram, na maioria dos casos, ruins.
C
os trabalhadores já haviam conquistado o direito pleno de associação e de greve, mas ainda se submetiam a longas jornadas diárias de trabalho.
D
o Estado assumia o papel de intermediário nas negociações trabalhistas, mantendo neutralidade diante de conflitos sociais.
E
os sindicatos operários eram rigorosamente proibidos, devendo os trabalhadores reivindicar aumentos salariais diretamente aos patrões.
3c87fb2f-8d
UNESP 2011 - História - História Geral

As relações entre os Estados Unidos e o restante do continente americano nas últimas décadas do século XIX se caracterizaram

A
pela ocupação militar norte-americana dos países da América do Sul.
B
pelo equilíbrio político e econômico entre Brasil, Estados Unidos e países da América Hispânica.
C
pela tentativa de resistência à política de recolonização, promovida pela Europa após o Congresso de Viena.
D
pelo esforço norte-americano de estabelecer sua liderança e influência sobre outros países.
E
pela consolidação de organismos internacionais de cooperação econômica e comercial.