Questõesde UniCEUB sobre Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Condizente com o estilo de Guimarães Rosa, verifica-se, no trecho,

Leia o trecho do conto de Guimarães Rosa para responder à questão.

    A Moça e o Moço, quando entre si, passavam-se um embebido olhar, diferente do dos outros; e radiava em ambos um modo igual, parecido. Eles olhavam um para o outro como os passarinhos ouvidos de repente a cantar, as árvores pé-ante-pé, as nuvens desconcertadas: como do assoprado das cinzas a esplendição das brasas. Eles se olhavam para não-distância, estiadamente, sem saberes, sem caso.
                                                     (“Nenhum, nenhuma”. Primeiras estórias, 1988.)
A
o descaso com a norma-padrão, presente em: “radiava em ambos um modo igual, parecido”.
B
o emprego de construções neológicas, presente em: “não-distância”.
C
a descrição realista da natureza, presente em: “as árvores pé-ante-pé, as nuvens desconcertadas”.
D
o tom jornalístico, presente em: “como do assoprado das cinzas a esplendição das brasas”.
E
o humor irônico, presente em: “Eles olhavam um para o outro”.
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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No contexto, as expressões sublinhadas dão ênfase para

Leia o trecho do conto de Guimarães Rosa para responder à questão.

    A Moça e o Moço, quando entre si, passavam-se um embebido olhar, diferente do dos outros; e radiava em ambos um modo igual, parecido. Eles olhavam um para o outro como os passarinhos ouvidos de repente a cantar, as árvores pé-ante-pé, as nuvens desconcertadas: como do assoprado das cinzas a esplendição das brasas. Eles se olhavam para não-distância, estiadamente, sem saberes, sem caso.
                                                     (“Nenhum, nenhuma”. Primeiras estórias, 1988.)
A
o componente dissertativo do discurso narrativo
B
o uso de uma variante popular e regional do português.
C
a subjetividade do narrador que conta uma experiência pessoal.
D
a descrição de um ambiente povoado por diversas personagens.
E
a reciprocidade estabelecida entre as personagens.
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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No trecho, a velha Totonha é descrita como

Leia o trecho do romance Menino de engenho, de José Lins do Rego, para responder à questão.

     A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada. Ela vivia de contar histórias de Trancoso1 . Pequenina e toda engelhada2 , tão leve que uma ventania poderia carregá-la, andava léguas e léguas a pé, de engenho a engenho, como uma edição viva das Mil e uma noites. Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os personagens! Sem nem um dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras.
                                                                            (Menino de engenho, 2000.)
1 Trancoso: escritor português do século XVI.
2 engelhada: enrugada.
A
franzina, bem como exímia contadora de histórias.
B
desajuizada e detentora de imaginação fértil.
C
obcecada por narrativas tradicionais enfadonhas
D
hábil em filosofar sobre a existência humana.
E
destemida e conhecedora dos segredos dos moradores da região.
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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Figuras de Linguagem, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Assinale a alternativa em que há uma análise adequada do trecho apresentado.

Leia o trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.

    Em certas casas os agregados eram muito úteis, porque a família tirava grande proveito de seus serviços [...]; outras vezes porém e estas eram em maior número, o agregado, refinado vadio, era uma verdadeira parasita que se prendia à árvore familiar, que lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar os frutos, e o que é mais ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe batiam a cada passo com os favores na cara, se o filho mais velho da casa, por exemplo, o tomava por seu divertimento, e à menor e mais justa queixa saltavam-lhe os pais em cima tomando o partido de seu filho, no segundo aturavam quanto desconforto havia com paciência de mártir; o agregado tornava-se quase rei em casa, punha, dispunha, castigava os escravos, ralhava com os filhos, intervinha enfim nos mais particulares negócios.

             (Memórias de um sargento de milícias, 2016.)
A
“Em certas casas os agregados eram muito úteis” — o vocábulo destacado exprime noção de indefinição.
B
“lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar os frutos” — os vocábulos destacados são empregados em sentido próprio.
C
“se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências” — o vocábulo destacado produz um eufemismo.
D
“no segundo aturavam quanto desconforto havia com paciência de mártir” — o vocábulo destacado refere-se metaforicamente a “agregado”.
E
“intervinha enfim nos mais particulares negócios” — o vocábulo destacado estabelece relação de finalidade.
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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No trecho, o narrador apresenta

Leia o trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.

    Em certas casas os agregados eram muito úteis, porque a família tirava grande proveito de seus serviços [...]; outras vezes porém e estas eram em maior número, o agregado, refinado vadio, era uma verdadeira parasita que se prendia à árvore familiar, que lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar os frutos, e o que é mais ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe batiam a cada passo com os favores na cara, se o filho mais velho da casa, por exemplo, o tomava por seu divertimento, e à menor e mais justa queixa saltavam-lhe os pais em cima tomando o partido de seu filho, no segundo aturavam quanto desconforto havia com paciência de mártir; o agregado tornava-se quase rei em casa, punha, dispunha, castigava os escravos, ralhava com os filhos, intervinha enfim nos mais particulares negócios.

             (Memórias de um sargento de milícias, 2016.)
A
as principais composições das famílias da elite, com e sem agregados.
B
as diferentes formas de se transformar um membro da família em agregado.
C
a conduta a ser seguida por agregados cujo objetivo era pertencer à elite.
D
os maus-tratos a que a maioria das famílias submetia os agregados.
E
dois tipos opostos de agregados, o que era explorado e o explorador.
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UniCEUB 2019 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Considere os versos de Gonçalves Dias.

    O nosso índio errante vaga; 
    Mas por onde quer que vá, 
    Os ossos dos seus carrega; 
    Por isso onde quer que chega 
    Da vida n’amplo deserto, 
    Como que a pátria tem perto, 
    Nunca dos seus longe está! 
   
(Márcia Lígia Guidin (org.). “Estâncias”. Poesia lírica e indianista, 2003.)

Assim como na prosa de José de Alencar, na poesia de Gonçalves Dias o índio é retratado

A
com acentuado realismo, contribuindo para compor um discurso crítico das representações idealizadas do índio como herói nacional.
B
a par do mito do bom selvagem, representando idealizadamente o homem não corrompido pelos valores da civilização.
C
como um ser investido de poderes sobrenaturais, o que resulta da revalorização das epopeias da Antiguidade Clássica.
D
de forma caricatural e satírica, tendo em vista que está associado a uma compreensão ultrapassada de patriotismo.
E
de modo a representar um símbolo de nacionalidade brasileira calcado na negação das influências portuguesas.
f000e4e3-08
UniCEUB 2014 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Variação Linguística, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Observe a charge abaixo e assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.



I - A charge apresenta linguagem coloquial.
II - Em “Tô sabendo, mas ainda não deu pra morar não..." A palavra em destaque é empregada no sentido denotativo.
III - A charge apresenta uma crítica à saúde, à educação e à habitação.

A
I e II estão incorretas; III está correta,
B
I e III estão corretas; II está incorreta.
C
II e III estão corretas; I está incorreta.
D
todas estão corretas.
E
todas estão incorretas.
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UniCEUB 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre o texto, assinale a alternativa incorreta.

Texto para responder a questão.

                               Estudo ajuda a desvendar a linguagem das plantas

               Nova pesquisa descobriu particularidades genéticas relacionadas à
                   produção de compostos químicos que permitem a comunicação
                                                    entre as plantas

      Pesquisas recentes têm demonstrado o funcionamento de habilidades das plantas até então desconhecidas. Entre elas, a de se comunicar por meio de compostos voláteis: viajando pelo ar, eles servem de alerta para a presença de herbívoros potencialmente perigosos, induzindo outras plantas a tornarem suas folhas mais resistentes. Esses compostos, também chamados de metabólitos, são sintetizados por vários genes diferentes. Além de ajudarem na sobrevivência das plantas, podem ser benéficos aos humanos, dando origem a vários tipos de medicamentos.
      Uma nova pesquisa feita no Instituto para a Ciência Carnegie, nos Estados Unidos, revelou mais informações sobre o mecanismo de comunicação vegetal. Publicado nesta quinta-feira na revista Science, o estudo descobriu que os genes responsáveis por sintetizar metabólitos especializados — ou seja, que têm funções específicas para o desenvolvimento e sobrevivência das plantas — são diferentes do restante dos genes do vegetal. Eles evoluem, organizam-se no DNA e são ativados de forma diferente.
      Para os autores do estudo, essa descoberta poderá ajudar a desenvolver novas estratégias de pesquisas sobre o funcionamento das plantas, o que pode impactar estudos em áreas que vão desde a agricultura até a criação de novos medicamentos.
      Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após criarem um sistema computacional capaz de analisar o genoma de uma planta e dar informações sobre os metabólitos. A equipe comparou o genoma de dezesseis espécies vegetais diferentes — incluindo flores, algas e musgos.
      “Apesar de nossa saúde e bem-estar dependerem muito de compostos químicos vindos de plantas, sabemos pouco sobre como eles  são produzidos e sua real diversidade na natureza", diz Seung Yon
Rhee, coordenador do estudo. “Esperamos que esses resultados permitam que cientistas usem as características dos genes que sintetizam os metabólitos especializados para descobrir como eles beneficiam as plantas e como podem nos beneficiar também."

                                                                                                                         Revista veja online – 01/05/2014
A
O principal objetivo da pesquisa é provar que existe comunicação entre os vegetais.
B
Essa descoberta não terá muita influência em estudos de outras áreas, como agricultura e indústria farmacêutica.
C
Nossa saúde e bem-estar dependem muito de compostos químicos vindos de plantas.
D
Os compostos, também chamados de metabólitos, são sintetizados por vários genes diferentes.
E
A equipe comparou o genoma de dezesseis espécies vegetais diferentes, entre elas flores, algas e musgos.
ea368f11-08
UniCEUB 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Leia a crônica de Carlos Drummond de Andrade e assinale a alternativa incorreta.

Texto para responder a questão.

                        Diálogo de todo o dia

- Alô, quem fala?
- Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
- Mas eu preciso saber com quem estou falando.
- E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
- Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
- Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
- Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
- Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
- Como não está, se você está me respondendo?
- Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
- Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
- Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
- Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
- Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
- Se eu conhecesse não estava perguntando.
- Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
- Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
- Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
- Estou respondendo.
- Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
- Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
- Bolas!
- Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
de uma vez por todas: com quem deseja falar?
…Silêncio.
- Vamos, diga: com quem deseja falar?
- Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
Tchau!

                                                                                                                            Carlos Drummond de Andrade
A
A linguagem é coloquial, pois o texto baseia-se em uma cena do cotidiano.
B
Quem recebeu a ligação perdeu muito tempo tentando convencer o outro a dizer quem era e acabou sem saber quem ligou.
C
Pode-se perceber que a irritação tomou conta de ambos os personagens.
D
A comunicação transcorre perfeitamente em todo o diálogo.
E
Quem ligou não conseguiu falar com quem queria e nem sobre o que queria.
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UniCEUB 2014 - Português - Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

De acordo com o fragmento do texto “Felicidade clandestina”, assinale a alternativa incorreta.

Texto para responder a questão

                          Felicidade clandestina

        Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
       Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do
Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia" e “saudade".
      Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas,
de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que  ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros
que ela não lia.
      Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
      Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
      (...)

                                                                                                                                                  Clarice Lispector
                                                                                                 O Primeiro Beijo - São Paulo, Ed. Ática, 1996.
A
O texto apresenta o foco narrativo em primeira pessoa, pois o narrador é também um personagem.
B
Através da recordação de fatos do seu passado, Clarice Lispector busca fazer uma investigação psicológica de autoanálise.
C
A antagonista não apreciava a leitura e se sentia inferior às outras, principalmente em relação à narradora.
D
O motivo de tanto ódio da antagonista não tinha relação com os aspectos físicos das meninas a quem odiava.
E
A narradora demonstrava, apesar da pouca idade, possuir muito gosto pela leitura.