Questõesde UFU-MG 2011 sobre História

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UFU-MG 2011 - História - Guerra Fria e seus desdobramentos, História Geral

Analise o texto abaixo.


A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, mas sobretudo do lado americano, os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial, que equivalia a um equilíbrio de poder desigual mas não contestado em sua essência. A URSS controlava uma parte do globo ou sobre ela exercia predominante influência [...] e não tentava ampliá-la com o uso da força militar. Os EUA exerciam controle e predominância sobre o resto do mundo capitalista [...]. Em troca, não intervinham na zona aceita de hegemonia soviética. [...] Gerações inteiras se criaram à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento e devastar a humanidade.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 224.


Considerando o texto e seus conhecimentos sobre a Guerra Fria, considere as afirmativas abaixo.

I - A Guerra Fria foi marcada pela corrida armamentista e por uma modalidade de disputa pela hegemonia que se deu em termos políticos, diplomáticos e ideológicos.

II - A divisão do globo em zonas de influência não foi aceita pelos blocos que iniciaram a corrida armamentista com o propósito de ampliar seus domínios territoriais por meio de uma guerra nuclear.

III - A hegemonia norte-americana consolidou-se com o Pacto de Varsóvia, que referendava tal domínio sobre grande parte dos países orientais, incluindo o Japão e a China.

IV - A Guerra Fria significou a excelência tecnológica dos blocos envolvidos, incluindo o desenvolvimento de armas nucleares que deixaram de ser prerrogativas norte-americanas.


Assinale a alternativa que contém somente afirmativas corretas.

A
II e III.
B
I e IV.
C
I e II.
D
III e IV.
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UFU-MG 2011 - História - História Geral, Imperialismo e Colonialismo do século XIX

Até o início do século XIX, a África era ocupada pelos europeus apenas em algumas regiões litorâneas. A ocupação das demais regiões ocorreu entre 1830 e 1880.


Sobre esse processo, assinale a alternativa correta.

A
A ocupação do território africano ocorreu de forma homogênea considerando-se as riquezas naturais de cada região e a ausência de qualquer movimento de resistência dos povos africanos à dominação.
B
O interesse de alguns países europeus pelo continente africano devia-se às possibilidades de se comercializarem escravos a custos mais favoráveis e sem que se dependesse exclusivamente dos ingleses.
C
A partilha da África entre as potências europeias garantiu aos povos africanos a entrada no processo de modernização econômica e política, até então prerrogativa da Europa e das Américas.
D
A repartição do continente africano entre as potências europeias, definida e regulamentada na Conferência de Berlim, foi justificada em termos morais como uma “missão civilizadora”.
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UFU-MG 2011 - História - Construção de Estados e o Absolutismo, História Geral

Leia o texto a seguir.


O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades. [...] Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo frequentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião [...]. O príncipe não deve se desviar do bem, se possível, mas deve estar pronto a fazer o mal, se necessário.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 1986.


Sobre o pensamento político de Maquiavel e o contexto histórico em que se insere, assinale a alternativa correta.

A
Os reis precisavam de autonomia e não poderiam estar submetidos a nenhuma instituição para alcançar a plenitude política.
B
Os princípios da representação popular e dos ideais democráticos eram amplamente defendidos.
C
A ação violenta por parte dos governantes contra os seus súditos era censurada.
D
A política estava desvinculada dos princípios cristãos, mantendo-se a legitimidade dos reis pelos princípios da representatividade.
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UFU-MG 2011 - História - História do Brasil, Era Vargas – 1930-1954

Sobre a Era Vargas (1930-1945), assinale a alternativa INCORRETA.

A
Durante a Era Vargas, foram criados vários ministérios, como o Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública e o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
B
O governo Vargas representou uma alternativa democrática à ditadura militar que estava se estabelecendo a partir do governo de Júlio Prestes, candidato à Presidência da República em 1930.
C
Durante a Era Vargas, iniciou-se um dos mais ousados projetos para a industrialização do Brasil, contando com grandes investimentos por parte do governo.
D
A política trabalhista da Era Vargas, ao mesmo tempo em que atendeu a algumas demandas da classe trabalhadora, procurou silenciá-la em suas demais reivindicações.
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UFU-MG 2011 - História - História do Brasil, Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889

Leia o texto a seguir.


Os malês encontraram na Bahia de 1835 um campo fértil onde semear a rebeldia escrava e tentar mudar a sociedade em favor dos africanos. Fundada na desigualdade etnorracial e social, a Bahia vivia nesse período uma crise econômica e política. As revoltas das classes livres pobres e dos dissidentes liberais de um lado e, de outro, as dos escravos africanos, ameaçavam a hegemonia política dos grandes senhores da Bahia e a própria ordem escravocrata.

REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 545.


Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta sobre a revolta dos malês de 1835.

A
Os malês representavam uma identidade étnica africana que foi recusada pela maioria dos outros grupos de escravos, que vinham de regiões diferentes da África.
B
Os malês estavam em uma camada intermediária entre as classes livres pobres e os escravos, pois estavam em uma situação social superior à dos escravos.
C
As classes livres e pobres uniram-se aos grandes proprietários de terra na Bahia para derrotar os malês em sua revolta, pois ambos os grupos queriam preservar a supremacia branca sobre os escravos.
D
A revolta dos malês representou uma resistência importante às estruturas sociais vigentes no Brasil, sobretudo à ordem social ligada à escravidão africana.
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UFU-MG 2011 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil, Processo de Independência: dos movimentos nativistas à libertação de Portugal

Leia os textos a seguir:

Ao longo do século XVII, as atividades econômicas dos colonos da região de São Paulo assentaram-se numa ampla e sólida base de escravos índios, aprisionados nas frequentes expedições dos paulistas ao sertão.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 209.


Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 15.


Considerando os textos acima, assinale a alternativa correta acerca da relação entre entradas, bandeiras e escravidão indígena.

A
Os indígenas foram a mão de obra mais importante na constituição da monocultura exportadora de café, estabelecida na região de São Paulo no século XVII, a partir das entradas feitas pelo colonizador português.
B
As entradas e bandeiras pelo sertão paulista durante o século XVII foram o momento em que o branco português impôs sua cultura ao indígena, capturando-o e escravizando-o nas lavouras de cana-de-açúcar.
C
Os indígenas, protegidos pela Igreja Católica e desejados como escravos, eram exímios conhecedores da geografia da colônia, o que os tornou fundamentais nas expedições exploratórias e de expansão territorial.
D
Os indígenas, apesar de serem escravizados para trabalhar nas fazendas, foram conquistando seu espaço na sociedade colonial brasileira, na medida em que conseguiam fugir e formar quilombos com grande população.
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UFU-MG 2011 - História - Reconstrução Democrática: Governo Collor e o Impeachment, História do Brasil

Caras pintadas foi o nome dado aos jovens e estudantes que, em agosto e setembro de 1992, pintaram o rosto de verde e amarelo e organizaram passeatas pelo impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.


Sobre os fatos e o contexto histórico relacionados ao movimento dos caras pintadas, assinale a alternativa INCORRETA.

A
Os estudantes, menores de idade, estavam excluídos do cenário político eleitoral naquele momento, o que estimulou a reivindicação pela ampliação do direito de voto levada a cabo pela liderança da UNE e pelo Partido dos Trabalhadores.
B
Os meios de comunicação de massa tiveram papel relevante no processo de denúncia e investigação contra o esquema de corrupção do governo Collor, bem como na divulgação das manifestações populares pelo impeachment.
C
O movimento nas ruas das cidades surgiu como resposta ao apelo de Fernando Collor à população brasileira para que esta vestisse verde e amarelo em sinal de apoio ao presidente; a população saiu às ruas vestida de preto.
D
Collor construiu uma imagem de homem empreendedor e moderno explorando a visibilidade na mídia, pretendeu imprimir uma imagem de probidade administrativa e sofreu o impeachment por crime de responsabilidade.
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UFU-MG 2011 - História - História da América Latina, Primeira metade do século XX: Revolução Mexicana, peronismo e cardenismo

Através de pesquisa empírica sobre a classe operária argentina nas décadas de 1930 e 1940, Miguel Murmis e Juan Carlos Portantiero enfatizaram a importância de se levarem em conta os interesses dos trabalhadores, mostrando que as medidas tomadas por Perón na Secretaria do Trabalho e da Previdência, a partir de 1943, vinham ao encontro das reivindicações de grande parte do setor operário, que via no sindicalismo a solução para os problemas de classe.

CAPELATO, Maria Helena Rolim. Populismo latino-americano em discussão. In. FERREIRA, Jorge (org.) O Populismo e sua História: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p.148.


De acordo com a perspectiva de Miguel Murmis e Juan Carlos Portantiero, é correto afirmar que

A
o sindicato torna-se ineficiente em um regime autoritário, uma vez que perde o poder de barganha com o governo.
B
o líder populista é eficaz na manipulação da classe dos trabalhadores, segundo seus objetivos políticos personalistas.
C
a classe trabalhadora é considerada um ator social integrado às relações sociais e políticas, das quais realmente participa.
D
o populismo é a transição da sociedade agrária, pré-capitalista e atrasada, para a sociedade moderna, capitalista e industrial.
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UFU-MG 2011 - História - História da América Latina, América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências

Sobre o movimento de guerrilha Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), organizado em 1994, no estado de Chiapas, um dos mais pobres do México, assinale a alternativa correta.

A
A relação entre as comunidades do Chiapas e as lideranças políticas de cunho marxista manteve-se livre de divergências e tensões, o que fortaleceu a luta anti-imperialista e democrática empreendida pelo movimento.
B
O movimento surgiu da junção do movimento de guerrilha urbano com o movimento indígena e camponês, no contexto de emergência do neoliberalismo e do grande empobrecimento da população agrária do Chiapas.
C
O movimento conseguiu estabelecer negociações diplomáticas com o governo mexicano, evitando confrontos armados diretos, o que possibilitou a coesão nacional em torno da luta por melhores salários para os índios.
D
A liderança do movimento é exercida pelos chefes indígenas, que preservam a vida em aldeia em seu estado primitivo e mantêm-se distantes dos meios de comunicação, como forma de preservar a independência política e econômica da região.