Questõessobre Filosofia e a Grécia Antiga
Diferentemente da concepção cartesiana do divino, na concepção grega, os deuses manifestavam sentimentos humanos, como paixão, raiva, ciúme e egoísmo, conforme evidenciado nas obras teatrais da Grécia Clássica.

Considerando o texto acima, extraído da obra Discurso do
Método, de René Descartes, julgue o item subsequente.
Todas as coisas são diferenciações de uma mesma
coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque
se as coisas que são agora neste mundo — terra, água,
ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste
mundo —, se alguma destas coisas fosse diferente de
qualquer outra, diferente em sua natureza própria e
se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas
mudanças e diferenciações, então não poderiam as
coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas às
outras, nem fazer bem ou mal umas às outras, nem
a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou
qualquer outra coisa vir à existência, se todas as coisas
não fossem compostas de modo a serem as mesmas.
Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de
uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra,
retomando sempre a mesma coisa.
DIÓGENES. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 1967.
O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores,
denominados pré-socráticos. Para eles, a principal
preocupação filosófica era de ordem
Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo — terra, água, ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo —, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir à existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma coisa.
DIÓGENES. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 1967.
O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores, denominados pré-socráticos. Para eles, a principal preocupação filosófica era de ordem
O aparecimento da pólis, situado entre os séculos
VIII e VII a.C., constitui, na história do pensamento
grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano
intelectual como no domínio das instituições, a vida social
e as relações entre os homens tomam uma forma nova,
cuja originalidade foi plenamente sentida pelos gregos,
manifestando-se no surgimento da filosofia.
VERNANT, J.-P As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).
Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi
resultado do(a)
O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII e VII a.C., constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade foi plenamente sentida pelos gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia.
VERNANT, J.-P As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).
Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi resultado do(a)
Enquanto o pensamento de Santo Agostinho
representa o desenvolvimento de uma filosofia cristã
inspirada em Platão, o pensamento de São Tomás
reabilita a filosofia de Aristóteles — até então vista
sob suspeita pela Igreja —, mostrando ser possível
desenvolver uma leitura de Aristóteles compatível com
a doutrina cristã. O aristotelismo de São Tomás abriu
caminho para o estudo da obra aristotélica e para a
legitimação do interesse pelas ciências naturais, um
dos principais motivos do interesse por Aristóteles
nesse período.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação da
obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica
Enquanto o pensamento de Santo Agostinho representa o desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em Platão, o pensamento de São Tomás reabilita a filosofia de Aristóteles — até então vista sob suspeita pela Igreja —, mostrando ser possível desenvolver uma leitura de Aristóteles compatível com a doutrina cristã. O aristotelismo de São Tomás abriu caminho para o estudo da obra aristotélica e para a legitimação do interesse pelas ciências naturais, um dos principais motivos do interesse por Aristóteles nesse período.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação da obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica
Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum
objeto, dizemos: “Este objeto que estou vendo agora tem
tendência para assemelhar-se a um outro ser, mas, por
ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão,
e lhe é, pelo contrário, inferior”. Assim, para podermos
fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos
tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o
dito objeto, ainda que imperfeitamente.
PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
Na epistemologia platônica, conhecer um determinado
objeto implica
Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: “Este objeto que estou vendo agora tem tendência para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior”. Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.
PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica
A definição de Aristóteles para enigma é totalmente
desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas
reais associando coisas impossíveis. Visto que, para
Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular
uma contradição, sua definição quer dizer que o enigma
é uma contradição que designa algo real, em vez de não
indicar nada, como é de regra.
COLLI, G. O nascimento da filosofia. Campinas: Unicamp, 1996 (adaptado).
Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar
sobre o enigma, ao argumentar que
A definição de Aristóteles para enigma é totalmente desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas reais associando coisas impossíveis. Visto que, para Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular uma contradição, sua definição quer dizer que o enigma é uma contradição que designa algo real, em vez de não indicar nada, como é de regra.
COLLI, G. O nascimento da filosofia. Campinas: Unicamp, 1996 (adaptado).
Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar sobre o enigma, ao argumentar que
os enigmas religiosos são contraditórios porque indicam algo religiosamente real.
Dado que, dos hábitos racionais com os quais
captamos a verdade, alguns são sempre verdadeiros,
enquanto outros admitem o falso, como a opinião e
o cálculo, enquanto o conhecimento científico e a
intuição são sempre verdadeiros, e dado que nenhum
outro gênero de conhecimento é mais exato que o
conhecimento científico, exceto a intuição, e, por
outro lado, os princípios são mais conhecidos que as
demonstrações, e dado que todo conhecimento científico
constitui-se de maneira argumentativa, não pode haver
conhecimento científico dos princípios, e dado que não
pode haver nada mais verdadeiro que o conhecimento
científico, exceto a intuição, a intuição deve ter por objeto
os princípios.
ARISTÓTELES. Segundos analíticos. In: REALE, G.
História da filosofia antiga. São Paulo: Loyola, 1994.
Os princípios, base da epistemologia aristotélica,
pertencem ao domínio do(a)
Dado que, dos hábitos racionais com os quais captamos a verdade, alguns são sempre verdadeiros, enquanto outros admitem o falso, como a opinião e o cálculo, enquanto o conhecimento científico e a intuição são sempre verdadeiros, e dado que nenhum outro gênero de conhecimento é mais exato que o conhecimento científico, exceto a intuição, e, por outro lado, os princípios são mais conhecidos que as demonstrações, e dado que todo conhecimento científico constitui-se de maneira argumentativa, não pode haver conhecimento científico dos princípios, e dado que não pode haver nada mais verdadeiro que o conhecimento científico, exceto a intuição, a intuição deve ter por objeto os princípios.
ARISTÓTELES. Segundos analíticos. In: REALE, G. História da filosofia antiga. São Paulo: Loyola, 1994.
Os princípios, base da epistemologia aristotélica, pertencem ao domínio do(a)
XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas:
“Eu a perdi”, mas sim: “Eu a restituí”. O filho morreu?
Foi restituído. A mulher morreu? Foi restituída.
“A propriedade me foi subtraída”, então também foi
restituída. “Mas quem a subtraiu é mau”. O que te
importa por meio de quem aquele que te dá a pede
de volta? Na medida em que ele der, faz uso do
mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem.
Do mesmo modo como fazem os que se instalam em
uma hospedaria.
EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao Manual de Epicteto.
São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado).
A característica do estoicismo presente nessa citação do
filósofo grego Epicteto é
XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: “Eu a perdi”, mas sim: “Eu a restituí”. O filho morreu? Foi restituído. A mulher morreu? Foi restituída. “A propriedade me foi subtraída”, então também foi restituída. “Mas quem a subtraiu é mau”. O que te importa por meio de quem aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que ele der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se instalam em uma hospedaria.
EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao Manual de Epicteto. São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado).
A característica do estoicismo presente nessa citação do filósofo grego Epicteto é
Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim
que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado
no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem,
ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento,
porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim
é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas
gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou
faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que
o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que
mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra.
Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que
determina quais as ciências que devem ser estudadas
num Estado, quais são as que cada cidadão deve
aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades
tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e
a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza
as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que
devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa
ciência deve abranger as das outras, de modo que essa
finalidade será o bem humano.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado).
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a
organização da pólis pressupõe que
Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado).
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que
Uma conversação de tal natureza transforma o
ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça;
leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma
direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades,
sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que
são capazes, mas fogem porque receiam essa influência
poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo
a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta
imprimir sua orientação.
BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida
socrático, que se baseava na
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na
A representação de Demócrito é semelhante à de
Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo
é a origem; mas nele a determinação dos princípios
fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo
que para o que foi formado não é, absolutamente, o
aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de
carne e de ouro seriam princípios que, através de sua
concentração, formam aquilo que aparece como figura.
HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra.
São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).
O texto faz uma apresentação crítica acerca do
pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio
constitutivo das coisas” estava representado pelo(a)
A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.
HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).
O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a)
No início da primeira parte da “Apologia de Sócrates”, na qual este apresenta a sua defesa diante dos
cidadãos atenienses acerca dos seus acusadores, podemos ler: “Contudo, não disseram nada de verdadeiro.
Mas, entre as muitas mentiras que divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro”. Qual alternativa a
seguir se refere a tal mentira\calúnia atribuída contra Sócrates? Assinale a alternativa CORRETA.
Aristóteles foi um dos pensadores mais importantes
da história da filosofia no Ocidente, tanto por sua
contribuição para a própria filosofia quanto para as
ciências, que partiram de muitas questões apresentadas
pelo filósofo para desenvolver suas investigações. Ele deixou duas obras dedicadas aos problemas das ciências
práticas: Ética a Nicomaco e A Política. É de
conhecimento de todos que, mesmo tendo sido aluno
de Platão, Aristóteles construiu seu próprio pensamento
e que, muitas vezes, apresentou ideias contrárias às de
seu mestre. Um exemplo disso é sua Ética a Nicomaco.
Marque a alternativa que melhor caracteriza a obra
aristotélica.
A República de Platão é uma das obras mais lidas e
reconhecidas da História da humanidade. Seu tema
principal é:
Platão, filósofo grego e um dos pensadores mais
influentes da história da filosofia, deixou quase toda
sua filosofia escrita em forma de diálogos. Na maioria
deles, Sócrates é a personagem principal que debate
com demais interlocutores os temas relevantes que
constituem, de certa forma, o todo da filosofia de
Platão. A forma de diálogo pode ser caracterizada como:
Na primeira parte da Apologia de Sócrates, escrita por Platão, Sócrates apresenta a sua defesa diante dos
cidadãos atenienses, afirmando que: “(...) considerai o seguinte e só prestai atenção a isto: se o que digo é
justo ou não. Essa de fato é a virtude do juiz, do orador (...)” (PLATÃO, 2000\2003, p.4). A partir da análise do
fragmento, qual é, segundo Sócrates, a virtude do juiz, do orador, a que se refere o texto em questão?
Ninguém delibera sobre coisas que não podem
ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível
fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico
envolve demonstração, mas não há demonstração de
coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas
elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível
deliberar sobre coisas que são por necessidade, a
sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem
ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de
ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir
são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois,
a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e
raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas
ou más para o homem.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo
do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros
saberes porque é caracterizada como
Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como
Os andróginos tentaram escalar o céu para combater
os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro
momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois
decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em
dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido
e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até
hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um
com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a
ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando
formar um único ser.
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio
de uma alegoria, o
Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser.
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o
O trecho da obra de Sófocles, que expressa o núcleo da
tragédia grega, revela o(a)
[...] O SERVIDOR — Diziam se filho do rei...
ÉDIPO — Foi ela quem te entregou a criança?
O SERVIDOR — Foi ela, Senhor.
ÉDIPO — Com que intenção?
O SERVIDOR — Para que eu a matasse.
ÉDIPO — Uma mãe! Mulher desgraçada!
O SERVIDOR — Ela tinha medo de um oráculo dos deuses.
ÉDIPO — O que ele anunciava?
O SERVIDOR — Que essa criança um dia mataria seu pai.
ÉDIPO — Mas por que tu a entregaste a este homem?
O SERVIDOR — Tive piedade dela, mestre. Acreditei que ele a levaria ao país de onde vinha. Ele te salvou a vida, mas para os piores males! Se és realmente aquele de quem ele fala, saibas que nasceste marcado pela infelicidade.
ÉDIPO —Oh! Ai de mim! Então no final tudo seria verdade! Ah! Luz do dia, que eu te veja aqui pela última vez, já que hoje me revelo o filho de quem não devia nascer, o esposo de quem não devia ser, o assassino de quem não deveria matar!
SÓFOCLES. Édipo Rei. Porto Alegre: L&PM, 2011.