Questão 4fa532c5-77
Prova:PUC - PR 2012
Disciplina:História
Assunto:

Adam Smith é considerado o pai da economia moderna, demonstrando que a riqueza das nações advém de atuações de indivíduos para seus próprios interesses, os quais, através da competição e da concorrência, promoveriam o desenvolvimento do comércio e as inovações tecnológicas. Quanto a suas ideias sobre a administração governamental nesse processo, assinale a alternativa CORRETA:

A
Em sua obra A Riqueza das Nações defende o uso do mercantilismo como uma forma de fortalecer a relação entre o Estado e o indivíduo, ao favorecer o crescimento do comércio e a acumulação de capital.
B
A sua teoria da mão invisível do mercado era favorável à intervenção do governo na economia, visto que o mercado teria mecanismos de regulação que funcionariam sob a supervisão e a intercessão do governo, para garantir o bom funcionamento econômico.
C
Teórico importante do liberalismo econômico, atraiu a burguesia ao defender que a iniciativa privada deve agir livremente, com pouca ou nenhuma interferência estatal.
D
Entre suas frases mais famosas está a expressão “Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même” (“Deixem fazer, deixem passar, o mundo vai por si mesmo”), em que fica clara a sua posição a favor da não intervenção do Estado na economia.
E
Pregava que o Estado deveria limitar-se a suas funções de guardião da segurança pública, da ordem e da propriedade privada, pois a Lei da Oferta e da Procura, criada pelo governo inglês, já regularia o mercado.

Gabarito comentado

V
Vanessa CamposMonitor do Qconcursos

Resposta correta: Alternativa C

Tema central: trata-se das ideias de Adam Smith sobre economia política — especialmente a defesa da iniciativa privada, da competição e de um papel estatal restrito. Esse conhecimento é recorrente em provas de História Geral e de Economia para concursos.

Resumo teórico progressivo: Adam Smith (The Wealth of Nations, 1776) é referência do liberalismo econômico. Ele criticou o mercantilismo e mostrou como a busca pelo interesse próprio, por meio da concorrência, pode promover riqueza e eficiência. Smith introduziu a metáfora da "mão invisível" para explicar efeitos benéficos não intencionais das ações individuais, mas não alegou ausência total de Estado: defendia funções públicas essenciais — defesa, justiça, obras públicas e educação básica (Smith, 1776; The Theory of Moral Sentiments, 1759).

Justificativa da alternativa C: A alternativa C resume corretamente a posição central de Smith: ele atraiu a burguesia ao defender a liberdade da iniciativa privada e a redução da intervenção estatal. A expressão "pouca ou nenhuma interferência" capta o espírito liberal smithiano, embora seja importante lembrar a nuance: Smith aceitava Estado limitado para funções públicas necessárias.

Análise das alternativas incorretas:

A — Incorreta. Smith foi crítico do mercantilismo (política de monopólios, tarifas e acumulação de metais preciosos) e não o defendeu; sua obra propõe liberdade comercial e crítica às restrições estatais ao comércio.

B — Incorreta. A “mão invisível” explica como o interesse individual pode gerar benefícios sociais sem planejamento estatal; não é argumento a favor de maior intervenção governamental supervisionando o mercado.

D — Incorreta. A famosa expressão francesa “Laissez faire, laissez passer…” não é de autoria de Smith; é associada aos fisiocratas e ao liberalismo francês. Smith não a cunhou, embora compartilhasse ideias de não-intervenção.

E — Incorreta. Smith defendia que a oferta e a procura são mecanismos de mercado, não “criações do governo inglês”. Além disso, embora sustentasse funções públicas essenciais do Estado (segurança, justiça, obras públicas), a justificativa oferecida pela alternativa é equivocada.

Dica de prova: busque palavras-chave nas alternativas — "mercantilismo", "mão invisível", "laissez-faire", "funções do Estado". Compare com o núcleo das teses de Smith e lembre-se das nuances: liberalismo com Estado limitado, não abandono total do poder público.

Fontes: Adam Smith, The Wealth of Nations (1776); The Theory of Moral Sentiments (1759); Stanford Encyclopedia of Philosophy; Encyclopaedia Britannica.

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