Segundo Platão, as opiniões dos seres humanos sobre a realidade são quase sempre equivocadas, ilusórias e, sobretudo, passageiras, já que eles mudam de opinião de acordo com as circunstâncias. Como agem baseados em opiniões, sua conduta resulta quase sempre em injustiça, desordem e insatisfação, ou seja, na imperfeição da sociedade.
Em seu livro A República, ele, então, idealizou uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que seu governo coubesse exclusivamente
Em seu livro A República, ele, então, idealizou uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que seu governo coubesse exclusivamente
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa E — aos filósofos.
Tema central: trata-se da concepção platônica sobre verdade, opinião (doxa) e conhecimento (episteme) e da solução política que Platão propõe em A República: o governo dos «reis-filósofos» (filósofos-reis).
Resumo teórico (claro e progressivo): Para Platão, a maioria das pessoas vive no nível da opinião — percebem apenas sombras da realidade (Alegoria da Caverna, República VII). O verdadeiro conhecimento remete às Formas, especialmente à Forma do Bem, imutável e universal. Só quem ascende intelectualmente e contempla essas realidades atingiu a sabedoria necessária para governar; daí a proposta dos filósofos no comando da cidade-Estado.
Fontes relevantes: Platão, A República (especialmente livros VI–VII); consultores modernos: Stanford Encyclopedia of Philosophy — entrada sobre Platão; Internet Encyclopedia of Philosophy — entradas sobre República e filósofo-rei.
Justificação da alternativa E: A alternativa exprime a tese central de Platão: somente aqueles que detêm conhecimento verdadeiro e estável (não meras opiniões mutáveis) podem orientar a cidade rumo à justiça e harmonia — são os filósofos que alcançaram a compreensão das Formas e do Bem.
Análise das alternativas incorretas:
A — guerreiros: auxiliares/guardiões têm coragem e disciplina, mas para Platão falta-lhes a sabedoria filosófica necessária para legislar.
B — tiranos: regime tirânico é produto da corrupção das paixões; o tirano atende a apetites particulares, não ao Bem comum.
C — mais ricos: riqueza não confere conhecimento das Formas; pode gerar interesses privados e injustiça.
D — demagogos: demagogos persuadem pela opinião e emoção (doxa), não pela verdade; para Platão, são perigosos e desviam a polis.
Dica de prova: ao ver termos como “conhecimento verdadeiro”, “imutável” ou referências à justiça ideal, associe imediatamente a Platão e ao filósofo-rei; desconfie de alternativas que apelam a força, riqueza ou persuasão.
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