Questão 2b6ed89c-c3
Prova:UFU-MG 2019
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Morfologia - Verbos, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro), Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No nada. Era em um lugar assim, no meio do mato, sem sinal de celular, longe do trânsito, da pressão do trabalho e dos motivos que o levaram a um quadro de arritmia cardíaca, que o advogado gaúcho José Henrique Costa, 52, pretendia passar as últimas férias. "Queria um destino em que pudesse manter algumas práticas que comecei depois que tive um quadro grave de estresse, como ioga, meditação e nadismo, que conheci pela internet", diz.
Nadismo é um movimento que, como diz o nome, consiste em incentivar pessoas a passar algumas horas fazendo, literalmente, coisa nenhuma. Nada mesmo, Ihufas, patavina – basta ficar sentado ou deitado e se colocar em estado de inatividade. Quanto mais inútil, melhor.

MOLINERO, Bruno. Nada melhor do que não fazer nada. Folha de S. Paulo, Turismo D4, 10 de dezembro de 2015. (Fragmento)

As formas verbais em destaque indicam, respectivamente, uma ação

A
passada em andamento; uma ação passada concluída.
B
posterior a outra passada; uma ação anterior a outra passada.
C
passada com duração no presente; uma ação anterior a outra passada.
D
passada anterior a outra também passada; uma ação passada em andamento.

Gabarito comentado

E
Elaine Souza Monitor do Qconcursos

Tema central da questão: Trata-se de interpretação dos tempos verbais no período composto, envolvendo o pretérito perfeito (“levaram”) e o pretérito imperfeito do indicativo (“pretendia”), examinando as relações temporais e o aspecto das ações narradas.

Regra gramatical envolvida:
Segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”) e Cunha & Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”), o pretérito perfeito indica uma ação passada, pontual e concluída (“levaram”), já o pretérito imperfeito indica ação passada, inacabada ou habitual, em andamento naquele tempo (“pretendia”).

Justificativa da alternativa correta (B):

- “Levaram” expressa o que causou a arritmia, fato concluído no passado.
- “Pretendia” mostra aquilo que era intenção e ainda estava se desdobrando no tempo passado em comparação à ação anterior.
Dessa forma, “pretendia” expressa uma ação posterior à ação dos motivos que o ‘levaram’ à doença, ou seja, a intenção de passar as férias veio depois dos eventos passados.

Logo, a alternativa B) posterior a outra passada; uma ação anterior a outra passada deve ser interpretada assim: “pretendia” (ação posterior à arritmia) e “levaram” (ação anterior, já concluída).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Inverte os tempos: “levaram” é passado concluído (não em andamento) e “pretendia” é passado em andamento, não concluído.
C) Incorreta. Nenhuma das formas indica duração no presente, e a relação de anterioridade está mal empregada.
D) Incorreta. Sugere anterioridade para “levaram”, mas a sequência factual e o valor aspectual tornam inadequada essa relação, pois o foco é na posterioridade da intenção (“pretendia”) em relação ao acontecimento.

Estratégia para interpretar esse tipo de questão: Leia atentamente a frase, identifique os tempos verbais e associe-os ao contexto, observando qual ação “abre” a sequência e qual decorre depois disso. Cuidado especial com pegadinhas que troquem os valores dos tempos ou invertam a ordem dos fatos.

Resumo: O domínio do valor dos tempos verbais passado perfeito e imperfeito é essencial para perceber a progressão temporal das ações, conforme recomendações das principais gramáticas.

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