Questõesde FAG 2017 sobre Literatura

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Foram encontradas 11 questões
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Sobre o romance “Fogo Morto”, de José Lins do Rego, é correto afirmar:

O acendedor de lampiões


Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

Este mesmo que vem infatigavelmente,

Parodiar o sol e associar-se à lua

Quando a sombra da noite enegrece o poente!


Um, dois, três lampiões, acende e continua

Outros mais a acender imperturbavelmente,

À medida que a noite aos poucos se acentua

E a palidez da lua apenas se pressente.


Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


Tanta gente também nos outros insinua

Crenças, religiões, amor, felicidade,

Como este acendedor de lampiões da rua


(Jorge de Lima)

A
O personagem do romance regionalista da década de 30, não conseguindo vencer as adversidades de um destino hostil, evadiu-se no tempo e no espaço em busca de aventuras amorosas e sentimentais.
B
O protagonista Carlos de Melo narra episódios da infância e adolescência vivida no engenho do avô José Paulino, fornecendo-nos um amplo perfil da sociedade patriarcal do Nordeste açucareiro.
C
Faz um retrato fotográfico da realidade nordestina, afastando-se do ficcional, uma vez que parte de fatos que realmente existiram e que podem ser comprovados, como a decadência dos engenhos de açúcar e a Guerra de Canudos.
D
O uso do discurso indireto livre é um dos procedimentos de construção narrativa mais significativa do romance, na medida em que permite a diversidade de olhares sobre uma dada realidade e, ao mesmo tempo, auxilia no processo de aprofundamento do drama psicológico vivenciado pelas personagens.
E
Apresenta uma visão saudosa da realidade política, econômica e social do Nordeste da primeira metade do século XX, bem como uma visão pitoresca do espaço enfocado.
d1c33ca7-e9
FAG 2017 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

A respeito do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis, assinale a alternativa CORRETA:

O acendedor de lampiões


Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

Este mesmo que vem infatigavelmente,

Parodiar o sol e associar-se à lua

Quando a sombra da noite enegrece o poente!


Um, dois, três lampiões, acende e continua

Outros mais a acender imperturbavelmente,

À medida que a noite aos poucos se acentua

E a palidez da lua apenas se pressente.


Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


Tanta gente também nos outros insinua

Crenças, religiões, amor, felicidade,

Como este acendedor de lampiões da rua


(Jorge de Lima)

A
A felicidade, para o narrador, foi ter acesso àquele livro, mas, para ele, o prazer maior estava no fato de ter em mãos um livro “proibido”, “impossível”, “inacessível”; como se aquela felicidade estivesse no prazer de usufruir algo proibido, no prazer de cometer uma transgressão.
B
O conto tem início com uma explanação do autor a respeito de algumas atividades e produtos relacionados ao período da escravidão no Brasil, particularmente a repressão aos negros fujões: a máscara de ferro, que impedia a alimentação, era utilizada para afastar o vício da cachaça, que geralmente conduzia ao roubo; a coleira de ferro, castigo aplicado a escravos recapturados; para a produção de tais artefatos, recorria-se a funileiros e ferreiros, atividade então próspera.
C
O conto mostra um retrato do Brasil e do brasileiro. A vocação para o improviso, a malandragem, a lei do levar vantagens e mais do que isso, a cultura de valorizar o status, as aparências.
D
O golpe do narrador vira uma piada que ridiculariza ainda mais todos os que acreditaram nele, tornando-os caricaturas grotescas de ingenuidade, da estupidez.
E
O conto traz a história de um menino que não sabia se era ou não inteligente: às vezes dizia algo que despertava nos adultos um olhar de satisfação e quando resolvia repetir o que tinha dito, muitas vezes, esses adultos não davam a atenção como ele esperava que devessem dar.
d1bfdf02-e9
FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Através da trajetória do narrador-personagem, Castelo, no conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, revela-se uma crítica:

O acendedor de lampiões


Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

Este mesmo que vem infatigavelmente,

Parodiar o sol e associar-se à lua

Quando a sombra da noite enegrece o poente!


Um, dois, três lampiões, acende e continua

Outros mais a acender imperturbavelmente,

À medida que a noite aos poucos se acentua

E a palidez da lua apenas se pressente.


Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


Tanta gente também nos outros insinua

Crenças, religiões, amor, felicidade,

Como este acendedor de lampiões da rua


(Jorge de Lima)

A
à ascensão do pseudointelectual numa sociedade voltada para a valorização do saber “oco”, da cultura de fachada.
B
ao morador do subúrbio que cultiva costumes provincianos.
C
à mediocridade arrogante da classe média do Rio de Janeiro.
D
ao distanciamento existente entre a cultura oficial e a cultura popular.
E
à obsessão da sociedade brasileira do início do século XX pelo título de doutor.
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A respeito do poema de Jorge Lima “O acendedor de lampiões”, considere as seguintes afirmações:


I. O poema se desenvolve a partir da oposição entre dois temas: a injustiça social, representada pela pobreza do acendedor de lampiões, e a falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.
II. O poema apresenta um único tema, o da injustiça social, ao qual todas as imagens apresentadas ao longo do texto se subordinam.
III. O poema se desenvolve a partir da comparação entre dois temas distintos, mas complementares: o da contraditória situação vivida pelo acendedor de lampiões, e o da falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.


É CORRETO o que se afirma em:

O acendedor de lampiões


Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

Este mesmo que vem infatigavelmente,

Parodiar o sol e associar-se à lua

Quando a sombra da noite enegrece o poente!


Um, dois, três lampiões, acende e continua

Outros mais a acender imperturbavelmente,

À medida que a noite aos poucos se acentua

E a palidez da lua apenas se pressente.


Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


Tanta gente também nos outros insinua

Crenças, religiões, amor, felicidade,

Como este acendedor de lampiões da rua


(Jorge de Lima)

A
apenas a afirmação I é correta.
B
apenas a afirmação II é correta.
C
apenas a afirmação III é correta.
D
as afirmações I e III estão corretas.
E
as afirmações II e III estão corretas.
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Sobre o romance “Fogo Morto”, de José Lins do Rego, é correto afirmar:

A
O personagem do romance regionalista da década de 30, não conseguindo vencer as adversidades de um destino hostil, evadiu-se no tempo e no espaço em busca de aventuras amorosas e sentimentais.
B
O protagonista Carlos de Melo narra episódios da infância e adolescência vivida no engenho do avô José Paulino, fornecendo-nos um amplo perfil da sociedade patriarcal do Nordeste açucareiro.
C
Faz um retrato fotográfico da realidade nordestina, afastando-se do ficcional, uma vez que parte de fatos que realmente existiram e que podem ser comprovados, como a decadência dos engenhos de açúcar e a Guerra de Canudos.
D
O uso do discurso indireto livre é um dos procedimentos de construção narrativa mais significativa do romance, na medida em que permite a diversidade de olhares sobre uma dada realidade e, ao mesmo tempo, auxilia no processo de aprofundamento do drama psicológico vivenciado pelas personagens.
E
Apresenta uma visão saudosa da realidade política, econômica e social do Nordeste da primeira metade do século XX, bem como uma visão pitoresca do espaço enfocado.
ef2b9d94-eb
FAG 2017 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

A respeito do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis, assinale a alternativa CORRETA:

A
A felicidade, para o narrador, foi ter acesso àquele livro, mas, para ele, o prazer maior estava no fato de ter em mãos um livro “proibido”, “impossível”, “inacessível”; como se aquela felicidade estivesse no prazer de usufruir algo proibido, no prazer de cometer uma transgressão.
B
O conto tem início com uma explanação do autor a respeito de algumas atividades e produtos relacionados ao período da escravidão no Brasil, particularmente a repressão aos negros fujões: a máscara de ferro, que impedia a alimentação, era utilizada para afastar o vício da cachaça, que geralmente conduzia ao roubo; a coleira de ferro, castigo aplicado a escravos recapturados; para a produção de tais artefatos, recorria-se a funileiros e ferreiros, atividade então próspera.
C
O conto mostra um retrato do Brasil e do brasileiro. A vocação para o improviso, a malandragem, a lei do levar vantagens e mais do que isso, a cultura de valorizar o status, as aparências.
D
O golpe do narrador vira uma piada que ridiculariza ainda mais todos os que acreditaram nele, tornando-os caricaturas grotescas de ingenuidade, da estupidez.
E
O conto traz a história de um menino que não sabia se era ou não inteligente: às vezes dizia algo que despertava nos adultos um olhar de satisfação e quando resolvia repetir o que tinha dito, muitas vezes, esses adultos não davam a atenção como ele esperava que devessem dar.
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Através da trajetória do narrador-personagem, Castelo, no conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, revela-se uma crítica:

A
à ascensão do pseudointelectual numa sociedade voltada para a valorização do saber “oco”, da cultura de fachada.
B
ao morador do subúrbio que cultiva costumes provincianos.
C
à mediocridade arrogante da classe média do Rio de Janeiro.
D
ao distanciamento existente entre a cultura oficial e a cultura popular.
E
à obsessão da sociedade brasileira do início do século XX pelo título de doutor.
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A respeito do romance “Terras do sem fim” de Jorge Amado, assinale a alternativa CORRETA:

Irene no céu

“Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

– Licença, meu branco!

E São Pedro, bonachão:

– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

A
A obra retrata a existência sofrida dos que vencem a mata, plantam, colhem e tratam os frutos além de retratar os imponentes coronéis do cacau, sua força e violência, na época da aventureira conquista da terra.
B
A exploração do cacau trouxe para a região Petrópolis, Rio de Janeiro, o desenvolvimento e com este os mais diversos tipos humanos que ali aportavam, atraídos pelas histórias de terras férteis e dinheiro em abundância.
C
Em uma linguagem simbólica, tem momentos de crônica, poesia e conto, formando um singular romance em blocos que, além de cativar pelo lirismo, é um vigoroso retrato de um pouquíssimo explorado período de nossa História recente.
D
Nessa obra Jorge Amado rastreia o seu passado vivido no interior do Paraná, delimitando uma trajetória de angústias e pesadelos, constrói uma saga dramática no sul do país, em que as antíteses sociais são forçadas a conviver entre si: a vida que queriam lhe impingir e o seu desejo real.
E
O romance acaba com o protagonista adulto, voltando à sua cidade. Ele já não pertence àquele lugarejo, nem à história dos seres que ficaram presos a ele. Mas não sabe o que fazer com seu passado, com sua história.
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FAG 2017 - Literatura - Barroco, Escolas Literárias

A respeito do Barroco brasileiro, considere as seguintes afirmações:


I. A arte barroca caracteriza-se por apresentar dualidades, conflitos, paradoxos e contrastes, que convivem tensamente na unidade da obra.
II. O conceptismo e o cultismo, expressões da poesia barroca, apresentam um imaginário bucólico, sempre povoado de pastoras e ninfas.
III. A oposição entre Reforma e Contrarreforma expressa, no plano religioso, os mesmos dilemas de que o Barroco se ocupa.


Estão corretas:

Irene no céu

“Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

– Licença, meu branco!

E São Pedro, bonachão:

– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

A
Apenas I, está correta;
B
Apenas II, está correta;
C
Apenas I e III, estão corretas;
D
Apenas III, está correta;
E
I, II e III, estão corretas.
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Realismo, Escolas Literárias

“O escritor se apropria de narrativas simples e concede voz a personagens carentes de discurso próprio, que usam frases feitas, chavões, e lhes confere valor artístico. É um conto construído em verso, que busca reproduzir uma carta sentimental, cada verso é um clichê, o que revela a carência de discurso da personagem. As dificuldades discursivas aparecem na completa falta de pontuação, e são assumidas pela própria personagem nos dois últimos versos”. Assinale a alternativa que corresponde ao conto aludido.

Irene no céu

“Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

– Licença, meu branco!

E São Pedro, bonachão:

– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

A
O Dicionário – Machado de Assis
B
Minha vida meu amor – Dalton Trevisan
C
A Nova Califórnia – Lima Barreto
D
Feliz Ano Novo – Rubem Fonseca
E
Corisco – Luiz Vilela
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FAG 2017 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto acima uma das suas fortes características, a tendência em:

Irene no céu

“Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:

– Licença, meu branco!

E São Pedro, bonachão:

– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

A
Tematizar o cotidiano em linguagem cifrada e metafórica.
B
Excluir personagens associados às minorias marginalizadas.
C
Recorrer ao mundo real para abordar questões metafísicas.
D
Associar subjetividade e objetividade.
E
Sublimar seus problemas de saúde.