Questõesde UNESP sobre História Geral

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Foram encontradas 129 questões
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UNESP 2010 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

A Ilíada, de Homero, data do século VIII a.C. e narra o último ano da Guerra de Troia, que teria oposto gregos e troianos alguns séculos antes. Não se sabe, no entanto, se esta guerra de fato ocorreu ou mesmo se Homero existiu. Diante disso, o procedimento usual dos estudiosos tem sido:

A
desconsiderar os relatos atribuídos a Homero, pois não temos certeza de sua procedência, nem se eles nos contam a verdade sobre o passado grego.
B
identificar na obra, apesar das dúvidas, características da sociedade grega antiga, como a valorização das guerras e a crença na interferência dos deuses na vida dos homens.
C
desconfiar de Homero, pois ele era grego e assumiu a defesa de seu povo, abrindo mão da completa neutralidade que todo relato histórico deve ter.
D
acreditar que a Guerra de Troia realmente aconteceu, pois Homero não poderia ter imaginado tantos detalhes e personagens tão complexos como os que aparecem no poema.
E
descartar o uso da obra como fonte histórica, pois, mesmo que a guerra tenha ocorrido, a Ilíada é um relato literário e não foi escrita com rigor e precisão científica.
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UNESP 2010 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

[Na Idade Média], chamava-se ‘lepra’ a muitas doenças. Toda erupção pustulenta, a escarlatina, por exemplo, qualquer afec- ção cutânea passava por lepra. Ora, havia, com relação à lepra, um terror sagrado: os homens daquele tempo estavam persuadidos de que no corpo reflete-se a podridão da alma. O leproso era, só por sua aparência corporal, um pecador. Desagradara a Deus e seu pecado purgava através dos poros.


(Georges Duby. Ano 1000 Ano 2000. Na pista de nossos medos.

São Paulo: Unesp, 1998.)


O texto mostra a associação entre doença e religião na Idade Média. Isso ocorre porque os homens do período

A
abandonaram o conhecimento científico, acumulado na Antiguidade, sobre saúde e doença; daí a época medieval ser apropriadamente chamada de “era das trevas”.
B
recusavam-se a admitir que as condições de higiene então existentes fossem inadequadas e preferiam criar explicações astrológicas para os males que os afligiam.
C
estigmatizavam os portadores de doenças e os isolavam, ao contrário do que ocorre hoje, quando todos os doentes são aceitos no convívio social e recebem tratamento adequado.
D
eram marcados pelo imaginário cristão, que apresentava o mundo como um espaço de conflito ininterrupto entre forças divinas e forças demoníacas.
E
rejeitavam a medicina, pois a associavam a práticas mágicas e a curandeirismo, preferindo recorrer a exorcistas a aceitar os tratamentos prescritos nos hospitais.
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UNESP 2010 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Com a ruralização, a tendência à autossuficiência de cada latifúndio e as crescentes dificuldades nas comunicações, os representantes do poder imperial foram perdendo capacidade de ação sobre vastos territórios. Mais do que isso, os próprios latifundiários foram ganhando atribuições anteriormente da alçada do Estado.


(Hilário Franco Jr. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1986. Adaptado.)


A característica do feudalismo mencionada no fragmento é

A
o desaparecimento do poder militar, provocado pelas invasões bárbaras.
B
a fragmentação do poder político central.
C
o aumento da influência política e financeira da Igreja Católica.
D
a constituição das relações de escravidão.
E
o estabelecimento de laços de servidão e vassalagem.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Totalitarismos

A viagem levou uns vinte minutos. O caminhão parou; via-se um grande portão e, em cima do portão, uma frase bem iluminada (cuja lembrança ainda hoje me atormenta nos sonhos): ARBEIT MACHT FREI – o trabalho liberta.

Descemos, fazem-nos entrar numa sala ampla, nua e fracamente aquecida. Que sede! O leve zumbido da água nos canos da calefação nos enlouquece: faz quatro dias que não bebemos nada. Há uma torneira e, acima, um cartaz: proibido beber, água poluída. Besteira: é óbvio que o aviso é um deboche. “Eles” sabem que estamos morrendo de sede [...]. Bebo, e convido os companheiros a beber também, mas logo cuspo fora a água: está morna, adocicada, com cheiro de pântano.

Isto é o inferno. Hoje, em nossos dias, o inferno deve ser assim: uma sala grande e vazia, e nós, cansados, de pé, diante de uma torneira gotejante, mas que não tem água potável, esperando algo certamente terrível acontecer, e nada acontece, e continua não acontecendo nada.

(Primo Levi. É isto um homem?, 1988.)
A descrição, por Primo Levi, de sua chegada a Auschwitz em 1944 revela

A
o reconhecimento da própria culpa, por um prisioneiro recolhido a um campo de concentração nazista.
B
o alívio com o fim da viagem em direção à prisão e a aceitação das condições de vida existentes no campo de
concentração.
C
a expectativa de que, apesar dos problemas na chegada, houvesse tratamento digno aos prisioneiros dos campos de concentração.
D
a falta de entendimento do funcionamento do campo de concentração e a disposição de colaborar com as autoridades nazistas.
E
a sensação de horror, angústia e submissão que caracterizavam a condição dos prisioneiros nos campos de concentração nazistas.
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UNESP 2014 - História - História Geral

O Congresso de Viena, entre 1814 e 1815, reuniu representantes de diversos Estados europeus e resultou

A
na afirmação do caráter laico dos regimes políticos e da importância da separação entre Estado e Igreja.
B
na criação da Santa Aliança e no esforço de reafirmar valores do Antigo Regime.
C
na validação da nova divisão política da Europa, definida pelas conquistas napoleônicas.
D
na derrubada dos regimes republicanos e na restauração monárquica na França e na Inglaterra.
E
na defesa dos princípios do livre comércio e da emancipação das colônias na América.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

Inserido em um empreendimento mercantil, financiado com o objetivo de exploração econômica para o fortalecimento do absolutismo espanhol, o navegante genovês [Cristóvão Colombo] encontra uma realidade na América que não permite a identificação das imaginadas riquezas orientais, dando origem a uma dupla narrativa: a do esperado e a do experimentado, em que o discurso é pressionado pela necessidade de obter informações e um projeto colonizador.


                                                             (Wilton Carlos Lima da Silva. As terras inventadas, 2003. Adaptado.)



Segundo o texto, o relato de Colombo

A
revela a convicção do navegador de que as novas terras oferecem riquezas imediatas e poder planetário aos reis da Espanha.
B
expõe o esforço do navegador de conciliar o reconhecimento da especificidade americana com as expectativas europeias ante a viagem.
C
confirma o caráter casual da descoberta da América e o desconsolo do navegador diante das pressões comerciais da metrópole.
D
demonstra a superioridade religiosa e tecnológica dos navegadores europeus em relação aos nativos americanos.
E
mostra a decepção do navegador com o que encontrou na América, pois não havia riquezas que justificassem a longa viagem.
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UNESP 2014 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

O cavaleiro é um dos principais personagens nas narrativas difundidas durante a Idade Média. Esse cavaleiro é principalmente um

A
camponês, que usa sua montaria no trabalho cotidiano e participa de combates e guerras.
B
nobre, que conta com equipamentos adequados à montaria e participa de treinamentos militares, torneios e jogos.
C
camponês, que consegue obter ascensão social por meio da demonstração de coragem e valentia nas guerras.
D
nobre, que ocupa todo seu tempo com a preparação militar para as Cruzadas contra os mouros.
E
nobre, que conquista novas terras por meio de sua ação em torneios e jogos contra outros nobres.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

Leia o texto para responder à  questão.


     Roma provou ser capaz de ampliar o seu próprio sistema político para incluir as cidades italianas durante sua expansão penisular. Desde o começo ela havia – diferentemente de Atenas – exigido de seus aliados tropas para seus exércitos, e não dinheiro para seu tesouro; desta maneira, diminuindo a carga de sua dominação na paz e unindo-os solidamente em tempo de guerra. Neste ponto, seguia o exemplo de Esparta, embora seu controle militar central das tropas aliadas fosse sempre muito maior.

                                            (Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1987. Adaptado.)


A comparação que o texto estabelece entre Roma e Esparta é pertinente, uma vez que foi comum às duas cidades

A
valorizar a formação e a disciplina da soldadesca e constituir amplo aparato militar.
B
instalar e manter importantes áreas coloniais no Norte da África e no Oriente Próximo.
C
estabelecer amplo domínio militar e comercial sobre o Mar Mediterrâneo e o Leste europeu.
D
erradicar a influência política e militar de Atenas e combater os exércitos cartagineses e persas.
E
viver sob regimes democráticos, após terem atravessado períodos de oligarquia e de tirania.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

Leia o texto para responder à  questão.

     Roma provou ser capaz de ampliar o seu próprio sistema político para incluir as cidades italianas durante sua expansão penisular. Desde o começo ela havia – diferentemente de Atenas – exigido de seus aliados tropas para seus exércitos, e não dinheiro para seu tesouro; desta maneira, diminuindo a carga de sua dominação na paz e unindo-os solidamente em tempo de guerra. Neste ponto, seguia o exemplo de Esparta, embora seu controle militar central das tropas aliadas fosse sempre muito maior.

                                       ( Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1987. Adaptado.)


O texto caracteriza uma das principais estratégias romanas de domínio sobre outros povos e outras cidades:

A
o estabelecimento de protetorados e de aquartelamentos militares.
B
a escravização e a exploração dos recursos naturais.
C
a libertação de todos os escravos e a democratização política.
D
o recrutamento e a composição de alianças bélicas.
E
a tributação abusiva e o confisco de propriedades rurais.
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UNESP 2014 - História - História Geral

            Em minha proclamação como Rei, já há quase quatro décadas, assumi o firme compromisso de servir aos interesses gerais da Espanha, com o afã de que os cidadãos chegassem a ser os protagonistas do seu próprio destino, e nossa Nação, uma democracia moderna, plenamente integrada na Europa.
            Propus-me então a encabeçar a apaixonante tarefa nacional que permitiu aos cidadãos elegerem seus legítimos representantes e levarem a cabo essa grande e positiva transformação da Espanha, da qual tanto necessitávamos.
      Hoje, quando olho para trás, não posso sentir senão orgulho e gratidão por vocês.

                                                (Discurso de abdicação do Rei Juan Carlos, da Espanha, em 02.06.2014. http://brasil.elpais.com)

A ascensão de Juan Carlos ao trono da Espanha, mencionada no texto, deu-se com

A
o fim da Guerra Civil Espanhola, vencida pelos fascistas, que extinguiram a república e reinstauraram a monarquia no país.
B
a revolução social encabeçada pelos republicanos, que contaram com amplo apoio de tropas internacionais de voluntários.
C
a derrota dos movimentos separatistas basco e catalão, que, durante a ditadura franquista, haviam provocado a fragmentação política e territorial da Espanha.
D
a incorporação da Espanha à União Europeia, após o golpe monárquico que derrubou o regime fascista que controlou o país por quase quatro décadas.
E
o início de um processo amplo de redemocratização do país, após ter atravessado quase quatro décadas sob a ditadura franquista.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Revolução Russa de 1917

            A influência e o domínio do povo pelo “partido”, isto é, por alguns recém-chegados (os ideólogos comunistas procedem dos centros urbanos), já destruiu a influência e a energia construtiva desta promissora instituição que eram os sovietes. No momento atual, são os comitês do partido e não os sovietes que governam a Rússia. E sua organização padece de todos os defeitos da organização burocrática.

                                                                                            (Piotr Kropotkin. “Carta a Lênin (04.03.1920)”. Textos escolhidos, 1987.)

As críticas do anarquista Kropotkin a Lênin, presentes nessa carta de 1920, indicam a sua

A
crença de que o partido bolchevique consiga reconhecer o poder supremo dos sovietes e extinguir a injustiça social, a hegemonia burguesa e o autoritarismo.
B
insatisfação em relação à diminuição da influência das associações de soldados e trabalhadores e ao aumento da influência política das lideranças bolcheviques.
C
disposição de anular a influência dos sovietes, para que o Estado russo seja eliminado e se instale uma nova organização política, baseada na supressão de toda forma de poder.
D
avaliação de que o partido social-democrata se tornou, após a Revolução de Outubro de 1917, o único grupo político capaz de conter as manifestações sociais e reestruturar o Estado russo.
E
discordância diante do esforço organizativo do país, empreendido pelos bolcheviques, e sua aposta no retorno da monarquia parlamentar derrubada pela Revolução de Outubro de 1917.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

Que significa o advento do século XVI? [...] Se essa passagem de século tem hoje um sentido para nós, um sentido que talvez não tinha nos séculos anteriores, é porque vemos que aí é que surgem as primícias da globalização. E essa globalização é mais que um processo de expansão de origem ibérica, mesmo se o papel da península foi dominante. [...] Em 1500, ainda estamos bem longe de uma economia mundial. No limiar do século XVI, a globalização corresponde ao fato de setores do mundo que se ignoravam ou não se frequentavam diretamente serem postos em contato uns com os outros.

                                                                                          (Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520, 1999.)

O texto

A
defende a ideia de que a expansão marítima dos séculos XV e XVI tenha provocado a globalização, pois tal expansão eliminou as fronteiras nacionais.
B
rejeita a ideia de que a expansão marítima dos séculos XV e XVI tenha provocado a globalização, pois muitos povos do mundo se desconheciam.
C
identifica a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, destacando, em ambos, a completa internacionalização da economia.
D
compara a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, demonstrando o papel central, em ambos, dos países ibéricos.
E
relaciona a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, ressalvando, porém, que são processos históricos distintos.
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UNESP 2014 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Observemos apenas que o sistema dos feudos, a feudalidade, não é, como se tem dito frequentemente, um fermento de destruição do poder. A feudalidade surge, ao contrário, para responder aos poderes vacantes. Forma a unidade de base de uma profunda reorganização dos sistemas de autoridade […].

                                                                                                (Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.)

Segundo o texto, o sistema de feudos

A
representa a unificação nacional e assegura a imediata centralização do poder político.
B
deriva da falência dos grandes impérios da Antiguidade e oferece uma alternativa viável para a destruição dos poderes políticos.
C
impede a manifestação do poder real e elimina os resquícios autoritários herdados das monarquias antigas.
D
constitui um novo quadro de alianças e jogos políticos e assegura a formação de Estados unificados.
E
ocupa o espaço aberto pela ausência de poderes centralizados e permite a construção de uma nova ordem política.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

A relação estabelecida no texto entre a arquitetura grega e a arquitetura egípcia e oriental pode ser justificada pela

Leia o texto para responder à questão.

            A partir do século VII a.C., muitas comunidades nas ilhas, na Grécia continental, nas costas da Turquia e na Itália construíram grandes templos destinados a deuses específicos: os deuses de cada cidade.
            As construções de templos foram verdadeiramente monumentais. [...] Tornaram-se as novas moradias dos deuses. Não eram mais deuses de uma família aristocráti- ca ou de uma etnia, mas de uma pólis. Eram os deuses da comunidade como um todo. A religião surgiu, assim, como um fator aglutinador das forças cooperativas da pólis. [...]
            A construção monumental foi influenciada por mode- los egípcios e orientais. Sem as proezas de cálculo ma- temático, desenvolvidas na Mesopotâmia e no Egito, os grandes monumentos gregos teriam sido impossíveis.

                                                                                                                        (Norberto Luiz Guarinello. História antiga, 2013.)


A
circulação e comunicação entre povos da região mediterrânica e do Oriente Próximo, que facilitaram a expansão das construções em pedra.
B
dominação política e militar que as cidades-estados gregas, lideradas por Esparta, impuseram ao Oriente Próximo.
C
presença hegemônica de povos de origem árabe na região mediterrânica, que contribuiu para a expansão do Islamismo.
D
difusão do helenismo na região mediterrânica, que assegurou a incorporação de elementos culturais dos povos dominados.
E
força unificadora do cristianismo, que assegurou a integração e as recíprocas influências culturais entre a Europa e o norte da África.
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UNESP 2014 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

Segundo o texto, um papel fundamental da religião, na Grécia antiga, foi o de

Leia o texto para responder à questão.

            A partir do século VII a.C., muitas comunidades nas ilhas, na Grécia continental, nas costas da Turquia e na Itália construíram grandes templos destinados a deuses específicos: os deuses de cada cidade.
            As construções de templos foram verdadeiramente monumentais. [...] Tornaram-se as novas moradias dos deuses. Não eram mais deuses de uma família aristocráti- ca ou de uma etnia, mas de uma pólis. Eram os deuses da comunidade como um todo. A religião surgiu, assim, como um fator aglutinador das forças cooperativas da pólis. [...]
            A construção monumental foi influenciada por mode- los egípcios e orientais. Sem as proezas de cálculo ma- temático, desenvolvidas na Mesopotâmia e no Egito, os grandes monumentos gregos teriam sido impossíveis.

                                                                                                                        (Norberto Luiz Guarinello. História antiga, 2013.)


A
eliminar as diferenças étnicas e sociais e permitir a igualdade social.
B
estabelecer identidade e vínculos comunitários e unificar as crenças.
C
impedir a persistência do paganismo e afirmar os va- lores cristãos.
D
eliminar a integração política, militar e cultural entre as cidades-estados.
E
valorizar as crenças aristocráticas e eliminar as formas de culto populares.
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UNESP 2013 - História - História Geral


O mecanismo principal da colonização foi o comércio entre colônia e metrópole, fato que se manifesta

O comércio foi de fato o nervo da colonização do Antigo Regime, isto é, para incrementar as atividades mercantis processava-se a ocupação, povoamento e valorização das novas áreas. E aqui ressalta de novo o sentido da colonização da época Moderna; indo em curso na Europa a expansão da economia de mercado, com a mercantilização crescente dos vários setores produtivos antes à margem da circulação de mercadorias – a produção colonial era uma produção mercantil, ligada às grandes linhas do tráfico internacional.
A
na ampliação do movimento de integração econômica europeia por meio do amplo acesso de outras potências aos mercados coloniais
B
na ausência de preocupações capitalistas por parte dos colonos, que preferiam manter o modelo feudal e a hegemonia dos senhores de terras
C
nas críticas das autoridades metropolitanas à persistência do escravismo, que impedia a ampliação do mercado consumidor na colônia.
D
no desinteresse metropolitano de ocupar as novas terras conquistadas, limitando-se à exploração imediatista das riquezas encontradas.
E
no condicionamento político, demográfico e econômico dos espaços coloniais, que deveriam gerar lucros para as economias metropolitanas.
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UNESP 2013 - História - História Geral

A Revolução dos Cravos aconteceu em Portugal, no dia 25 de abril de 1974. Esse movimento

A
permitiu o restabelecimento do controle político português sobre as colônias africanas, que haviam acabado de conquistar sua independência.
B
instalou uma ditadura militar em Portugal, encerrando cinco décadas de Estado democrático e popular.
C
iniciou o processo de democratização do país, encerrando o longo regime autoritário que marcou parte do século XX português.
D
impediu a continuidade do processo de modernização da economia portuguesa, implantado ao final da Segunda Guerra Mundial.
E
contestou o ingresso de Portugal na Comunidade Europeia e defendeu a aproximação do país com os países socialistas do Leste Europeu.
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UNESP 2013 - História - História Geral, Período Entre-Guerras: Revolução Russa de 1917


O texto identifica duas características do processo de constituição da União Soviética;

No final da primavera de 1921, um grande artigo de Lenin define o que será a NEP [Nova política econômica]: supressão das requisições, impostos em gêneros (para os camponeses); liberdade de comércio; liberdade de produção artesanal; concessões aos capitalistas estrangeiros; liberdade de empresa – é verdade que restrita – para os cidadãos soviéticos. [...] Ao mesmo tempo, recusa qualquer liberdade política ao país: “Os mencheviques continuarão presos”, e anuncia uma depuração do partido, dirigida contra os revolucionários oriundos de outros partidos, isto é, não imbuídos da mentalidade bolchevique
A
a reconciliação entre as principais facções social-democratas e a implantação de um sistema político que atribuía todo poder aos sovietes de soldados, operários e camponeses.
B
o reconhecimento do fracasso político e social dos ideais comunistas e o restabelecimento do capitalismo liberal como modo de produção hegemônico no país.
C
a estatização das empresas e dos capitais estrangeiros investidos no país e a nacionalização de todos os meios de produção, com a implantação do chamado comunismo de guerra
D
a aguda centralização do poder nas mãos do partido go- vernante e o restabelecimento temporário de algumas práticas capitalistas, que visavam à aceleração do crescimento econômico do país.
E
o fim da participação russa na Guerra Mundial, defendida pelas principais lideranças do Exército Vermelho, e a legalização de todos os partidos socialistas
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UNESP 2013 - História - História Geral

Entre as diferenças políticas que levaram o Norte e o Sul dos Estados Unidos à Guerra Civil, em 1861, podemos citar

A
a disputa pelo mercado consumidor europeu de matérias-primas e pelo mercado consumidor latino-americano de manufaturados
B
a disputa em relação às terras do Oeste, que vinham sendo conquistadas e gradualmente incorporadas à União
C
o apoio nortista às lutas pela independência de Cuba e a rejeição sulista às emancipações políticas no Caribe
D
a anexação de terras do México por estados do Norte e a defesa sulista da autonomia e da soberania territorial mexicana.
E
o esforço de expansão para o Sul e o consequente estabelecimento de hegemonia norte-americana sobre a América Latina.
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UNESP 2013 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos


Entre outros aspectos da expansão marítima portuguesa a partir do século XV, o poema menciona

Ó mar salgado, quanto do teu sal .São lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram . Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar. Para que fosses nosso, ó mar!Valeu a pena? Tudo vale a pena.Se a alma não é pequena.Quem quer passar além do. Bojador. Tem que passar além da dor.Deus ao mar o perigo e o abismo deu,Mas nele é que espelhou o céu.
A
o sucesso da empreitada, que transformou Portugal na principal potência europeia por quatro séculos
B
o reconhecimento do papel determinante da Coroa no estímulo às navegações e no apoio financeiro aos familiares dos navegadores
C
a crença religiosa como principal motor das navegações, o que justifica o reconhecimento da grandeza da alma dos portugueses.
D
a percepção das perdas e dos ganhos individuais e coletivos provocados pelas navegações e pelos riscos que elas comportavam
E
a dificuldade dos navegadores de reconhecer as diferenças entre os oceanos, que os levou a confundir a América com as Índias.