Segundo dados do Atlas da Violência de 2019,
produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (IPEA) e a partir do que constatou o Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2017, o
Estado do Ceará obteve a trágica marca de 140,2
jovens mortos por cada cem mil habitantes. Foi, no
período, a segunda maior taxa de homicídios de
adolescentes do país. Além disso, o Comitê
Cearense pela Prevenção de Homicídios na
Adolescência, ligado à Assembleia Legislativa do
Estado do Ceará, em relatório do mesmo ano de
2017, aponta que a maioria dos jovens assassinados
no Ceará eram pretos ou pardos, com média de
idade de 17 anos, do sexo masculino e moradores
de áreas de vulnerabilidade social.
Considerando a análise dos dados apresentados
acima, é correto afirmar que, no Ceará,
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: análise dos determinantes sociais da violência contra jovens negros e pardos e a necessidade de políticas públicas de inclusão. É uma questão sobre violência urbana, desigualdade racial e políticas de prevenção.
Resumo teórico: estudos como o Atlas da Violência (IPEA) e relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que homicídios concentram‑se entre jovens negros, do sexo masculino, em áreas de vulnerabilidade. Isso decorre de fatores estruturais: pobreza, exclusão social, ausência de serviços públicos, estigmatização e racismo estrutural — não de características individuais. Políticas públicas eficazes combinam prevenção (educação, esporte, geração de renda), segurança orientada por direitos humanos e ações afirmativas (Lei nº 12.852/2013 — Estatuto da Juventude, entre outras).
Justificativa da alternativa D: D propõe políticas e programas de inclusão direcionados à juventude negra e parda em áreas vulneráveis. Isso está alinhado com a compreensão sociológica e com evidências que associam redução de homicídios a intervenções socioassistenciais, educação e inclusão. Logo, é a resposta que reconhece causas sociais e indica solução pública compatível com dados.
Por que as outras alternativas estão erradas:
A — atribuir as mortes à “predisposição racial” é biologizante e racista; ignora o papel das condições sociais e do racismo estrutural. Está cientificamente incorreto.
B — culpar “desestruturação familiar” ou “falta de educação moral” individualiza o problema e reproduz estigmas; não considera determinantes socioeconômicos e raciais evidenciados pelos relatórios.
C — afirmar que pretos e pardos “independentemente de classe” são historicamente envolvidos com a criminalidade é generalização e racismo institucional; confunde correlação com causalidade e ignora desigualdade de oportunidades.
Dicas de interpretação:
- Procure alternativas que considerem causas estruturais em vez de justificar por traços individuais.
- Desconfie de frases que naturalizam violência ou culpam grupos sem base empírica.
- Valorize respostas que indiquem políticas públicas coerentes com relatórios técnicos (IPEA, Fórum).
Fontes principais: Atlas da Violência (IPEA), relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Lei nº 12.852/2013 (Estatuto da Juventude).
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