Max Weber tratou da relação na história
humana entre religiões e o desenvolvimento da
racionalização da vida moderna. Na verdade, ele
investigou algumas das principais religiões mundiais
e mesmo, mais precisamente, algumas de suas
doutrinas, e encontrou uma conexão de sentido
histórica com o processo de racionalização da vida
econômica, a qual é própria da organização da vida
material das sociedades capitalistas modernas.
Para Weber, as religiões, ou doutrinas religiosas,
que possuem conexão de sentido com as origens
racionais do capitalismo moderno são o
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa D — Judaísmo e Protestanismo
Tema central: a questão exige reconhecer a tese clássica de Max Weber sobre a relação entre doutrinas religiosas e a racionalização da vida econômica moderna — especialmente como certas crenças favorecem um espírito empreendedor e disciplinado compatível com o capitalismo.
Resumo teórico: em "A ética protestante e o espírito do capitalismo" (1905) Weber argumenta que formas de protestantismo ascético (notadamente o calvinismo) geraram atitudes de trabalho disciplinado, vocação secular e busca racional por eficiência e acumulação — elementos que contribuíram para a institucionalização de práticas capitalistas. Weber também analisa o papel histórico do judaísmo no comércio e nas finanças, vendo afinidades com comportamentos econômicos racionais. Fontes úteis: Max Weber (1905) e entradas sobre Weber na Stanford Encyclopedia of Philosophy e na Encyclopaedia Britannica.
Por que D está correta: Weber identifica explicitamente o protestantismo (especialmente o calvinismo) como tendo conexão histórica com a racionalização econômica. O judaísmo, segundo Weber, também apresenta padrões éticos e profissionais que facilitaram práticas comerciais e financeiras racionais. Assim, as duas tradições citadas na alternativa D estão alinhadas com a tese weberiana.
Análise das alternativas incorretas:
A — Hinduismo e Taoismo: errada. Weber caracteriza religiões orientais como o hinduísmo e o taoismo como menos propensas à racionalização econômica moderna por terem ênfase no desapego do mundo ou em formas de harmonização que não promovem a ética racional-empresarial.
B — Budismo e Islamismo: errada. O budismo, na visão weberiana, tende ao desinvestimento do mundo prático (outro mundo), e o islamismo não é apontado por Weber como causa principal da racionalização capitalista moderna.
C — Druidismo e Catolicismo: errada. O druidismo não faz parte da análise de Weber sobre a origem do espírito capitalista; o catolicismo, segundo Weber, possui trajetória histórica distinta e, em geral, não é associado à ética protestante que ele vincula ao surgimento do capitalismo moderno.
Dicas de interpretação: ao ver termos como "racionalização" e "origens do capitalismo", lembre-se de ligar imediatamente a "ética protestante" de Weber; descarte alternativas que mencionem religiões analisadas por Weber como orientadas para o outro‑mundismo ou que não aparecem em suas obras como causadoras do espírito capitalista.
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