Tanto para a Economia Política Clássica como
para o pensamento crítico-econômico de Karl Marx,
de forma geral, o trabalho é o fruto da relação entre
ser humano e natureza e, também, é a fonte de
criação dos valores das mercadorias produzidas em
qualquer tipo de atividade econômica. E, também
para essas concepções teóricas clássicas, o trabalho,
em sua essência, é a fonte transformadora da
natureza e do próprio modo de ser e de existir dos
seres humanos em sociedade. Assim, partindo da
compreensão dessas perspectivas teóricas sobre o
conceito de trabalho, é correto afirmar que
Gabarito comentado
Alternativa correta: C
Tema central: trata-se do conceito de trabalho em duas tradições teóricas (Economia Política clássica e o pensamento de Karl Marx). O ponto-chave é entender o trabalho como uma atividade humana que media a relação entre sujeito e natureza e, ao fazê‑lo, constitui os seres humanos enquanto seres sociais.
Resumo teórico: para Marx e para os clássicos (p.ex. Adam Smith, David Ricardo), o trabalho não é apenas esforço físico: é um processo social e histórico no qual o ser humano transforma a natureza para produzir bens. Em Marx, o trabalho é atividade criadora de valor das mercadorias e, simultaneamente, forma socializadora — é pela prática laboral que as relações sociais são produzidas e reproduzidas (ver: Marx, O Capital; Manuscritos Econômico‑Filosóficos).
Justificativa da alternativa C: a alternativa C afirma que “o trabalho é um processo no qual o ser humano entra em uma relação ativa com a natureza e se constitui como um ser social.” Essa formulação sintetiza corretamente a ideia central: trabalho = mediação prática entre humano e natureza + constituição das qualidades sociais do sujeito. É exatamente essa ênfase nas duas dimensões (ativa e constitutiva) que aparece em Marx e, em grau diverso, nos clássicos.
Análise das alternativas incorretas:
A (incorreta): inverte a relação — afirma que a natureza transforma o homem em sujeito econômico. Na teoria, é o trabalho (atividade humana sobre a natureza) que transforma tanto a natureza quanto os próprios sujeitos; a natureza não “transforma” o homem nesse sentido socializador.
B (incorreta): reduz o trabalho a um processo puramente natural e reprodutor da espécie. Essa visão omite a dimensão histórica e social do trabalho — para as teorias citadas, trabalho é praxia social, não mero instinto natural.
D (incorreta): confunde conceitos — “força de trabalho” (capacidade de trabalhar) é fonte de valor na medida em que é aplicada no processo produtivo, mas a alternativa afirma que isso envolve a negação da relação com a natureza, o que é contraditório: valor e riqueza social decorrem justamente da interação com a natureza mediada pelo trabalho.
Dica para provas: identifique palavras-chave (p.ex. “relação ativa com a natureza”, “constitui como ser social”, “força de trabalho”) e verifique se a alternativa preserva tanto a dimensão prática quanto a social/histórica do trabalho — quem omite uma dessas dimensões tende a estar errada.
Fontes sugeridas: Marx, K. (1867) O Capital; Smith, A. (1776) A Riqueza das Nações; introduções a Marx em manuais de sociologia e economia política.
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