O tema gênero e sexualidade, atualmente, é
mote de muitos debates acalorados e polêmicos na
sociedade brasileira. Porém, é forçoso reconhecer a
pertinência desses debates a favor de mais inclusão
social para o convívio em uma sociedade que deve
prezar por valores democráticos como os das
liberdades individuais. Em tempo, partindo de uma
compreensão geral das ciências sociais, gênero e
sexualidade são produtos da relação entre a
subjetividade individual (algo que é de cada pessoa) e
a cultura (questão coletiva). Assim, o “ser homem”, o
“ser mulher” e as orientações sexuais passam pelo
crivo intrincado de decisões pessoais e socioculturais.
E essa perspectiva das ciências sociais em torno do
tema aponta para o melhor convívio nas democracias
contemporâneas.
Assim, considerando o tema gênero e sexualidade nas
ciências sociais, avalie as proposições a seguir:
I. A sigla LGBTQIA+ procura representar, da
forma mais inclusiva possível, os diferentes
modos de ser e de se orientar pelo gênero e
sexualidade.
II. As livres expressões da sexualidade causam
prejuízos para a liberdade sexual de todos
aqueles que não se enquadram nessas formas
indefinidas de gênero.
III. Nem a cultura nem questões psicológicas
conseguem mudar o fato biológico natural que
distingue o que significa ser do sexo
masculino ou do sexo feminino.
IV. A sociodiversidade de gêneros e de
orientações sexuais ainda hoje enfrenta os
males dos preconceitos que julgam como
anormais as pessoas não heterossexuais.
Está correto o que se afirma somente em
O tema gênero e sexualidade, atualmente, é mote de muitos debates acalorados e polêmicos na sociedade brasileira. Porém, é forçoso reconhecer a pertinência desses debates a favor de mais inclusão social para o convívio em uma sociedade que deve prezar por valores democráticos como os das liberdades individuais. Em tempo, partindo de uma compreensão geral das ciências sociais, gênero e sexualidade são produtos da relação entre a subjetividade individual (algo que é de cada pessoa) e a cultura (questão coletiva). Assim, o “ser homem”, o “ser mulher” e as orientações sexuais passam pelo crivo intrincado de decisões pessoais e socioculturais. E essa perspectiva das ciências sociais em torno do tema aponta para o melhor convívio nas democracias contemporâneas.
Assim, considerando o tema gênero e sexualidade nas ciências sociais, avalie as proposições a seguir:
I. A sigla LGBTQIA+ procura representar, da forma mais inclusiva possível, os diferentes modos de ser e de se orientar pelo gênero e sexualidade.
II. As livres expressões da sexualidade causam prejuízos para a liberdade sexual de todos aqueles que não se enquadram nessas formas indefinidas de gênero.
III. Nem a cultura nem questões psicológicas conseguem mudar o fato biológico natural que distingue o que significa ser do sexo masculino ou do sexo feminino.
IV. A sociodiversidade de gêneros e de orientações sexuais ainda hoje enfrenta os males dos preconceitos que julgam como anormais as pessoas não heterossexuais.
Está correto o que se afirma somente em
Gabarito comentado
Alternativa correta: C — I e IV
Tema central: trata-se de gênero e sexualidade vistos pelas ciências sociais: conceitos socialmente construídos que articulam dimensão biológica, psicológica e cultural. A questão exige distinguir siglas identitárias, entender a persistência de preconceito e refutar explicações essencialistas.
Resumo teórico rápido: Sexo refere-se a traços biológicos (genitália, cromossomos, hormônios), mas é plural e complexo; gênero é construção social/performativa (Judith Butler) e orientação sexual diz respeito a atração afetivo-sexual. Organizações como a OMS despatologizaram diversidade sexual (homossexualidade retirada da CID em 1990). No Brasil, a Constituição (arts. 3º e 5º) garante igualdade; o STF (2019) orientou enquadramento de atos homofóbicos na lei de racismo enquanto houver lacuna legislativa.
Por que I e IV são corretas? I — A sigla LGBTQIA+ busca abarcar identidades de gênero e orientações sexuais diversas (lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexo, assexuais, etc.), com intenção inclusiva. IV — A sociodiversidade ainda sofre preconceito e discriminação; estatísticas e decisões judiciais confirmam violência e exclusão contra pessoas não heterossexuais e trans.
Por que II e III são incorretas? II — Afirma que expressões livres da sexualidade prejudicam a liberdade dos que “não se enquadram”: isso inverte a lógica. Liberdade sexual amplia direitos; o problema real são restrições e coerções sociais (heteronormatividade), não a diversidade em si. III — Alega que nem a cultura nem fatores psicológicos podem mudar um “fato biológico natural”. Isso é essencialista. Pesquisas mostram que identidade de gênero e expressão podem diferir do sexo atribuído ao nascimento; há variação biológica (intersexo) e influências sociais/psicológicas na experiência de gênero.
Dica para resolver: Identifique termos-chave (ex.: “procura representar”, “causam prejuízos”, “nem... conseguem mudar”, “ainda hoje enfrenta”). Compare com conceitos centrais (construção social, despatologização, legislação) e desconfie de afirmações absolutas/essencialistas.
Fontes úteis: WHO (CID e políticas de saúde), Judith Butler (teoria de gênero), Constituição Federal (arts. 3º, 5º), decisões do STF sobre homofobia (2019).
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