Questõesde IF-TO 2017 sobre Português

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Foram encontradas 17 questões
34dbe0bd-b4
IF-TO 2017 - Português - Por que- porque/ porquê/ por quê, Há-a, Problemas da língua culta, Crase

Marque a alternativa cuja sequência preenche adequadamente as lacunas do trecho a seguir. Trata-se das formas corretas do verbo “haver”, do uso dos “porquês”, da crase e da preposição “a”.


____ que se ter paciência com ele. Não____ nada que se possa fazer ____ respeito. Saber o______, ______ vezes é até pior. ___________ você não tomou providências e se reportou _____secretária?

A
A, há, a, por quê, as, porque, a
B
Há, há, à, porquê, as, por quê, a
C
Há, a, a, porquê, às, por que, à
D
Há, há, a, porquê, às, por que, à
E
A, há, a, porque, as, porque, a
34d4233f-b4
IF-TO 2017 - Português - Flexão verbal de número (singular, plural), Flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa), Morfologia - Verbos, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro), Problemas da língua culta, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi utilizada de modo INCORRETO.

A
No último dia desta semana, ele interveio para evitar o pior.
B
Semana passada, propomos um acordo para o fim da greve, mas o chefe não aceitou.
C
Quando vires o vizinho, avise-o que preciso vê-lo o mais rápido possível.
D
Nos últimos dias desta semana, eles repuseram o material que levaram.
E
Eu provejo a família deste pequeno.
34cc2ab6-b4
IF-TO 2017 - Português - Adjetivos, Advérbios, Substantivos, Morfologia

Considere a fraseAgora, que os ventos uivantes soam nos bosques espessos, a vida é de pouca esperança”, quanto às classes gramaticais dos termos destacados. Assinale a alternativa CORRETA de aparição dessas classes, respectivamente:

A
Adjetivo, adjetivo, adjetivo, substantivo, advérbio, advérbio.
B
Advérbio, advérbio, adjetivo, adjetivo, advérbio, adjetivo.
C
Adjetivo, adjetivo, adjetivo, substantivo, advérbio, advérbio.
D
Advérbio, substantivo, adjetivo, adjetivo, adverbio, adjetivo.
E
Advérbio, adjetivo, adjetivo, substantivo, advérbio, adjetivo.
34c36aff-b4
IF-TO 2017 - Português - Problemas da língua culta, Sintaxe, Concordância verbal, Concordância nominal, Pontuação, Uso da Vírgula

O romance O Tronco traz palavras como cidadona e calçadona, termos que fazem parte da cultura popular, típica do interior goiano que o romance aborda, comumente expressa na linguagem oral. A frase a seguir não faz parte do romance, foi adaptada. Assinale a alternativa CORRETA que a expressa em linguagem culta, inclusive observando a pontuação: Cidadonas quando ocês vim intermedia aí pra eu. Se vê o proprietário pede que me liga.

A
Cidadães, quando vocês virem, intermediam aí para mim. Se verem o proprietário, peça que me ligue.
B
Cidadãs, quando vocês vierem, intermedeiem aí para mim. Se virem o proprietário, peçam que me ligue.
C
Cidadãs, quando vocês vier, intermedia aí para mim. Se vir o proprietário, peçam que me ligue.
D
Cidadães, quando vocês vierem, intermediem aí para mim. Se vierem o proprietário, peçam que me ligue.
E
Cidadãs, quando vocês vierem, intermedeiem aí para eu. Se vir o proprietário, peçam que me ligue.
34b1b64d-b4
IF-TO 2017 - Português - Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A respeito do romance O Tronco, de Bernardo Élis, aponte as afirmações conforme sejam VERDADEIRAS ou FALSAS e assinale a alternativa CORRETA.


I- Romance regionalista introspectivo que explora as angústias do sertanejo a partir da sondagem psicológica dos personagens, fazendo parte da primeira geração modernista, por seu caráter nacionalista.

II – Romance regional com enfoque nos confrontos de forças das oligarquias políticas do interior do país, representada por coronéis, forças policiais públicas e jagunços. Situado, cronologicamente, na terceira fase modernista.

III – Romance realista de transição entre o nacionalismo verde-amarelo e a consciência política das narrativas urbanas, que ajudou a forjar a Semana de Arte Moderna.

IV – Romance pré-modernista, ainda sob forte influência do naturalismo oitocentista.

A
F V F V
B
F F F F
C
F V F F
D
V V V V
E
F V V F
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A partir das inferências texto-imagéticas da figura a seguir, aponte os itens conforme sejam VERDADEIROS ou FALSOS e assinale a alternativa CORRETA.



I – A forma de usar o megafone, pelo manifestante, denota que o mesmo não deve ser habituado em leitura de livros.

II – A utilização de uma expressão própria das condutas policiais (“mãos para cima”), denota que, para os não-leitores, pessoas instruídas pelo estudo podem ser perigosas.

III – A situação expressa na figura demonstra que há uma clara divergência político-partidária entre os manifestantes e o leitor de livros.

IV – Caso fosse intenção do “ignorante” utilizar-se de uma linguagem figurada, a expressão “saia desse livro com as mãos para cima!!” poderia ser uma referência a um ato de imersão, de viagem introspectiva, que a leitura proporciona.

A
F V F V
B
V V F F
C
V V F V
D
V F F V
E
V V V V
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Coesão e coerência, Redação - Reescritura de texto

A frase: “É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global” pode ser reescrita, sem perda do seu sentido original, conforme se apresenta em apenas uma das alternativas:

Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
(…)
A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
(...)
BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
A
É o ponto cúmulo de um certame esdrúxulo, repleto de esparramo e viragens intrépidas, uma eleição nacionalmente francesa e ao mesmo tempo mundial.
B
É o ponto crucial de uma campanha atônita, repleta de balbúrdias e guirlandas surpreendentes, uma eleição originalmente francesa e ao mesmo tempo mundial.
C
É o ponto cúspide de uma campanha lídima, carregada de algaravias e mudanças bruscas, uma eleição legitimamente francesa e ao mesmo tempo globalizada.
D
É o ponto cruciante de uma campanha insólita, cheia de assoberbos e virtuosismos inesperados, uma eleição genericamente francesa e ao mesmo tempo geral.
E
É o ponto máximo de uma campanha anômala, plena de escarcéus e viragens abruptas, uma eleição legitimamente francesa e ao mesmo tempo universal.
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre as inferências contidas no texto, assinale a alternativa CORRETA.

Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
(…)
A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
(...)
BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
A
Ao referir-se ao Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), o texto aponta para o fato de que um dos candidatos defendia a mesma ideia para a França, que pressuporia um afastamento da política alemã.
B
Vazamentos de informações privadas de e-mails provocaram, na eleição francesa, o mesmo estrago que na eleição de Hillary Clinton.
C
Escândalos e guinadas inesperadas fazem parte da rotina em eleições presidenciais na França.
D
Em defesa do projeto europeu, houve uma convergência de programas entre Marine Le Pen e Emanuel Macron.
E
Em razão da soberania da França, o único ponto em comum entre os dois candidatos era a forma de relacionamento com a Rússia.
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A compreensão de um texto exige correta identificação da relação entre referentes e referências. O trecho “A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas...” (1° parágrafo), refere-se

Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
(…)
A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
(...)
BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
A
ao choque do Brexit e Donald Trump.
B
ao combate à pirataria cibernética em ambos os países.
C
à publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França.
D
à Frente Nacional, de Marine Le Pen.
E
ao partido do candidato Emanuel Macron.
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Os Retirantes, de Candido Portinari. Obra inspirada no livro “Vidas Secas”.Fonte:<http://zip.net/bctKDn>



Leia o fragmento do texto “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


“Olhou a catinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo – anos bons misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar.”


Disponível em:
<http://www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOSVidas-secas-livro-completo.pdf>



Considerando o romance “Vidas Secas”, julgue os itens e marque a alternativa correta.


I - Vidas Secas apresenta o cenário da seca, que impõe a uma mísera família do sertão o sofrido destino de vagar tristemente à procura de um lugar para sobreviver.

II - O romance aborda a estrutura histórica, social e econômica brasileira daquele decênio, fazendo com que os aspectos documentais estejam presentes no contexto narrativo.

III - O mundo de injustiça e opressão retratado no romance é decorrente do minifúndio nordestino, responsável pela desigualdade social.

A
Apenas o item II está correto.
B
Apenas os itens I e II estão corretos.
C
Apenas os itens I e III estão corretos.
D
Apenas o item I está correto.
E
Os itens I, II e III estão corretos.
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IF-TO 2017 - Português - Colocação Pronominal, Morfologia - Pronomes

No decorrer do texto, pode-se perceber construções como “sempre me perguntei”, “não me lembro”, “essa canção me deixava”, em que o pronome oblíquo átono é posicionado antes do verbo. Sobre a sintaxe da Língua Portuguesa brasileira, analise os itens e, em seguida, marque a alternativa correta.


I - A norma padrão escrita brasileira admite o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.

II - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono em início de frases.

III - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.

Texto 4

Eu te amo
(Geraldo Carneiro)

Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade


Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. 


Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
A
Apenas o item III está correto.
B
Apenas o item II está correto.
C
Apenas o item I está correto.
D
Estão corretos somente os itens I e II.

E
Estão corretos somente os itens II e III.
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IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

De acordo com a opinião do autor do Texto 4, marque a única informação falsa:

Texto 4

Eu te amo
(Geraldo Carneiro)

Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade


Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. 


Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
A
A expressão “eu te amo” reflete a sintaxe do português brasileiro.
B
As pessoas continuam se amando.
C
As pessoas estão se amando menos hoje em dia.
D
Vinícius de Morais foi pioneiro em escrever “eu te amo”.
E
Dizer “amo-te” soa lusitano.
11baf773-b3
IF-TO 2017 - Português - Flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa), Morfologia - Verbos, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

Texto 3


Os versos a seguir são da letra da música Vatapá, de Dorival Caymmi:


Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá
Depois o dendê
Procure uma nêga baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Que saiba mexer


Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
Pimenta malagueta
Um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, iaiá
Na hora de temperar


Não pare de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo
Não deixe queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nêga ô
Se faz um vatapá
Se faz um vatapá
Que bom vatapá
Dorival Caymmi (com adaptações)



Com relação ao emprego do imperativo nos versos, marque a opção correta.

A
O sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo, portanto o emprego das formas verbais está correto.
B
A oposição imperativo afirmativo e imperativo negativo justifica a mudança do verbo bota / não pare de mexer / não deixe queimar.
C
A diferença de formas (procure / bota) é devida ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal.
D
A forma verbal “não pare de mexer” (imperativo negativo) opõe-se à forma verbal “bota”, que se encontra no presente do indicativo.
E
A diferença de formas (bota / não pare de mexer / não deixe queimar) não é registrada nas gramáticas normativas, logo há inadequação na flexão dos verbos.
11b72730-b3
IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Artigos, Substantivos, Análise sintática, Sintaxe, Conjunções: Relação de causa e consequência, Morfologia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Observe a tira a seguir e marque a alternativa incorreta.


A
No 2º quadrinho, o pressuposto presente na fala de Helga é que Hagar costuma mentir.
B
No 3º quadrinho, a conjunção “porque” inicia uma oração subordinada adverbial causal.
C
Ainda no 2º quadrinho, a forma verbal “Lembrese” deve ser entendida como uma advertência.
D
A expressão corporal de Hagar no 1º quadrinho sugere que ele não queria ser visto.
E
Considerando o contexto geral da tira, principalmente seu aspecto semântico, podemos inferir que na expressão “uma mentira”, 2º quadrinho, temos artigo indefinido seguido de substantivo.
11b3e247-b3
IF-TO 2017 - Português - Sintaxe, Concordância verbal, Concordância nominal

A respeito dos aspectos relativos à concordância verbal presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta.

Texto 1

Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

Brasil é o país mais perigoso do mundo para
ambientalistas
País aparece no topo de ranking internacional pelo
quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

            Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
         "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
         "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
        A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


Amazônia: território violento
             Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
         "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
         Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
        "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


Lobby do agronegócio
            O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
         A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
         "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


Como frear a violência
        Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
          Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
          A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
         No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
A
Em “(...) cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos”, o verbo está no plural para concordar com o substantivo “famílias”.
B
No fragmento “Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas”, o verbo “contabilizar” deveria estar no plural, concordando com o sujeito composto anteposto, Global Winess e CPT.
C
Na passagem “Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016”, o verbo “motivar” deveria vir no singular, uma vez que o sujeito é composto por palavras sinônimas.
D
No trecho “Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal –”, o verbo “partir” deveria vir no plural, para concordar com o sujeito composto da oração, Rondônia, Maranhão e Pará.
E
No excerto “(...) o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia”, o verbo “atender” deveria vir no plural, concordando com o sujeito composto posposto, Maranhão, Pará e Rondônia.
11b0d3b0-b3
IF-TO 2017 - Português - Análise sintática, Sintaxe

Em todas as alternativas a seguir, a classificação morfossintática das palavras destacadas está correta, exceto em:

Texto 1

Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

Brasil é o país mais perigoso do mundo para
ambientalistas
País aparece no topo de ranking internacional pelo
quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

            Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
         "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
         "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
        A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


Amazônia: território violento
             Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
         "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
         Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
        "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


Lobby do agronegócio
            O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
         A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
         "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


Como frear a violência
        Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
          Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
          A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
         No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
A
“Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas.” – objeto direto
B
“O agronegócio precisa (...) de 15 milhões de hectares.” – objeto indireto
C
“Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.” – sujeito
D
“O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra (...).” – complemento nominal
E
“A tendência é negativa, alerta o pesquisador.” – predicativo do sujeito
11ad3524-b3
IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

Assinale a alternativa cujo trecho destacado exemplifica uma recorrência da linguagem denotativa.

Texto 1

Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

Brasil é o país mais perigoso do mundo para
ambientalistas
País aparece no topo de ranking internacional pelo
quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

            Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
         "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
         "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
        A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


Amazônia: território violento
             Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
         "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
         Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
        "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


Lobby do agronegócio
            O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
         A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
         "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


Como frear a violência
        Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
          Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
          A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
         No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
A
“(...) as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques.”
B
“O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo.
C
“A Global Witness reúne as informações desde 2002.”
D
“Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG.”
E
“Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de ‘liderança’.”