Questõesde MACKENZIE sobre História Geral

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Foram encontradas 32 questões
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MACKENZIE 2014 - História - Guerra Fria e seus desdobramentos, História Geral



A foto acima, onde flores aparecem saindo dos orifícios das armas, flagrou o movimento de soldados portugueses durante a Revolução dos Cravos, ocorrida em Portugal, em 25 de abril de 1974. Esse momento revolucionário marcou

A
o fim do domínio colonial português sobre suas possessões na África: Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, poder exercido desde o período das Grandes Navegações.
B
a revolta do Exército contra o fim da ditadura militar, que perdurou até 1974, pois desejavam reivindicar a volta dos militares ao poder, assim como lutavam pelo prestígio das Forças Armadas.
C
a luta armada, por parte das tropas portuguesas, a favor da permanência do domínio “ultramar” ibérico sobre suas colônias africanas, apesar das lutas por emancipação travadas no continente africano.
D
o fim do regime ditatorial inaugurado por António Salazar (1932-1968), prolongado pelo governo de Marcelo Caetano, e o início do processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático em Portugal.
E
o último momento de luta armada dentro do país, pois o processo de descolonização das colônias africanas sob o domínio português transcorreu de forma pacífica, apesar da resistência do Exército.
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MACKENZIE 2014 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

“Os generais os enganam quando os exortam a combater pelos templos de seus deuses, pelas sepulturas de seus pais. Isto porque de um grande número de romanos não há um só que tenha o seu altar doméstico, o seu jazigo familiar. Eles combatem e morrem para alimentar a opulência e o luxo de outros. Dizem que são senhores do universo, mas eles não são donos sequer de um pedaço de terra”.
(Apud Plutarco. Vidas paralelas. Barcelona: Ibéria, 1951. v4, p.150)

Segundo Plutarco, essas foram palavras proferidas por Tibério Graco, político romano, em um discurso público. A respeito da iniciativa promovida tanto por ele, como por seu irmão Caio, durante o período da Republica romana (VI a.C. – I a.C.) podemos afirmar que

A
reafirmou o poder da aristocracia romana, confirmando o direito a terras e indenização em caso de expropriação nos períodos de guerra.
B
os irmãos Graco reconheciam que a distribuição de terras seria a solução para atender às necessidades de uma plebe marginalizada.
C
defendiam uma maior participação política da classe de comerciantes para promover o desenvolvimento e expansão da economia romana.
D
incitavam o povo a apoiar as ditaduras militares, sendo os generais do exército, os únicos capazes de assumir o governo em época de crise.
E
os irmãos Graco, com o apoio do Senado e da aristocracia romana, puderam promover uma reforma social que aplacou o clima de tensão vivido na época.
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MACKENZIE 2013 - História - História Geral, Construção do Estado Liberal: Independência das Treze Colônias (EUA)

A respeito do processo de independência das 13 Colônias, julgue os itens a seguir.

I. Inseriu-se no contexto de crise do Antigo Sistema Colonial, combatendo tentativas de imposição do “Pacto Colonial”, por parte de sua metrópole.

II. Inaugurou a época das lutas pelas independências na América, sendo seguida, quase que ao mesmo tempo, pela independência brasileira.

III. Baseou-se nos princípios liberais do Iluminismo, adotando o federalismo, a tripartição dos poderes e o sufrágio universal para alfabetizados.

IV. Resultou na promulgação de uma Constituição, em 1787, que, apesar de práticas liberais, manteve a escravidão e o poder político nas mãos de certos grupos.

V. Teve na religião católica seu substrato ideológico, por isso, o puritanismo rapidamente espalhou-se pelo país e o “Destino Manifesto” originou a sua expansão territorial.

Estão corretas

A
III e IV, apenas.
B
I, II, III e IV.
C
I, III e IV, apenas.
D
I e IV, apenas.
E
I, II e III, apenas.
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MACKENZIE 2013 - História - História Geral, Ocupação de novos territórios: Colonialismo

Em março de 2013, o argentino Mário Bergoglio foi eleito papa, com o título “Francisco”. A mídia, à época, enfatizou dois aspectos dessa eleição: pela primeira vez a Igreja escolhia um papa não europeu para governá-la e, além disso, buscou entre os jesuítas o responsável pela condução de uma instituição que possui mais de um bilhão de fiéis espalhados pelo mundo. Um estudante atento, ao analisar essas informações, fez as seguintes considerações a respeito da Companhia de Jesus.

I. Surgiu no século XVI, em um contexto de efervescência cultural, de tolerância e pluralismo religiosos nos países europeus. Nesse quadro, serviu como mecanismo propagador da fé católica.

II. Fundada por Inácio de Loyola, surgiu como resultado dos conflitos religiosos do século XVI, na Europa. Tais conflitos giravam em torno de práticas e dogmas até então impostos pela Igreja.

III. Além dos votos tradicionais (pobreza, castidade e obediência), os jesuítas prometiam obediência ao papa, por isso um dos motivos de seu rápido destaque e expansão dentro da Igreja.

IV. Exímios teólogos, os jesuítas transformaram-se no “braço armado” da Igreja, responsáveis pela propagação do catolicismo por meio da evangelização e do ensino em colégios e em universidades espalhados pelo mundo.

V. Teve papel preponderante na evangelização de povos indígenas no Brasil, preservando as culturas ameríndias e servindo como instrumento de controle do Estado português sobre a América.

Estão corretas

A
II, III e IV.
B
I, IV e V.
C
II, IV e V.
D
I, II e IV.
E
I, III e V.
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MACKENZIE 2011 - História - Construção de Estados e o Absolutismo, História Geral, Revolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo

“O fim último, causa final de desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com a vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária [...] das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis da natureza [...]”.

“Portanto todo homem, pelo ato de [concordar] [...] com outros em formar um corpo político debaixo de um governo, se obriga para com cada um dos membros dessa sociedade a se submeter à determinação da maioria, e a ser governado por ela”.

Pela análise dos excertos, conclui-se que

A
o primeiro se refere às ideias anarquistas, uma vez que rejeita toda e qualquer prática de governo constituído pela burguesia, concebendo-o, como justo, se levar em conta os anseios e as reivindicações trabalhistas do conjunto da sociedade.
B
o segundo refere-se às ideias liberais, uma vez que concebe o governo como um corpo autônomo e dotado de amplos poderes, capaz de suprimir as liberdades individuais em nome da vontade do governante (único capaz de salvaguardar os interesses da sociedade).
C
ambos partem de pressupostos para conceber ideias sobre o governo: o primeiro, absolutista, o entende como um corpo punitivo e autoritário; o segundo, iluminista, o concebe como um corpo formado a partir das decisões e das vontades da maioria.
D
ambos negam práticas coercitivas de poder, uma vez que, iluministas, entendem o governo como uma entidade formada pelas decisões da maioria, sendo suas leis e práticas elaboradas com o intuito de se evitarem conflitos pelo poder entre seus membros.
E
o primeiro, absolutista, entende, por governo, um conjunto de regras e práticas elaboradas pela sociedade; o segundo, iluminista, concebe o governo como órgão fiscalizador, punitivo e autoritário, criado para se evitarem conflitos que levem os homens ao estágio anterior à sociedade.
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MACKENZIE 2010 - História - História Geral, Revolução Chinesa

Em 1949, Mao Tsé-Tung liderou a Revolução que implantou o socialismo na China. Entre as medidas adotadas pelo governo socialista de Mao, destaca-se

A
a aproximação, de imediato, com o mundo capitalista ocidental, como meio de contrapor o poder da URSS sobre o bloco socialista.
B
a criação das comunas populares, com o intuito de mobilizar a população chinesa para aumentar a produção agrícola.
C
a criação da Longa Marcha, ampla manifestação espontânea de trabalhadores das indústrias chinesas, entendida como uma manobra política para enaltecer a figura do líder da nação.
D
desenvolvimento da NEP (Nova Política Econômica), visando a implantação de medidas capitalistas na China e, assim, recuperar a economia em crise.
E
eleições democráticas para o Parlamento chinês, demonstrando a intenção do novo governo em dialogar abertamente com a oposição ao regime.
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MACKENZIE 2010 - História - História Geral, Ocupação de novos territórios: Colonialismo, Imperialismo e Colonialismo do século XIX

    “Podemos sempre nos deparar com dois mapas encontrados em quase todos os livros didáticos (...): ‘A África por volta de 1880’, e ‘A África em 1914’. No primeiro, vê-se um número bem pequeno de possessões européias na África; no segundo, virtualmente, a totalidade do continente negro está dividida em colônias européias”.
H.L. Wesseling. Dividir para Dominar: A partilha da África (1880-1914)



A diferença entre os mapas africanos, em 1880 e 1914, apresentada no texto e ilustradas, é explicada

A
pelo fato de, no período citado, o continente ter sido dividido por potências europeias, no contexto da corrida imperialista dos séculos XIX e XX.
B
por acordos estabelecidos entre as potências europeias desde o século XVI e que, na prática, foram anulados em 1914, em virtude da predominância de colônias italianas e alemãs.
C
por um pacto assinado entre Inglaterra e França, as maiores potências da época, que aceitaram a divisão pacífica do território africano.
D
pela resistência das nações africanas à divisão do continente, o que obrigou os europeus a organizarem força conjunta de ataque.
E
pelas ambições imperialistas europeias, típicas do período citado, que promoveram a divisão do continente e impediram a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
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MACKENZIE 2010 - História - História Geral, Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos, História do Brasil, Ocupação de novos territórios: Colonialismo

“Desde cedo, aprendemos, em casa ou na escola, que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500. Esse fato constitui um dos episódios da expansão marítima portuguesa, iniciada em princípios do século XV. Para entendê-la, devemos começar pelas transformações ocorridas na Europa Ocidental, a partir de uma data situada em torno de 1150.”

Boris Fausto. História do Brasil

Entre as transformações citadas no texto, e que se encontram entre as causas da expansão marítima europeia no século XV, podemos, corretamente, citar

A
o conflito religioso resultante da Reforma na Europa, o que fez com que missionários luteranos desembarcassem na América Ibérica, convertendo milhares de nativos à fé protestante, em detrimento do Catolicismo.
B
o estudo das atividades marítimas e técnicas de navegação desenvolvidas na Espanha medieval, principalmente em relação à exploração do litoral africano, o que fez deste país o pioneiro na navegação do Oceano Atlântico no século XV.
C
a precoce centralização do poder na Inglaterra – garantida pela união da monarquia plantageneta com a rica burguesia comercial –, possibilitando, aos ingleses, investimentos na compra de navios portugueses entre os séculos XIII e XV.
D
a permanência do “espírito cruzadista” na Península Ibérica, o que fez com que Portugal e Espanha estivessem empenhados na luta contra os “infiéis” no Oriente Médio, atrasando em dois séculos (XIV-XVI) a Expansão Marítima Ibérica.
E
a contradição entre o crescimento populacional nesse período e a baixa produção feudal, gerando a necessidade de se procurar novas áreas geográficas para exploração europeia, aumentando, assim, a quantidade de recursos materiais e alimentícios na Europa.
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MACKENZIE 2010 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

“Enfim, em novembro de 1095, (...) o papa Urbano II (...) dirigiu à aristocracia guerreira francesa uma advertência, divulgada, a seguir, por toda a Europa: aqueles que até então tinham vivido como saqueadores, martirizando seus irmãos cristãos, poderiam ir para o Oriente, onde os cristãos encontravam-se ameaçados pelos muçulmanos, e empregar suas energias contra os infiéis. Assim, com o recurso deste expediente destinado a ‘exportar a violência’, foi assentada a primeira pedra no edifício das futuras Cruzadas”.
Jacques Le Goff & Jean-Claude Schmitt. Dicionário Temático do Ocidente Medieval

De acordo com o texto, é correto afirmar que as Cruzadas

A
foram expedições de caráter essencialmente religioso, conclamando os europeus para um acordo de paz com os “infiéis” no Oriente Médio.
B
tiveram nas ações militares contra os “infiéis” no Oriente sua característica mais marcante, como maneira de solucionar problemas sociais vividos na Europa.
C
tiveram a característica de exportar para a América a ideia fixa de converter os indígenas em seguidores fiéis do cristianismo.
D
analisaram sistematicamente as civilizações do Oriente, com o intuito de preservar sua cultura após a luta contra os “infiéis”.
E
mesclaram princípios religiosos e militares, buscando, por meio da conversão dos “infiéis” no Oriente, aumentar seguidores do Cristianismo, então ameaçado pela Reforma Religiosa.
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MACKENZIE 2012 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

“O ar da cidade torna os homens mais livres”
O provérbio medieval acima denota uma mudança no cenário europeu com o declínio do feudalismo e ressurgimento das cidades. As alterações que ocorreram no final da Idade Média refletiam a nova visão do homem desse tempo perante o mundo. Considerando o provérbio acima e as transformações decorrentes da transição do feudalismo para o capitalismo, é correto afirmar que,

A
graças ao Renascimento Comercial, verificado na Baixa Idade Média, as cidades medievais ficaram livres do pagamento das antigas taxas e tributos feudais, liberando os ocupantes das cidades de tais encargos monetários.
B
em virtude das Cruzadas (1096-1270), aumentou o intercâmbio religioso entre Oriente e o Ocidente, ocasionando uma maior tolerância religiosa nas cidades medievais, que passaram a se espelhar no modelo de Jerusalém.
C
enquanto a vida no campo era marcada por uma estrutura social estratificada, nos novos centros urbanos, o desenvolvimento comercial e artesanal criaram condições para a possibilidade de ascensão social para o homem urbano.
D
por contar com seu próprio conjunto de leis e jurisprudência, livres da influência dos senhores feudais, as cidades medievais proporcionaram liberdade a todos quantos se sentiam oprimidos pelo modelo social feudal da época.
E
enquanto fazia parte da condição servil, trabalhar nas terras do senhor e a ele entregar parte da colheita, nas cidades, já no século XII, as relações de trabalho eram totalmente assalariadas.
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MACKENZIE 2012 - História - História Geral, Imperialismo e Colonialismo do século XIX


Tintim no Congo. Versão original (1930)

Tradução livre
Milu
: Tintim, há dois, lá atrás, conversando.
Tintim: Meus queridos amigos, hoje vou falar sobre seu país: a Bélgica!....


O processo histórico que possibilitou a fala de Tintim

A
denomina-se colonialismo clássico e foi marcado pela conquista de territórios africanos e asiáticos por potências europeias, em busca de mercados consumidores, matérias-primas estratégicas e imposição de valores culturais.
B
refere-se à conquista do Congo pela Bélgica, no contexto da disputa por territórios africanos e latino-americanos, denominado de liberalismo clássico, o que resultou em conflitos que contribuiriam para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
C
denomina-se imperialismo neocolonialista e foi marcado pela disputa e conquista de territórios africanos e asiáticos por potências europeias, contribuindo para os conflitos que resultariam na eclosão da Grande Guerra.
D
esteve na origem dos conflitos que resultaram na Segunda Guerra Mundial, uma vez que não levou em conta as diferenças nacionalistas entre congoleses e belgas, conflitos esses não concluídos até a contemporaneidade.
E
denomina-se neocolonialismo e foi marcado pela disputa de territórios na África e Ásia por potências europeias, em decorrência dos problemas gerados pelo nascente capitalismo concorrencial e industrial na Europa Moderna.
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MACKENZIE 2012 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

    Temos um regime que nada tem a invejar das leis estrangeiras. Somos, antes, exemplos que imitadores. (...). (...) no que se refere à vida pública, as origens sociais contam menos que o mérito, sem que a pobreza dificulte a alguém servir à cidade por causa da humildade de sua posição. Vivemos em liberdade, não somente em termos de vida política, mas também na vida cotidiana. (...) por mais tolerantes que sejamos nas relações particulares, recusamos absolutamente, nas questões públicas, fazer algo de ilegal – teríamos medo! Damos ouvidos àqueles que se sucedem nas magistraturas, às leis e especialmente àquelas criadas para proteger as vítimas (...).
Tucídides. História da Guerra do Peloponeso.

O regime de governo, referido por Tucídides, denominava-se, na Grécia antiga,  

A
Oligarquia.
B
Monarquia.
C
Tirania.
D
República.
E
Democracia.