Durante o século XVII, a Europa Ocidental presenciou mudanças políticas importantes na forma de organização dos Estados.
A centralização política do século XVI deu lugar à política absolutista.
Assinale a alternativa que define a política absolutista do século XVII de modo CORRETO.
Durante o século XVII, a Europa Ocidental presenciou mudanças políticas importantes na forma de organização dos Estados. A centralização política do século XVI deu lugar à política absolutista.
Assinale a alternativa que define a política absolutista do século XVII de modo CORRETO.
Gabarito comentado
Alternativa correta: A
Tema central: a questão trata da política absolutista (século XVII) — modelo de Estado moderno caracterizado pela concentração do poder nas mãos do monarca, pela formação de burocracias e pela articulação com setores sociais que legitimassem e financiassem essa centralização. Conhecimentos necessários: transformação dos Estados-nação modernos, mercantilismo, papel da burguesia e da nobreza.
Resumo teórico: o absolutismo buscou concentrar autoridade (legislativa, executiva e judiciária) no rei, criar aparelhos administrativos e fiscais permanentes e controlar exércitos profissionais. Ideologia do direito divino serviu para legitimar a autoridade, mas a sustentação prática vinha de uma administração centralizada e de alianças com grupos urbanos e mercantis interessados em estabilidade e mercados nacionais (ex.: França de Luís XIV, com Colbert; Prússia e monarquias ibéricas em menor grau).
Por que a alternativa A é correta: ela descreve com precisão os elementos centrais do absolutismo: poder concentrado no rei e em sua burocracia e apoio — muitas vezes — dos setores burgueses urbanos, que ganhavam com políticas mercantilistas, proteção comercial e centralização administrativa. Exemplos históricos: administração centralizada francesa e política econômica de Colbert.
Análise das alternativas incorretas:
B: embora o poder fosse personalizado no rei, a base social não eram os senhores feudais e camponeses — na verdade o absolutismo muitas vezes reduziu os privilégios senhoriais. Camponeses não eram classe de sustentação política do rei.
C: o absolutismo favoreceu exércitos permanentes e polícias estatais centralizadas, não milícias mercenárias ligadas à pequena nobreza; mercenários aparecem em fases anteriores ou em contextos específicos, não como traço definidor.
D: controle financeiro é correto como instrumento, mas o apoio social dos setores camponeses não define a base do regime — o apoio vinha mais da burguesia e da burocracia estatal.
E: a ideologia do poder divino existia, mas reduzir o absolutismo a uma aliança exclusiva entre clero e senhores feudais é impreciso; muitas monarquias absolutas centralizaram poder sobre o clero e limitaram autonomia feudal.
Dica de prova: busque palavras-chave como “concentração na figura do rei”, “burocracia”, “apoio da burguesia/mercadores” e desconfie de alternativas que apontem apoio majoritário de camponeses ou de milícias descentralizadas — são armadilhas comuns.
Fontes e referências sugeridas: estudo de casos — França (Luís XIV e Colbert), obras introdutórias sobre Estado Moderno e mercantilismo (manuais de História Moderna).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!





