A neuroética é uma área de pesquisa interdisciplinar que se concentra nas questões éticas levantadas pelo
entendimento cada vez maior acerca do cérebro e de nossa capacidade de monitorá-lo e influenciá-lo bem
como examina as questões éticas que emergem do entendimento cada vez mais aprofundado das bases
biológicas das ações e das escolhas éticas (ROSKIES, ADINA, 2016).
Diante dessa definição do campo da neuroética, marque a alternativa que NÃO apresenta um problema
especificamente neuroético.
A neuroética é uma área de pesquisa interdisciplinar que se concentra nas questões éticas levantadas pelo entendimento cada vez maior acerca do cérebro e de nossa capacidade de monitorá-lo e influenciá-lo bem como examina as questões éticas que emergem do entendimento cada vez mais aprofundado das bases biológicas das ações e das escolhas éticas (ROSKIES, ADINA, 2016).
Diante dessa definição do campo da neuroética, marque a alternativa que NÃO apresenta um problema especificamente neuroético.
Gabarito comentado
Alternativa correta: C
1. Tema central
A questão testa a identificação de problemas que pertencem especificamente à neuroética — ramo interdisciplinar que trata das implicações éticas do avanço no conhecimento e nas tecnologias sobre o cérebro (ex.: decodificação de pensamentos, intervenções que alteram memória, neuromarketing, drogas que afetam vontade e autonomia). Fonte referencial: Roskies (2016) e International Neuroethics Society.
2. Resumo teórico
Neuroética aborda dois núcleos: (a) ética das neurotecnologias (privacidade, consentimento, responsabilidade, identidade) e (b) implicações éticas do conhecimento neurobiológico sobre comportamento e tomada de decisão. Problemas que envolvem especificamente o cérebro ou tecnologias que o monitoram/intervêm são, portanto, neuroéticos.
3. Justificativa da alternativa C
C está correta porque o uso de seres humanos como cobaias em testes de produtos cosméticos é uma questão de ética em pesquisa humana / bioética e de regulamentação sanitária (ANVISA, normas de pesquisa clínica), mas não é, em si, um problema especificamente ligado ao cérebro ou a tecnologias neurais. Trata-se de ética experimental geral, não de neuroética.
4. Análise das demais alternativas (por que são neuroéticas)
A — Decodificação do conteúdo mental: claramente neuroético, pois envolve privacidade mental e tecnologias de leitura neural.
B — Neuromarketing que manipula decisões: neuroética porque usa conhecimento/tecnologias cerebrais para influenciar escolhas e afeta autonomia.
D — Preservação da identidade após intervenções neurológicas: problema clássico de neuroética (identidade pessoal, integridade do self).
E — Autonomia frente a drogas que induzem comportamentos estereotipados: envolve responsabilidade, livre-arbítrio e alteração do funcionamento cerebral — portanto neuroético.
5. Estratégia de prova
Procure a palavra “especificamente”: identifique se o problema depende do conhecimento/tecnologia do cérebro. Se for ética geral de pesquisa sem vínculo ao sistema nervoso, descarte como neuroética.
Resumo final: A alternativa C trata de ética em pesquisa humana/cosméticos, não de questões que surgem diretamente do entendimento ou intervenção no cérebro — por isso é a única que NÃO é especificamente neuroética.
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