O segmento faz menção ao contexto político e
social dos anos 1930.
Assinale a alternativa correta sobre esse
período.
O segmento faz menção ao contexto político e social dos anos 1930.
Assinale a alternativa correta sobre esse período.
Leia o segmento seguinte.
Também nos momentos históricos de
transição como o nosso, não é tão difícil
talvez combater os inimigos como desvendálos. De modo que não só para as pessoas mas
ainda para os Estados o fato de fixar um
inimigo é tão importante como para os
doentes o diagnóstico de um mal obscuro.
ATHAYDE, T. de. Educação e comunismo.
Citado em DUTRA, E. F. O ardil totalitário.
Imaginário político no Brasil dos anos 1930. 2. ed.
Belo Horizonte: UFMG, 2012. p. 43.
Leia o segmento seguinte.
Também nos momentos históricos de transição como o nosso, não é tão difícil talvez combater os inimigos como desvendálos. De modo que não só para as pessoas mas ainda para os Estados o fato de fixar um inimigo é tão importante como para os doentes o diagnóstico de um mal obscuro.
ATHAYDE, T. de. Educação e comunismo. Citado em DUTRA, E. F. O ardil totalitário. Imaginário político no Brasil dos anos 1930. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2012. p. 43.
Gabarito comentado
Resposta correta: E
Tema central: o trecho remete ao clima de transição política dos anos 1930 no Brasil — caracterizado por forte polarização e pela identificação do "inimigo" político (especialmente o comunismo), usada tanto por grupos de direita quanto pelo próprio Estado para legitimar medidas autoritárias.
Resumo teórico e contextual (essencial): após a Revolução de 1930, Getúlio Vargas buscou consolidar o poder num contexto de crise econômica e agitação social. Em 1935 houve a Intentona Comunista — tentativa de ação ligada ao PCB — que intensificou a perseguição anticomunista. Movimentos de inspiração fascista, como a Ação Integralista Brasileira (AIB) de Plínio Salgado, ganharam força e também alimentaram a retórica anti‑comunista. Em 1937, usando, entre outros pretextos, o Plano Cohen (falsificação que alegava um golpe comunista), Vargas instaurou o Estado Novo — regime autoritário que centralizou o poder e reprimiu adversários (incluindo comunistas e depois integralistas). Fontes básicas: Boris Fausto e Thomas Skidmore (histórias do Brasil republicano) e estudos sobre a AIB e o Plano Cohen (ver Dutra, citado no enunciado).
Por que E é correta: a década de 1930 foi realmente marcada por uma violenta campanha anticomunista, com prisões, fechamento de organizações de esquerda e censura, e contou com o apoio e a atuação de grupos integralistas que simbolizavam a oposição de matriz fascista ao comunismo. Esse quadro é bem documentado e concorda com a imagem de “inimigo” que aparece no trecho citado.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. Houve censura e cooptação de intelectuais, mas não houve um “esvaziamento” total da vida cultural; muitos artistas e intelectuais continuaram ativos e produziram crítica ou obras patrocinadas pelo Estado. A alternativa exagera e generaliza.
B — Incorreta. A Aliança Liberal não se consolidou em defesa de ampla autonomia oligárquica; o período caminhou, ao contrário, para maior centralização (culminando no Estado Novo). O tenentismo influenciou transformações e não foi simplesmente “esvaziado”.
C — Incorreta. Vargas conquistou apoio popular através de políticas trabalhistas reguladoras e de caráter corporativista (criação de leis de proteção e mecanismos de controle), não por flexibilização ou desregulamentação das relações de trabalho.
D — Incorreta. O golpe de 1937 instaurou um regime autoritário (Estado Novo), antidemocrático: não foi um governo constitucional que fortalecia o Legislativo ou mantinha plenos direitos civis.
Fontes sugeridas: Boris Fausto, História do Brasil; Thomas E. Skidmore, Brazil: Five Centuries of Change; estudos sobre a AIB e o Plano Cohen (ex.: Dutra, E. F.).
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