Questão ea81c202-b5
Prova:UESPI 2011
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Analisando o trecho: “Como leitores, interagimos com
o que lemos. Somos tocados pelas experiências de
leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências
pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa
identidade e também a construí-la”, podemos perceber
que o autor admite:
1) um leitor ativo, que dialoga com seus objetos de
leitura.
2) uma articulação entre o que lemos e nossas
vivências pessoais.
3) a leitura como um processo de recepção e de
construção.
Está(ão) correta(s):
Analisando o trecho: “Como leitores, interagimos com
o que lemos. Somos tocados pelas experiências de
leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências
pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa
identidade e também a construí-la”, podemos perceber
que o autor admite:
1) um leitor ativo, que dialoga com seus objetos de
leitura.
2) uma articulação entre o que lemos e nossas
vivências pessoais.
3) a leitura como um processo de recepção e de
construção.
Está(ão) correta(s):
TEXTO 2
A literatura nos ajuda a construir nossa
identidade
(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua
existência marcada pela coletividade de que faz parte e que
funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um
dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser
humano é compreender que leis e regras são essas, decidir
quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas
de modo a permitir que sua jornada individual tenha
identidade própria.
(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em
contato com a nossa história, o que nos dá a chance de
compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O
interessante, porém, é que essa “história” coletiva é
recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras
personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos
poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores,
interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas
experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas
vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa
identidade e também a construí-la.
(3) Como toda manifestação artística, a literatura
acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras,
constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes
a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos,
povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida
somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também
exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.
(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que
traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por
nos oferecer possibilidades de resposta a indagações
comuns a todos os seres humanos.
(5) Além disso, em diferentes momentos da história
humana, a literatura teve um papel fundamental: o de
denunciar a realidade, sobretudo quando setores da
sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo,
durante o período do regime militar no Brasil. Naquele
momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida
para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a
existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras,
mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e
livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos
ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e
social. Em resumo, a literatura permite também que
olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de
suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.
(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira –
tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna,
2005, pp., 10-11. Adaptado.)
TEXTO 2
A literatura nos ajuda a construir nossa
identidade
(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua
existência marcada pela coletividade de que faz parte e que
funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um
dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser
humano é compreender que leis e regras são essas, decidir
quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas
de modo a permitir que sua jornada individual tenha
identidade própria.
(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em
contato com a nossa história, o que nos dá a chance de
compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O
interessante, porém, é que essa “história” coletiva é
recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras
personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos
poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores,
interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas
experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas
vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa
identidade e também a construí-la.
(3) Como toda manifestação artística, a literatura
acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras,
constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes
a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos,
povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida
somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também
exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.
(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que
traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por
nos oferecer possibilidades de resposta a indagações
comuns a todos os seres humanos.
(5) Além disso, em diferentes momentos da história
humana, a literatura teve um papel fundamental: o de
denunciar a realidade, sobretudo quando setores da
sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo,
durante o período do regime militar no Brasil. Naquele
momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida
para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a
existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras,
mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e
livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos
ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e
social. Em resumo, a literatura permite também que
olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de
suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.
(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira –
tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna,
2005, pp., 10-11. Adaptado.)
A
1 apenas
B
2 apenas
C
3 apenas
D
2 e 3 apenas
E
1, 2 e 3
Gabarito comentado
L
Leonardo Lima Monitor com apoio de IA
Gabarito: E
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a correspondência direta entre cada afirmação e marcas explícitas do trecho destacado: “Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.” A formulação sustenta simultaneamente o leitor ativo, a articulação entre leitura e vivência pessoal e a leitura como processo de recepção que produz construção identitária, o que confirma o gabarito E.
Tema central: Interpretação textual
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, embora o item 1 esteja correto, a alternativa exclui indevidamente os itens 2 e 3. O trecho não para em “interagimos”; ele também afirma que as leituras “evocam nossas vivências pessoais” e “nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la”.
B
Errada
Está errada porque o item 2 é verdadeiro, mas não é o único. O trecho também admite o item 1, por meio de “interagimos com o que lemos”, e o item 3, por meio de “nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la”.
C
Errada
Está errada porque o item 3 está de fato no texto, mas os itens 1 e 2 também estão. “Interagimos” sustenta o leitor ativo, e “evocam nossas vivências pessoais” sustenta a articulação entre leitura e experiência pessoal.
D
Errada
Está errada porque, embora os itens 2 e 3 estejam corretos, a alternativa elimina sem base o item 1. O verbo “interagimos” basta para mostrar que o autor admite um leitor ativo, em relação de diálogo com o que lê.
E
Certa
A alternativa E está correta porque os três itens são sustentados pelo próprio trecho destacado. O item 1 decorre de “interagimos com o que lemos”, que apresenta o leitor como agente ativo diante do texto. O item 2 decorre de “evocam nossas vivências pessoais”, que liga a leitura à experiência do próprio leitor. O item 3 decorre da sequência “Somos tocados” e “nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la”, que mostra ao mesmo tempo recepção da leitura e efeito formador sobre a identidade.
Pegadinha da questão
A confusão real está em ler apenas uma parte do trecho e marcar alternativa parcial: ou ficar só em “interagimos” e ver apenas o item 1, ou reduzir “Somos tocados” ao plano emocional e não perceber que o texto acrescenta reflexão e construção identitária, sobretudo pelo valor aditivo de “também” em “também a construí-la”.
Dica para questões semelhantes
- Associe cada item da questão a uma expressão exata do texto antes de excluir alternativas.
- Quando o trecho traz verbos de ação do leitor, como “interagimos”, isso sinaliza participação ativa, não recepção passiva.
- Observe conectores e palavras de soma, como “também”, porque eles ampliam o sentido e podem validar mais de um item.
- Em interpretação textual, não é preciso teoria externa quando o próprio trecho já oferece as marcas decisivas.






