Questão e8e8a561-94
Prova:UNESP 2011
Disciplina:Atualidades
Assunto:Saúde, Questões Sociais, Atualidades do ano de 1994 ao ano de 2013
Em 2008, a Secretaria Estadual de Saúde e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, ambas do Rio de Janeiro, confirmaram um caso de dengue adquirida durante a gestação. A mãe, que havia adquirido dengue três dias antes do parto, deu à luz uma garotinha com a mesma doença. O bebê ficou internado quase um mês, e depois recebeu alta.
Pode-se afirmar corretamente que esse caso
Em 2008, a Secretaria Estadual de Saúde e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, ambas do Rio de Janeiro, confirmaram um caso de dengue adquirida durante a gestação. A mãe, que havia adquirido dengue três dias antes do parto, deu à luz uma garotinha com a mesma doença. O bebê ficou internado quase um mês, e depois recebeu alta.
Pode-se afirmar corretamente que esse caso
A
contradiz a hipótese de que a criança em gestação receba, por meio da barreira placentária, anticorpos produzidos pelo organismo materno.
B
contradiz a hipótese de que a dengue é uma doença viral, uma vez que pode ser transmitida entre gerações sem que haja a participação do Aedes aegypti.
C
confirma que a dengue é uma doença infecto-contagiosa, que só pode ser transmitida de pessoa para pessoa através de um vetor.
D
demonstra a possibilidade da transmissão vertical, de pessoa para pessoa, através do contato da pessoa sadia com secreções da pessoa doente.
E
demonstra a possibilidade de o vírus da dengue atravessar a barreira placentária, sem que seja necessária a presença de um vetor para sua transmissão.
Gabarito comentado
B
Bruno MartinsMonitor com apoio de IA
Gabarito: E
Fundamento decisivo: O dado decisivo é que a mãe havia adquirido dengue três dias antes do parto e a criança nasceu com a mesma doença; isso caracteriza transmissão vertical materno-fetal/perinatal e sustenta que, nesse episódio específico, o vírus atravessou a barreira placentária sem necessidade de vetor.
Tema central: Transmissão vertical da dengue
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque confunde dois fenômenos distintos: passagem de anticorpos maternos e passagem de agente infeccioso. O caso não contradiz a hipótese de transferência de anticorpos pela placenta.
B
Errada
Incorreta porque a natureza viral da dengue não depende de haver uma única via de transmissão. O fato de, neste caso, não haver participação do Aedes aegypti não nega que a dengue seja doença viral.
C
Errada
Incorreta porque afirma exclusividade indevida ao dizer que a dengue só pode ser transmitida de pessoa para pessoa através de um vetor. O próprio caso relatado mostra transmissão materno-fetal sem necessidade do vetor no episódio concreto.
D
Errada
Incorreta porque atribui a transmissão ao contato da pessoa sadia com secreções da pessoa doente, via que não aparece no enunciado. O caso descrito é de transmissão vertical associada à gestação/parto, não de contágio por secreções.
E
Certa
A alternativa E é a única compatível com o fato narrado. O enunciado descreve infecção materna na gestação, imediatamente antes do parto, seguida de nascimento de criança com dengue. Esse encadeamento evidencia transmissão vertical, e não transmissão vetorial no evento descrito. Por isso, o caso demonstra a possibilidade de o vírus da dengue atravessar a barreira placentária, sem que seja necessária a presença do Aedes aegypti naquele ato específico de transmissão.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre transmissão usual por vetor e transmissão vertical, além da falsa ideia de que a barreira placentária impediria absolutamente a passagem do vírus ou de que transmissão interpessoal aqui significaria contato com secreções.
Dica para questões semelhantes
- Se o enunciado liga infecção materna na gestação ou perto do parto à infecção do recém-nascido, o critério principal é transmissão vertical.
- Não confunda via de transmissão com natureza do agente: admitir via materno-fetal não deixa de caracterizar doença viral.
- Desconfie de alternativas com exclusividade absoluta, como "só pode", quando o próprio caso concreto mostra exceção.
- Separar anticorpos maternos de vírus evita erro: passagem de um não exclui, por si, a possibilidade de passagem do outro.






