Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito após o período da ditadura militar. Sua trajetória política se deu em Alagoas, onde era conhecido como “Caçador de Marajás”. Ao assumir a presidência, em 15 de março de 1990, anunciou medidas de cunho econômico, tais como:
Gabarito comentado
Resposta: Alternativa B
Tema central: medidas econômicas do governo Fernando Collor (1990) — o chamado "choque" do Plano Collor. É importante conhecer o contexto da hiperinflação no final dos anos 1980, a mudança de moedas (Cruzado Novo → Cruzeiro) e as políticas de abertura econômica e privatização adotadas.
Resumo teórico: Em março de 1990 o governo Collor aplicou um programa de choque com objetivos de controlar a inflação e abrir a economia. As medidas mais conhecidas foram: abertura comercial, redução de barreiras tarifárias, programa de privatizações, reintrodução do cruzeiro e o bloqueio (congelamento/confisco temporário) de parte dos saldos em contas correntes, poupança e aplicações financeiras acima de determinado valor. Essas ações combinavam liberalismo econômico com um forte caráter heterodoxo no uso do bloqueio monetário.
Fontes (para estudo): CPDOC/FGV – verbete "Fernando Collor"; BBC Brasil – cronologia do Plano Collor; literatura sobre história econômica do Brasil (ex.: autores como José Luís Fiori e Maria da Conceição Tavares para contexto crítico).
Por que a alternativa B está correta: ela descreve precisamente as medidas características do Plano Collor: fim do Cruzado Novo e retorno ao Cruzeiro, programa de privatizações e abertura de mercado, e o bloqueio/confisco de saldos acima de um limite (medida mais emblemática e polêmica do plano). Esses elementos identificam inequivocamente as ações inaugurais do governo Collor em 1990.
Análise das alternativas incorretas:
A — mistura medidas contraditórias e não corresponde ao Collor: não houve, como medida prioritária, “congelamento de salários e preços” (isso foi típico de outros planos); além disso a enumeração está desconexa com o choque de abertura e confisco central do Collor.
C — cita políticas sociais e mecanismos de indexação (seguro‑desemprego, gatilho salarial) que não foram a marca do início do governo Collor; essas são medidas de proteção social ou de correção salarial, contrárias ao perfil liberalizador do Plano Collor.
D — fala genericamente de redução de gastos e renegociação com o FMI; embora ajuste fiscal e relações com organismos externos sejam comuns, a alternativa não menciona o elemento central do Plano Collor — o bloqueio das aplicações — e ressalta medidas de caráter distinto (renegociação com FMI não foi a ação definidora de março/1990).
E — contém elementos próximos (privatizações e menos interferência), porém não registra o aspecto-chave do confisco/bloqueio e adiciona “corte nos benefícios sociais” e “alteração do cálculo da inflação”, que não caracterizam precisamente o pacote inicial de Collor.
Dica de resolução: ao identificar governantes e datas, acesse mentalmente o conjunto de medidas mais lembradas (no caso de Collor: confisco das contas + reabertura/privatizações). Palavras‑chave do enunciado como “confisco”, “Cruzado Novo” ou “privatização” indicam fortemente a resposta.
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