Questão b19efeae-e8
Prova:UFAC 2011
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A partir da afirmação de Paiva, podemos dizer que:

Em um artigo da Redação do site UOL, lemos:


     “O Dia Mundial Sem Carro foi comemorado pela primeira vez em 1998, na França. Com o tempo, a mobilização se estendeu por países europeus e chegou a outros continentes. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez em 2001.”

     Em entrevista ao UOL Ciência e Saúde, Lincoln Paiva (LP), coordenador no Brasil do Dia Mundial Sem Carro, afirma:

     “LP: O Dia Mundial Sem Carro é um dia para as pessoas pensarem em como elas poderiam contribuir com uma cidade mais sustentável sob o ponto de vista da mobilidade, não é um dia contra os automóveis. É possível planejar nossa mobilidade sem ter que depender do carro para tudo. Muitas pessoas utilizam o carro para fazer qualquer coisa, inclusive para realização de trajetos que poderiam ser feitos a pé. Outro fator é o status social: a maioria das pessoas tem o transporte público como coisa de pobre, o que não deveria ser uma verdade. O transporte coletivo serve para diminuir o trânsito da cidade; utilizado com inteligência, é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas.”


Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ ultimas-noticias/2010/09/22/para-ambi.

A
O Dia Mundial Sem Carro traz benefícios somente do ponto de vista ambiental.
B
O transporte coletivo é coisa de pobre.
C
As pessoas que têm carro preferem usá-lo somente quando necessário.
D
O Dia Mundial Sem Carro é uma tentativa de banir o automóvel de nossa sociedade.
E
Segundo o entrevistado, há necessidade de rever a opinião das pessoas em relação ao transporte público.

Gabarito comentado

A
Ana OliveiraMonitor com apoio de IA

Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo está no trecho em que Lincoln Paiva distingue a opinião social citada da sua própria դիրigência argumentativa: “Outro fator é o status social: a maioria das pessoas tem o transporte público como coisa de pobre, o que não deveria ser uma verdade.” A questão exige reconhecer essa rejeição explícita da visão depreciativa sobre o transporte público, da qual decorre a alternativa E.

Tema central: inferência textual fiel
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa reduz indevidamente o alcance dos benefícios. O texto não limita a questão ao meio ambiente; ao contrário, menciona “uma cidade mais sustentável sob o ponto de vista da mobilidade”, além de afirmar que o transporte coletivo “serve para diminuir o trânsito da cidade” e que, “utilizado com inteligência, é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas”. Portanto, há benefício de mobilidade e de qualidade de vida, não somente ambiental.
B
Errada
A alternativa atribui ao entrevistado uma opinião que ele apenas menciona para rejeitar. O trecho “a maioria das pessoas tem o transporte público como coisa de pobre, o que não deveria ser uma verdade” distingue claramente a crença social referida da posição de Lincoln Paiva. O entrevistado não afirma que isso seja verdade; ele critica essa visão.
C
Errada
A alternativa contradiz diretamente o texto. O entrevistado diz: “Muitas pessoas utilizam o carro para fazer qualquer coisa, inclusive para realização de trajetos que poderiam ser feitos a pé.” Isso exclui a ideia de uso do carro “somente quando necessário”, porque o texto descreve justamente uso excessivo e desnecessário.
D
Errada
A alternativa é incompatível com a negação explícita do entrevistado: “não é um dia contra os automóveis”. O texto defende reflexão sobre mobilidade e redução da dependência do carro, não banimento do automóvel da sociedade. A alternativa transforma uma crítica ao uso indiscriminado do carro em proposta de eliminação, o que o texto recusa.
E
Certa
A alternativa E é a única que retoma, de forma fiel, a posição do entrevistado sobre o transporte público. No texto, ele registra que muitas pessoas o associam a “coisa de pobre” e, em seguida, contesta essa avaliação ao afirmar que isso “não deveria ser uma verdade”. Assim, a ideia de rever a opinião das pessoas em relação ao transporte público está autorizada pelo trecho.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre relatar uma opinião social e defendê-la: o entrevistado menciona que muitos veem o transporte público como “coisa de pobre”, mas logo rejeita essa ideia; quem não percebe essa oposição tende a errar entre B e E.
Dica para questões semelhantes
  • Separe a opinião social mencionada da posição efetiva do enunciador; expressões de reprovação mostram quando o texto está contestando uma ideia.
  • Prefira a alternativa que parafraseia fielmente o texto e rejeite as que ampliam, restringem ou radicalizam o sentido expresso.
  • Quando houver negação explícita no texto, elimine de imediato a alternativa que afirme o contrário.
  • Não transforme diagnóstico de comportamento real em recomendação ideal: o texto distingue o que as pessoas fazem do que deveriam fazer.

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