Marque C, se a proposição é certo; E, se a proposição é errado.
A Patrística, primeiro período da História da Filosofia Medieval, apresentava como característica a adoção do Estoicismo e a rejeição do Neo-Platonismo.
A Patrística, primeiro período da História da Filosofia Medieval, apresentava como característica a adoção do Estoicismo e a rejeição do Neo-Platonismo.
Gabarito comentado
Alternativa correta: E — Errado
Tema central e relevância: a questão trata da Patrística (Pensamento dos Padres da Igreja) e da sua relação com as filosofias helenísticas — essencial para concursos porque exige distinguir influência filosófica de adoção doutrinária.
Resumo teórico progressivo: a Patrística (séculos II–V, base da Filosofia Medieval inicial) não consistiu em adotar um sistema filosófico puro, mas em dialogar e apropriar recursos de correntes gregas para articular a fé cristã. Entre essas correntes, o Neoplatonismo (Plotino e seguidores) teve papel central — forneceu conceitos metafísicos úteis (hierarquia do ser, o Uno, teoria da participação, explicação do mal como privação) que autores como Orígenes, Clemente e sobretudo Agostinho adaptaram. Já o Estoicismo ofereceu influências pontuais (ética ascética, noções de virtude, natural law), mas não foi a matriz explicativa dominante; muitas de suas posições (determinismo, concepção do mundo como logos imanente) conflitam com doutrinas cristãs como criação ex nihilo e liberdade moral.
Fontes e referências: ver F. Copleston, A History of Philosophy (vol. sobre filosofia patrística/medieval), Cambridge Companion to Augustine; artigos de referência em Encyclopaedia Britannica sobre "Patristics", "Neoplatonism" e "Stoicism".
Justificação do gabarito (por que é ERRADO): a afirmação é falsa porque inverte a relação histórica: a Patrística incorporou e reinterpretou amplamente elementos neoplatônicos, enquanto o estoicismo foi apenas uma influência secundária e frequentemente criticada. Portanto, não houve “adoção do Estoicismo e rejeição do Neoplatonismo”, mas, ao contrário, forte diálogo com o Neoplatonismo.
Dica para provas: desconfie de enunciados absolutos que invertam relações conhecidas (p. ex. “adoção X e rejeição Y”); identifique figuras-chave (Agostinho = influência neoplatônica) e vincule afirmações às doutrinas fundamentais (criação, mal, liberdade) para checar coerência.
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