Questão 9b32298d-b0
Prova:PUC-MINAS 2013
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Todas as alternativas apresentam pistas de que o enunciador constrói Marina como estrategista, EXCETO:
Todas as alternativas apresentam pistas de que o enunciador constrói Marina como estrategista, EXCETO:
Leia o texto abaixo e responda, em seguida, a questão.
O xadrez de Marina
SÃO PAULO — Eduardo Campos não é um "zero", como Ciro Gomes o chamou na sua tola e habitual
verborragia, tampouco é o estrategista político formidável, tal qual passou a ser pintado em Brasília após a
surpreendente filiação da ex-senadora Marina Silva ao seu PSB.
O governador de Pernambuco é um construtor de pontes, paciente e habilidoso, que consegue se manter como
interlocutor de quase todo o mundo, de Lula a Serra, de Bornhausen e Ronaldo Caiado a Marina. É um conciliador
que parece mais mineiro do que o próprio Aécio Neves.
É evidente que esses traços o ajudaram a se posicionar no momento em que Marina precisava achar uma saída
para o imbróglio em que se meteu ao não conseguir oficializar a tal Rede Sustentabilidade -- não se filiar a um
partido significaria abdicar totalmente da eleição presidencial; entrar numa sigla qualquer apenas para ser
candidata seria um gesto personalista que poderia arranhar a imagem da nova política, que Marina tanto cultiva.
Mas, na prática, o governador pernambucano foi um agente passivo nessa história toda. Se alguém anteviu
alguma coisa, foi Marina. A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma e ainda jogou
sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas em pouco tempo, ao deixar claro que, se o
governador não se viabilizar, ela pode concorrer.
No cenário anterior, Campos seria um vitorioso se terminasse a eleição presidencial do ano que vem com cerca de
15% dos votos. Atingiria seu objetivo de tornar-se um nome nacionalmente conhecido a fim de, quatro anos
depois, disputar a sucessão para valer.
Agora, após o empurrão da ex-senadora, se Campos não atingir esse patamar nos próximos meses, antes mesmo
de a campanha eleitoral começar, poderá ser forçado a abdicar da candidatura em favor de Marina.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rogeriogentile/2013/10/1354262-o-xadrez-de-marina.shtml. Acesso em: 10 out. 2013.
Leia o texto abaixo e responda, em seguida, a questão.
O xadrez de Marina
SÃO PAULO — Eduardo Campos não é um "zero", como Ciro Gomes o chamou na sua tola e habitual
verborragia, tampouco é o estrategista político formidável, tal qual passou a ser pintado em Brasília após a
surpreendente filiação da ex-senadora Marina Silva ao seu PSB.
O governador de Pernambuco é um construtor de pontes, paciente e habilidoso, que consegue se manter como
interlocutor de quase todo o mundo, de Lula a Serra, de Bornhausen e Ronaldo Caiado a Marina. É um conciliador
que parece mais mineiro do que o próprio Aécio Neves.
É evidente que esses traços o ajudaram a se posicionar no momento em que Marina precisava achar uma saída
para o imbróglio em que se meteu ao não conseguir oficializar a tal Rede Sustentabilidade -- não se filiar a um
partido significaria abdicar totalmente da eleição presidencial; entrar numa sigla qualquer apenas para ser
candidata seria um gesto personalista que poderia arranhar a imagem da nova política, que Marina tanto cultiva.
Mas, na prática, o governador pernambucano foi um agente passivo nessa história toda. Se alguém anteviu
alguma coisa, foi Marina. A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma e ainda jogou
sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas em pouco tempo, ao deixar claro que, se o
governador não se viabilizar, ela pode concorrer.
No cenário anterior, Campos seria um vitorioso se terminasse a eleição presidencial do ano que vem com cerca de
15% dos votos. Atingiria seu objetivo de tornar-se um nome nacionalmente conhecido a fim de, quatro anos
depois, disputar a sucessão para valer.
Agora, após o empurrão da ex-senadora, se Campos não atingir esse patamar nos próximos meses, antes mesmo
de a campanha eleitoral começar, poderá ser forçado a abdicar da candidatura em favor de Marina.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rogeriogentile/2013/10/1354262-o-xadrez-de-marina.shtml. Acesso em: 10 out. 2013.
A
O xadrez de Marina.
B
[...] significaria abdicar totalmente da eleição presidencial; [...]
C
A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma [...]
D
[...] e ainda jogou sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas [...]
Gabarito comentado
F
Fernanda Soares Monitor com apoio de IA
Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é distinguir marca discursiva de estratégia de mera descrição de cenário: o núcleo do texto está em “Se alguém anteviu alguma coisa, foi Marina. A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma e ainda jogou sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas em pouco tempo”, porque aí aparecem antecipação, protagonismo e movimento calculado; por contraste, em B há apenas “não se filiar a um partido significaria abdicar totalmente da eleição presidencial”, que expressa consequência contextual, não pista de que Marina seja construída como estrategista.
Tema central: pistas de estratégia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como resposta porque “O xadrez de Marina” é, sim, pista de construção de Marina como estrategista. O título aciona metaforicamente o campo do jogo de cálculo, previsão e movimentação tática, enquadrando a leitura de sua atuação como estratégica.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque o trecho indicado não atribui a Marina ação intencional, cálculo político nem condução de jogada. Ele apenas explicita o efeito de uma hipótese: se não se filiasse a um partido, ficaria fora da disputa presidencial. Isso descreve uma restrição do cenário eleitoral, não um traço discursivo de estrategista.
C
Errada
Está errada como resposta porque “A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma” atribui a Marina protagonismo ativo no cenário político. O verbo “criou” marca iniciativa e intervenção relevante, o que sustenta sua imagem de agente estratégica.
D
Errada
Está errada como resposta porque “e ainda jogou sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas” apresenta um movimento de transferência de pressão política para Campos. O verbo “jogou”, nesse contexto, reforça a ideia de ação calculada e manobra tática.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre trecho que fala da situação de Marina e trecho que efetivamente a constrói como estrategista. B menciona um impasse eleitoral dela, mas não traz antecipação, protagonismo nem cálculo.
Dica para questões semelhantes
- Separe descrição de contexto de marca textual de atuação estratégica.
- Considere o título como elemento de orientação de sentido, não como enfeite.
- Observe o peso semântico dos verbos: “anteviu”, “criou” e “jogou” constroem iniciativa e cálculo.
- Não trate toda menção à personagem como prova da imagem pedida no comando.






