Questão 92559199-12
Prova:UNICENTRO 2011
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Poeta
O poeta nasce no poema,
Inventa-se em palavras.
KOLODY, Helena. Viagem no espelho e vinte e um poemas inéditos. Curitiba: Criar Edições. p. 77.
Esses versos sugerem que
Poeta
O poeta nasce no poema,
Inventa-se em palavras.
KOLODY, Helena. Viagem no espelho e vinte e um poemas inéditos. Curitiba: Criar Edições. p. 77.
Esses versos sugerem que
O poeta nasce no poema,
Inventa-se em palavras.
KOLODY, Helena. Viagem no espelho e vinte e um poemas inéditos. Curitiba: Criar Edições. p. 77.
Esses versos sugerem que
A
a voz lírica tem sua existência dentro da própria poesia.
B
a poesia, embora abstrata, faz parte do cotidiano do eu lírico.
C
a poesia é feita de palavras que expressam o sentimento do próprio criador.
D
a existência da poesia é absoluta, não depende da experiência individual de quem a escreve.
E
o eu lírico, ao se comprometer com a realidade poética, torna-se um ser sem existência própria.
Gabarito comentado
B
Bruno Rodrigues Monitor com apoio de IA
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a metáfora central dos versos: “O poeta nasce no poema, Inventa-se em palavras.” Ela indica que a constituição do poeta ocorre no espaço da linguagem poética, o que orienta a leitura para a alternativa que associa sua existência ao próprio poema.
Tema central: voz poética e linguagem
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A traduz com fidelidade a ideia central dos versos. “Nasce no poema” indica que a existência do poeta é apresentada no espaço do poema, e “inventa-se em palavras” reforça que essa existência se constrói pela linguagem. Trata-se de uma paráfrase autorizada do texto, sem acrescentar cotidiano, sentimentos do autor real, independência absoluta da poesia ou apagamento do sujeito.
B
Errada
Está errada porque introduz a ideia de cotidiano, mas os versos não mencionam vida cotidiana nem relação da poesia com o dia a dia do eu lírico. O texto fala da constituição do poeta no poema e nas palavras; levar isso para o cotidiano é extrapolação sem base textual.
C
Errada
Está errada porque troca a ideia de autoconstrução pela linguagem pela noção de expressão sentimental do criador. Os versos dizem que o poeta “inventa-se em palavras”, não que a poesia expresse os sentimentos do próprio autor. A alternativa ainda desloca o foco para o criador real, quando o texto opera no plano da figura poética construída no poema.
D
Errada
Está errada porque afirma autonomia absoluta da poesia em relação a quem a escreve, mas os versos fazem justamente uma vinculação entre poeta, poema e palavras. Se o poeta “nasce no poema” e “inventa-se em palavras”, sua constituição está ligada a essa experiência de linguagem, e não separada dela.
E
Errada
Está errada porque transforma constituição em anulação. Os verbos “nasce” e “inventa-se” indicam surgimento e construção de si no plano poético, não perda total de existência própria. A alternativa radicaliza indevidamente a metáfora e cria um sentido de desaparecimento que o texto não autoriza.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre constituição da voz poética no poema e outras leituras indevidas: expressão de sentimentos do autor, inexistência total do sujeito fora da poesia, cotidiano do eu lírico ou autonomia absoluta da poesia.
Dica para questões semelhantes
- Quando o verso usa metáfora como “nasce” e “inventa-se”, verifique se o sentido é simbólico, não literal.
- Prefira a alternativa que parafraseia o texto com fidelidade e elimine as que acrescentam ideias não mencionadas.
- Distingua sujeito poético de autor real quando a alternativa falar em sentimento do criador ou dado biográfico.






