Nesse trecho, o personagem Mestre Amaro, um dos protagonistas de Fogo morto, revela-se para o leitor como um
Nesse trecho, o personagem Mestre Amaro, um dos protagonistas de Fogo morto, revela-se para o leitor como um
Para responder à questão, considere o texto abaixo.
− É o que lhe digo, seu Laurentino. Você mora na vila. Soube valorizar o seu ofício. A minha desgraça foi esta história de bagaceira. É verdade que senhor de engenho nunca me botou canga. Vivo nesta casa como se fosse dono. Ninguém dá valor a oficial de beira de estrada. Se estivesse em Itabaiana, estava rico. Não é lastimar, não. Ninguém manda no mestre José Amaro. Aqui moro para mais de trinta anos.
(José Lins do Rego. Fogo morto. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. p. 32)
Para responder à questão, considere o texto abaixo.
− É o que lhe digo, seu Laurentino. Você mora na vila. Soube valorizar o seu ofício. A minha desgraça foi esta história de bagaceira. É verdade que senhor de engenho nunca me botou canga. Vivo nesta casa como se fosse dono. Ninguém dá valor a oficial de beira de estrada. Se estivesse em Itabaiana, estava rico. Não é lastimar, não. Ninguém manda no mestre José Amaro. Aqui moro para mais de trinta anos.
(José Lins do Rego. Fogo morto. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. p. 32)
Gabarito comentado
Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é semântico-textual: a autocaracterização de Mestre José Amaro combina autonomia pessoal e dependência socioeconômica. Isso aparece em “Você mora na vila. Soube valorizar o seu ofício. [...] É verdade que senhor de engenho nunca me botou canga. Vivo nesta casa como se fosse dono. [...] Ninguém manda no mestre José Amaro.”, de modo que o gabarito é a alternativa que reúne liberdade relativa e dependência estrutural.
- Quando o personagem se define pela própria fala, extraia primeiro os traços explícitos dessa autocaracterização antes de aceitar rótulos das alternativas.
- Se a alternativa acrescenta profissão, posição social ou passado não mencionado no excerto, elimine-a por extrapolação.
- Observe expressões comparativas como “como se fosse”: elas podem sugerir aparência ou condição relativa, não fato literal.
- Em questões de interpretação, una os indícios que parecem tensionados no texto; aqui, liberdade pessoal e dependência material coexistem.






