Dom Pedro Casaldáliga, padre espanhol radicado na região de São Félix do Araguaia, é representativo de uma poética que,
engajada, encoraja a luta contra o silêncio e a dominação, como exemplifica o texto Dá-nos a tua paz!, de Cantigas menores, obra
publicada em 1979.
Dá-nos, Senhor, aquela Paz estranha
que brota em plena luta
como uma flor de fogo;
que rompe em plena noite
como um canto escondido;
que chega em plena morte
como beijo esperado.
Dá-nos a Paz dos que caminham sempre,
nus de toda vantagem,
vestidos pelo vento da Esperança.
Aquela Paz dos Pobres,
vencedores do medo.
Aquela Paz dos Livres,
amarrados à vida.
A Paz que se partilha na igualdade,
como a água e a Hóstia.
Aquela Paz do Reino, que vem vindo,
inviável e certo.
Dá-nos a Paz, a outra Paz, a tua,
Tu que és nossa Paz!
Em relação ao sentido da expressão aquela Paz estranha, primeiro verso, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as
falsas.
( ) Limita-se ao conceito de paz interior, individual, intransferível.
( ) É concedida ao homem, gratuitamente, como bênção divina.
( ) Emerge da revolução, vez que brota em plena luta.
( ) É flor de fogo que, necessária, ilumina, dá brilho, dá vida.
( ) É diferente, porque vem da luta e não da prece.
Assinale a seqüência correta.
Dom Pedro Casaldáliga, padre espanhol radicado na região de São Félix do Araguaia, é representativo de uma poética que, engajada, encoraja a luta contra o silêncio e a dominação, como exemplifica o texto Dá-nos a tua paz!, de Cantigas menores, obra publicada em 1979.
Dá-nos, Senhor, aquela Paz estranha
que brota em plena luta
como uma flor de fogo;
que rompe em plena noite
como um canto escondido;
que chega em plena morte
como beijo esperado.
Dá-nos a Paz dos que caminham sempre,
nus de toda vantagem,
vestidos pelo vento da Esperança.
Aquela Paz dos Pobres,
vencedores do medo.
Aquela Paz dos Livres,
amarrados à vida.
A Paz que se partilha na igualdade,
como a água e a Hóstia.
Aquela Paz do Reino, que vem vindo,
inviável e certo.
Dá-nos a Paz, a outra Paz, a tua,
Tu que és nossa Paz!
Em relação ao sentido da expressão aquela Paz estranha, primeiro verso, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as
falsas.
( ) Limita-se ao conceito de paz interior, individual, intransferível.
( ) É concedida ao homem, gratuitamente, como bênção divina.
( ) Emerge da revolução, vez que brota em plena luta.
( ) É flor de fogo que, necessária, ilumina, dá brilho, dá vida.
( ) É diferente, porque vem da luta e não da prece.
Assinale a seqüência correta.
Gabarito comentado
Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a leitura contextual de "aquela Paz estranha" a partir do poema, especialmente de "que brota em plena luta" e de "A Paz que se partilha na igualdade". Esses trechos orientam a interpretação da expressão como uma paz paradoxal, ligada à luta, à partilha e à dimensão coletiva, o que sustenta a sequência F, F, V, V, V.
- Fixe o sentido da expressão pedida pelas imagens que a cercam, não por uma ideia abstrata da palavra isolada.
- Quando o texto traz marcas como "dos Pobres", "dos Livres" e "se partilha na igualdade", descarte leituras puramente individualistas.
- Desconfie de alternativas que acrescentam termos não formulados no texto, como "gratuitamente", se isso muda o alcance do sentido.
- Em poemas com paradoxos, leia "estranha" como qualificação contextual da experiência, não como traço automaticamente negativo.






