Em seu ensaio Desumanização da arte, onde estuda as mudanças profundas que a arte experimenta em
nossos dias, Ortega y Gasset propõe este paradoxo: a arte atual é aquela que não existe. Com essa frase
contundente, mas que é mais que um simples jogo de palavras, o pensador espanhol chama a atenção
para o fato de que as manifestações artísticas contemporâneas estão desligadas do passado”. (NUNES, B.
Introdução à filosofia da arte. 5 ed. São Paulo: Ática, 2002.)
Qual das alternativas abaixo NÃO caracteriza o paradoxo acima enunciado?
Em seu ensaio Desumanização da arte, onde estuda as mudanças profundas que a arte experimenta em nossos dias, Ortega y Gasset propõe este paradoxo: a arte atual é aquela que não existe. Com essa frase contundente, mas que é mais que um simples jogo de palavras, o pensador espanhol chama a atenção para o fato de que as manifestações artísticas contemporâneas estão desligadas do passado”. (NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. 5 ed. São Paulo: Ática, 2002.)
Qual das alternativas abaixo NÃO caracteriza o paradoxo acima enunciado?
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central — o que entender: Ortega y Gasset, em La deshumanización del arte (1925), descreve a arte moderna como autônoma, desvinculada do passado e progressivamente “desumanizada” — isto é, voltada à forma, à experimentação e muitas vezes incompreensível ao grande público. O paradoxo “a arte atual é aquela que não existe” sublinha a ideia de que a arte contemporânea rompe estilos históricos e está sempre “renascendo”. (Fonte: Ortega y Gasset; Nunes, Introdução à filosofia da arte, 2002.)
Por que a alternativa D NÃO caracteriza o paradoxo: A opção D desloca o foco para uma explicação causal exclusiva — as mudanças seriam consequência direta e central da revolução industrial — e afirma que, por isso, devemos buscar categorias internamente nas obras. Ortega relaciona modernidade, especialização e ruptura com o passado, mas não reduz a transformação estética primariamente à revolução industrial nem faz dessa redução o núcleo do seu paradoxo. Logo, D introduz uma causa histórica restrita que não corresponde ao argumento principal de Ortega — por isso é a resposta que NÃO o caracteriza.
Análise das demais alternativas (por que caracterizam o paradoxo):
A — Corresponde: destaca a perda de vínculo com o passado e a sensação de uma arte sempre “nascente”, condizente com o paradoxo.
B — Corresponde: Ortega observa o caráter experimental e programático da arte moderna, inclusive a produção de teorias e manifestos em vez de obras tradicionais.
C — Corresponde em grande parte: fala da emancipação da obra das condicionantes morais/religiosas e da crescente autonomia estética — aspecto central na tese de desumanização (embora Ortega veja isso também como exclusão do público).
E — Corresponde: relaciona desumanização à abstração e à perda de ligação com o público — formulação próxima ao diagnóstico orteguiano.
Dica prática para provas: ao responder, procure a tese central do autor (ruptura/autonomia/desumanização). Desconfie de alternativas que introduzem causas muito específicas ou palavras que não aparecem na argumentação do autor (ex.: “revolução industrial” como causa exclusiva) — geralmente são armadilhas.
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