Uma informação possível de se concluir da leitura do
texto é:
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no 33.º dia, no 66.º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso, a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no 33.º dia, no 66.º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso, a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Gabarito comentado
Tema central: Esta questão exige do candidato interpretação de texto, com ênfase na identificação de informações implícitas, ou seja, aquelas que não estão explicitamente escritas, mas podem ser inferidas pela análise cuidadosa do contexto.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A (“O Facebook realizou experimentos psicológicos sem o consentimento de seus usuários.”) é a correta, pois o texto afirma que “O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário.”
Note o contraste indicado pela palavra diferença: enquanto o experimento da ONG é voluntário, o do Facebook não foi. Por inferência, entende-se que o consentimento prévio não foi dado aos usuários do Facebook, ou não com o mesmo critério de voluntariedade. Esta habilidade de leitura — captar o que o texto sugere, e não só o que explicita — é destacada por autores como Bechara e Cunha & Cintra ao tratarem de compreensão e inferência lexical e semântica.
Análise das alternativas incorretas:
B) Afirma que os usuários se sentem mais felizes longe do Facebook. Errado: O texto fala do objetivo de MEDIR a felicidade, mas NÃO afirma o resultado dos testes.
C) Supõe que o propósito é criar nova rede social. Errado: O texto não menciona esse objetivo em nenhum momento.
D) Associa uso do Facebook a perturbações psicológicas. Errado: Não há relação direta no texto entre tempo de uso e perturbação psicológica, apenas se menciona o uso médio diário e o questionamento sobre atividades mais proveitosas.
E) Diz que felicidade independe de estado emocional. Errado: Esta informação não aparece e contradiz a própria base dos estudos sobre felicidade.
Dica para provas:
Atente-se a palavras como diferença, contraste, no entanto, pois sinalizam oposição e podem ser a chave para inferências corretas.
Conclusão: A interpretação adequada do contraste entre o experimento voluntário da ONG e o experimento do Facebook permite deduzir, com base em informações implícitas, que a alternativa A é de fato a mais correta.
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