Sobre a perspectiva da teoria do conhecimento, mais
especificamente o racionalismo, pode-se inferir verdade em
Gabarito comentado
Alternativa correta: B
Tema central: teoria do conhecimento — racionalismo. É importante distinguir o papel da razão e dos sentidos na obtenção de verdades: o racionalismo prioriza a razão e ideias que podem ser conhecidas de forma certa independentemente (ou em grau maior) das impressões sensoriais.
Resumo teórico: os racionalistas clássicos (Descartes, Spinoza, Leibniz) sustentam que existem verdades alcançáveis por meio da razão pura, com destaque para ideias inatas e proposições apodícticas. O exemplo paradigmático é o "cogito" descartiano — o ato de pensar mostra, de modo indubitável, a existência do sujeito pensante (René Descartes, Meditações). Para leituras contemporâneas, veja também a Stanford Encyclopedia of Philosophy (entrada "Rationalism").
Justificativa da alternativa B: B afirma que o ato de pensar é indubitável e, portanto, garante a existência do ser. Isso corresponde diretamente ao princípio cartesiano do "cogito, ergo sum": a consciência do pensamento é prova imediata e segura da existência do eu pensante — posição central do racionalismo sobre a certeza epistemológica.
Análise das alternativas incorretas:
A — "As experiências sensíveis estão passíveis de várias interpretações..." Comentário: embora sensações possam ser interpretadas, essa observação é típica do empirismo e não expressa a tese central do racionalismo. Além disso, a frase é genérica e não aponta a prioridade da razão.
C — "A origem do racionalismo repousa na ideia da impossibilidade de produção de conhecimento." Comentário: falso. O racionalismo nasce justamente na confiança de que a razão pode produzir conhecimento verdadeiro; não nega a possibilidade do conhecimento, antes a fundamenta na razão.
D — "As experiências sensíveis ... constituem elemento essencial à busca de verdades absolutas." Comentário: contraria o núcleo do racionalismo, que não atribui às experiências sensoriais o papel decisivo na apreensão das verdades necessárias e universais.
E — "Nada vem à mente sem que antes tenha passado pelos órgãos de sentidos." Comentário: é a fórmula do empirismo (p.ex. John Locke), não do racionalismo. Os racionalistas admitem ideias inatas e capacidades racionais que não se reduzem à experiência sensorial.
Dica de interpretação: busque termos-chave — "indubitável", "razão", "inato", "apodíctico" indicam racionalismo; expressões como "órgãos de sentidos", "impressões sensoriais" apontam para o empirismo. Pegadinhas costumam inverter essas polaridades.
Fontes recomendadas: Meditações de René Descartes; Stanford Encyclopedia of Philosophy — entradas sobre Rationalism e Epistemology.
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