No sistema hegeliano, a racionalidade não é mais um
modelo a ser aplicado, mas é o próprio tecido do real
e do pensamento. O mundo é a manifestação da ideia,
o real é racional, e o racional é o real.
Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o kantismo.
Endereçou a todos a mesma crítica, a de não terem
compreendido o que há de mais fundamental e essencial à
razão: o fato de ela ser histórica. Com base nessa
afirmação, assinale o que for correto.
Gabarito comentado
Resposta correta: Certo (C)
Tema central: trata-se da ideia hegeliana de que a razão não é um dado atemporal ou uma mera ferramenta externa, mas algo que se desenvolve historicamente. Compreender isso exige conhecer a noção hegeliana de razão, dialecticidade e a afirmação clássica: "o real é racional, e o racional é o real".
Resumo teórico (claro e progressivo): Hegel rompe com o inatismo (idéias fixas já presentes na mente), o empirismo (conhecimento reduzido aos sentidos) e com leituras estáticas do kantismo. Para Hegel, a razão realiza‑se ao longo da história: as ideias amadurecem, entram em contradição e superação (dialética), transformando instituições, cultura e consciência. Assim, a racionalidade é immanente ao real — não um modelo aplicado de fora, mas o "tecido" constitutivo do mundo.
Fonte relevante: Hegel, Prefácio de Elementos da Filosofia do Direito (Grundlinien/Elements, 1820‑21) — frase-chave: “What is real is rational; and what is rational is real.” Ver também: Fenomenologia do Espírito (1807) para a noção de desenvolvimento histórico da consciência.
Justificativa da alternativa correta: A assertiva afirma exatamente o núcleo hegeliano: a razão histórica e a identidade entre racionalidade e realidade. Dizer que “o mundo é a manifestação da ideia” e que “o real é racional” condiz com a ontologia idealista de Hegel, segundo a qual a Idea (Ideal) realiza‑se na natureza e na história. Portanto, a afirmação é verdadeira.
Por que a alternativa E – Errado é incorreta: Negá‑la seria ignorar a tese hegeliana central sobre a historicidade da razão e sobre a imbricação entre pensamento e realidade — justamente o ponto que Hegel enfatiza ao criticar inatismo, empirismo e leituras kantianas estáticas.
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