A identificação entre razão e história conduz Hegel a
desenvolver uma concepção materialista da história e
da realidade, negando entre ambas a possibilidade de
uma relação dialética.
Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o kantismo.
Endereçou a todos a mesma crítica, a de não terem
compreendido o que há de mais fundamental e essencial à
razão: o fato de ela ser histórica. Com base nessa
afirmação, assinale o que for correto.
Gabarito comentado
Alternativa correta: E — Errado
Tema central: a afirmação trata da relação que Hegel estabelece entre razão e história, e equivoca essa posição atribuindo-lhe um materialismo e a negação da dialética. Resolver exige diferenciar o hegelianismo idealista do materialismo (marxista) e reconhecer o papel central da dialética em Hegel.
Resumo teórico curto: Para Hegel, a razão é histórica — a razão realiza-se progressivamente na história; a realidade é, na sua leitura, expressão do Espírito (Geist) que se auto-consciencializa. Isso é um quadro idealista, não materialista. A dialética é o método hegeliano fundamental: contradições e suas resoluções impulsionam o avanço histórico e racional.
Por que a afirmação é errada:
- Hegel não desenvolve uma concepção materialista da história: ele interpreta a história como manifestação do Espírito absoluto — uma explicação idealista da realidade histórica (ver Fenomenologia do Espírito; Leções sobre a Filosofia da História).
- Ao contrário de negar a dialética, Hegel a coloca no centro: a história avança por contradições e suas sínteses; há, portanto, uma relação dialética entre razão e realidade histórica.
- A confusão comum vem de Marx, que apropria a dialética hegeliana mas a "inverte" em chave materialista; atribuir a Marx a posição de Hegel é uma pegadinha frequente em questões.
Estratégia para provas: ao ver termos como materialista vs idealista, pare e identifique a tradição: Hegel = idealismo dialético; Marx = materialismo histórico. Procure palavras-chave: se o item afirma negação da dialética ou materialismo para Hegel, provavelmente está errado.
Fontes recomendadas: G. W. F. Hegel, Fenomenologia do Espírito; Hegel, Leçons sur la Philosophie de l'Histoire; introduções críticas a Hegel (ex.: Charles Taylor, Robert Stern) para leitura secundária.
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