Destaca-se, nas teorias da imaginação, a relação da
imagem com a analogia, isto é, a produção da
semelhança no dessemelhante, tal como ocorre nas
metáforas.
A faculdade de imaginar tem, na história da Filosofia,
diferentes acepções. Para os intelectualistas, é uma forma
enfraquecida da percepção e, por isso, deformadora da
realidade. Para o Romantismo alemão, ao contrário, é a
faculdade artística por excelência, colocada acima da
razão e do entendimento. Com base na afirmação acima,
assinale o que for correto.
Gabarito comentado
Resposta: C — Certo
Tema central: a função da imaginação na filosofia e sua relação com a analogia — isto é, como imagens criam semelhanças entre o que é diferente (métforas).
Resumo teórico progressivo: a imaginação é entendida de modos distintos: para correntes mais “intelectualistas” ou racionalistas/empiristas, ela seria uma versão atenuada da percepção sensorial (portanto suscetível de erro); para o Romantismo alemão (ex.: Novalis, Schlegel, Schelling) ela se eleva como faculdade criativa que estabelece intuições estéticas e simbólicas superiores à mera razão analítica. Em teoria da imagem e da linguagem, a imaginação opera por analogia — produz semelhanças no dessemelhante — fundamento da metáfora e da criação simbólica (ver Stanford Encyclopedia of Philosophy, entry “Imagination”; Encyclopaedia Britannica, “Romanticism”).
Por que a alternativa C está correta: a afirmação central — que nas teorias da imaginação destaca‑se a relação entre imagem e analogia (produção de semelhança no dessemelhante) como em metáforas — descreve com precisão o papel atribuído à imaginação na estética e na teoria literária e filosófica. A metáfora é exemplo paradigmático dessa operação cognitiva: ela conecta termos diferentes por semelhança imaginativa, mostrando exatamente a função analógica indicada.
Observação sobre a alternativa E: classificá‑la como “Errado” seria negar a função analógica da imaginação tal como descrita nas tradições filosóficas e nas teorias da linguagem; isso conflita com a bibliografia clássica e contemporânea sobre o tema.
Dica de prova: identifique palavras‑chave — “analogia”, “semelhança no dessemelhante”, “metáforas”. Se o enunciado vincula imaginação a operações metafóricas e simbólicas, favoreça a resposta que reconheça essa relação. Evite confundir imaginação apenas com erro perceptivo — isso é só uma perspectiva entre muitas.
Fontes sugeridas: Stanford Encyclopedia of Philosophy (entry “Imagination”); Encyclopaedia Britannica (entries on “Imagination” e “Romanticism”).
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