Questão 33680c60-e0
Prova:UEM 2010
Disciplina:Filosofia
Assunto:

Através da literatura e das artes cênicas, a experiência artística não se vale do papel produtivo da imaginação, já que utiliza exclusivamente a gramática da linguagem, os conceitos e a razão prática instrumental.

A faculdade de imaginar tem, na história da Filosofia, diferentes acepções. Para os intelectualistas, é uma forma enfraquecida da percepção e, por isso, deformadora da realidade. Para o Romantismo alemão, ao contrário, é a faculdade artística por excelência, colocada acima da razão e do entendimento. Com base na afirmação acima, assinale o que for correto

C
Certo
E
Errado

Gabarito comentado

M
Manuela Cardoso Monitor do Qconcursos

Resposta: E — Errado

Tema central: trata-se da função da imaginação na arte e na filosofia. A questão exige reconhecer que a afirmação — de que literatura e artes cênicas não se valem do papel produtivo da imaginação e usam exclusivamente gramática, conceitos e razão instrumental — é falsa.

Resumo teórico curto e progressivo: historicamente, a imaginação foi vista de modos diversos: alguns filósofos a consideraram degradada em relação à percepção ou ao intelecto; outros (especialmente no Romantismo alemão) a celebraram como faculdade criadora e estética. Autores como Kant (Crítica do Julgamento) mostram que a imaginação tem papel mediador na síntese sensível e na criação do juízo estético. Românticos como Schlegel e Novalis colocaram a imaginação como princípio gerador da obra de arte.

Por que a alternativa “Errado” é a correta: as artes literárias e cênicas dependem decisivamente da imaginação — tanto do criador (escritor, dramaturgo, ator, diretor) quanto do receptor (leitor, espectador). A experiência estética envolve imagens, metáforas, simbolismos e invenção formal que não se reduzem a uma aplicação puramente conceitual ou instrumental da linguagem. Dizer que as artes usam exclusivamente gramática, conceitos e razão prática é negligenciar a capacidade produtiva e formadora da imaginação, essencial para significado, invenção de mundos possíveis e empatia estética.

Exemplo prático: um poema constrói imagens que não se explicam só por regras gramaticais; uma cena teatral convoca a imaginação do espectador para completar espaços, emoções e intenções — elemento central da experiência dramática.

Fontes e leituras recomendadas: Immanuel Kant, Crítica do Juízo (sobre imaginação e estética); textos de Friedrich Schlegel e Novalis (Romantismo alemão); manuais de estética ou história da filosofia da arte.

Dica de prova: palavras absolutas como “exclusivamente” costumam indicar alternativa errada. Procure relacionar termos técnicos (imaginação produtiva versus razão instrumental) ao contexto filosófico indicado no enunciado.

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