Gaston Bachelard desprezou o papel da imaginação
criadora, pois, fundamentalmente, o mundo deve ser
objeto da experiência empírica.
A faculdade de imaginar tem, na história da Filosofia,
diferentes acepções. Para os intelectualistas, é uma forma
enfraquecida da percepção e, por isso, deformadora da
realidade. Para o Romantismo alemão, ao contrário, é a
faculdade artística por excelência, colocada acima da
razão e do entendimento. Com base na afirmação acima,
assinale o que for correto.
Gabarito comentado
Resposta: E — Errado
Por que: a afirmação está incorreta porque atribui a Gaston Bachelard uma postura que ele não teve. Ao contrário de desprezar a imaginação criadora, Bachelard valorizou profundamente o papel da imaginação — tanto poética quanto científica — no conhecimento.
Resumo teórico essencial: Bachelard (obras relevantes: La formation de l'esprit scientifique, 1938; Le nouvel esprit scientifique, 1934; La poétique de l'espace, 1958) critica um empirismo ingênuo e mecanicista e propõe que a ciência e a criação poética envolvem rupturas epistemológicas e imagens que transformam a experiência. Para ele, a imaginação não é simples ilusão: é força formatadora de imagens e conceitos que orientam a investigação e a sensibilidade.
Razão prática: a frase afirma que Bachelard desprezou a imaginação porque privilegiava a experiência empírica. Na verdade, ele criticou a primazia acrítica da experiência sensorial, defendendo que o pensamento científico usa imagens poéticas e operações imaginativas para criar conceitos e reorganizar os dados da experiência.
Estrategia de prova: ao ler afirmações sobre autores, procure termos absolutos (como “desprezou”). Relacione o enunciado às obras ou posições-chave do autor. Se conhece títulos/teses centrais (no caso, Bachelard e a valorização do imaginário nas ciências e na poética), descarte a sentença.
Fonte para consulta rápida: Gaston Bachelard — La formation de l'esprit scientifique; La poétique de l'espace. Textos acadêmicos e resumos em filosofia da ciência confirmam sua ênfase na imaginação como componente criador do pensamento científico.
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