Questão 3358fb77-e0
Prova:UEM 2010
Disciplina:Filosofia
Assunto:

A Filosofia utilitarista de Jeremy Bentham acredita que a felicidade é uma quimera, uma utopia que jamais será alcançada pelos homens.

O tema felicidade aparece na história da Filosofia em muitos momentos, sendo objeto de reflexão em sistemas filosóficos, os quais lhe atribuem concepções diferentes. Com relação à afirmação acima, assinale o que for correto

C
Certo
E
Errado

Gabarito comentado

M
Manuela Cardoso Monitor do Qconcursos

Resposta correta: E — Errado.

Tema central: a questão avalia a compreensão da concepção utilitarista de felicidade, sobretudo na obra de Jeremy Bentham. Esse conhecimento é recorrente em provas de filosofia para concursos porque conecta teoria da ética a questões de legislação e política pública.

Resumo teórico (claro e progressivo): Bentham (An Introduction to the Principles of Morals and Legislation, 1789) define a felicidade em termos empíricos: é o prazer e a ausência de dor. O critério moral e político é a maximização da utilidade — “the greatest happiness of the greatest number”. Para tornar essa noção operável, Bentham propôs o felicific calculus, um método hipotético para comparar prazeres e dores segundo intensidade, duração, certeza etc. Fontes úteis: obra de Bentham e a entrada "Utilitarianism" na Stanford Encyclopedia of Philosophy.

Por que a alternativa é errada: a frase afirma que o utilitarismo benthamiano considera a felicidade uma quimera, isto é, algo inalcançável. Isso contraria a própria postura de Bentham. Para ele a felicidade é um objetivo prático e mensurável que pode (e deve) orientar a criação de leis e políticas visando aumentar o prazer agregado e reduzir a dor. Logo, a afirmação que atribui ao utilitarismo a ideia de felicidade impossível é falsa.

Dica de prova — como identificar a pegadinha: desconfie de afirmações absolutas do tipo “jamais será alcançada” quando o autor em questão propõe instrumentos racionais para medir e promover a felicidade. Verifique se o autor vê a felicidade como ideal inalcançável (caso mais próximo de algumas leituras estóicas ou críticas idealistas) ou como objetivo prático (caso de Bentham).

Referências rápidas: Jeremy Bentham, An Introduction to the Principles of Morals and Legislation (1789); Stanford Encyclopedia of Philosophy — entrada "Utilitarianism".

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