Questão 30263cf0-5c
Prova:UFRN 2012
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Considerando os contextos de produção, os propósitos comunicativos dominantes no Texto 1 e no Texto 3 são, respectivamente,
Considerando os contextos de produção, os propósitos comunicativos dominantes no Texto 1 e no Texto 3 são, respectivamente,
A
analisar, em primeira pessoa, por meio de uma linguagem exclusivamente conotativa, um acidente de carro; e mostrar objetivamente os índices alarmantes de infrações de trânsito no Rio de Janeiro.
B
caracterizar minuciosamente o rito de passagem para a vida adulta, na sociedade contemporânea, por meio de uma linguagem essencialmente conotativa; e alertar para o número alarmante de multas por excesso de velocidade no Rio de Janeiro.
C
explicar, de maneira irônica, como o comportamento das sociedades indígenas e das sociedades de concreto e asfalto assemelham-se; e conscientizar os leitores da necessidade do cumprimento das leis de trânsito no Rio de Janeiro.
D
promover uma reflexão sobre o comportamento antissocial do jovem brasileiro em relação ao uso de carros, quando ele atinge a maioridade; e mostrar os percentuais de infrações de trânsito no Rio de Janeiro.
Gabarito comentado
A
Amanda CostaMonitor com apoio de IA
Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto que decide a questão está no comando “Considerando os contextos de produção, os propósitos comunicativos dominantes no Texto 1 e no Texto 3 são, respectivamente,”: a banca cobra a finalidade principal de cada texto, não tema isolado nem traço estilístico. Por isso, a alternativa correta é a D, que compatibiliza o Texto 1 com uma reflexão crítica sobre o comportamento do jovem brasileiro ligado ao uso do carro ao atingir a maioridade e o Texto 3 com a apresentação de percentuais de infrações de trânsito no Rio de Janeiro.
Tema central: propósito comunicativo dominante
Análise das alternativas
A
Errada
Erra nos dois textos. No Texto 1, transforma o propósito em análise, em primeira pessoa, de “um acidente de carro”, além de afirmar linguagem “exclusivamente conotativa”; isso é especificação indevida e caracterização estilística absoluta não sustentada como núcleo da resposta. No Texto 3, substitui a simples exposição de percentuais por um enquadramento valorativo ao falar em “índices alarmantes”, o que altera a finalidade dominante.
B
Errada
No Texto 1, troca reflexão crítica por descrição minuciosa de “rito de passagem para a vida adulta”, o que muda a finalidade do texto. Também insiste em linguagem “essencialmente conotativa”, traço estilístico que a base não autoriza como decisivo. No Texto 3, reduz o recorte a “multas por excesso de velocidade”, mas o propósito dominante indicado pela base é mais amplo: mostrar percentuais de infrações de trânsito.
C
Errada
No Texto 1, atribui como núcleo uma explicação irônica sobre semelhança entre sociedades indígenas e sociedades urbanas, leitura particular que não coincide com o propósito dominante reconhecido pela base, que é reflexivo-crítico sobre comportamento social. No Texto 3, converte um texto expositivo de dados em texto de conscientização sobre o cumprimento das leis de trânsito; isso troca finalidade informativa por finalidade persuasiva.
D
Certa
A alternativa D é a única que preserva a finalidade dominante de cada texto sem estreitar indevidamente o tema nem atribuir efeitos discursivos não confirmados como centrais. No Texto 1, ela identifica um eixo reflexivo e crítico sobre comportamento social do jovem em relação ao uso do carro quando atinge a maioridade. No Texto 3, reconhece a natureza informativa do texto ao formular o propósito como apresentação de percentuais de infrações de trânsito no Rio de Janeiro. Essa combinação respeita a distinção exigida pela questão entre texto de reflexão/opinião e texto de exposição de dados.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi confundir assunto com propósito comunicativo: como os textos tratam de carro e trânsito, as alternativas erradas tentam puxar a leitura para relato de acidente, rito de passagem, ironia comparativa, alerta moral ou foco em excesso de velocidade, quando o decisivo era identificar a finalidade dominante de cada texto.
Dica para questões semelhantes
- Leia expressões como “propósito comunicativo dominante” como pedido de finalidade principal, não de tema, detalhe ou efeito secundário.
- Desconfie de alternativas com absolutos estilísticos, como “exclusivamente conotativa” e “essencialmente conotativa”, se isso não for o centro inequívoco do texto.
- Em textos com dados estatísticos, diferencie expor percentuais de alertar, moralizar ou conscientizar; essas finalidades não são equivalentes.
- Elimine opções que estreitam demais o conteúdo, trocando um campo amplo como “infrações de trânsito” por um subtipo específico.






