Vacinação em queda no Brasil preocupa
autoridades por risco de surtos e epidemias de
doenças fatais
Desde 2013, a cobertura de vacinação para
doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem
caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar
bolsões de pessoas suscetíveis a doenças
antigas, mas fatais. O desabastecimento de
vacinas essenciais, municípios com menos
recursos para gerir programas de imunização e
pais que se recusam a vacinar seus filhos são
alguns dos fatores que podem estar por trás da
drástica queda nas taxas de vacinação do país.
O que o governo mais teme é que a redução
de pessoas vacinadas crie bolsões de indivíduos
suscetíveis a doenças antigas e controladas no
país. Em um grupo como esse, a presença de
apenas uma pessoa infectada poderia causar um
surto de grandes proporções.
Foi o que houve nos Estados do Ceará e
Pernambuco entre 2013 e 2015. Após quase dez
anos com cobertura de vacinação acima de 95%
contra sarampo, caxumba e rubéola, em 2013
houve forte queda na cobertura de pessoas
vacinadas nos dois Estados, seguida por um surto
de sarampo que teve início no Pernambuco e se
alastrou para 38 municípios do Ceará.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil41045273. Acesso em: 24 set. 2018.)
De acordo com o trecho da reportagem, assinale a
alternativa correta.
De acordo com o trecho da reportagem, assinale a
alternativa correta.
Gabarito comentado
Tema central da questão: A importância da vacinação e o impacto da queda nas coberturas vacinais no Brasil para o surgimento de surtos e epidemias de doenças evitáveis, como sarampo, caxumba e rubéola.
Explicação didática:
A vacinação é uma estratégia fundamental de saúde pública, utilizada para controlar e, às vezes, erradicar doenças infecciosas graves. Quando um grande percentual da população está vacinada (imunidade coletiva), interrompe-se o ciclo de transmissão do agente infeccioso, protegendo também quem não pode ser vacinado — como recém-nascidos e imunossuprimidos. Para doenças como sarampo, a OMS recomenda cobertura próxima de 95% para garantir essa proteção.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E – “A vacinação em queda no Brasil causa risco de epidemias de doenças, como o sarampo” – está correta, pois sintetiza a ideia principal do texto: a diminuição na vacinação gera acúmulo de pessoas suscetíveis, abrindo espaço para novos surtos. O exemplo real citado (surto de sarampo no Ceará e Pernambuco) reforça o risco para todo o país. Isso está em total acordo com os conceitos de imunização e imunidade de rebanho, amplamente discutidos em manuais de saúde pública, como o “Imunizações: Fundamentos e Prática” (Fiocruz).
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Essas doenças ainda circulam e, sem vacinação, podem voltar fortemente, como indica o histórico recente de surtos no Brasil.
B) Incorreta. A necessidade de vacinação permanece para manter a proteção coletiva; pensar o contrário vai contra recomendações do Ministério da Saúde e da OMS.
C) Incorreta. Todas as citadas são doenças com potencial de complicações sérias e riscos para grupos vulneráveis.
D) Incorreta. O próprio texto traz exemplos de surtos recentes no país, evidenciando que o risco é real e atual.
Estratégia para provas:
Fique atento a termos absolutos (“não existe”, “não apresenta riscos”, “não é possível”) — frequentemente tornam as alternativas falsas, pois subestimam riscos ou ignoram situações excepcionais. Valorize sempre informações focadas no perigo da queda da vacinação, causa reconhecida de surtos.
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