Considera-se que no início da filosofia e da ciência moderna, com Descartes e a Revolução Científica do séc.
XVII, houve uma mudança fundamental na relação entre sujeito e sua confiança nas possibilidades da razão, o
que resultou na mudança da questão ontológica grega, que perguntava pelo ser, para a questão gnosiológica
que pergunta pelas possibilidades e limites da razão. Diante dessa questão surgem duas grandes correntes que
marcam o pensamento moderno: o racionalismo e o empirismo.
Em relação a tais tendências verifica-se que
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central (resumido): trata-se da mudança moderna que desloca a questão do “ser” (ontologia grega) para a questão gnosiológica — Ou seja: o que e como podemos conhecer? Dois movimentos centrais respondem a isso: racionalismo e empirismo.
Resumo teórico e exemplos:
Racionalismo — privilegia a razão, a dedução e a ideia de inatismo (existência de ideias ou estruturas racionais prévias). Critério: evidência clara e distinta (Descartes; também Leibniz, Spinoza).
Empirismo — afirma que todo conhecimento deriva da experiência sensível; nega inato; legitima proposições pela verificação empírica (John Locke, Berkeley, Hume).
Fontes clássicas: Descartes, Meditações; Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano; Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano. Para contextualização moderna: Stanford Encyclopedia of Philosophy (entries sobre Rationalism and Empiricism).
Por que a alternativa D é correta: A alternativa D descreve corretamente as diferenças essenciais: o racionalismo defende inatismo e o critério da evidência racional; o empirismo nega o inatismo e funda a validade do conhecimento na verificação pela experiência. Essa oposição é a base do debate moderno sobre as possibilidades e limites da razão.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta: afirma que o racionalismo, ao contrário do empirismo, levanta hipóteses submetidas a controle empírico. Na prática, é o empirismo que privilegia a verificação experimental; o racionalismo confia em dedução e evidência intelectual.
B — Incorreta: sustenta que ambos tratam a questão gnosiológica do mesmo modo e defendem os mesmos critérios. Falso: diferem justamente nos critérios (razão vs. experiência).
C — Incorreta: afirma que ambos reforçam indiscriminadamente confiança na razão e não se preocupam com limites. Em verdade, o debate moderno é sobre esses limites — por exemplo, Hume levanta fortes dúvidas sobre a capacidade da razão, e Kant sistematiza críticas às pretensões racionais.
Dica de prova: busque palavras-chaves nas alternativas — “inatismo”, “evidência”, “verificação/experiência”. Essas palavras costumam indicar a posição epistemológica correta.
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