A liberdade, enquanto um dos constitutivos essenciais
do ser humano, como ser racional, tem que entender-se como:
Gabarito comentado
Alternativa correta: C
Tema central: trata-se da noção de liberdade humana enquanto capacidade racional de autodeterminação limitada por critérios éticos e sociais. É importante distinguir diferentes concepções: liberdade como autonomia (Kant), liberdade negativa/positiva (Berlin) e o princípio do não prejudicar (Mill).
Resumo teórico conciso: a liberdade, na tradição filosófica, não é mero fazer o que se quer sem limites. Para Kant, liberdade é autonomia: agir segundo uma lei moral que a própria razão reconhece como universalizável (Fundamentação da Metafísica dos Costumes). Para Mill, liberdade individual só pode ser restringida para evitar dano a terceiros (On Liberty). No plano jurídico, a Constituição Federal brasileira (art. 5º) assegura liberdades individuais, mas elas coexistem com direitos de terceiros e o bem comum.
Por que a alternativa C é correta: ela expressa a liberdade como direito de escolha e vontade, mas condiciona essa escolha ao respeito por valores éticos e universais — isto é, reconhece a autonomia racional do indivíduo condicionada à moralidade universal e ao convívio social. Essa formulação sintetiza a ideia filosófica de liberdade responsável (autonomia não absolutista), compatível com Kant e com limites jurídicos.
Análise das alternativas incorretas:
A — apresenta a liberdade como absoluta e independente de ordenamentos jurídicos e valores: é uma visão ilegítima de liberdade ilimitada e conflita com a necessidade de normas e direitos de terceiros.
B — aproxima-se do conceito correto (agir conforme a razão e sem prejudicar o bem comum), mas enfatiza a busca da felicidade pessoal como fim, o que dá tom utilitarista e menos focado na universalidade ética exigida pela ideia de autonomia racional.
D — aceita comportamento religioso mesmo que viole liberdades alheias; contradiz princípios constitucionais e éticos: a liberdade de crença não autoriza lesar terceiros.
E — protege contra coação física, mas sugere impunidade frente à violação de leis; errada porque liberdade não é sinonímia de isenção de responsabilidade legal.
Dica de interpretação: procure termos absolutos ("independentemente", "mesmo que") como sinal de alternativa problemática. Identifique se a opção concilia liberdade individual com limites éticos/jurídicos — esse equilíbrio costuma indicar a resposta correta em questões sobre liberdade.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!






