“Tivemos nossas guerras de independência,
só que não para realizá-la, mas, sim para
sustentá-la”.
Fonte: FRANCES, Daniel. História do Brasil.
Fortaleza: Premius, 2004, p 187.
A partir da frase anterior, entende-se que a
independência brasileira de 1822, representou:
Gabarito comentado
Alternativa correta: B
Tema central: a questão avalia a compreensão de que a Independência do Brasil (1822) foi sobretudo um ato político‑administrativo liderado por elites, que preservou estruturas econômicas e sociais coloniais — ou seja, mudou a forma de governo, mas não promoveu transformação social profunda.
Resumo teórico: a independência foi conduzida por proprietários rurais, comerciantes e membros da corte ligada a Dom Pedro I. Em vez de ruptura radical, houve negociação com interesses locais e manutenção da escravidão, do latifúndio e das elites oligárquicas. A Consolidação legal desse rearranjo inclui a Constituição de 1824, que instituiu um regime monárquico centralizado. (Veja, por exemplo, Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo; Boris Fausto, História do Brasil.)
Por que B está correta: afirmar que foi "um ato político‑administrativo, porém, na prática a continuidade da ordem econômica e social" sintetiza a natureza conciliatória do processo: mudaram autoridades e símbolos, mas persistiram a escravidão, o controle oligárquico da terra e as bases econômicas exportadoras.
Análise das alternativas incorretas
A — Ruptura completa e vitória dos defensores da República
Incorreta: não houve ruptura total nem vitória republicana. O Brasil tornou‑se império sob Dom Pedro I; a república só viria em 1889 e por outras dinâmicas políticas.
C — Ruptura econômica com abolição da escravatura e fim do latifúndio
Incorreta: a escravidão só foi abolida em 1888 e o latifúndio permaneceu como base da economia agroexportadora durante todo o século XIX.
D — Diminuição radical dos desníveis socioeconômicos
Incorreta: os desníveis herdados do período colonial persistiram — elites mantiveram poder político e econômico, e a maioria da população permaneceu marginalizada.
Dica de interpretação para provas: procure palavras-chave como "ruptura completa", "abolição" ou "diminuição radical" — termos absolutos costumam indicar alternativas extremas e, em contextos históricos complexos, frequentemente são falsas. Prefira respostas que reconheçam continuidade e mudança relativas.
Fontes recomendadas: Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo; Boris Fausto, História do Brasil; análise da Constituição de 1824.
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