Questõesde UDESC sobre Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Foram encontradas 73 questões
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UDESC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Adjetivos, Intertextualidade, Uso das aspas, Pontuação, Morfologia, Funções morfossintáticas da palavra ATÉ, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 3, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) Em “Dupin foi até o banheiro” (linha 1) e “teve a consideração de vir até aqui” (linha 15) a palavra destacada, nos períodos, estabelece relação de lugar na primeira oração, enquanto no segundo período de finalidade, embora, morfologicamente, seja preposição nos dois períodos.
( ) Nas estruturas gramaticais “e sem interrupção: “esta casa de madeira é um arremedo, não lhe parece, do apartamento” (linhas 6 e 7) as expressões destacadas são locuções adjetivas, e podem ser substituídas por ininterrupta e lígnea, sem alterar o sentido no Texto.
( ) A novela policial de Salim Miguel é entremeada por intertextualidade. O capítulo Ninguém se apresenta sem logicidade literária – conceitos, poemas, notícias, relatos de jornais, quebrando a linearidade da narrativa e, simultaneamente, interrompendo o ato investigatório.
( ) O sinal gráfico de aspas, pontuando o Texto, representa o diálogo entre as personagens, logo pode ser substituído por travessões, sem que haja alteração de sentido no diálogo.
( ) Na estrutura “diante de duas gravuras, uma de Goeldi, outra de Carlos Scliar” (linhas 2 e 3) as palavras destacadas remetem a uma característica marcante do autor – a intertextualidade.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

A
F – V – F – V – F
B
F – V – F – V – V
C
V – F – V – V – V
D
V – F – F – V – V
E
F – V – F – F – F
e4630bbe-b0
UDESC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Pontuação, Uso da Vírgula, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, e ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) No período “As urbes subdesenvolvidas se assemelham, afinal” (linha 12) se a oração for iniciada pela palavra destacada não será necessário o sinal de pontuação da vírgula, pois a palavra perde a sua função morfossintática.
( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que, apesar de as crônicas serem o resultado da vivência e experiência da autora em viagens, ela ainda explora o pitoresco, o cultural, pois a autora se preocupa em levar o leitor a um novo universo, de forma leve e, às vezes, divertida.
( ) Da leitura da estrutura verbal “e atravessar a rua é roleta-russa” (linha 8), deduz-se que a autora, ironicamente, critica a maneira de dirigir dos motoristas de Bangkok.
( ) Da leitura da obra, infere-se que a autora busca passar para o leitor que há nele sentimentos inconscientes e que, por meio das viagens, há possibilidades de redescobri-los, revelando-se assim um novo descobrir-se.
( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que, embora a obra seja uma compilação de relatos elaborados em uma linguagem simples, vocábulos bem selecionados e aparentar um diálogo da autora com o leitor, as crônicas são fidedignas, caracterizando a verossimilhança.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo. 

A
F – V – F - V – V
B
V – V – V – V – V
C
F – V – V – V – V
D
V – V – F – V – V
E
F – V – V – F – V
e45f8779-b0
UDESC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Adjetivos, Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo, Morfologia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, e ao Texto 2.

I. Nos vocábulos “tailandesa” (linha 6), “tailandês” (linha 10) e “motoristas” (linha 7), os sufixos destacados exprimem ideia de nacionalidade ou origem, nacionalidade ou origem e profissão ou ofício, sequencialmente.
II. Nas estruturas “o jantar foi no tradicionalíssimo Blue Elephant” (linha 1) e “o mais prestigiado da cozinha thai” (linha 2) há dois tipos de superlativos, na primeira estrutura o superlativo absoluto analítico e na segunda o relativo de superioridade
III. Da leitura da obra, infere-se que há um desdobramento da autora, abrindo espaço para a viajante, deixando fluir as melhores e reais lembranças dela, em forma de crônica.
IV. A leitura da obra leva o leitor a perceber que, em um estilo muito especial, a cronista desvenda o que de melhor se leva de uma viagem: as recordações, sejam estas aprazíveis ou desagradáveis.
V. Apesar de a obra ser composta por relatos de viagens, a autora, com a sua capacidade criativa, narra de forma eloquente os locais visitados, com o objetivo de transformar parte da sua obra literária em um guia turístico.

Assinale a alternativa correta.

A
Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
B
Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
C
Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
D
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
E
Todas as afirmativas são verdadeiras.
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UDESC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética., Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, e ao Texto1.

Texto 1

POÉTICA

BANDEIRA, Manuel, Melhores poemas, 17° ed. – São Paulo: Global, 2015, p.64

A
No poema, o poeta faz uso do verso livre e de uma pontuação não tão usual na língua culta, estas características associam o poema a correntes de vanguarda.
B
Nos versos “Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais” (8) e “Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção” (9) o poeta faz uso da função metalinguística, embora haja no poema a predominância da função poética.
C
No poema, o autor ressalta como temas a precariedade de sentimentos, a transitoriedade de afetos, revelando um eu–lírico desiludido, destituído de sentimentos.
D
A leitura dos versos da quinta estrofe, reforçados pelo uso de adjetivos, leva o leitor a inferir que o poeta Manuel Bandeira, ironicamente, faz crítica aos aspectos abordados pelos poetas românticos.
E
No poema, Manuel Bandeira faz uso do verso livre, não utiliza as regras convencionais tanto na escrita quanto na métrica – versificação – caracterizando o versilibrismo, deixando à mostra a ruptura com a poética e com a língua tradicionais, caracterizando um poema pertencente à estética Moderna.
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UDESC 2010 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Assinale a alternativa correta em relação à obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Imagem 059.jpg

A
( ) O romance está dividido em quatro partes: a saga da peregrinação, os retirantes, a família e o fim da perambulação pelo sertão.
B
( ) O romance é o retrato da desintegração dos seres humanos, da decadência de uma sociedade das sub-regiões do cacau no Nordeste brasileiro.
C
( ) O romance Vidas Secas enfoca a peregrinação de uma família nordestina que foge da seca à procura de um lugar melhor para viver.
D
( ) Inicialmente a obra retrata a saga de uma família nordestina em que as condições sub-humanas nivelam animais e pessoas; mas, à medida que o enredo avança, a história vai tomando como pano de fundo a vida dos retirantes na cidade grande.
E
( ) A obra enfoca as primeiras décadas do século XX, mostrando a decadência da sociedade nordestina atingida pela seca e, como consequência, a crise açucareira.
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UDESC 2010 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Analise a pertinência entre cada período literário e seu respectivo exemplo. Assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa).


( )  A prosa literária brasileira teve seu notável crescimento a partir do período romântico.

“– Doente?! Exclamou a linda Moreninha, extremamente comovida. Doente?... em perigo?...” (Joaquim Manuel de Macedo) 


( ) A preocupação em demonstrar a veracidade das teorias materialista, científica e filosófica do século XIX era uma das características da escola naturalista.


“Ninguém sabia ao certo se a Machona era viúva ou desquitada; os filhos não se pareciam uns com os outros. A das Dores, sim, afirmavam que fora casada e que largara o marido para meter-se com um homem do comércio.” (Aluísio Azevedo) 


( ) O Arcadismo no Brasil tem sua origem nos antigos autores gregos latinos. A música abaixo, embora do contexto moderno, reflete característica temática do estilo árcade.

“Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais... “ (Casa no Campo, Elis Regina)


 (  ) Na segunda metade do século XIX, a concepção emocional-afetiva da literatura vai dando lugar a uma percepção mais realista. Assim surge um novo estilo – o realismo, uma literatura mais próxima da realidade, mais objetiva em relação ao mundo e à vida.


“Daí a pouco demos com uma briga de cães; fato que aos olhos de um homem vulgar não teria valor. Quincas Borba fez-se parar e observar os cães. Eram dois, notou que ao pé deles estava um osso, motivo da guerra...” (Machado de Assis) 


Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

A
( ) V – V – V –V
B
( ) V – V – V – F
C
( ) F – V – F – F
D
( ) F – F – V – F
E
( ) V – V – F – V
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UDESC 2010 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

 Leia o fragmento abaixo para responder à questão.


O regionalismo, que deu algumas das formas menos tensas de escritura, estava destinado a sofrer, nas mãos de um artista-demiurgo, a metamorfose que o traria de novo ao centro da ficção brasileira. A alquimia, operada por ........................., tem sido o grande tema da nossa crítica desde o aparecimento dessa obra espantosa que é ............................ . Após a sua leitura, começou-se a entender de novo uma antiga verdade: que os conteúdos sociais e psicológicos só entram a fazer parte da obra quando veiculados por um código de arte que lhes potencia a carga musical e semântica. Imerso na musicalidade da fala sertaneja, ele procurou, em um primeiro tempo, fixá-la na toada de um fraseio no qual soam cadência populares como: a bala beijaflorou; os passarinhos que bem-me-viam; os cavalos aiando gritos; recebe o encharcar dos brejos, verde a verde.... (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1987, pp. 485-487.)

Ao falar do regionalismo, dos conteúdos sociais e psicológicos, da musicalidade das palavras e das inovações da linguagem, o crítico e historiador Alfredo Bosi se refere a determinado(a) escritor(a) e a uma de suas obras, que está entre as maiores da literatura brasileira.

A
( ) Dias Gomes – com O pagador de promessas
B
( ) Graciliano Ramos – com Vidas secas
C
( ) Lausimar Laus – com O guarda-roupa alemão
D
( ) Cristóvão Tezza – com Ensaio da paixão
E
( ) João Guimarães Rosa – com Grande sertão: veredas
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Variação Linguística, Análise sintática, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Sintaxe, Redação - Reescritura de texto, Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas..., Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Em relação ao Texto 4, leia e analise as proposições que seguem.
I. Se a expressão “E isso com os dentes serrilhando" (linha 13) for substituída por E isso entre dentes, mantém-se o sentido original da oração.
II. As expressões “m'imbora" (linha 3), “cambriuzano" (linha 4), “damanhã" (linha 5), “im jejum" (linha 5) e “descurpe" (linha 6) são vocábulos que caracterizam somente o linguajar africano – a fala dos escravos.
III. Da expressão “e disse com todas as suas forças e todos os seus erres" (linhas 12 e 13) infere- se que a autora quis ressaltar o sotaque alemão do Dr. Büchmann.
IV. A oração destacada no período “eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar" (linha 14) sintaticamente é classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V. O sentido do verbo passar (linha 14) é equivalente a tornar-se, portanto pode ser classificado como verbo de ligação, na oração.

Assinale a alternativa correta.

O mulato Praxedes se encheu daquela safadeza toda e resolveu se levantar e, de mão na cintura, soltou seu verbo: – Sabe o que mais seu dotô? Eu vou mais é m’imbora. Deixa esse diabo morrê de uma vez. Então eu, um trabalhadô às direita, pai de família, cambriuzano de nascimento e de coração, fico dês das 6 damanhã im jejum pra sarvá uma merda dessas e ela ainda me chama de sifilítico? Sifilítico [...]. Me descurpe da má palavra, eu que não entendo nada de alemão, sou capaz de jurar que foi isso aí que o senhor disse dejahoje pra ela. Eu lhe peço, seu dotô, deixa esse diabo morrê de uma veiz. Ela não tá xingando só a mim não. Ela tá xingando é a minha raça inteira. É o brasileiro. E xingou a minha raça, xinga a minha mãe! Quinta coluna dos infernos! Ela que vá pros quinto. O Dr. Büchmann, vermelho como um pimentão, os dentes cerrados, a boca aberta, agarrou o mulato, deu um safanão, jogou-o na cama e disse com todas as suas forças e todos os seus erres: “Fai a merrrdaaa!” E isso com os dentes serrilhando. O Praxedes, de mulato que era, passou a meio desbotado e eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar. LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. Rio de Janeiro, Pallas S.A., 1975, p. 153.
A
 Somente as afirmativas II e V são verdadeiras.
B
 Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
C
 Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
D
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
E
 Todas as afirmativas são verdadeiras.
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Tipologia Textual, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Analise as proposições em relação à obra O guarda-roupa alemão, de Lausimar Laus, e assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa).
( ) Para Ethel, seus genros e noras deveriam ser todos alemães, ela não admitia o casamento de seus(suas) filhos(as) com brasileiros(as).
( ) O romance apresenta um enredo constituído basicamente pelas lembranças de Homig, um solteirão, último da linhagem dos Ziegel; diante de “Kleid", Homig relembra a vida de seus antepassados.
( ) A obra é constituída por vários contos regionalistas permeados por uma única temática – a colonização alemã no sul de Santa Catarina.
( ) O romance evidencia um universo de personagens femininas, razão por que as mulheres são consideradas personagens planas na obra.
( ) Hilda, personagem da obra, era uma mulher que fugia aos padrões da época: era ousada, rebelde, montava cavalos, usava cabelos soltos. A leitura da obra leva o leitor a inferir que ela era assim por não ter sido batizada.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

                                                      O espelho

[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
A
F – F – V – F – F
B
V – V – V – F – F
C
F – V – F – V – V
D
 V – V – F – F – V
E
 V – V – F – V – V
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Variação Linguística, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Considerando o Texto 4, a obra O guarda-roupa alemão e as variações linguísticas, assinale a alternativa incorreta.

O mulato Praxedes se encheu daquela safadeza toda e resolveu se levantar e, de mão na cintura, soltou seu verbo: – Sabe o que mais seu dotô? Eu vou mais é m’imbora. Deixa esse diabo morrê de uma vez. Então eu, um trabalhadô às direita, pai de família, cambriuzano de nascimento e de coração, fico dês das 6 damanhã im jejum pra sarvá uma merda dessas e ela ainda me chama de sifilítico? Sifilítico [...]. Me descurpe da má palavra, eu que não entendo nada de alemão, sou capaz de jurar que foi isso aí que o senhor disse dejahoje pra ela. Eu lhe peço, seu dotô, deixa esse diabo morrê de uma veiz. Ela não tá xingando só a mim não. Ela tá xingando é a minha raça inteira. É o brasileiro. E xingou a minha raça, xinga a minha mãe! Quinta coluna dos infernos! Ela que vá pros quinto. O Dr. Büchmann, vermelho como um pimentão, os dentes cerrados, a boca aberta, agarrou o mulato, deu um safanão, jogou-o na cama e disse com todas as suas forças e todos os seus erres: “Fai a merrrdaaa!” E isso com os dentes serrilhando. O Praxedes, de mulato que era, passou a meio desbotado e eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar. LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. Rio de Janeiro, Pallas S.A., 1975, p. 153.
A
 O padrão coloquial de linguagem, no excerto, é utilizado para registrar a fala do personagem, pois a fala é um elemento de caracterização e verossimilhança na narrativa.
B
Os elementos que marcam a linguagem coloquial, no excerto, constituem um recurso utilizado pelo autor para caracterizar o personagem e confirmar o processo comunicativo. Os níveis de linguagem decorrentes das diferenças sociais ocorrem apenas na ficção.
C
 Pela fala do personagem Praxedes, pode-se inferir que, embora seja ele uma pessoa simples, sabe defender sua opinião.
D
 Embora a obra tenha como temática central a colonização alemã em SC, ela ainda faz uma abordagem à miscigenação entre os personagens.
E
A língua falada em “seu dotô" (linha 3), “dês das" (linha 5) e “Me descurpe da má palavra" (linha 6) pode ser considerada “errada" se comparada à norma culta; no entanto a linguística a considera “correta", uma vez que representa a fala espontânea de alguns grupos sociais.
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Figuras de Linguagem, Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva, Análise sintática, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Tipologia Textual, Travessão, Sintaxe, Pontuação, Uso da Vírgula, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Com relação à leitura do Texto 3 e do conto O espelho, de Guimarães Rosa, assinale a alternativa incorreta.

                                                      O espelho

[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
A
A partir da posição do narrador, no texto, infere-se que a superstição pode ser um ponto de partida para estudos.
B
Em “A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora." (linha 4), se os travessões forem substituídos por vírgulas, o sentido original da oração não sofre alteração e ela ainda continua dentro do padrão formal de escrita.
C
 O autor procura atribuir ao espelho características enigmáticas, valendo-se da escolha semântica de vocábulos e de expressões.
D
 Do período “serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade?" (linhas 8, 9 e 10) pode-se inferir uma ligação à magia, aos mistérios representados pelo espelho.
E
 Na oração “O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos" (linhas 1 e 2), a expressão destacada, sintaticamente, classifica-se como complemento nominal.
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Intertextualidade, Conjunções: Relação de causa e consequência, Morfologia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Os termos empregados na fala do personagem Fabiano, abaixo, foram reutilizados em novas frases.

– Como é, camarada? Vamos jogar um trinta-e-um lá dentro? Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da bolandeira: – Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 82ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001, p. 27

Relacione as colunas abaixo, estabelecendo uma relação de sentido entre os termos destacados e a ideia que eles concernem às frases em que estão inseridos.
(1) Fabiano atentou para a roupa, isto é, para a farda do homem. 
(2) Conversaram e, enfim, decidiram jogar um trinta-e-um. 
(3) Ele jogaria trinta-e-um com o soldado, contanto que este o respeitasse.
(4) Ele agiu conforme o costume daquela região: respeitar a farda.  

( ) expressa a conclusão 
( ) indica a retificação 
( ) exprime a condição  
( ) estabelece a forma, o modelo  

A alternativa correta, de cima para baixo é:

A
 3 – 4 – 1 – 2
B
 2 – 3 – 4 – 1
C
 4 – 3 – 1 – 2
D
 2 – 1 – 3 – 4
E
1 – 2 – 3 – 4
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UDESC 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 2.

A
Já do primeiro parágrafo do excerto, é possível inferir que a cachorra Baleia era considerada membro integrante da família.
B
 Em relação ao foco narrativo, pode-se dizer que o excerto está escrito em terceira pessoa do singular, com narrador-observador.
C
Do excerto depreende-se que os meninos não conseguiam dormir tranquilamente por causa do frio que sentiam.
D
Em “nenhum deles prestava atenção às palavras do outro" (linha 16), o autor está se referindo à conversa entre os meninos, deitados perto dos pais.
E
Além de seguir um paralelismo gramatical, o período “As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se..." (linha 8) ilustra o estilo claro e conciso de Graciliano Ramos.