Questõesde PUC - RS sobre Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

1
1
1
Foram encontradas 98 questões
c2284799-2d
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Imagem 021.jpg

Com base no texto, afirma-se:

I. Ao remontar lembranças familiares, o retrato assume contornos fantasmáticos nos seus pequenos detalhes, que parecem metamorfosear elementos como o jardim e os próprios parentes.

II. Os limites físicos do retrato, definidos pela moldura, são ultrapassados pela sugestão de imagens que simbolizam uma realidade lírica de reminiscências.

III. O retrato de família caracteriza-se como um elemento mágico que responde fielmente às dúvidas do cotidiano dos familiares.

IV. O poema propõe uma metáfora sobre a invenção do passado, enquanto perspectiva do observador.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

A
I, apenas.
B
II, apenas.
C
III, apenas.
D
I, II e IV, apenas.
E
I, II, III e IV.
c31b4d4d-2d
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Com base na leitura do poema, preencha os parênte- ses com V para verdadeiro e F para falso.

( ) O retrato tem uma determinada hora para dialogar com o Eu poético, primeira voz no poema.

( ) O leitor pode ser levado, pelo retrato, a pensar sobre a brevidade da vida.

( ) O retrato é uma espécie de duplo ameaçador do Eu poético.

( ) O poema sugere que o retrato é mais duradouro do que a vida.

( ) O retrato suscita terror na alma do Eu poético.

A sequência correta de preenchimento dos parênte- ses, de cima para baixo, é:

Imagem 022.jpg
A
V – V – F – V – F
B
V – F – F – V – V
C
F – V – V – V – F
D
F – V – V – F – V
E
V – F – V – F – V
bf5015b1-2d
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Imagem 019.jpg

Sobre o excerto acima, afirma-se:

I. A sequência de fatos sugere a iminência de um acontecimento excepcional.

II. A paisagem é descrita com adjetivos que contrastam serenidade e beleza com inquietude e mistério.

III. A jovem vislumbrada pelo observador é a mulher que ele buscava encontrar naquela noite erma.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

A
I, apenas.
B
I e II, apenas.
C
I e III apenas.
D
II e III, apenas.
E
I, II e III.
c134ff8d-2d
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Imagem 020.jpg

( ) O texto apresenta uma caminhante que inicia um processo de reflexão interior, a partir de um encontro inusitado com um rato.

( ) A narradora divaga sobre uma possível conexão divina entre a sua liberdade e o seu estranho encontro.

( ) Inserida na prosa urbana, esta narrativa realista, desprovida de uma consciência interior, discute os problemas da cidade contemporânea.

( ) O texto materializa, de modo insólito, uma espécie de prosa poética na qual inexistem certezas absolutas sobre a condição humana.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A
F – V – F – V
B
V – F – F – V
C
V – V – F – V
D
V – F – V – F
E
F – V – V – F
c0435584-2d
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

I. O insólito no romance advém do fato de que Brás Cubas, escritor do Rio de Janeiro, utiliza um narrador-fantasma que assombra os vivos.

II. O narrador é um defunto-autor que relata suas memórias no além-túmulo, para, de modo irônico, expressar seu pessimismo em relação ao ser humano e à sociedade.

III. É inusitada a forma como Brás Cubas, por meio de um delírio, empreende uma jornada através dos séculos.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

A
I, apenas.
B
I e II, apenas.
C
I e III apenas.
D
II e III, apenas.
E
I, II, III.
641d21b0-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Ao abordar o tema, a autora

Imagem 028.jpg



A
critica as sutilezas humanas
B
descreve múltiplas situações escolares.
C
garante que o julgamento alheio é ameaçador.
D
relaciona conhecimento de língua a cidadania.
E
justifca a falta de interesse pela língua materna em uso.
696cf1c1-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre o processo de composição do texto, NÃO é correto afrmar que a autora

Imagem 028.jpg



A
conclui seu texto com uma generalização sobre a linguagem.
B
vale-se de um dado concreto, específco, para construir seu ponto de vista.
C
entra em contradição no primeiro parágrafo, provocando certa desconfança no leitor.
D
apresenta uma ressalva em relação ao próprio conhecimento sobre a obra a que vai se referir.
E
indica uma progressão de ideias com as expressões “Para começar” (linha 12) e “O problema maior (...) porém” (linhas 20 e 21).
67a6e87c-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Duas expressões-chave para compreender o texto estão reunidas em:

Imagem 028.jpg



A
“língua materna em uso” (linha 07) “
preconceito linguístico” (linhas 10 e 11)
B
“um trecho da obra” (linha 08) “
o poder do outro sobre nós” (linha15)
C
“um tiro no pé” (linha 13)
“segunda parte da fala” (linha 21)
D
“ação do ‘outro ameaçador’” (linha 27)
“importância de construir conhecimento” (linhas 28 e 29)
E
“modo autônomo e refexivo” (linhas 29 e 30)
“para o bem ou para o mal” (linha 39)
379b709c-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Responder à questão 39 com base nos textos 1 e 2, fragmentos de poemas de João Cabral de Mello Neto, e nas afrmativas.


Texto 1


“Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.
(...)”
(“Ademir da Guia”)


Texto 2


“A bola não é a inimiga como o touro, numa corrida; e, embora seja um utensílio caseiro e que se usa sem risco, não é o utensílio impessoal, sempre manso, de gesto usual: é um utensílio semivivo, de reações próprias como bicho e que, como bicho, é mister (mais que bicho, como mulher) usar com malícia e atenção dando aos pés astúcias de mão.”
(“O futebol brasileiro evocado na Europa”)


Sobre os fragmentos acima, afrma-se:


1. O texto 1 utiliza várias imagens para caracterizar um jogador de futebol que apresenta ritmo lento e pesado, mas destruidor.

2. O texto 2 metaforiza a bola de futebol, considerando-a um organismo vivo, que carrega atributos naturalizados num estado de semivivência de bola- bicho.

3. O primeiro texto centra-se num personagem em ação, enquanto o segundo tematiza o instrumento que possibilita essa ação.


Está/Estão correta(s) a(s) afrmativa(s)

A
1, apenas.
B
2, apenas.
C
1 e 3, apenas.
D
2 e 3, apenas.
E
1, 2 e 3.
35a6808b-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, considere o fragmento a seguir e as obras de Simões Lopes Neto.


“Vancê sabe como é que se joga o osso?
Ansim:
Escolhe-se um chão parelho, nem duro, que faz saltar, nem mole, que acama, nem areento, que enterra o osso.”

Sobre a obra de Simões Lopes Neto, NÃO é correto afrmar que esse autor

A
recorre predominantemente ao gênero narrativo do romance, mesmo que em alguns textos percebamos a presença do conto.
B
busca, com sua fcção, consolidar um projeto regionalista, pautado pela idealização de um mundo agrário pitoresco.
C
promove uma grande inovação estilística em Contos Gauchescos, ao ceder a voz narrativa a um velho vaqueano, Blau Nunes.
D
vale-se do imaginário de três lendas bastante signifcativas no universo do homem do pampa (O negrinho do pastoreio, M´Boitatá e A Salamanca do Jarau), reunindo-as em Lendas do Sul.
E
cria uma linguagem literária que busca representar a fala da campanha sul-rio-grandense, exemplifcada no excerto acima, do conto “O Jogo do Osso”.
33b58962-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 37, leia os excertos da crônica “Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”, de Clarice Lispector, e as afirmativas.


“E o título sairia muito maior, só que não caberia numa única linha. Não leio todos os dias Armando Nogueira – embora todos os dias dê pelo menos uma espiada rápida – porque “meu futebol” não dá pra entender tudo. Se bem que Armando escreve tão bonito (não digo apenas “bem”), que às vezes, atrapalhada com a parte técnica de sua crônica, leio só pelo bonito. (...) Armando dizia: “De bom grado eu trocaria a vitória de meu time num grande jogo por uma crônica…” e aí vem o surpreendente: continua dizendo que trocaria tudo isso por uma crônica minha sobre futebol.
(...)
Meu primeiro impulso foi o de uma vingança carinhosa: dizer aqui que trocaria muita coisa que me vale muito por uma crônica de Armando Nogueira sobre digamos a vida. Aliás, meu primeiro impulso, já sem vingança, continua: desafo você, Armando Nogueira, a perder o pudor e escrever sobre a vida e você mesmo (...).
E agora vou contar o pior: fora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
(...) Não, não imagine que vou dizer que futebol é um verdadeiro balé. Lembrou-me foi uma luta entre vida e morte, como de gladiadores. E eu – provavelmente coitada de novo – tinha a impressão de que a luta só não saía das regras do jogo e se tornava sangrenta porque um juiz vigiava, não deixava, e mandaria para fora de campo quem como eu faria, se jogasse (!). Bem, por mais amor que eu tivesse por futebol, jamais me ocorreria jogar… Ia preferir balé mesmo. Mas futebol parecer-se com balé? O futebol tem uma beleza própria de movimentos que não precisa de comparações.”


A crônica “Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”


1. sugere uma disputa carinhosa entre derrotas e sucessos do ato de escrever, metaforizado como jogo de palavras.

2. mostra que a cronista às vezes aprecia mais o estilo do que o conteúdo dos textos de Armando Nogueira.

3. revela uma narradora que nada sabe sobre futebol, considerando essa alienação como algo natural.

4. aponta semelhanças entre os movimentos do futebol e os do balé.


Estão corretas apenas as afrmativas

A
1 e 2
B
1 e 3.
C
1 e 4.
D
2 e 4
E
2, 3 e 4.
31be98c9-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 36, considere as afrmativas abaixo.


I. Macunaíma é uma obra que pertence à escola modernista.

II. No excerto, o narrador refere-se ao futebol de forma positiva.

III. Na linguagem presente no fragmento, percebe-se a valorização da oralidade e do coloquialismo.


Está/Estão correta(s) a(s) afrmativa(s)

Imagem 009.jpg



A
I, apenas.
B
II, apenas.
C
I e III, apenas.
D
II e III, apenas.
E
I, II e III.
2fda07c7-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Macunaíma, “o herói sem nenhum caráter” presente no fragmento, foi criado por

Imagem 009.jpg



A
Oswald de Andrade.
B
José Lins do Rego.
C
Mario de Andrade.
D
Monteiro Lobato.
E
Raul Bopp.
2df99bb3-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 34, leia os textos e as afrmativas, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) e F (falso).


Texto 1

“João Grande vem vindo para o trapiche. O vento quer impedir seus passos e ele se curva todo, resistindo contra o vento que levanta a areia. Ele foi à Porta do Mar beber um trago de cachaça com o Querido-de-Deus, que chegou hoje dos mares do Sul, de uma pescaria. O Querido-de-Deus é o mais célebre capoeirista da cidade. Quem não o respeita na Bahia? No jogo de capoeira de Angola ninguém pode se medir com o Querido-de-Deus, nem mesmo Zé Moleque, que deixou fama no Rio de Janeiro. O Querido-de-Deus contou as novidades e avisou que no dia seguinte apareceria no trapiche para continuar as lições de capoeira que Pedro Bala, João Grande e o Gato tomam.”
(Capitães da Areia, Jorge Amado – excerto)

Texto 2


“– Qué apanhá sordado?
– O quê?
– Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada”
(“O Capoeira”, Oswald de Andrade)


Texto 3

“Seja de noite ou de dia
não importa o lugar
quando toca o berimbau
dá vontade de jogar

Na roda de capoeira
todos têm o seu valor
eu respeito um aluno
quanto mais um professor”
(“Capoeira que tem sangue na veia” – canção de roda de capoeira, autor desconhecido)

Sobre os textos, afrma-se:


( ) No texto 1, a capoeira é o instrumento que confere destaque a um personagem marginalizado.

( ) No texto 2, Oswald de Andrade relaciona capoeira a violência, usando linguagem de acentuada ora- lidade.

( ) No texto 3, a capoeira traz um contexto não discriminatório.

( ) Os “Capitães da Areia”, embora pouco mais que meninos, apresentam atitudes e hábitos de adultos.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A
F – V – F – V
B
V – V – V – V
C
F – F – V – F
D
V – V – F – V
E
F – F – F – F
2bfff28c-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 33, considere o excerto de Senhora e a obra de José de Alencar.


“Aurélia sentou-se à mesa de mosaico, voltando as costas ao jardim para não ver a formosa noite que lhe caíra no desagrado. (...) Havia em cima da mesa uma caixa de jogo, donde Aurélia tirou um baralho, com que se entreteve a fazer sortes.
– Vamos jogar? disse dirigindo-se ao marido”.

Sobre o romance Senhora e a obra de Alencar, NÃO é correto afrmar:

A
Em Senhora, Alencar denuncia a futilidade, a mes- quinharia e os valores degradados da burguesia fluminense, construindo uma personagem que literalmente compra o marido.
B
No decorrer da narrativa de Senhora, o amor acaba por vencer os interesses materiais.
C
Senhora apresenta um forte jogo de poder entre Aurélia e Fernando Seixas.
D
Além de Aurélia, Alencar construiu outras fortes personagens femininas que circulam em ambientes urbanos, como Iracema e Lucíola.
E
Alencar produziu uma vasta obra, da qual fazem parte O sertanejo e O gaúcho, narrativas de cunho regionalista.
2a15128a-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Responder à questão 32 com base no texto e nas informações a seguir.


“Apesar desta explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária. Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. Jogar no bicho não é um eufemismo como matar o bicho. O jogador escolhe um número, que convencionalmente representa um bicho, e se tal número acerta de ser o fnal da sorte grande, todos os que arriscaram nele os seus vinténs ganham, e todos os que faram dos outros perdem. Começou a vinténs e dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso. Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou não sei quantas vezes mais. Achou nisto tal despropósito que não quis crer, mas afnal foi obrigado a crer, ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as idades. Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas.”
Jogo do bicho, conto de Machado de Assis (fragmento).

Um dos grandes mestres do Realismo, Gustave Flaubert, afrmou que o escritor, em sua obra, deve ser como um Deus no universo: onipresente e invisível. Portanto, em tese, os narradores realistas deveriam apresentar suas histórias de forma neutra, sem interferências.


Sobre o narrador de Jogo do bicho, NÃO é correto afirmar que ele

A
quebra a linearidade da narrativa, apresentando digressões e comentários.
B
marca seu olhar onipresente com forte subjetividade, não dando espaço para dúvidas ou vacilações.
C
utiliza o recurso da metalinguagem ao explorar as possíveis ambiguidades da expressão “jogar no bicho”.
D
recorre à ironia característica em Machado, brincando com a ideia do descanso eterno que viria com a morte.
E
reforça a proximidade com o leitor com expressões como “Ides ver” e “vamos ao nosso caso”, recurso frequente na obra de Machado.
2825c710-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No próximo mês, iniciam as Olimpíadas de Londres. O esporte torna-se ponto de convergência, e as conversas ganham as ruas, salas de aula, ambientes familiares. Se a vida é um jogo, com perdas e ganhos, a literatura também é um exercício, do qual o leitor participa na produção de signifcados. O jogo, em diferentes nuances, é o tema norteador desta prova.


INSTRUÇÃO: Responder à questão 31 com base no fragmento de texto e nas afrmativas a seguir.


“Com um relance da vista, Naziazeno percebe que o jogo já está quase feito. Mete nervosamente a mão no bolso da calça e tira os cinco mil réis. (...) A bolinha já gira. O olhar acostumado encontra facilmente o 28. Já abriu uma passagem. O seu braço estende- se, levando os cinco mil réis para aquele número. Mas um medo prudente o detém. E como o tempo urge, deposita rapidamente a cédula no retângulo da terceira dúzia.
– Feito! – observa o croupier. E, passado um momento de silêncio e de expectativa, anuncia: – 28.
Um tumulto e um estado de confusão enchem a cabeça de Naziazeno. Tem apenas uma vaga ideia de que ganhou. (...) É quando recebe o dinheiro que faz o cálculo: cinco mil réis... cento e setenta e cinco!... Tudo resolvido assim num segundo.”


Sobre o fragmento, afrma-se:


I. Pertence à obra Os ratos, texto com forte caráter psicológico.

II. Seu autor é Luiz Antonio de Assis Brasil, escritor gaúcho profícuo na construção de uma narrativa voltada para o histórico.

III. Naziazeno é um personagem resoluto, de atitu- des frmes e decididas, caráter evidenciado no excerto.

IV. A passagem “Tudo resolvido assim num segundo” faz referência à laboriosa incumbência de Nazia- zeno: conseguir dinheiro sufciente para saldar a dívida com o leiteiro.


Estão corretas apenas as afrmativas

A
I e II.
B
I e III.
C
I e IV.
D
II e IV.
E
II, III e IV.
39940655-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Responder à questão 40 com base nos fragmentos de poemas a seguir.


Texto 1

“Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
(...)
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fm de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...”
(“A Boneca, Olavo Bilac”)


Texto 2


“A BELA bola
rola:
a bela bola do Raul.

Bola amarela,
a de Arabela.

A do Raul,
azul.

(...)

A bola é bela,
é bela e pura.

É bela, rola e pula,
é mole, amarela, azul.
(...)”
(“Jogo de Bola”, Cecília Meireles)

Sobre os fragmentos acima, afrma-se:

1. Embora “Jogo de Bola” apresente características simbolistas e “A Boneca” alinhe-se à estética modernista, em ambos se percebe uma preocupação com a rima e com a métrica clássica.

2. O texto 1, de Olavo Bilac, tematiza a amizade de duas meninas, que desistem de brincar depois da disputa por uma boneca.

3. No texto 2, de Cecília Meireles, percebem-se, na forma e no conteúdo, características da linguagem infantil.

4. No poema 2, as aliterações constroem um efeito sonoro signifcativo.


Estão corretas apenas as afrmativas

A
1 e 2.
B
1 e 3.
C
2 e 3.
D
3 e 4.
E
1, 2 e 4.
2ae939f8-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Imagem 023.jpg

Com base nos textos, afirma-se:

I. “Ausência” apresenta uma possibilidade de en- tendimento da solidão como algo positivo, que fortalece o indivíduo por meio do retorno à sua interioridade.

II. “Poema de Sete Faces” descreve uma jornada que tem início no nascimento e é marcada pelo abandono na passagem por um “vasto mundo”.

III. Em “Ausência”, ao rememorar o seu passado, o eu lírico percebe ter sempre desejado a ausência como momento de felicidade e satisfação.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são

A
apenas I.
B
apenas III.
C
apenas I e II.
D
apenas II e III.
E
I, II e III.
34c01363-3f
PUC - RS 2012 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Imagem 026.jpg

Considerando o excerto e seu contexto, afirma-se:

( ) O narrador pode ser caracterizado como um sujeito revoltado e solitário, que não suporta o meio social no qual está inserido.

( ) Ao se aproximar de uma livraria, a voz narrativa propõe uma analogia, comparando a venda de livros à prostituição.

( ) O narrador imagina-se como morto no contexto de seu próprio e deplorável funeral, no qual o único interesse será a nomeação de alguém para substituí-lo na repartição pública.

( ) Diferentemente de Angústia, o romance São Bernardo, também de Graciliano Ramos, centraliza-se na felicidade do narrador, que faz um balanço da sua vida sob o prisma do otimismo e da redenção.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A
V – V – F – F
B
F – F – V – V
C
V – V – F – V
D
F – V – V – V
E
F – F – V – F