Questõesde PUC - RS sobre Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

1
1
1
Foram encontradas 98 questões
4b8b5ffc-30
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise o gráfico com dados referentes aos países com mais cientistas no exterior.

A partir da análise do gráfico, pode-se concluir que

A
Suíça, Reino Unido e Holanda são os países com mais cientistas estrangeiros.
B
Espanha e Brasil estão à frente dos Estados Unidos na importação de cientistas estrangeiros.
C
quanto menor o percentual de cientistas no exterior, maior é o avanço tecnológico do país.
D
enquanto o Japão desponta como o país com menor percentual de cientistas no exterior, a Suíça destaca-se como o maior exportador de cérebros.
E
a proximidade, no gráfico, do Brasil com os Estados Unidos sinaliza o fato de que o nosso desenvolvimento tecnológico não está tão atrasado.
4b88977f-30
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Assinale a alternativa correta sobre o emprego das formas verbais no texto 2.

INSTRUÇÃO: Responder às questão com base no texto 2.


A
No primeiro parágrafo, “abriram” (linha 01) e “concluiu” (linha 02) expressam atitudes que começaram a se concretizar num passado recente.
B
As ocorrências de “era” (linhas 05, 11 e 15) podem ser substituídas por “poderia ser”, sem prejuízo para o sentido e para a coerência do texto.
C
O emprego do futuro do pretérito (linhas 08, 10 e 13) indica uma hipótese que não será confirmada no final do texto.
D
O uso de “havia escolhido” no lugar de “acabou escolhendo” (linha 20), além de correto, seria mais coerente com o nível de formalidade do texto.
E
A utilização do presente do indicativo no quarto parágrafo determina a caracterização de um cenário atual.
4b82d601-30
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A leitura do texto 1 NÃO permite concluir que

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto 1.

TEXTO 1



A
os voos dos irmãos Wright foram documentados.
B
Santos Dumont voou mais de uma vez nos céus de Paris.
C
muitos brasileiros ignoram a data de nascimento de Santos Dumont.
D
o dia 20 de julho deveria ser tratado como uma das grandes datas da nossa história.
E
Santos Dumont é, aos olhos dos brasileiros, o mais consagrado cientista de todos os tempos.
4b7d436a-30
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Ao estabelecer uma comparação entre Santos Dumont e os irmãos Wright, o autor destaca

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto 1.

TEXTO 1



A
a falta de incentivo aos cientistas brasileiros.
B
o ineditismo da invenção de nosso compatriota.
C
o valor que os brasileiros dão ao que vem de fora.
D
os métodos pouco convencionais de fazer ciência no Brasil.
E
a importância de um cientista não ter receio de expor seu trabalho.
59e97c85-d6
PUC - RS 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A afirmação de Pablo Bonaface, no último parágrafo do texto, permite inferir que


A
tios e avôs não frequentam casamentos falsos.
B
casamentos reais não permitem o encontro com os amigos.
C
casamentos reais não fazem parte das cerimônias que ele frequenta.
D
casamentos reais são chatos uma vez que se precisa conviver com parentes desconhecidos.
E
a possibilidade de escolher a melhor companhia torna os casamentos falsos prazerosos.
59ed9309-d6
PUC - RS 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre a relação entre os textos, é correto afirmar:


A
A acepção 1 da palavra “ritual” (texto 3) pode ser encontrada no primeiro parágrafo do texto 1.
B
A acepção 2 da palavra “ritual” (texto 3) é explorada no primeiro parágrafo do texto 2.
C
As acepções 3 e 4 (texto 3) são objeto de discussão do texto 1.
D
Nas linhas 21 e 24 do texto 1, as palavras “rituais” e “ritual(is)” ilustram a acepção 5 (texto 3).
E
A palavra “evento”, na linha 16 do texto 2, está empregada de acordo com a acepção 6 (texto 3).
59ce3aeb-d6
PUC - RS 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre o conteúdo do texto, é correto afirmar:


A
Os rituais, por serem demasiadamente formais, são desprovidos de conteúdo.
B
Os conflitos inerentes à vida social tornam-se mais evidentes quando ritualizados.
C
Os rituais garantem segurança às pessoas em uma sociedade em constante transformação.
D
A repetição – marca comum de todos os rituais – impede que haja avanços na sociedade.
E
Os rituais consagram-se na esfera coletiva, minimizando os riscos de desaparecimento de grupos sociais.
51798199-37
PUC - RS 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No texto, a reação do advogado (linhas 35 a 39), ao ler pela primeira vez sobre o “nadismo”,

A prática de fazer nada

01    Há 10 anos, Marcelo Bohrer, 40 anos, criou um movimento

02 que, atualmente, é considerado absolutamente
03 inovador: o nadismo.
04 Em parques de Porto Alegre, convidava pessoas a
05 se juntar a ele para fazer absolutamente nada por um
06 período de cerca de uma hora. A proposta era trazer um
07 colchão e apreciar a vista, pensar, deixar o pensamento
08 livre, sem nenhuma técnica ou regra. É “freestyle”, como
09 ele define.
10 – Há um tempo, as pessoas achavam estranho,
11 não levavam a sério. Mas o dia a dia está sempre mais
12 intenso. As empresas já têm programas de prevenção
13 de estresse e estão vendo como a pausa é importante
14 para a saúde – diz.
15 No Brasil, há opções de turismo que já consideram o
16 valor dessa “parada”. Em São Paulo, na cidade de Serra
17 Negra, a pousada Shangri La reserva um espaço que se
18 destina aos que querem praticar o nadismo por alguns
19 dias. Zero agitação por lá. O local é perfeito para olhar
20 as montanhas e tem uma vista espetacular.
21 Sirlene Terenciani, 51 anos, é proprietária do lugar
22 há 19 anos e diz que o público que busca o ambiente
23 é composto principalmente por médicos, advogados e
24 profissionais que têm uma rotina corrida. A preocupação
25 com o bem-estar mental e emocional leva os clientes
26 até a pousada.
27 – Aqui a pessoa se dá o direito de fazer nada,
28 contemplar a montanha. O foco é descansar, praticar
29 nadismo mesmo. É isso que elas querem, tanto que me
30 dizem: não tire o nadismo daqui – relata, bem-humorada.
31 Depois de cumprir a agenda da manhã e da tarde, o
32 advogado Tarcisio Carneiro, 42 anos, coloca o celular no
33 silencioso, ignora ligações e e-mails e se acomoda em
34 um canto do escritório no bairro Petrópolis, na Capital.
35 Há cerca de 10 anos, ele leu sobre o nadismo e os
36 benefícios de tirar um tempinho para descansar a mente
37 durante a rotina frenética do dia a dia. Quando ouviu
38 falar, não deu muita atenção. Mas, em 2010, passou a
39 priorizar essa parada na rotina.
40 – É isso que mantém minha sanidade. Fico literalmente
41 contemplando a vista lá fora, o que está passando
42 pela rua, e deixo minha mente vagar, sem pensar em
43 nada próximo da minha realidade. É meu momento relax
44 que ajudou na minha ansiedade, insônia e que recarrega
45 as minhas energias – explica.

Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/.
Acesso em 02 abr. 2016
A
indica que ele não se preocupava com sua saúde.
B
demonstra que sua rotina não era estressante.
C
confirma o que declarou Marcelo Bohrer sobre a recepção das pessoas ao “nadismo”.
D
sugere que ele negou os benefícios da “prática do fazer nada”.
E
antecipa que sua rotina só seria modificada a partir de 2010, quando passou a praticar o “nadismo”.
51809492-37
PUC - RS 2016 - Português - Interpretação de Textos, Tipologia Textual, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Para responder à questão, analise as afirmativas sobre a composição e o conteúdo do texto 1, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


( ) Não obstante a presença de sequências narrativas, o texto é predominantemente argumentativo.

( ) No texto, há presença de argumento de autoridade, como se comprova no 5º parágrafo.

( ) Os depoimentos pertencem a pessoas que se envolveram de forma diferente com o “nadismo”.

( ) O emprego do discurso direto confere maior veracidade às ideias apresentadas nos dois parágrafos
respectivamente anteriores.

O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

A prática de fazer nada

01    Há 10 anos, Marcelo Bohrer, 40 anos, criou um movimento

02 que, atualmente, é considerado absolutamente
03 inovador: o nadismo.
04 Em parques de Porto Alegre, convidava pessoas a
05 se juntar a ele para fazer absolutamente nada por um
06 período de cerca de uma hora. A proposta era trazer um
07 colchão e apreciar a vista, pensar, deixar o pensamento
08 livre, sem nenhuma técnica ou regra. É “freestyle”, como
09 ele define.
10 – Há um tempo, as pessoas achavam estranho,
11 não levavam a sério. Mas o dia a dia está sempre mais
12 intenso. As empresas já têm programas de prevenção
13 de estresse e estão vendo como a pausa é importante
14 para a saúde – diz.
15 No Brasil, há opções de turismo que já consideram o
16 valor dessa “parada”. Em São Paulo, na cidade de Serra
17 Negra, a pousada Shangri La reserva um espaço que se
18 destina aos que querem praticar o nadismo por alguns
19 dias. Zero agitação por lá. O local é perfeito para olhar
20 as montanhas e tem uma vista espetacular.
21 Sirlene Terenciani, 51 anos, é proprietária do lugar
22 há 19 anos e diz que o público que busca o ambiente
23 é composto principalmente por médicos, advogados e
24 profissionais que têm uma rotina corrida. A preocupação
25 com o bem-estar mental e emocional leva os clientes
26 até a pousada.
27 – Aqui a pessoa se dá o direito de fazer nada,
28 contemplar a montanha. O foco é descansar, praticar
29 nadismo mesmo. É isso que elas querem, tanto que me
30 dizem: não tire o nadismo daqui – relata, bem-humorada.
31 Depois de cumprir a agenda da manhã e da tarde, o
32 advogado Tarcisio Carneiro, 42 anos, coloca o celular no
33 silencioso, ignora ligações e e-mails e se acomoda em
34 um canto do escritório no bairro Petrópolis, na Capital.
35 Há cerca de 10 anos, ele leu sobre o nadismo e os
36 benefícios de tirar um tempinho para descansar a mente
37 durante a rotina frenética do dia a dia. Quando ouviu
38 falar, não deu muita atenção. Mas, em 2010, passou a
39 priorizar essa parada na rotina.
40 – É isso que mantém minha sanidade. Fico literalmente
41 contemplando a vista lá fora, o que está passando
42 pela rua, e deixo minha mente vagar, sem pensar em
43 nada próximo da minha realidade. É meu momento relax
44 que ajudou na minha ansiedade, insônia e que recarrega
45 as minhas energias – explica.

Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/.
Acesso em 02 abr. 2016
A
F – F – V – V
B
F – V – V – F
C
V – F – V – V
D
V – F – F – V
E
V – V – F – F
d6979f93-3b
PUC - RS 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

As informações fornecidas pelo texto permitem responder à(s) pergunta(s):

( ) Que é subjetividade?

( ) Que é tendenciosidade?

( ) De que decorre a falta de objetividade?

( ) O que se pode concluir sobre o estilo?

( ) Qual a relação entre objetividade, falácia e ideal, no jornalismo?

O preenchimento correto dos parênteses, de cima para baixo, é


A
F – V – F – V – F
B
F – F – V – F – V
C
V – V – V – V – V
D
F – F – F – F – F
E
V – V – V – V – F
cf380363-36
PUC - RS 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia a letra A mão da limpeza, de Gilberto Gil, também interpretada por Chico Buarque de Hollanda.


O branco inventou que o negro

Quando não suja na entrada

Vai sujar na saída, ê

Imagina só

Vai sujar na saída,

ê Imagina só

Que mentira danada, ê


Na verdade a mão escrava

Passava a vida limpando

O que o branco sujava, ê

Imagina só

O que o branco sujava, ê

Imagina só

O que o negro penava, ê


Mesmo depois de abolida a escravidão

Negra é a mão

De quem faz a limpeza

Lavando a roupa encardida, esfregando o chão

Negra é a mão

É a mão da pureza


Negra é a vida consumida ao pé do fogão

Negra é a mão

Nos preparando a mesa

Limpando as manchas do mundo com água e sabão

Negra é a mão

De imaculada nobreza


Na verdade a mão escrava

Passava a vida limpando

O que o branco sujava, ê

Imagina só

O que o branco sujava, ê

Imagina só

Eta branco sujão


Com base na letra de Gilberto Gil e na obra de Chico Buarque de Hollanda, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


( ) A letra de Gil denuncia o trabalho pesado a que os negros são submetidos.


( ) Ao mencionar um estereótipo racial, a letra propõe uma inversão dos papéis sociais, pois quem suja é o branco e quem limpa, desde a escravidão, é o negro.


( ) A letra propõe um final racial conciliatório, no qual o branco ajudará o negro a limpar as roupas encardidas, o chão e as manchas do mundo.


( ) A peça Gota d´Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, também tematiza a questão do oprimido, ao adaptar a tragédia Medeia, de Eurípedes, para um morro carioca.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

A
F – V – V – V
B
F – F – V – V
C
V – F – F – F
D
V – V – F – F
E
V – V – F – V
cf24cbf3-36
PUC - RS 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , preencha as lacunas.


O autor gaúcho ________, no conto “Negro Bonifácio”, relata, por meio de uma linguagem ________, um confronto violento depois de uma ________

A
Cyro Martins – preciosista – carreira de cavalos
B
Simões Lopes Neto – regional – carreira de cavalos
C
Erico Verissimo – regional – cerimônia de casamento
D
Simões Lopes Neto – preciosista – dança folclórica
E
Cyro Martins – inovadora – cerimônia de casamento
cf1ea286-36
PUC - RS 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do conto “Pai contra a mãe”, de Machado de Assis, e preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de cousas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão. Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.

Com base no texto literário e na obra de Machado de Assis, afirmar-se:


( ) No excerto do conto, o narrador-personagem evidencia um tipo de intromissão que coloca sob suspeita a sua descrição dos fatos.


( ) Apesar da crueldade da atividade, a profissão de caçador de escravos acabou se transformando numa possibilidade de sustento financeiro para uma série de pessoas que já não encontravam um ofício no cotidiano.


( ) O conto “O Caso da Vara” também tematiza a questão da escravidão ao retratar o castigo da jovem escrava Lucrécia.


( ) O tema do racismo não se mostra preponderante nas principais obras machadianas.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

A
V – V – F – F
B
V – F – V – F
C
V – F – F – V
D
F – V – F – V
E
F – V – V – V
6777a12c-36
PUC - RS 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Pela leitura do texto, é possível concluir que

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


               Entre o espaço público e o privado


01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

10  passando por situações constrangedoras, pedindo

11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

19                  A relação que o homem estabelece com o

20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

27  já apontam que a habitação é um ponto base e

28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

34  existência à vista de outras pessoas”.

35         O modo como essas pessoas constituem o único

36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

39  inseridos: o público e o privado.


RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

(fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

Acesso em 21/8/2014.

A
os moradores de rua não têm preocupação com sua intimidade.
B
aqueles que fazem da rua sua casa dão um novo significado para seus objetos pessoais.
C
as ruas têm uma lógica própria de funcionamento, que inviabiliza a proteção do indivíduo.
D
os excluídos constroem nas ruas limites invisíveis para substituir o espaço que lhes é vedado.
E
os aspectos mais violentos da existência humana são expostos por aqueles que vivem na rua.
677d0d2b-36
PUC - RS 2014 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as afirmações a seguir sobre a organização das ideias no texto, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

( ) A sequência descritiva do primeiro parágrafo confere concretude às ideias apresentadas.

( ) Há uma relação de oposição entre as duas últimas frases do primeiro parágrafo.

( ) O segundo parágrafo discorre sobre as causas da situação, apresentando argumentos baseados em dados históricos.

( ) A última frase do texto reforça o ponto de vista do autor e propõe uma solução para o problema discutido.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


               Entre o espaço público e o privado


01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

10  passando por situações constrangedoras, pedindo

11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

19                  A relação que o homem estabelece com o

20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

27  já apontam que a habitação é um ponto base e

28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

34  existência à vista de outras pessoas”.

35         O modo como essas pessoas constituem o único

36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

39  inseridos: o público e o privado.


RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

(fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

Acesso em 21/8/2014.

A
V – F – V – F
B
V – F – F – F
C
F – F – F – V
D
V – V – V – F
E
F – V – F – V
2a7acfe4-36
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia os versos do poema Mar absoluto e considere a informação sobre o(a) autor(a).

Foi desde sempre o mar,
E multidões passadas me empurravam
como o barco esquecido.

Um dos nomes da literatura brasileira que mais utilizou o mar como matéria poética, com títulos como Viagem, Vaga música e Mar absoluto, foi:

A
Adélia Prado.
B
Cecília Meireles.
C
Vinícius de Moraes.
D
João Cabral de Melo Neto.
E
Carlos Drummond de Andrade.
2a673ec0-36
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

As afirmativas corretas são:

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto do poema “Meus oito anos", e analise a pintura “História trágico-marítima", da portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A artista e seu marido, o também pintor húngaro Árpád Szenes, vêm ao Brasil para fugir das perseguições contra os judeus, e aqui vivem de 1940 a 1947.

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!(...)

O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d'amor!



I. A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os ele- A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os elementos da natureza reforçam essa idealização tipicamente romântica.
II. O título da obra de Vieira da Silva faz referência aos horrores dos naufrágios marítimos, na época das grandes navegações. No entanto, o contexto da sua criação, 1944, permite-nos afirmar que a pintura traz o naufrágio como metáfora dos horrores da guerra.
III. É perceptível, na obra de Vieira da Silva, a influência do movimento realista, a partir da exatidão dos traços sombrios do desenho, na denúncia da guerra.
IV. Comparativamente, o excerto do poema, se um quadro fosse, apresentaria formas claras, nítidas e estáticas, uma vez que “Meus oito anos" está muito longe das intempéries e turbulências: tudo é belo e sossegado, inclusive o mar.

A
I e II, apenas.
B
II e III, apenas.
C
III e IV, apenas.
D
I, II e IV, apenas.
E
I, II, III e IV.
56b612b6-36
PUC - RS 2015 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

De acordo com as ideias do segundo parágrafo, o comportamento heteronômico caracteriza-se pela

                           

A
atitude egocêntrica.
B
falta de autonomia.
C
postura individualista.
D
ausência de afetividade.
E
desobediência às regras.
ceb2dffc-28
PUC - RS 2010, PUC - RS 2010 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas.

Imagem 024.jpg
A
I e II
B
I e IV.
C
II e III.
D
I, III e IV.
E
II, III e IV.
ca02bc06-28
PUC - RS 2010, PUC - RS 2010 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

__________, em Triste Fim de Policarpo Quaresma, problematiza a relação entre ___________ e o ___________.

A
Monteiro Lobato – o indianismo – partidarismo
B
Graciliano Ramos – a clandestinidade – regionalismo
C
Lima Barreto – a alienação ufanista – nacionalismo
D
Oswald de Andrade – a modernidade – vanguardismo
E
Mario de Andrade – a loucura – dadaísmo